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26 de julho de 2012

Não tens abelhas e vendes mel


Os PROCONs não hesitaram em punir as empresas de telefonia pela má qualidade dos serviços prestados. É elogiável, afinal não se pode vender um serviço que não tem o suporte para que ele funcione a contento, ou seria demasiado desejar que um aparelho de celular que tem jogos, internet, máquina fotográfica, calculadora e mais uma infinidade de aplicativos ainda receba e faça ligações telefônicas?

Uma coisa sempre chama a atenção: nunca escutei li ou ouvi falar que algum dos PROCONs, tenham multado a Petrobras, por eventual má qualidade do combustível que vende no Brasil, tampouco o Ministério da Saúde pela precariedade dos serviços oferecidos a população e regiamente pagos pelos impostos dos contribuintes, assim como na educação, ou na segurança publica e no transporte.

O Estado em todos os níveis é o maior fornecedor de serviços, sendo o consumidor do Estado cativo, não tem opção de troca de fornecedor, está sempre a mercê do monopólio dos serviços, e não tem a quem reclamar.

Este é um viés do Estado brasileiro, o de ser avesso a iniciativa privada um estado anticapitalista, um anticapitalismo às avessas, onde o prejuízo é socializado e o lucro apropriado pela classe política.

As entidades de proteção ao consumidor são braços do Estado, não são compostas por consumidores tampouco sustentadas por eles. Assim em sendo sustentadas pelo Estado são subservientes a seus “patrões”.

Creio que todos aqueles que comercializam bens e serviços, tem responsabilidade em garantir o que foi proposto ao consumidor dos bens e serviços comercializados, a começar pelo Estado, que não tendo abelhas vende mel e entrega fel. Quando entrega!