Notícias

30 de outubro de 2012

Morte Prematura


O jornal O Estado de São Paulo, divulgou dados da pesquisa Demografia das Empresas,  do IBGE,  que aponta que metade das empresas fecham antes de completar trinta e seis meses de existência. Nas empresas individuais o numero é ainda maior 55% delas fecham antes de completar seu terceiro ano.

Empreender não é tarefa fácil, tampouco se apreende na escola, o que se aprende é gestão, mas saber gerir não é saber empreender, assim como ser empreendedor, não significa saber gerir. Essa distinção entre duas atividades que são siamesas é uma das causas da absurda mortalidade dos negócios.

O empreendedor é mais atirado, intuitivo, vê a oportunidade do negócio. O gestor não se pauta pela intuição enxerga o negócio e suas implicações de forma sistêmica.

Um grande colaborador para o insucesso dos empreendimentos é o Estado. Esse por si deve ser o responsável por 80% dos insucessos, através de uma legislação anacrônica, antiempresarial, uma burocracia infernal que obriga ao empresário perder mais tempo na atividade meio que na atividade fim. E também  de uma carga tributária obesa  e extremamente complexa, que um simples mortal não dá conta de entender e compreender, muito menos de operar, além de uma legislação trabalhista que trata o empregado como um descerebrado, incapaz de fazer suas próprias escolhas, e tolhe a respectivas representações de negociar amplamente de acordo com a vontade e interesse das partes.

Enquanto nas empresas de grande porte, administradores, contadores, auditores, advogados e especialistas em planejamento tributário desatam os nós do emaranhado, os pequenos e médios ficam a mercê da assessoria que cabe no bolso, um bolso raso, mais o emaranhado a enfrentar é o mesmo, o que leva aos pequenos negócios acumularem em pequeno espaço de tempo passivos fiscais, trabalhistas e burocráticos, pois, a não entrega de uma declaração, ou obtenção de uma licença podem acarretar multas por vezes impagáveis.

Assim não raro o pequeno empreendedor tem morte prematura, restando desiludido com seu insucesso e deixando a família, que se são seus primeiros colaboradores também desempregada, e não raro, morre mais pobre, tendo que vender o carro a casa para pagar o passivo que acumulou em sua curta existência empresarial.

Esse é o retrato de um país que privilegia o Estado e sua burocracia ao invés do cidadão e do empreendedor; mola mestra da economia, que com seu entusiasmo e visão constrói o progresso e o bem estar e mobilidade social.