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7 de fevereiro de 2013

O Retorno de Renan


Parece ficção, mas a realidade se impõe sobre todos nos. Renan está de volta a Presidência do Senado da República.

Anos passados o senhor Renan foi compelido a renunciar a seu mandato de Senador, para fugir a cassação que lhe imporia uma reclusão política de alguns anos. Acusado de vários ilícitos e com uma desculpa esfarrapada para cada um deles, sendo a mais incrível, a meu ver, a venda de milhares de reais em gado a um modesto açougue de Maceió.

Mas o fato é que Renan se candidatou novamente ao Senado e venceu. Renan não é flor que se cheire, mas seus eleitores padecem de perda olfativa irreversível.

Reconduzido ao Senado urdiu novamente a mesma teia de interesses e conchavos para novamente ser eleito à presidência da chamada Câmara Alta: o Senado da República. O Senado não é uma representação popular é uma representação das unidades da federação; três representantes por Estado. Assim deveria constituir-se por um colegiado mais seleto, de elevado saber, ética e postura condizente com a função de um Senador da República. No entanto através dos anos o Senado vem se comportando com uma Câmara de Vereadores de cidadezinha de quinta categoria.Não resta a menor duvida que não há condenação sobre Renan, mas também não há absolvição, a Justiça não se pronunciou acerca daquelas acusações sobre Renan.

Também não resta duvida que sobre um Senador, não podem recair suspeitas tão graves, não bastando ser, devendo também parecer pessoa de ilibada reputação. Toda e qualquer suspeição sobre o não cumprimento das Leis, são incompatíveis com a função de fazer e zelar pelo cumprimento das Leis.

A Lei não o impede de ser Senador, mas a ética deveria constrangê-lo em presidir o colegiado, enquanto aguarda o pronunciamento da justiça. Por certo conta com a lentidão e a burocracia infernal da Justiça que irá se pronunciar ao cabo de vinte ou trinta anos. A questão fulcral não esta em Renan, e sim nos que nele votam o que nos remete a conclusão de que o povo, não pode queixar-se da qualidade dos políticos, porque foram displicentes com seu voto, negligentes nas escolhas, ou venderam-no a troco de uma botina, um milheiro de blocos, ou uma maracutaia qualquer. O povo tem a representação que merece afinal por ele foi escolhida. E se alguém deve ser xingado esse é o eleitor.