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7 de fevereiro de 2019

Banco Central mantém Selic em 6,5%, em consonância com momento de incertezas, avalia FecomercioSP


Segundo a Federação, a instituição agiu com cautela no aguardo de que as reformas sejam aprovadas ou, ao menos, bem encaminhadas

Na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano, com todas as mudanças políticas e econômicas ainda em andamento, o Banco Central (BC) manteve, mais uma vez, a Selic em 6,5%. A taxa está nesse patamar desde o fim do ciclo de quedas, em março de 2018.
Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), não era de se esperar que houvesse uma ação distinta do Banco Central, e a medida é totalmente justificada para o momento, apesar de a inflação se mostrar mais controlada do que o previsto; o câmbio, um pouco mais valorizado; e de haver boas perspectivas para aprovação de reformas – em especial, a da Previdência –, nada está de fato garantido.
Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses é menor do que 4%, e o projetado está abaixo desse patamar. Nessa perspectiva, o Banco Central teria condições de reduzir juros, mas agiu com cautela, justificada pelo momento de incertezas.
A FecomercioSP, que sempre apoiou todo o processo de redução de juros, espera que no médio prazo – com as reformas aprovadas ou, ao menos, bem encaminhadas – o País termine de fazer seu ajuste fiscal, permitindo não só a queda mais acentuada de juros, como também a recuperação de emprego, renda, consumo e produção. Caso contrário, o cenário pode se inverter, exigindo ciclos indesejáveis de alta de juros.

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