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10 de agosto de 2020

Sustentabilidade e governança como estratégia de negócios é tendência irreversível


Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP reúne empresas e especialistas para discutir a importância das iniciativas ESG no Brasil

A FecomercioSP, por meio de seu Conselho de Sustentabilidade, recebeu, na última sexta-feira (7), o presidente do Conselho da Endeavor e membro do Conselho da UN Foundation, Fábio Barbosa – também ex-presidente da Natura e do Banco Real –, para reunião com associados, convidados e empresários sobre iniciativas de responsabilidade ESG, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (ou ASG na tradução para o português).

O evento, promovido de forma online pelo conselho presidido por José Goldemberg, reuniu mais de 10 empresas, incluindo grandes varejistas como Via Varejo, Magazine Luiza, GPA e Grupo Big, evidenciando a sustentabilidade no centro do debate empresarial. Os conselheiros e convidados puderam avaliar a grande mobilização mundial em torno das iniciativas ESG, em um contexto no qual a imagem ambiental do País está prejudicada no exterior.

Fábio Barbosa defendeu que, mesmo que estejamos em um momento de pandemia, em que a iniciativa privada luta para sobreviver, só podemos adiar a agenda sustentável, mas não evitá-la. “No mundo inteiro, os padrões ESG para os negócios estão muito mais altos. No Brasil, as coisas estão mais atrasadas, mas não há como reverter o processo. A evolução da discussão não será uma linha reta por aqui, mas ascendente, certamente”, completou o especialista.

Barbosa ainda explicou que há duas forças que exigem que empresas iniciem providências nesse sentido. A primeira seria a do consumidor, que tem o poder e a decisão de só comprar de marcas com as quais se identifique e estejam de acordo com a sua mentalidade. Além disso, esse consumidor tem voz cada vez mais ativa no que deve ser produzido, cobrando cada vez mais transparência e posicionamento dos players.

Outra força que empurra as empresas para a sustentabilidade e a austeridade são os investidores. Segundo Barbosa, o investidor tem o poder de direcionar os recursos que estão na sociedade de recusar investimentos nas empresas que não cumprem requisitos mínimos de boa governança e responsabilidades ambiental e social. Afirma, inclusive, que existiriam fundos prontos para serem investidos no Brasil, mas ações foram prorrogadas pelo atraso do País nesses requisitos.

Concluindo o debate, Fábio Barbosa defendeu que ESG não deve ser somente uma estratégia de negócios, mas tem que permear toda a produção, a comunicação, o produto, a venda e todas as relações. “Em uma economia interconectada, esses temas são inevitáveis.”

O encontro foi início do debate entre as empresas do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, que dará continuidade à atuação em conjunto com o Poder Público e demais entidades, desenhando caminhos para que iniciativas de ESG sejam cada vez mais reais no Brasil, contribuindo para a retomada econômica de forma sustentável.

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