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31 de maio de 2019

Valdeci Cavalcante representa CNC em debate sobre o Sistema S


Valdeci afirmou que, desde que foram divulgadas informações sobre supostos cortes na receita das instituições do Sistema S, o segmento do Comércio acreditou no diálogo.

O 1º vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Francisco Valdeci Cavalcante, promoveu firme defesa do diálogo entre empresários e governo, ao participar de audiência pública para debater a relevância do Sistema S para o Brasil, na Câmara dos Deputados, dia 31 de maio. “Esse é o caminho que estamos desenhando em nossas conversas e, pelo que construímos até agora, é o que vai acontecer”, previu o dirigente.

Valdeci afirmou que, desde que foram divulgadas informações sobre supostos cortes na receita das instituições do Sistema S, o segmento do Comércio acreditou no diálogo. “Foi com esse propósito que o presidente da CNC, José Roberto Tadros, convidou para conversar o ministro da Economia, Paulo Guedes, e, dois dias depois, o seu secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, o economista Carlos da Costa. Depois desses dois encontros, não estamos mais falando em cortes ou reduções, mas em parcerias, isto é, como levarmos a estrutura e os recursos do Sistema para atender a propostas e necessidades do governo”, relatou.
Valdeci Cavalcante afirmou ainda estar satisfeito com o fato de os próprios deputados que participaram da audiência terem enfatizado que a ideia de cortar a arrecadação das instituições não faz parte do plano de governo. “De fato”, salientou, “só quem pode falar sobre uma decisão tão forte como essa são o presidente e o vice-presidente da República, que foram eleitos”.
O vice-presidente da CNC enfatizou que os demais membros do governo são técnicos, inclusive os ministros, “que podem até ter propostas filosóficas, mas a iniciativa prática de cortar só se vier do presidente Bolsonaro. E nós não acreditamos que isso vá ocorrer, porque ele chegou ao cargo com o voto popular e quem vem do povo conhece o trabalho do Sistema S”.
Paz social
Cavalcante abriu sua participação na audiência, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, falando sobre uma aliança da CNC e demais instituições do Sistema S para o desenvolvimento brasileiro e pela paz social. Ele declarou que esse projeto começa pelo entendimento entre capital e trabalho, “os entes mais importantes na condução de um país. Quando há harmonia entre empregados e empregadores, gera-se paz efetiva”.
Recordou que, na década de 1940, o então presidente Getúlio Vargas começou esse diálogo, que originou a Carta da Paz Social, formalizada em 1946, e criação de Sesc e Senac, com seu trabalho de assistência social – saúde, educação, lazer, cultura, esporte e turismo – e qualificação profissional dos trabalhadores.
Para o dirigente, quando o empregado sabe que o Sistema S lhe dá o suporte para suas necessidades médicas e odontológicas, um clube que pode frequentar no fim de semana, entre outras coisas, ele trabalha feliz, engajado, e isso, a seu ver, se reflete na qualidade do serviço ou do produto da sua empresa. “Cem por cento dos deputados presentes corroboraram a ideia de que a paz social tem que vir, não por meio de discursos, mas via práticas que conduzam a isso. O Sistema Comércio é o elo entre a intranquilidade e a paz social.”
Valdeci apresentou os grandes números de Sesc e Senac e as principais ações e programas desenvolvidos em várias regiões do País.
Participantes
Também participaram da audiência o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac do Pará, Sebastião de Oliveira Campos; o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), diretor superintendente do Sesi e diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi; o presidente da Confederação Nacional do Transporte e dos Conselhos do Serviço Social do Transporte e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, Vander Francisco Costa; o analista Juarez de Paula, da Diretoria Técnica do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
A audiência foi proposta pelo deputado Glaustin da Fokus (PSC-GO).
Foto: Gecom/CNC

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