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13 de maio de 2014

Salve-se se puder!


Vivemos em um país com 60 mil homicídios ao ano, e um número crescente de latrocínios. É uma guerra civil, visto que nos conflitos existentes mundo afora, poucos apresentam números de mortos em combate semelhantes ao “pacato e pacifista” Brasil.

Não contabilizamos as mortes no trânsito que atingem números que sequer as guerras mundiais lograram “êxito” em obtê-los.  Diante desse quadro verdadeiramente caótico, não vemos nenhuma atitude verdadeira e consistente das autoridades.

É certo que as chamadas autoridades, estão cada vez mais sem autoridade alguma; inúmeros os escândalos e a corrupção que as envolvem em todos os níveis, ficando a dúvida se a bandidagem prospera por incompetência ou por camaradagem profissional.

Fato é que prospera em índices invejáveis. As medidas sempre anunciadas como solução têm o condão de errar drasticamente no atacado e buscar lograr êxito no varejo.

Fizeram o desarmamento civil, porém, os marginais encontram-se mais armados do que os órgãos de repressão.  O cidadão não pode ter uma “garruchinha” para defender sua família, já os traficantes derrubam um helicóptero da polícia com um míssil.

O polo de poder foi invertido totalmente!  O Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), também não logrou êxito em educar, capacitar e dar uma formação digna a nossos jovens, no entanto, foi exímio em colocá-los a serviço do crime, dada a inimputabilidade do menor.

Quantos da minha geração e anteriores começaram a trabalhar aos 14 anos ou menos como office boy, ganhando um salário mínimo e tornaram-se empresários, gerentes ou diretores.

Há um total domínio do crime seja ele oficial ou extra-oficial, mas o domínio é inegável. Das penitenciárias ditas de “máxima segurança”, os comandantes do crime baixam ordens do dia que são cumpridas pelos seus liderados. Estou convencido que o melhor sinal de celular está nos presídios. O nosso do lado de fora cai a todo instante.

Não existem medidas de fato a conter a escalada da violência. São Paulo ainda é um estado que tem os menores índices do país, uma redução de 64% nos homicídios, mas o latrocínio cresce. Nossa polícia apesar dos pesares é a melhor do país, mas a configuração existente com varias corporações: Civil,  Militar e Guardas Municipais, com disciplinas, hierarquias e métodos totalmente diversos cria uma balbúrdia que favorece ao delinquente. O policiamento ostensivo é da PM, no entanto a Polícia Civil anda toda paramentada e com veículos caracterizados, mas se alguém comete uma infração de trânsito na frente de uma viatura da Polícia Civil, não há reação alguma, e se cobrados de pronto afirmam tratar-se de uma atribuição do DSV; se há uma desordem qualquer na rua e alguém pede providências à delegacia, esses mandam ligar para a PM, se o boteco estiver sendo assaltado é com a PM se já foi é com a Civil.

Nesse jogo de empurra, empurra quem se beneficia é o delinquente, o cidadão quando consegue ligar para o lugar certo já está consumado o delito.

Diante do conflito das corporações, resolveram criar as Guardas Municipais, cujas atribuições legais são extremamente limitadas: cuidar do patrimônio imobiliário e mobiliário do município. Porém, por razões as mais diversas, acabam tornando-se braços dos organismos policiais, sem poder de polícia.

Em mais um conflito de corporações a ser administrado!Em todo o mundo polícia é polícia, uma só; uma só regra, um só comando, uma só hierarquia e todo o poder para coibir e enfrentar todos os atos delituosos.

Não bastasse toda essa confusão, a polícia está sempre na mira dos defensores dos chamados Direitos Humanos, que alguns dizem, “dos manos”, dado ao fato que esses só se manifestam quando o delinquente é vitimado, mas em hipótese alguma quando um cidadão ou policial é vitimado.Contradições de um país sem princípios, sem formação e onde a política é a política da confusão e desinformação.

Como dizia o velho Chacrinha: “não estou aqui para esclarecer e sim para confundir”. E nessa balbúrdia o que nos resta e o salve-se se puder!