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8 de março de 2018

A porta de entrada do empreendedorismo


O mercado de trabalho brasileiro ainda sofre as consequências perversas da recessão que sufocou nossa economia nos últimos anos. O País encerrou 2017 com mais demissões do que contratações, acumulando um resultado negativo de 28 mil vagas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 Nesse quadro problemático, é natural imaginar que o indivíduo sem recolocação no mercado tenha partido para o negócio próprio como forma de voltar a ter renda. São pessoas que aproveitam seus dotes culinários e passam a vender bolos, doces e salgadinhos na vizinhança, entregar marmitas ou usam um espaço na própria casa para montar um salão de beleza e assim por diante.

 Para o trabalhador que resolve atuar de forma autônoma a opção de se tornar Microempreendedor Individual (MEI) e fazer tudo de forma regularizada é, sem dúvida, a mais indicada. É a porta de entrada para quem quer empreender.

 O interessante, conforme mostra pesquisa do Sebrae-SP de 2017, é que a principal motivação para se formalizar como MEI não é a falta de emprego com salário bom (razão apontada por 42,3% dos entrevistados). O maior motivador para ser MEI é a possibilidade de independência (80,8% das respostas). Na sequência, aparecem a necessidade de se obter uma fonte de renda (78,8%), o desejo de colocar em prática seus conhecimentos (75,7%) e ter dinheiro para começar um negócio e se deparar com uma oportunidade (54,1%).

 Quem virou MEI cita as vantagens da formalização: estar legal perante o governo (27,8%), pagar poucos impostos (23,3%), emitir nota fiscal (20,3%) e poder atender a empresas (18,8%).

 Daí fica claro por que o número de MEIs não para de crescer: só no Estado de São Paulo existiam 905 mil em 2013 e ao final do ano passado chegaram a 2 milhões.

 Portanto, vê-se que ser MEI é ter autonomia e segurança para trabalhar sem precisar se esconder do poder público, arcar com uma carga tributária reduzida, se apresentar para o mercado com outro status e ampliar o horizonte de negócios.

 Se é para trabalhar por conta própria, que seja da melhor maneira possível. É assim que se pavimenta o caminho para o sucesso.