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17 de abril de 2020

Prorrogação da quarentena é necessária, mas Governo de SP precisa adotar medidas emergenciais para a economia


Previsão é que o comércio paulista registre perdas de, ao menos, R$ 60 bilhões por conta da pandemia

A FecomercioSP compreende a prorrogação da quarentena no Estado de São Paulo anunciada hoje (17 de abril) pelo governador João Doria até o dia 10 de maio, para preservação das vidas por meio do isolamento social, a fim de se evitar a contaminação por coronavírus. Certamente, a prioridade é conter a disseminação do covid-19 e reduzir os danos à saúde.  Contudo, cobra maior profundidade e velocidade das ações já anunciadas para a manutenção das empresas e dos empregos, bem como um plano de retomada da economia.

 

De acordo com levantamento da Federação, o faturamento do comércio do estado de São Paulo gira em torno de R$ 1 bilhão por dia, então durante esses 48 dias de quarentena era para ser captado cerca de R$ 48 bilhões. Ainda não se sabe quanto esses estabelecimentos que estão com as portas fechadas têm conseguido em vendas por meio eletrônico ou por deliveries.

 

Assim, a liberação de R$ 650 milhões em crédito mencionada pelo Governo de São Paulo, por meio do Banco do Povo e do Desenvolve SP, não cobre nem uma média diária de faturamento do comércio que está de portas fechadas no Estado.

 

Além disso, apesar de o governo ter atendido parte do pedido da FecomercioSP pela suspensão do recolhimento do ICMS nesse período, a medida poderia ser prorrogada por seis meses (ao invés de três) e ampliada a todos os tipos de empresa.

 

Para a Entidade, o Poder Público poderia aproveitar esse período de quarentena para iniciar as discussões para desenvolver um plano de retomada. Enquanto não houver esse plano ou sinalização de ações, não há o mínimo de previsibilidade e planejamento, nem para as empresas e nem para a população. Por isso, a FecomercioSP sugere que o governo olhe para os métodos aplicados em outros países para, assim, desenvolver um plano adequado à realidade do Estado.

 

Na retrospectiva de crises anteriores, sem a mesma gravidade que a atual, como a que o País enfrentou entre 2013 e 2017 um total de 98.490 micros, pequenas e médias empresas (MPMEs) encerraram suas atividades, reduzindo em 7,1% a quantidade de estabelecimentos atuantes no varejo. No mesmo período, o recuo das grandes empresas do segmento foi de 3,8%.

 

De acordo com o estudo da Federação, que utiliza esses dados de crises anteriores como base, no Estado de São Paulo podem ocorrer quedas de, no mínimo, 7,7% no faturamento do varejo em cada um dos meses de abril, maio e junho, em um cenário moderado durante a pandemia; de 8,3%, em uma conjuntura mais grave; e de 9%, em uma situação de crise mais aguda. As perdas podem chegar a R$ 60,3 bilhões, R$ 65,3 bilhões e R$ 70,2 bilhões, respectivamente.

 

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