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15 de fevereiro de 2012

A Espreita


Todo fim de semana ficamos ansiosos, a espreita de qual será o escândalo que levará à capa das revistas semanais;  uma gravação, um dossiê, as declarações de um desafeto, sempre tem um escândalo! O que dá causa a tantos “mal feitos”?

Por certo a maior senão das maiores causas é o excesso de cargos de livre provimento que tem o executivo, alguns milhares… é milhares; cinco mil cargos a serem preenchidos pelo executivo.

Ministros, “sinistros”, diretores e creio que estafetas de autarquias e empresas públicas. Chamados de cargos de confiança e por incrível que pareça a presidenta deve conhecer tanta gente assim de confiança. O caro leitor se como eu, tem mais passado do que futuro, terá dificuldade em selecionar uma ou duas dezenas de pessoas de confiança, já a presidenta deve conhecer centenas, milhares de pessoas de confiança, que com toda a confiança lhe trairão a confiança.

Este é um dos absurdos que levam ao fisiologismo e a corrupção. Os partidos são constituídos apenas para fazer parte da tal base aliada e descolar um cargo qualquer, dependendo de quantos votos tem no congresso.

Muitos votos ganham ministérios e diretorias importantes. Importante significa grandes orçamentos e grandes orçamentos significam que qualquer comissão, favor, ou interferência, tem cifras elevadas. Poucos votos ganham cargos de estafetas, para um pessoal menos cotado menos visível, que está na base da pirâmide partidária.

Não se pode construir um país na base do fisiologismo, cargos públicos devem fazer parte de uma carreira de Estado e não do domínio do governante de plantão, que devem sim nomear Ministros e outros na linha direta de governo, que não deveriam chegam a casa do milhar. O mesmo se aplica ao parlamento, onde os gabinetes deveriam ser ocupados com servidores do Estado, cabendo ao parlamentar um ou dois assessores diretos pagos pelo parlamentar e não pelo Estado.

Essa prática insalubre, que é a compra do apoio em troca do cargo, está na raiz da questão da corrupção e nos falta um visão de estadista, que enfrente essa anomalia e proponha a extinção deste festival de nomeações sem pudor. O Estado deve ter uma burocracia estável, que não esteja a mercê de injunções políticas e partidárias, assim como a política não deve ter a interferência do Estado.