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12 de junho de 2020

Novo saque do FGTS será essencial para brasileiros durante crise


Segundo especialista, auxílio não deve reverter impacto negativo caudado pela pandemia, mas pode atenuar os danos

Para amenizar os impactos negativos do coronavírus (COVID-19) o governo tem injetado recursos na economia, como o recente saque emergencial de R﹩ 600, e a nova liberação do FGTS, a partir de 15 de junho. Esta rodada de saques do FGTS deve beneficiar cerca de 60 milhões de contas e movimentar, aproximadamente, R﹩ 34 bilhões, segundo estimativa do governo. Além desses recursos, a restituição do Imposto de Renda também deve ajudar os brasileiros neste momento delicado.

Segundo Claudio Felisoni de Angelo, economista e presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), as medidas não devem reverter uma possível queda do Produto Interno Bruto (PIB), mas ajudarão a atenuar os danos. “A presença das autoridades responsáveis e as ações para auxiliar a população neste momento são essenciais, mas, infelizmente, uma desaceleração mundial já está impactando a economia brasileira, e devemos ter uma taxa negativa para 2020”, diz. O especialista revela que as vendas de bens duráveis já caíram, dependendo das categorias, entre 30% e 40%.

Com os recursos liberados, a dica do economista é que os brasileiros tenham mais critério em seus gastos, na medida do possível. “Evidente que uma parte considerável das famílias não tem essa possibilidade, pois toda a renda é destinada ao consumo de bens correntes, mais especificamente alimentos, higiene e limpeza. Mas é aconselhável que gastem apenas com o necessário neste momento”, orienta Felisoni.

“A incerteza que ronda a população, devido ao crescimento significativo do desemprego e o receio de brasileiros empregados em serem dispensados, deve inibir ainda mais os gastos com produtos que não sejam essenciais”, completa.
Felisoni compara a crise do coronavírus com a vivida em 2008/2009. Lembra que a economia na última crise iniciou um processo de desaceleração, só revertido, em parte, após 15 meses. “É fato que desta vez medidas foram tomadas mais rapidamente, mas a intensidade desta crise nos parece maior e, portanto, não podemos esperar uma superação em menos de um ano, com bastante otimismo”, finaliza o economista do IBEVAR.

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