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4 de dezembro de 2018

Varejo fecha novembro com alta de 1,8% em SP, informa ACSP


O resultado surpreendeu a entidade, que estimava alta na casa dos 3% nesta Black Friday (varejo físico).

O movimento de vendas do varejo paulistano cresceu em média 1,8% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2017, segundo o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O resultado surpreendeu a entidade, que estimava alta na casa dos 3% nesta Black Friday (varejo físico).
“Na primeira quinzena de novembro as vendas caíram, mas com a Black Friday no fim da segunda quinzena o resultado foi revertido e o varejo físico fechou o mês no azul”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
Os sistemas tiveram resultados diferentes em novembro: as comercializações a prazo subiram 5,5%, ao passo que a modalidade à vista recuou 2%. “O juro baixo continua favorecendo os bens duráveis. E o tempo irregular na capital tem desfavorecido o setor de vestuário e calçados”, analisa Burti. “Quando a Black Friday não era forte no Brasil, novembro era um mês fraco para o varejo, por estar espremido entre o Dia das Crianças e o Natal. Por outro lado, contudo, é possível que a data tenha antecipado compras de fim ano”, adiciona o presidente da ACSP.
Variação mensal
Frente a outubro, o impacto da Black Friday foi ainda mais sentido em novembro. O movimento de vendas do comércio subiu em média 7,4%, com alta tanto a prazo (2,6%) quanto à vista (12,1%), mesmo com dois dias úteis a menos do que outubro. “A Black Friday das lojas físicas é diferente do e-commerce. Enquanto neste prevalecem vendas de bens duráveis, em especial eletrônicos, naquelas os destaques são os bens de menor valor. Neste ano, os supermercados e as lojas de variedades foram fortes na data comercial”, diz Burti.
Acumulado
No período acumulado de janeiro a novembro, o Balanço de Vendas/ACSP registrou alta média de 2,1% na capital frente a igual período do ano passado. O sistema a prazo cresceu 6,2%, beneficiado pelos juros menores, e a modalidade à vista caiu 2%, prejudicada pela temperatura irregular ao longo do ano, que fez cair a procura por produtos das coleções Primavera-Verão e Outuno-Inverno; as elevações de tarifas públicas e dos combustíveis também apertaram o orçamento do consumidor ? ficou mais difícil comprar à vista.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP com amostra fornecida pela Boa Vista SCPC.

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