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12 de junho de 2018

Capital paulista terá 15 coletores de lixo eletrônico até o fim do mês – Parque Ibirapuera já conta com um deles


Praticar exercícios e manter contato com a natureza fazem bem para as nossas saúdes física e mental. Além disso, esses benefícios podem ser ampliados se aproveitarmos o momento para cuidar da cidade em que moramos.

No Parque Ibirapuera isso é possível desde o dia 14 de maio deste ano. O espaço localizado na região centro-sul da capital paulista recebeu o primeiro ponto público de coleta de lixo eletrônico na cidade. O e-lixo, como também é chamado, recebe computadores (notebooks e CPUs), celulares e tablets, monitores e equipamentos de pequeno porte (impressoras).
Para a assessora técnica do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP Cristiane Cortez, a visibilidade de um coletor em um parque é enorme em virtude da grande movimentação de pessoas no local. O Ibirapuera é o parque mais visitado da América Latina, com aproximadamente 14 milhões de frequentadores por ano. “O espaço facilita o processo correto de descarte desses materiais porque a pessoa que costuma passear ou fazer atividades aproveita para levar os eletrônicos que estão em casa. Os equipamentos podem estar estragados ou apenas em desuso por causa da tecnologia ultrapassada”, afirma.

Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), a estrutura feita de aço, metais e plásticos reciclados tem capacidade para aproximadamente 300 kg, podendo contabilizar cerca de 1,6 mil kg de itens recolhidos por mês. Na primeira semana em que o coletor fixou exposto, foram coletados 187 kg no parque.

Esse tipo de iniciativa benéfica ao meio ambiente se contrapõe a um dado desanimador constatado no Brasil: o País é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina e o segundo das Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, com 1,5 milhão de toneladas geradas por ano, de acordo com a pesquisa “Global E-waste Monitor 2017”.

Os problemas dessa produção de lixo é que os equipamentos eletrônicos contêm uma série de componentes químicos e substâncias poluentes como mercúrio, cádmio, arsênio, zinco, lítio e chumbo. O descarte incorreto desses materiais, no lixo comum e em terrenos baldios, causa riscos ao meio ambiente e à nossa saúde ao contaminar o solo e o lençol freático.

O objetivo do coletor instalado no Parque Ibirapuera é justamente o de incentivar o descarte correto e conscientizar a população sobre a importância de se desfazer dos eletrônicos causando o mínimo de prejuízo ao meio ambiente.

O programa tem o patrocínio do escritório de Turismo de Mônaco no Brasil e do Movimento Greenk, que desenvolveu o projeto. O principado promove ações socioambientais em diversos países como parte da campanha O Verde é o Novo Glamour, que aborda a sustentabilidade.

Além de reduzir os impactos ambientais e os prejuízos à saúde da população, o descarte correto evita o desperdício de recursos, pois a reciclagem permite o reaproveitamento de parte do material que seria desprezado.

Fernando Perfeito, do Movimento Greenk e CEO do evento Greenk Tech Show, diz que uma triagem é feita após o recolhimento. Os materiais que estiverem em condições de uso serão encaminhados aos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), do projeto do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). “Nos CRCs, os equipamentos serão remanufaturados e doados para escolas públicas, promovendo a inclusão digital. Os produtos e as peças fora de uso seguirão para empresa ambiental certificada, que irá desmontá-los para que os diferentes materiais sejam reinseridos na cadeia produtiva como matéria-prima”, explica Perfeito.

O processo vai conduzir os resíduos denominados rejeitos – o que não pode ser reutilizado – a um local adequado que não agrida o meio ambiente.

No total, a capital terá coletores de lixo eletrônico em 15 pontos públicos até o fim deste mês de junho, sendo um na sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, e os outros nos seguintes parques municipais:

Parque Trianon – Rua Peixoto Gomide, 949
Parque Prefeito Mario Covas – Avenida Paulista, 1.853
Parque da Independência – Avenida Nazareth, s/n
Parque do Cordeiro Martin Luther King – Rua Breves, 968
Parque Lina e Paulo Raia – Rua Volkswagen, s/n
Parque Buenos Aires – Av Angélica, 1.500
Parque do Povo – Av. Henrique Chamma, 420
Parque da Aclimação – Rua Muniz de Souza, 1.119
Parque Burle Marx – Av. D Helena Pereira de Moraes, 200
Parque Esportivo do Trabalhador – R. Canuto Abreu, s/n
Parque Piqueri – R. Tuiuti, 515
Parque do Carmo – Av. Afonso de Sampaio e Sousa, 951
Parque Vila Guilherme /Trote – Rua São Quirino, 905

Para operacionalizar toda esta iniciativa, serão necessários investimentos da ordem de R$ 200 mil, mas tal custo não será repassado para os cofres municipais. A coleta e o transporte dos itens recolhidos são de responsabilidade da Green Eletron, entidade fundada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para gerir a Logística Reversa de equipamentos eletroeletrônicos no país. As principais fabricantes de eletroeletrônicos já aderiram a esta iniciativa e fazem parte hoje da Green.

Os pontos de entrega e o material recolhido vão integrar as ações do termo de compromisso do qual a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) faz parte. O acordo, assinado pela Entidade em 2017, tem vigência de quatro anos e atende às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

A plataforma da Federação auxilia consumidores, empresas e sindicatos na implementação da LR. Dúvidas sobre o tema podem ser enviadas para o e-mail: logisticareversa@fecomercio.com.br.. Uma equipe da FecomercioSP responderá às perguntas.