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14 de setembro de 2011

A doença da saúde


O dia 13 de setembro é o dia que exumamos nosso Bin Laden. O terrorismo fiscal do governo brasileiro emplaca um trilhão em impostos arrecadados. É muito mais que as torres do WTC. Bin Laden perto de nossos governantes é pinto! Se não bastasse, querem ressuscitar a CPMF, agora jurando que é para a saúde. No mínimo estão chamando o doutor Jatene de mentiroso?

A pergunta que não quer calar é se durante a vigência da extinta CPMF que arrecadou centenas de bilhões de reais a saúde melhorou? Falo do sistema público de saúde e não da saúde financeira dos sangues sugas e sua gangue aliada que desviaram e desviam dinheiro destinado ao sistema público de saúde.

Por certo em nada contribuiu a dinherama da CPMF para atenuar o sofrimento dos usuários. Os hospitais públicos continuaram sem esparadrapo e gaze, sem leitos, sem médicos e enfermeiros, da mesma forma que estão hoje. Nem tudo se ressume a escassez de recursos, mas sim a escassez de gestão. A boa gestão maximiza os recursos e a má gestão desperdiça os recursos, essa é a grande diferença, sem mencionar os desvios de conduta e de dinheiro, quando não ambos. Tudo em nome de poder e prevaricação. È obvio que se o governo entregasse todos os hospitais públicos à iniciativa privada e pagasse por atendimento e ou procedimento ficaria muito, mas muito mais barato e  eficiente o sistema, porém, não seria possível dirigir as concorrências, comprar materiais remédios e equipamentos a preços altos para apodrecerem nos porões dos mosocomios, tampouco arrumar uma boquinha para o filho ou apadrinhado do deputado, senador, ministro ou companheiro.

Então na verdade não há desejo político resolver o problema, e sim arrumar mais dinheiro para a cupinchada meter a mão, enquanto o cidadão fica mesmo em uma  maca, jogado em um corredor fétido a espera de contrair uma infecção generalizada, morrer e desocupar a vaga. Este é o triste retrato da saúde no Brasil.

O problema não é dinheiro, pois um trilhão em nove meses é muito dinheiro. O problema é saber como e o que fazer com o dinheiro e principalmente o que não fazer e como evitar que o façam. Dinheiro não falta, falta gestão, eficiência e vergonha na cara, mas sobre tudo falta justiça. Justiça que puna a tempo e hora os desmandos com o dinheiro público. Afinal desviar dinheiro da saúde é ou  deveria ser homicídio desqualificado, já que não há como qualificar ato tão infame, que acarreta sofrimento, dor e a morte de quem dela necessita.

Não há justificativa para mais um imposto, ante tantos que já sufocam a população. Estabelecer uma justificativa em algo tão importante não qualifica a proposta em si, mas desqualifica o proponente, que não enxerga a real e verdadeira causa da necessidade. A doença do sistema publico de saúde chama-se, má gestão, roubo, mal versação  de recursos, incúria. Isso não se cura vitaminando a incompetência.