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21 de maio de 2020

Com demanda restrita, comércio deve reduzir mix de produtos à venda


Varejo também deve priorizar a reposição de produtos essenciais e evitar compromissos financeiros com fornecedores

Por cautela, redução de salário ou perda de emprego – consequências da pandemia de coronavírus –, a renda dos consumidores está mais restrita. Com isso, para manter o fluxo de caixa em dia, as empresas do comércio varejista devem reavaliar o mix de produtos à venda, dando preferência à oferta de bens essenciais e descontos em itens perecíveis ou com prazos de validade mais próximos da data de vencimento.

Como não se sabe exatamente quando e como as atividades comerciais retornarão à normalidade, além dos malefícios da pandemia sobre o mercado de trabalho, o empreendedor tem de conviver com uma imprevisibilidade nada favorável aos negócios. Por isso, é importante reduzir ao máximo o mix de produtos ofertados, priorizando as mercadorias com maior fluxo de vendas e que possibilitam margens de lucro mais vantajosas.

De acordo com a assessoria técnica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP, também é momento de avaliar o volume de estoques. Nesse sentido, o comércio deve se focar na reposição de produtos de uso essencial e evitar novos compromissos financeiros com os fornecedores.

Inflação da pandemia

Implementadas em meados de março no Estado de São Paulo, as medidas de isolamento social alteraram, em um curto espaço de tempo, os hábitos de consumo da população paulista. Com isso, alimentos básicos, medicamentos e itens de higiene pessoal e limpeza foram adquiridos com prioridade.

Embora os índices gerais de inflação apontem estabilidade nos preços, os produtos mais procurados na conjuntura atual sofreram aumentos consideráveis.

Dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), organizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontaram inflação estável no fim de abril na região metropolitana de São Paulo. Com base nos mesmos dados, um levantamento da FecomercioSP, contudo, mostra alta média de 5,52% quando se analisam somente os produtos mais utilizados durante a quarentena.

A “cesta da pandemia” indica que despesas com alimentação no domicílio (7,45%), alimentação e bebidas (6,58%), habitação e produtos de limpeza (5%), saúde (3,81%) e cuidados pessoais (3,41%) tiveram aumentos significativos.

Entre os bens e serviços que subiram de preço, destaques para cenoura (40,85%), açúcar refinado (22,21%), músculo (21,23%), alcatra (14,72%), leite longa vida (14,5%), arroz (12,86%), contrafilé (11,45%), milho-verde em conserva (11,85%), detergente (9,44%), maçã (7,99%), bolo (7,89%), planos de saúde (7,33%), sabão em pó (7,23%) e serviços laboratoriais e hospitalares (3,58%).

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