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7 de abril de 2021

As empresas precisam voltar a trabalhar


FecomercioSP reforça que recuperação da economia só se dará se empresas puderem abrir e permanecerem abertas, o que somente será possível mediante aceleração da vacinação dentro do PNI

Mais que se adaptar, o empresário se reinventou inúmeras vezes desde que a pandemia de covid-19 teve início. Além de seguir os protocolos de saúde à risca e as determinações de fechar as portas em períodos de maior restrição, limitando o atendimento no espaço físico, o máximo foi feito para pagar as contas em dia e manter os empregos dos funcionários.

Apesar dos esforços, que ainda envolvem investimentos em novas tecnologias e aprimoramento dos serviços de entrega para continuar a atender o cliente com segurança, os indicadores, tanto nacionais como estaduais, mostram um cenário crítico no qual o número de contaminados só cresce.

A recuperação da economia somente terá início se as empresas puderem abrir e permanecerem abertas – o que torna a aceleração da vacinação, dentro do Plano Nacional de Imunização (PNI), uma medida de extrema urgência, defende a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em manifesto publicado nesta quarta-feira (7) nos principais jornais do País, assinado com seus 136 sindicatos filiados, a Entidade destaca que não é possível assistir, passivamente, à extinção de milhares de empresas e que se faz emergencial a atuação conjunta pela reconstrução econômica do País.

A Federação ressalta que, nesse ambiente complexo e com a pandemia e a quarentena global inéditas, o empresário se depara com falta de incentivo fiscal, aumento de impostos e o abismo entre a oferta de crédito e a necessidade de recursos por parte das empresas dos mais diferentes setores.

A ausência de coordenação entre os governos municipais, estadual e federal é evidente e um importante agravante que afeta todos os cidadãos, sem exceção. Em contrapartida à falta de articulação nacional para manter a estrutura econômica do País e a sobrevivência das empresas, o trabalho de entidades de classe tem apoiado as ações dos empreendedores que se veem desamparados.

E nós, da FecomercioSP, temos atuado de forma incisiva na defesa dos empregos e das empresas, ou seja, da sociedade como um todo, em várias frentes, como tributária e trabalhista, com olhar cuidadoso às pequenas empresas.

Nossa articulação junto ao Poder Público vem impedindo a adoção de medidas que seriam ainda mais prejudiciais às empresas, assim como permite a implantação de ações benéficas ao empreendedorismo e o incentivo ao debate crucial acerca do que ainda precisa ser feito.

Com a mais nova restrição no Estado de São Paulo, em vigor até dia 11 de abril, a Entidade conseguiu, por exemplo, a urgente adoção da modalidade de retirada presencial de mercadorias, por meio da qual os estabelecimentos funcionariam sem circulação interna, com entrega individual das compras pelo lojista ao consumidor, no exterior da loja, ao ar livre, respeitando-se os protocolos sanitários e sem contato direto entre os envolvidos. A Federação pede, ainda, que a modalidade seja válida durante todo o período de pandemia.

Além dessa alternativa de atendimento, defendemos, entre outros pontos, nova rodada de medidas de flexibilização trabalhista; a liberação do auxílio emergencial, com valores pertinentes, para a sociedade em geral; a criação do auxílio emergencial destinado às pequenas empresas; a reedição do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe); e, a exemplo das nossas solicitações atendidas para as empresas do Simples Nacional, melhores condições de parcelamento e carência no pagamento de tributos municipais, estaduais e federais vencidos de abril até junho deste ano.

 

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