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14 de janeiro de 2015

O monopólio estatal da corrupção


Nunca antes na história deste país, o Estado assumiu também o monopólio da corrupção. Este é por certo o grande legado do modelo lulo-petista. O assalto levado a cabo na Petrobras é algo impressionante, e por certo não será a única empresa estatal chafurdada no mar da corrupção oficial. Na medida em que as investigações avancem outras aparecerão; Correios, Bancos, Fundos de Pensão e outras “Brás”.

A ‘“Lava Jato” já prendeu dezenas de empresários, nenhum político, e poucos diretores da Estatal. Não defendo práticas criminosas, mas o que um empresário que tem milhões e milhões empregados em máquinas e equipamentos, funcionários e todos os custos relativos a uma empresa e, portanto precisa trabalhar, manter a empresa funcionando pode fazer quando é achacado pelo Estado empresário: ou paga a propina ou não leva a obra, tendo a certeza que se trata de uma ação sistêmica de governo, e que somente aquele que aceitar pagar a propina irá ter serviço?

Entendo que difere de quando uma empresa corrompe um agente público para obtenção de privilégios, ai sim é um ato criminoso, porém quando a empresa é forçada pelo agente público, mais ainda pela ação coordenada de governo a participar de um esquema de corrupção, sob pena de perder seu trabalho, vejo como legítima defesa! Legítima defesa dos interesses da empresa, de sua sobrevivência, da sobrevivência dos que dela dependem.

Toda essa bandalheira foi montada no inicio do governo do PT, que se apropriou do Estado justamente para usar dos recursos públicos para patrocinar a caravana política de seus integrantes. Isso já ficou claro no loteamento dos Ministérios, onde a briga por orçamentos, comandos de empresas e autarquias com maiores dotações, deixava claro a busca por sobras ou acréscimos forçados nos orçamentos.

O ”mensalão” foi prova disso embora empresas públicas não tenham sido diretamente envolvidas na operação, mas de onde vinha todo aquele dinheiro?

Quando da campanha pela reeleição de Lula, este acusava o então adversário Geraldo Alckmin, de intencionar privatizar a estatal petrolífera, que na verdade já estava privatizada aos interesses do PT, o problema não era ideológico, mas, sim escatológico, a máquina de financiamento político já estava montada.

Estou convencido que o Petrolão é a ponta de um iceberg, mas se aprofundadas as investigações e auditorias, muito mais irregularidades surgirão.

Que tal auditar a Caixa, que se apropriou de saldos de contas encerradas para maquiar seus lucros.

Quantos patrocínios, financiamentos e prêmios de loterias e outras fontes de recursos poderão ter destinação impropria? Talvez o grande legado petista seja o repensar a relação Estado/Governo, tão mambembe no sistema presidencialista que confere ao presidente a chefia de Estado e de governo, que não podem ser entregues a políticos cumulativamente, sob pena de colocar o Estado a serviço dos governantes.

 Políticos por melhores que sejam, trabalham por suas ambições políticas de eleições e reeleições, ficando sempre vulneráveis as tentações do uso do Estado para a consecução de seus objetivos maiores, basta então imaginar que o céu é o limite quando o governo é assaltado por um bando de inescrupulosos, oportunistas e amorais que somente tem como objetivo a sua perpetuação no poder e o enriquecimento pessoal.