Notícias

21 de dezembro de 2013

O Vôo do Besouro


Pelas leis da aerodinâmica o Besouro não voa. Asas pequenas, corpo pesado e baixa aerodinâmica. Mas o Besouro não conhece nada de aerodinâmica, e, portanto voa, mal batendo nas paredes se “estabacando” no chão, mas voa!O Brasil é um besouro, não tem nada para dar certo, mas aos trancos e barrancos progride, alça seus voos; de galinha ou de besouro. Certo de que muito menos do que seria desejável, possível, mas ainda assim avança.

Temos a maior carga tributária do mundo entre os emergentes, e de muitos dos países desenvolvidos, a maior taxa de juro real, uma burocracia infernal a ponto de segundos estudos internacionais consumirem em média 2.600 horas de trabalho ano, só para dar conta da burocracia contra 300 horas nos EUA e Europa, uma corrupção endêmica, com baixa produtividade na indústria e comercio, leis trabalhistas que oneram o custo da mão de obra absurdamente, um Judiciário Trabalhista protagonista que legisla em suas sentenças e súmulas.

Mão de obra sem qualificação, e difícil de ser qualificada, pois a educação básica é extremamente deficiente o que dificulta sobremaneira avançar na qualificação, mas ainda assim com pleno emprego e renda em alta.

Temos a agricultura das mais produtivas do mundo, graças a Embrapa talvez o maior sucesso nacional dos últimos tempos, batendo sucessivos recordes de produção, mas sob ameaça do MST, da FUNAI, dos Quilombolas e das ONGs ditas ambientalistas, mas que na verdade são braços operacionais de Governos. Além de uma péssima quando não inexistente infraestrutura para dar suporte à produção.

Não temos Segurança Publica, Institucional e Jurídica, as empresas acumulam passivos ocultos de grande monta, e como bem qualifica o Prof. Delfim Neto; o Brasil é um país onde até o passado é incerto.Apesar de todos os ventos contra o brasileiro mostra-se um exímio velejador, o país cresce, pouco, mas a economia vem crescendo mais que a demografia, o que melhora a renda per capita.

O PIB deve crescer ao redor de dois por cento enquanto a população cresce a uma taxa de 0,8.

Essas constatações nos levam a um paradoxo ainda maior: O brasileiro é melhor de que seus governos e instituições, como se houvesse um descasamento entre os fatores, na tese da existência de um Brasil real e um legal.

Se verdadeira a tese exprime uma falência absoluta do Estado e suas instituições, o que nos leva a um futuro com maior grau de incertezas e riscos, onde a taxa de sucesso dos empreendimentos e o crescimento devem cair.

Eventos internacionais que ocorrerão proximamente tem o condão de projetar o país, mas expõe também suas mazelas e deficiências que podem resultar em redução da sua credibilidade e queda de investimentos.

Ao empresariado cabe ficar atendo a sintonia fina de seus negócios e buscar uma participação mais atuante visando a institucionalização do país, diretamente e através dos organismos representativos do setor.