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2 de agosto de 2021

Operações de crédito têm alta de 0,9 em junho


O total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 4,2 trilhões no mês, o que representa 52,6% do Produto Interno Bruto (PIB)

Os dados de crédito referentes a junho, divulgados pelo Banco Central e analisados pela Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostraram que o saldo das operações desta modalidade no sistema financeiro cresceu 0,9% em relação a maio, o quinto mês consecutivo de alta.

O total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 4,2 trilhões no último resultado, representando 52,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, o primeiro semestre mostrou avanço de 4,8% na disponibilidade de crédito, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses a variação foi de 16,3%.

O avanço mensal de 1,5% nas transações de pessoas físicas foi mais relevante do que a taxa positiva de 0,1% nas operações das pessoas jurídicas, assim como o observado no semestre e na comparação dos últimos 12 meses, em que os empréstimos para pessoas obtiveram taxas mais intensas do que para empresas, representando 56,9% e 43,1% do total, respectivamente.

Crédito livre e inadimplência

Em relação ao crédito com recursos livres para pessoa física (PF), aquele em que as taxas são determinadas entre os bancos e seus clientes, este se mostrou estável, alcançando o nível de 39,9% ao ano em junho, sendo que no mês anterior houve redução na taxa. Comparado a junho do ano passado, houve redução de 1,6 ponto percentual.

A inadimplência nesse caso foi de 4,1%, redução de 0,1 ponto percentual sobre maio e queda de 1,2 ponto percentual na comparação com o mesmo mês de 2020. A modalidade com maior falta de pagamento foi a de cartão de crédito rotativo, com taxa de 30,5%, enquanto a menor foi o de crédito pessoal consignado, com 2,6%, reflexo das taxas de juros dessas categorias.

O cartão de crédito rotativo, com juros de 327,5% ao ano, foi o maior destaque, mesmo atingindo o menor patamar desde fevereiro de 2012 (326,6%) e com retração no mês. O cheque especial consignado teve a menor taxa do grupo, com 18,7% ao ano.

Cenários regionais

Considerando as regiões brasileiras, a maior parte das operações foi realizada no Sudeste (50,9%), representando R$ 2,1 trilhões e aumento de 0,6% em junho. Contudo, esse crescimento foi o mais baixo dentre as regiões, com destaque para a alta de 2,3% no Norte.

Referente à inadimplência, o menor percentual pertenceu ao Sul. Na região, houve recuo de 0,4 ponto percentual em relação a junho de 2020 e de 0,1 ponto percentual, na comparação com o mês anterior, alcançando 1,7% ao ano.

Spread bancário apresenta queda

O spread bancário retrata a diferença entre os juros que os bancos pagam e os juros que eles cobram nos empréstimos que fornecem, refletindo seu lucro nas operações. Em junho, houve uma queda mensal de 0,3 ponto percentual, que atingiu o patamar de 14,3% em junho. Em relação a 2020, a variação também foi negativa, de 1,5 ponto percentual. Nas operações relacionadas às pessoas físicas, o spread foi de 19,4%.

Crédito ampliado tem pequena alta

Outra análise feita pelo Banco Central soma o saldo dos empréstimos e financiamentos com os títulos de dívidas e a dívida externa, chamando esse resultado de crédito ampliado, correspondeu a R$ 12,5 trilhões em junho, representando 156,6% do PIB.

Dentro dele estão incluídos os empréstimos e financiamentos (35,4% do total), títulos de dívidas (44,4% do total) e dívida externa (20,3% do total). Somente o sistema financeiro nacional, presente dentro da categoria de empréstimos e financiamentos, representou uma parcela de 33,2% do total.

O resultado ampliado obteve oscilação positiva de 1,1% entre maio e junho de 2021, sendo que no semestre o crescimento foi de 5% e no acumulado dos últimos 12 meses houve avanço de 13,9%. O governo geral representou 45,2% do volume desse crédito, enquanto as empresas e famílias corresponderam a 54,8% do total.

 

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