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21 de março de 2018

Senac e FecomercioSP recebem mais de 1 tonelada de pilhas e baterias portáteis vencidas ou usadas


Foi recolhida mais de 1,2 tonelada de pilhas e baterias portáteis vencidas ou usadas durante os seis primeiros meses da parceria entre o Senac-SP e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A ação teve início em julho de 2017 e conta com pontos de entrega secundários nas 61 unidades do Senac distribuídas pela Grande São Paulo e interior do Estado. A iniciativa integra o programa de Logística Reversa da Federação, em parceria com a Green Eletron (entidade gestora desse sistema de logística reversa) e tem como meta expandir a presença de urnas coletoras em todos os estabelecimentos comerciais dos 645 municípios do Estado até 2020.

O edifício da administração central do Senac São Paulo, localizado na rua Doutor Vila Nova, no bairro de Vila Buarque, região central da capital paulista, é o local que mais recebeu material para reciclagem, com cerca de 440 kgs.

Para o coordenador do Programa Ecoeficiência e do Sistema Senac de Gestão Ambiental, Leandro de Oliveira, o programa deve crescer nos próximos meses com o aumento da participação dos comerciantes. “Certamente o comércio vai entender os benefícios dessa parceria e passar a trazer cada vez mais pilhas e baterias portáteis para os pontos do Senac”, diz.

A assessora técnica do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, Cristiane Cortez, diz que o objetivo do acordo com o Senac é facilitar a vida dos comerciantes na hora do descarte correto desses materiais.

“É muito ruim o estabelecimento ter o coletor e depois enfrentar dificuldades para levar as pilhas e baterias portáteis até um local que faça a gestão. Muitos, inclusive, sentem-se desestimulados porque precisam assumir o custo do transporte. Nós não queremos que o comerciante tenha mais esse custo”, detalha.

Além de atender comerciantes, os pontos de entrega do Senac estão disponíveis para alunos e funcionários do Senac e sindicatos. Para aumentar o número de usuários, a FecomercioSP facilitou a adesão ao termo de compromisso de Logística Reversa mediante a plataforma disponível no site da Federação. Desde fevereiro deste ano se tornou desnecessária a apresentação do contrato social da empresa para o cadastro, que pode ser realizado pelo link: www.fecomercio.com.br/projeto-especial/logistica-reversa/.

Para aderir ao termo de compromisso, o comerciante deve entrar no Portal da Logística Reversa, clicar na aba “Produtos”, “Pilhas e Baterias Portáteis” e depois no “Participe” em Adesão Comerciante.

Ponto a ponto

Pilhas e baterias portáteis são usadas em quase todos os aparelhos eletroeletrônicos. Apesar dos inúmeros benefícios que essa tecnologia traz, a reciclagem desses produtos pós-consumo ainda não está integrada ao cotidiano dos brasileiros.

Mas o que precisamos entender é que o descarte deveria ser quase tão fácil como a compra. Pela legislação vigente, o consumidor pode descartar a pilha ou a bateria portátil na loja em que adquiriu o produto. De acordo com o Programa de logística reversa, conduzido pela FecomercioSP em conjunto com a Green Eletron, o lojista armazena esse material e entrega no ponto secundário mais próximo. Em seguida, os resíduos são coletados pela empresa GM&Clog. A companhia é a responsável pelo transporte dos itens coletados levando-os para a cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde a triagem é feita. Em seguida, todo o material coletado é encaminhado para sua destinação final, realizada pela empresa Votorantim Metais, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

As pilhas e baterias portáteis são separadas por marca. Isso porque o sistema é custeado pelos fabricantes e importadores desses produtos. O material pirata e ilegal, ou de marcas não participantes do Programa, é recolhido e seus custos são rateados entre as empresas que se comprometeram a respeitar a legislação vigente. Por isso é tão importante o papel do consumidor, privilegiando as marcas das empresas responsáveis e que demonstram seu compromisso com o consumidor e o meio ambiente. Produtos pirata entram no País por contrabando e custam praticamente metade do valor dos originais, mas além de não seguir a lei brasileira para produtos perigosos – oferecem risco à saúde, não custeiam o sistema de logística reversa. Não compre pilhas e baterias portáteis de procedência duvidosa.

Esses resíduos devem ser descartados de forma correta, caso contrário, podem prejudicar o meio ambiente e a saúde pública. As pilhas e baterias portáteis podem conter chumbo, cádmio, mercúrio e lítio em sua composição, o que pode resultar em riscos de contaminação do solo, lençóis freáticos e cursos d’água, assim como os vegetais e os animais. Enquanto que as empresas legalizadas que operam no país, demonstram por meio de laudos, que seus produtos não utilizam mais mercúrio nem chumbo e, alguns deles, nem mesmo mais o cádmio. Além claro, de assegurarem a destinação final ambientalmente adequada dos produtos que colocam no mercado.

Para evitar contínuos estragos, a Resolução Conama nº 401/2008 estabeleceu os limites máximos de metais que podem ser utilizados na composição das pilhas e baterias portáteis comercializadas no território nacional. Mesmo seguindo a norma, o descarte irregular causa transtornos. “Ao serem jogados no lixo comum, eles seguirão para os aterros, que terão uma acumulação grande desses resíduos, prejudicando todos”, explica Cristiane.
A legislação ainda recomenda que todas as pilhas e baterias portáteis sejam descartadas em locais adequados, prevenindo os impactos negativos. Apenas os rejeitos – ou seja, o que não tem como reciclar – são destinados ao aterro de resíduos perigosos, local onde o material fica confinado, de forma a não prejudicar o meio ambiente.

“A reciclagem transforma os metais contidos nas pilhas e baterias portáteis em óxidos, usados principalmente como pigmento pelas indústrias, ou nos próprios metais originais, que voltam ao ciclo produtivo. Ignorar o processamento desses resíduos é também desperdiçar materiais que podem ser reaproveitados”, enfatiza a assessora técnica do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP.

A FecomercioSP tem ainda como parceiras no projeto a Secretaria do Meio Ambiente do Estado; a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Dúvidas sobre o programa podem ser enviadas para o e-mail logisticareversa@fecomercio.com.br.