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29 de janeiro de 2018

O que precisa ser feito


O ano se inicia e novamente fazemos promessas que não vamos cumprir. Por que será que isso se repete a cada 365 dias? Possivelmente por dois motivos: ou deixamos a promessa de lado, ou fazemos o que queremos fazer em vez de fazer o que precisa ser feito para alcançar nosso objetivo. E é sobre isso que gostaria de falar com vocês hoje: você sabe identificar a diferença entre o que você quer fazer para alcançar um objetivo do que efetivamente precisa ser feito para chegar lá?

Nossa mente nos prega muitas peças. Confundimos imaginação com realidade. Fazemos associações fantasiosas, criamos caminhos curtos e floridos para chegar no tão sonhado resultado. Encontramos todas as desculpas possíveis para justificar uma atitude não tomada.

E justamente essa atitude que deixamos de lado, provavelmente seria a que nos levaria mais próximos do resultado. Por que motivos agimos assim?

Primeiramente porque o que precisa ser feito costuma dar trabalho e nos trazer algum incômodo. Implica em arrumar algo que há muito está desorganizado, em contabilizar o que queremos esquecer, em falar com quem não simpatizamos ou em tentar contato com alguém que não sabemos como vai nos receber.

Os três sabores da pizza

Nos meus processos de Coaching, costumo trabalhar com os meus clientes como se o desejo de se atingir uma meta fosse uma pizza com três pedaços de tamanhos iguais, mas sabores bem diferentes (ilustração).  Um deles é o resultado que queremos atingir. O segundo, é que estamos dispostos a fazer para atingir esse resultado. E o terceiro é o que efetivamente precisa ser feito para chegarmos lá.O mais comum é que queiramos aumentar o tamanho do pedaço correspondente ao que estamos dispostos a fazer, acreditando que ele, automaticamente, vai nos ajudar a ampliar a fatia do resultado e a diminuir a fatia do que efetivamente precisamos fazer. E o que acontece é justamente o contrário. Quanto mais tentamos diminuir o pedaço do que precisa ser feito menor e menos saboroso será o resultado.

Vamos então deixar a emoção e o desejo puro de lado e focar no que efetivamente precisa ser feito para alcançarmos um determinado objetivo?  É como aquele casaco que você não usa faz tempo porque está no fundo daquele armário que há muito tempo você precisa arrumar. O que você gostaria é que ou nunca mais fizesse frio, ou que ao esticar o braço você conseguisse pegar o casaco. Ou ainda que alguém se sensibilizasse com a situação e arrumasse o armário ou comprasse um casaco novo para você.  Diante disso você se lamenta todos os dias pela falta do casaco e pela “falta de tempo para arrumar o armário” e também pelo preço do casaco novo no shopping.

Afinal o que você quer é o casaco, mas não está disposto a fazer o que precisa para consegui-lo, que é arrumar o armário. Pensa no armário pelo menos uns dois minutos por dia (que ao final de um ano se somados darão mais do que dez horas), mas não se dispõe a fazer o que efetivamente precisa ser feito para atingir seu resultado: separar duas ou três horas em frente ao armário, colocá-lo em ordem e pegar o casaco.

Ah! mas eu não tenho tempo. De separar duas horas produtivas para conseguir seu objetivo não tem, mas para, durante o ano, foi possível desperdiçar mais de 10 horas pensando no casaco e no armário bagunçado? Vamos repensar nossa maneira de atingir resultados e valorizar o que precisa ser feito para chegar até eles?