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3 de abril de 2012

A hora e a vez do LED


Há cerca de dois anos, estava em uma reunião sobre a questão do descarte de lâmpadas fluorescentes. Entre aos debates disse que tudo aquilo era efêmero, pois em cinco anos as lâmpadas de LED dominariam o mercado e não haveria mais a necessidade em nos preocupar com o descarte.

Recebo hoje uma importante publicação da área de iluminação e verifico que todos os anúncios e matérias tratam das lâmpadas LED, tubulares, decorativas, para iluminação publica. Completo domínio do LED no tema iluminação.

Não seria lógico esperar nada diferente, posto que, custo e eficiência são molas mestras no processo produtivo e comercial.  O processo de descarte correto das lâmpadas fluorescentes, já em pleno andamento em vários países, com custos superiores ao de produção, tornou inviável a continuidade do produto, levando o investimento no sentido de baratear a tecnologia LED.

Em um ano as lâmpadas LED ficaram cinqüenta por cento mais baratas e em breve estarão nos níveis de preço das fluorescentes, ou até mais baratas. Mesmo nos níveis de preço atuais elas já são mais baratas se tomarmos por base o consumo de energia versus a luminosidade e durabilidade. Assim com uma lâmpada LED o consumo de energia pode ser reduzido em cerca de cinquenta por cento e a vida útil dez vezes superior.

Duas razões dão vez a uma inovação tecnológica: razoes de Estado e razões de mercado. As razões de Estado encontram-se em geral em guerras, onde a necessidade de uma nova tecnologia é militarmente vital. Aí não se levam em conta os custos, mas sim e tão somente o resultado.

As razões de mercado levam em conta se a inovação se traduz em um desejo do consumidor e quanto ele está disposto a pagar por ela. A segunda pergunta é o custo e o retorno sobre o investimento. Sendo a resposta satisfatória, a indústria investe no novo produto.

No caso das lâmpadas de diodo emissor de luz (LED) as respostas já ficaram evidentes quando do início do processo que passou obrigar a logística reversa  das fluorescentes usadas. Tendo em vista que a lâmpada não tem valor algum como sucata, diversamente de outros produtos, a logística reversa transforma-se apenas em custo e alto. Custo é um componente que é pago pelo consumidor, assim as lâmpadas fluorescentes deverão ter um aumento de preço ao consumidor, que pague o custo da logística reversa. Olhando por esse prisma, porque o consumidor iria pagar mais caro por uma tecnologia ultrapassada quando pode colocar uma tecnologia mais moderna, eficiente e ambientalmente correta, pelo mesmo custo?

Há alguns anos fomos seduzidos para a mudança da incandescente para a fluorescente, visando à economia de energia, a tecnologia barateou a chamada lâmpada econômica (fluorescente compacta), mas as restrições ambientais irão torná-la mais cara.

Assim uma nova mudança se impõe, tanto visando a economia de energia como e principalmente visando a economia de produção e do consumidor.É preciso que o comércio fique atento a essa mudança, que já está ocorrendo e sua velocidade esta mais para a velocidade da luz.