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23 de fevereiro de 2022

Confiança do empresário cai após oito altas consecutivas


Variante ômicron e surto de influenza diminuem otimismo dos gestores

Após registrar oito altas consecutivas, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) na capital paulista caiu 2,4% em fevereiro. O indicador passou de 119,6 pontos, em janeiro, para 116,8, neste mês. Os dados são da pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que também aponta a diminuição da intenção de expansão dos negócios. O IEC, índice que mede esta variável, apresentou queda de 5,7%, registrando 112,6 pontos. Dentre as razões que podem justificar a redução na percepção dos empresários, estão os impactos da nova variante do coronavírus, além do surto de influenza, sobre a demanda de bens e serviços. O Índice de Estoque (IE), por sua vez, registrou aumento de 2,1% (120,2 pontos).

Dentre os subíndices que compõem o ICEC, o que mede o investimento (IIEC) obteve a maior queda. O porcentual foi de 4% – chegando a 104,2 pontos. Os comerciantes avaliam que as condições atuais (ICAEC) também estão piores. A queda foi de 1,7%, passando para 99,6 pontos. Quando se trata da expectativa dos gestores (IEEC), os números também mostram redução do otimismo (queda de 0,6%, registrando 146,5 pontos). Em relação a fevereiro do ano passado, entretanto, o ICEC apontou alta de 20,3%. Na base de comparação anual, os três quesitos registraram crescimento: o ICAEC avançou 49,9%; o IEEC, 6,7%; e o IIEC, 18,9%.

O Índice de Expansão do Comércio (IEC) subiu 23,9% em comparação ao mesmo período do ano passado. Quanto às expectativas para contratação de funcionários, houve queda de 6,4%, chegando a 129,6 pontos. Já o nível de investimento das empresas também sofreu queda (-4,9%), atingindo 95,6 pontos. Na comparação interanual, os dois quesitos registraram crescimento: 16,3% e 36%, respectivamente.

A proporção dos empresários que consideram a situação dos estoques adequada avançou 1,2%, em fevereiro, chegando a 59,2%. Aqueles que relatam que a situação é inadequada caiu 0,9%, ficando no patamar de 26%. A porcentagem dos empresários que consideram os estoques abaixo do desejado registrou queda de 0,4%, representando 13,3% no mês. Por fim, a proporção dos que relatam adequação segue maior do que os que afirmam estarem inadequados: 59,2% contra 39,3%, respectivamente.

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