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11 de setembro de 2015

Presidente Dissonante


Não é crível perceber que o governo com tantos assessores, consultores, secretários e ministros, não consiga produzir nada além de aumentar impostos! A nossa presidente sofre, por certo, de dissonância cognitiva, mas seus assessores não fazem por menos, inclusive o ministro da fazenda, que a cada dia parece mais atônito.

Aumentar impostos diante de uma grave crise econômica como a que enfrentamos, e com um governo de baixíssima credibilidade, tem o condão de: aumentar custos, desestimular a economia, gerar inflação, diminuir a produção e o consumo, aumentar o desemprego e diminuir a renda. Portando, o efeito tende a ser contrario, pois a arrecadação não cresce na proporção do aumento da carga tributária, podendo até decrescer!

O momento é de impulsionar a economia e diminuir os gastos de custeio, diminuindo o Estado.

Algumas décadas passadas o presidente americano Ronald Regan, enfrentando uma crise orçamentária, reduziu os impostos e cortou severamente as despesas governamentais. Com essas medidas de ajuste impulsionou a economia obtendo uma rápida recuperação, retomando o equilíbrio orçamentário.

Nosso desgoverno vai no sentido inverso, os gastos não caem. Quarenta ministros, cada qual com sua frota de veículos, e um quadro completo de auxiliares e “aspones”, verbas de representação, viagens e o mais. Quanto custa ao país cada um desses ministérios e quanto cada um produz? Não tenho números para tal, mas estou certo que em sua maioria a relação é de mil para um, ou seja, a cada mil reais de gasto temos um centavo produzido. Centenas de estatais, muitas que a maioria das pessoas jamais ouviu falar, com a metodologia de gestão que todos hoje conhecemos tal como aplicada na Petrobras, Eletrobrás entre outras, um imenso ralo por onde flui o esforço do brasileiro. Má gestão, corrupção, ineficiência e inépcia.

O equilíbrio orçamentário passa obrigatoriamente por uma adequação do estado a suas reais e essenciais funções, pois do contrário o Estado passa a ser um peso inservível para a sociedade. Custa absurdamente caro e não cumpre suas funções essenciais!

Rebaixado agora o grau de investimento, para grau especulativo, significa na prática que o pais não é confiável para investir, mas tão somente para especular, aproveitar cautelosamente dos juros elevadíssimos praticados no país, sem aqui deixar um tostão.

Isso significa que não haverá disposição para investimentos no Brasil nos próximos meses, grandes fundos internacionais ficam na verdade proibidos de investir no Brasil, e os investidores individuais também estarão refratários ao risco.

Organismos nacionais e internacionais, revelam o temor dos atletas com a enorme poluição das águas do Rio de Janeiro onde haverá as competições olímpicas, e avaliaram que o saneamento básico no Brasil é similar ao da Europa no século 14, o que nos dá a dimensão do esgoto em que estamos imersos; político, moral, econômico e de infra-estrutura.