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18 de julho de 2013

Fora de Centro


As Centrais Sindicais, escoimadas do processo popular que levou as ruas milhares de pessoas, resolveram expor seus ciúmes e contra atacar realizando neste dia 11 manifestações em todo território nacional. Nada de novo apenas as mesmas reivindicações com o ranço de sempre. O governo foi poupado de uma contundência mais ferina, afinal as Centrais povoam o governo ocupando vários cargos e até ministérios. Assim fazem parte ou o governo lhes servem de ama de leite.

Dentre as reivindicações está como sempre a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, ou seja, pretendem trabalhar menos e ganhando mais por hora de trabalho. Esta postulação anacrônica visa premiar os que hoje estão empregados pelo tempo em que conseguirem manter seus empregos, mas certamente não se atem as dificuldades que os futuros postulantes a uma vaga no mercado de trabalho terão para consegui-la. Ao longo dos anos as chamadas conquistas dos trabalhadores, trouxeram um encarecimento do trabalho, que por certo levou a muitas atividades a diminuição da mão de obra ocupada.

Assim ao invés de investir na capacitação da mão obra, houve um maciço investimento em tecnologia que substituísse a mão de obra. Tal fenômeno ocorreu na agricultura, industria, comercio e serviços, com ênfase nos serviços financeiros e agora no comercio virtual.

Ao longo desse tempo muitos trabalhadores tiveram sua jornada reduzida a zero e o salário também. Não conseguem enxergar os dirigentes das centrais ou não lhes interessa o processo global da economia, onde eficiência, produtividade, são vetores de sucesso econômico, que gera empregos e renda. Não há prosperidade sem trabalho, e a soma do esforço individual é que pode ser traduzido em melhora coletiva, não o contrario.

Os empresários sabem bem que basta um filho estróina e vagabundo para arruinar o que a família levou anos para construir.

Essa visão fora de centro das Centrais, não traz em quase nenhuma de suas propostas qualquer coisa que possa melhorar de fato a vida de todos os brasileiros, pois não existem ganhos sustentáveis, o que levará ônus as próximas gerações, como a experiência já demonstrou em outros países.