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12 de maio de 2021

Adaptação do consumidor à pandemia ajudou o varejo em março


O varejo ampliado cresceu 10,1% na comparação com março de 2020, segundo o IBGE. Para os economistas da ACSP, tendência é de recuperação do setor

varejo, em março, surpreendeu, dando os primeiros sinais de reação. As projeções do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) apontam para a continuidade da recuperação do setor durante o segundo trimestre, impulsionada pela volta do auxílio emergencial e pela base mais fraca de comparação de 2020.

Essa recuperação poderá ganhar mais “tração” ao longo dos meses seguintes, em função do avanço da vacinação.

Em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo restrito (que não incluem veículos e material de construção) e do ampliado (que consideram todos os segmentos) registraram altas de 2,4% e 10,1%, respectivamente, sobre o mesmo mês de 2020.

No varejo restrito, houve reversão da tendência de contração, registrada a partir de janeiro. No acumulado em 12 meses, houve alta de 0,7%, no primeiro caso, e queda de 1,1%, no segundo, resultados mais favoráveis em relação aos observados na leitura anterior.

Esse aumento anual chama a atenção, pois, apesar de ser influenciado pela base de comparação mais fraca de 2020, também refletiria uma retomada inesperada do comércio. Essa apreciação é reforçada quando se observa que também houve crescimento do varejo restrito em relação a março de 2019 (1,2%), quando ainda não havia pandemia.

A recuperação do varejo poderia ser explicada pela mudança no padrão de consumo das famílias originada pela pandemia e o isolamento social, privilegiando as compras de itens básicos, tais como artigos farmacêuticos e de uso pessoal, além daqueles associados à uma maior permanência nos lares, tais como móveis e eletrodomésticos, outros artigos de residência e material de construção.

Por sua vez, a contração registrada nas vendas de supermercados teve como causa os aumentos dos preços dos alimentos, num contexto de ausência do auxílio emergencial, enquanto no caso dos veículos, o forte crescimento das vendas decorre fundamentalmente do “efeito base de comparação”.

 

Fonte: Diário do Comércio

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