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12 de julho de 2013

A voz rouca das ruas


A voz rouca das ruas calou em ouvidos mocos da senhora presidente, que não entendeu nada,mas deu a solução para aquilo que  mal ouviu e menos ainda entendeu.Um dos grandes males de se estar no topo hierárquico, é que as notícias chegam por mensageiros, e os mensageiros sempre bajuladores, buscam ser simpáticos e atenuando as más noticias, dizendo aquilo que o chefe quer ouvir. Rapidamente ao estilo Lulo/petista de proceder foi a público para dar sua enérgica, insana e atabalhoada solução para a questão.

Propondo um plebiscito, uma Constituinte, e mais dois ou três band-aids para curar fraturas expostas. Foi uma resposta ao estilo; não sei do que se trata, não quero saber, tenho raiva de quem sabe e vocês é que se virem! Um plebiscito não é uma prova de dissertação, deve conter poucas perguntas de fácil compreensão e entendimento do povo e apenas duas respostas possíveis. Se sim ou se não.

 Agora imaginemos a complexidade de uma reforma política se pode assim ser tratada; organização partidária, voto distrital, puro ou misto, lista aberta ou fechada, sistema proporcional de representação, financiamento de campanha entre tantos outros e suas intersecções.

Imaginemos a adoção de candidaturas avulsas e financiamento público: quantos serão os candidatos que irão aparecer, sacando uma verba do tesouro e torrando no bordel mais próximo, ou acrescentando-as a suas poupanças particulares?

Este tema é para ser tratado em âmbito do Congresso Nacional, ouvindo é claro setores da sociedade que possam efetivamente contribuir e não por meio de plebiscito.

Ao fazê-lo a senhora presidente, altera o sistema de Democracia Representativa para uma Democracia Direta, ignora os saberes do parlamento dos tribunais eleitorais, dos juristas das entidades de classe entre outros, afrontando o ordenamento jurídico e constitucional, Constituição a qual jurou respeitar.

Ousou ao exacerbar os limites do Poder Executivo, que é um mero executor das Leis emanadas do Poder Legislativo e cumpridor das decisões do Poder Judiciário.

Aliás, é um péssimo cumpridor das decisões judiciais e desrespeita abertamente as decisões populares como é o caso do referendo de 2005.

Não há a menor sombra de dúvidas que carecemos de uma reforma em nosso sistema político, assim como no sistema tributário, previdenciário e administrativo, mas tudo precisa ser feito dentro do sistema legal vigente.

O atual governo mercê de seu gigantismo, 39 ministérios oficiais e um oficioso que estão muito longe de constituir-se um secretariado da Presidência ou uma assessoria. É uma assembléia de interesses dispares, onde o interesse nacional sequer é lembrado, quiçá praticado, é um governo sem remo e sem rumo, joga dinheiro pelo e para o ladrão, tem uma gestão de recursos e projetos extremamente incompetente, não obtém dos recursos aplicados nenhuma eficiência econômica.

Aí está entre inúmeras outras obras do chamado PAC, a transposição do São Francisco, cujo orçamento já dobrou de valor e pouco foi feito, sendo que esse pouco está seriamente ameaçado pelo abandono, ou seja, a única coisa que foi realmente transposta foi o dinheiro do contribuinte.

O governo anterior lastreou-se economicamente na sabedoria e credibilidade internacional de Henrique Meirelles e surfou nos bons ventos internacionais para sem nada fazer obter bons resultados econômicos, e deu uma de Luiz XVI:”apres moi Le deluge”. O dilúvio chegou e Dilma não tem arca ou guarda chuva.

Vai mofar com tanta umidade. O governo não tem um nome crível, não parecem confiáveis e muitos realmente não são. Com esse staff, é difícil convencer empresários, investidores, trabalhadores de que se está falando sério, restando a todos um cenário de incertezas.

Um país se constrói com credibilidade, palavrório e discursos vazios, afaga aos tolos, mas não constroem e solidificam bases firmes para o desenvolvimento. Meia dúzia de ministros sérios, competentes e eficientes seria mais do que suficiente evitar que a presidente falasse bobagem e para encontrar o caminho do real desenvolvimento, os outros trinta e três estariam extintos com enorme economia de custo e desperdício para o país.