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6 de outubro de 2016

Brasil Olímpico


Para surpresa e felicidade geral da nação nos saímos bem na organização das Olimpíadas e das Paraolimpíadas. Até o encerramento dos jogos, tudo correu bem melhor do que o previsto, fazendo do evento, um sucesso.

 Finalizada a festa os desafios olímpicos que o país enfrenta continuam a assombrar a todos. Uma recessão sem precedentes, uma desordem política nunca vista.  Muito embora a classe política sempre foi tida como desonesta – o que não é um fenômeno exclusivamente brasileiro, mas um sentimento que ocorre até nas nações mais prosperas –, jamais poderíamos imaginar que as práticas do lulopetismo levassem a corrupção a tamanha amplitude e magnitude e, como um projeto de governo.

Finalizado o processo de impedimento, com um golpe constitucional ao modularem os efeitos do impedimento, mediante a manutenção dos direitos políticos da ex-presidente, era esperada uma melhora no quadro institucional e econômico com a efetiva troca no comando do País. Tal fato ainda não ocorreu por uma falha de comunicação adequada dos novos dirigentes, que lançaram algumas propostas de mudanças sem ,contudo, explicar com clareza as razões imperativas e emergenciais das mesmas e a maneira pela qual pretendem realizá-las, fatos que vem municiando os defensores do modelo de governo anterior contra o atual governo, criando um cenário de insegurança e incertezas.

Era de se esperar que os comparsas do governo anterior promovessem uma guerrilha contra o novo governo, afinal foram treinados para isso. O que não se esperava era a abertura de um flanco pelos novos governantes para alimentar os guerrilheiros e “batedores de bumbo”.

O que importa agora é retomar o caminho para a recuperação econômica e institucional do país, melhorando a gestão pública e promovendo as necessárias reformas, porque o país tem pressa.  A reforma trabalhista proposta não retira direitos, mas concede opções de trabalho aos brasileiros e, portanto, concede o direito ao trabalho.

Terceirização, jornadas alternativas, respeito aos acordos coletivos de trabalho e contratos de trabalho não retiram direitos dos trabalhadores, não precarizam o trabalho, mas fomentam o mercado com mais opções de trabalho formal e conferem mais segurança jurídica a empregadores e empregados.

O que precariza o trabalho é o desemprego e a falta de opções, pois obriga a aceitação de condições informais de trabalho para garantir a sobrevivência. As Convenções Coletivas de Trabalho ou os Acordos Coletivos devem ser respeitados, uma vez que se trata da vontade manifesta das partes devidamente assistidas pelas entidades representativas não cabendo, portanto a ninguém o direito de questioná-las.

Igualmente a Reforma da Previdência é de suma importância, pois seu déficit em constante ascensão nos remete a quebra do sistema previdenciário, em breve, e com enorme prejuízo ao país e aos beneficiários.

O estabelecimento do teto de gastos do governo é medida fundamental e pedagógica, pois limita os gastos públicos e obriga o mesmo a gerir melhor o orçamento, para atingir os objetivos prioritários do povo. O país precisa saber que gastar não é sinal de eficiência, nossa educação é exemplo, pois os gastos com a essa área tiveram expressivo aumento nos últimos anos, enquanto que a avaliação dos resultados indica alarmante queda na qualidade do ensino. Somos um país que forma analfabetos, com altíssimo custo.

Por fim, é necessário mudar o sistema que impulsiona o gasto público, como o fato de que a verba não gasta no exercício é retirada do próximo. Um absurdo! Como empresário já presenciei funcionários públicos comprando qualquer coisa para torrar a verba do exercício, visando não perdê-la no próximo exercício. Um estímulo ao gasto inútil  e improdutivo, o que dá a visão nítida da razão pela qual o gasto público cresce a velocidade incompatível com os resultados.

É chegado o momento de criarmos um país eficiente e com qualidade de gestão dos recursos públicos e melhorar nossa competitividade, que caiu para além da octogésima posição no ranking internacional segundo o Fórum Econômico Mundial. O Brasil não mais pode esperar, cabendo ao presidente Temer promover com urgência as necessárias reformas para tirar o país do atoleiro e colocá-lo em marcha célere e firme para seu destino. Força Temer!