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De janeiro a abril, mais de 1,4 milhão pequenos negócios foram abertos no Brasil

O otimismo da economia brasileira tem impulsionado o empreendedorismo. Entre os meses de janeiro e abril deste ano, cerca de 1,43 milhão de novos pequenos negócios foram abertos no país. O montante representa 96,7% do total (1,47 milhão). Em comparação ao mesmo período de 2023, o acréscimo de pequenos negócios foi de 9,1%, quando chegaram a 1,31 milhão de novas empresas. O levantamento foi realizado pelo Sebrae com dados da Receita Federal do Brasil. No mês de abril foi registrado o maior número de pequenas empresas abertas desde abril de 2023. Foram contabilizados 373,4 mil novos pequenos negócios em 30 dias. O setor de serviços se destaca com 61,6% do total (230.128 novas empresas). Na sequência vem o comércio (22,9%), a indústria da transformação (7,5%) e a construção (7,1%). Considerando as regiões do país, o Sudeste liderou com a abertura de 188,4 mil novos pequenos negócios, seguido pela região Sul (72,3 mil), Nordeste (58,4 mil), Centro-Oeste (35,6 mil) e Norte (18,4 mil). Entre os microempreendedores individuais (MEI), a atividade ligada ao setor da beleza (cabeleireiro e outros) liderou a abertura em abril, com 17.952 novos empreendimentos, seguido pelas atividades de publicidade (17,1 mil), Transporte rodoviário de carga (15,5 mil) e Atividades de ensino (14,4 mil). Já entre as Micro e Pequenas Empresas (MPE), as clínicas médicas e odontológicas estiveram na frente com 4,6 mil novos empreendimentos registrados. Em seguida, aparecem os escritórios administrativos (com 4,2 mil novos negócios) e Restaurantes e estabelecimentos de alimentação e bebidas (com 4,2 mil empresas). Fonte: SebraeFoto: Freepik

Intenção de consumo das famílias paulistanas cai pelo terceiro mês consecutivo

Em maio, as famílias paulistanas continuaram menos propensas às compras. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que mede a tendência dos lares de consumir no curto e no médio prazos, na cidade de São Paulo, caiu 0,8%, ao passar de 110,2 pontos, em abril, para 109,3 pontos, no mês seguinte. É o menor patamar desde agosto de 2023. No entanto, na comparação anual, o resultado ainda é positivo, visto que cresceu 9,3%. O ICF varia de zero a 200 pontos, em que abaixo de 100 pontos significa insatisfação em relação às condições de consumo — e acima desse patamar, satisfação. A FecomercioSP acredita que o resultado foi influenciado pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que pressionou o grupo de alimentos nos primeiros meses do ano. A alta foi sentida por todas as classes sociais. Tanto é que os lares que recebem acima de dez salários mínimos registraram uma queda de 1,1% na intenção de consumo em relação ao mês anterior. Já nas famílias de menor renda, que recebem até dez salários mínimos, o índice recuou 0,7% atingindo 106,8 pontos, o menor nível desde agosto de 2023. Além disso, a percepção quanto ao futuro profissional tem se deteriorado. O subíndice de perspectiva profissional caiu 3%, ao passar de 119,3 pontos, em abril, para 115,7 pontos, em maio. Ao avaliar os últimos 13 meses, essa pontuação só é maior que o mês de maio de 2023, quando marcava 115,2 pontos. Essa insegurança quanto à carreira impacta negativamente outros indicadores, como os de perspectiva de consumo e de momento para duráveis, que caíram 1,6%. Isso reforça que as famílias estão menos propensas ao consumo, principalmente de produtos de alto valor agregado.Todos os outros indicadores permaneceram estáveis: acesso ao crédito, nível de consumo atual, renda atual e emprego atual. Ainda assim, cresceram em comparação ao mesmo período do ano anterior, motivado pelo aumento da renda e pelo mercado de trabalho “aquecido”. Apesar da queda observada nos últimos três meses, o ICF segue acima dos 100 pontos, o que ainda demonstra uma satisfação sobre as intenções de consumo. No entanto, a FecomercioSP alerta que inflação e juros podem impedir uma alta maior do índice, o que deve provocar oscilações no indicador nos próximos meses. Foto: Freepik

Freio na queda da taxa Selic preocupa CNC

Em 19 de junho, o Comitê de Política Monetária do Brasil (Copom) definiu por manter a taxa Selic estável a 10,5 pontos, decisão que preocupa a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em linha com os demais setores produtivos do País, a CNC entende que esse é um movimento equivocado, já que ainda haveria espaço para uma redução de 0,25 ponto nesta reunião. A estabilização da Selic gera um cenário de menor atratividade para o crédito e, consequentemente, para o setor de comércio e serviços, pois a tendência é que as famílias diminuam seu ritmo de consumo. Além disso, o freio na queda da Selic ocasiona prejuízos no setor do comércio com o encarecimento do financiamento para as empresas, o que dificulta o desenvolvimento do País como um todo. A Confederação acredita que, com essa postura mais conservadora do Banco Central, nas próximas janelas de decisão seja aberto espaço para uma nova temporada de redução nos juros básicos da economia brasileira. Fotio: freepik

CFC alerta sobre fim do prazo da ECD 2024; contribuintes tem menos de 10 dias para enviar

Os empresários e contadores têm menos de dez dias para enviarem a Escrituração Contábil Digital (ECD) , arquivo eletrônico que contém todas as informações contábeis de uma organização referentes ao ano-calendário 2023, como livro-diário, livro-razão, balancetes, balanços e demonstrativos contábeis. O prazo final para a entrega da ECD 2024 é no dia 28 de junho. Já para contribuintes domiciliados nos municípios do Rio Grande do Sul, que tiveram estado de calamidade pública decretado, o prazo final para transmissão foi prorrogado e acaba em 30 de setembro. Para enviar a ECD, é necessária a assinatura digital do contador e do responsável pela pessoa jurídica. A obrigatoriedade da entrega recai sobre as pessoas jurídicas tributadas sobre o lucro real. No entanto, há situações em que empresas sujeitas a outros tipos de tributação ou isentas também devem transmitir a escrituração, conforme listado a seguir: Empresas tributadas com base no lucro presumido que distribuem parcelas de lucros ou dividendos sem incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte em montante superior ao valor da base de cálculo do imposto sobre a renda apurado diminuída de impostos e contribuições a que estiver sujeita, independentemente se optou ou não pela escrituração do livro-caixa; Empresas imunes e isentas que auferiram, no ano-calendário, receitas, doações, incentivos, subvenções, contribuições, auxílios, convênios e ingressos assemelhados cuja soma seja superior a R$4.800.000,00 ou ao valor proporcional ao período a que se refere a escrituração contábil;Sociedades em conta de participação, quando enquadradas na condição de obrigatoriedade de apresentação da ECD; Pessoas jurídicas domiciliadas no país que mantiverem, no exterior, recursos em moeda estrangeira relativos ao recebimento de exportação;Empresas simples de crédito; Empresas optantes pelo Simples Nacional que receberam aportes de capital de terceiros, do tipo investidor-anjo. O documento, que substitui aqueles em papel, deve ser transferido ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) , gerido pela Receita Federal. O profissional da contabilidade deve assinar por meio do e-CPF, conforme alerta a conselheira do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Angela Dantas. “Ao enviar o arquivo da ECD, a Receita Federal faz uma validação na base cadastral do Sistema CFC/CRCs, e verifica se o profissional da contabilidade está com seu registro apto no Conselho Regional. Caso o profissional não esteja ativo na base cadastral do sistema, a ECD não será recepcionada no ambiente da Receita e o contribuinte será penalizado com multa calculada sobre o faturamento.” A entrega em atraso pode resultar em multa equivalente a 0,02% por dia de atraso, calculada sobre a receita bruta no período, limitada a 1%. Erros e omissões nas informações transmitidas podem gerar multa equivalente a 5% sobre o valor da operação correspondente, limitada a 1% do valor da receita bruta do período. A não apresentação do documento, por sua vez, implica multa equivalente a 0,5% do valor da receita bruta do período a que se refere a escrituração. Fonte: Portal Contábeis com informações CFCFoto: Freepik

Enchentes no RS causaram prejuízos de R$ 3,32 bilhões ao varejo, estima CNC

Apesar dos resultados positivos dos primeiros quatro meses de 2023, a tragédia climática no Rio Grande do Sul tende a desacelerar o avanço nas vendas de todo o País. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima perda diária de receitas na ordem de R$ 123 milhões, acumulando um prejuízo de R$ 3,32 bilhões no mês de maio – o equivalente a 18,3% do valor previsto para o período. As consequências vão além das cifras, afetando também a infraestrutura e o abastecimento dos estabelecimentos comerciais, com queda abrupta de 28% no fluxo de veículos de carga nas estradas do Estado, segundo dados preliminares da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “O impacto das enchentes no Rio Grande do Sul é devastador, não só em termos de perdas humanas e financeiras, mas também no que diz respeito à infraestrutura vital para o funcionamento do comércio”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. “A Confederação, não apenas por meio das estruturas do Sesc e do Senac, como também das Federações do Comércio de todo o País, está dedicando todos os esforços possíveis para auxiliar o povo gaúcho na reconstrução de suas vidas”, reitera Tadros. O Rio Grande do Sul é a quinta Unidade da Federação em termos de movimentação financeira anual. Em 2023, o comércio gaúcho movimentou R$ 203,3 bilhões, representando 7% do total do volume de vendas no varejo brasileiro. Conforme o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, as perdas impostas pela tragédia climática deverão trazer o volume de vendas local ao nível observado no primeiro semestre de 2021, prejudicando ainda mais a recuperação econômica da região. Em âmbito nacional, quatro meses consecutivos de crescimento Até o início do segundo trimestre, o restante do Brasil mostrava sinais de recuperação no comércio varejista. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13 de junho) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,9% em abril. O desempenho é o quarto avanço mensal consecutivo no ano. A última vez em que o comércio experimentou quatro meses de crescimento no começo do ano foi em 2012. A redução das taxas de juros, que recuaram para 52,95% ao ano em abril de 2024, tem ajudado a aliviar o orçamento familiar. Com a taxa de desocupação no menor nível em 10 anos, a continuação da recuperação do varejo dependerá da trajetória dos juros e da inflação. Assim, a CNC mantém a expectativa de crescimento do volume de vendas em 2,1% para este ano. “O aumento constante do varejo, mesmo que modesto, é um sinal positivo para a economia brasileira, especialmente após anos de instabilidade”, analisa o economista Fabio Bentes. Segundo a PMC, o aumento mensal foi impulsionado pelas vendas de hiper e supermercados (alta de 1,5%) e de combustíveis e lubrificantes (aumento de 2,2%). Segmentos dependentes do crédito, como móveis e eletrodomésticos (com crescimento de 2,4%), veículos e autopeças (alta de 1,6%) e materiais de construção (avanço de 1,9%), também merecem destaque. Confira a análise completa e o vídeo do economista Fabio Bentes foto: freepik

Comércio e Serviços de SP tem alta na geração de empregos nos primeiros quatro meses do ano

Nos quatro primeiros meses de 2024, os setores de Comércio e Serviços paulistas registraram o maior saldo positivo de empregos celetistas para o período desde o início da série histórica, em 2020, quando o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foi instituído. É o que mostra a Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo, realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Os bons resultados são reflexos do contexto econômico do período, no qual a economia se mostrou mais aquecida e os índices inflacionários exibiram desaceleração, além do crescimento das operações de crédito incentivando o consumo. A pesquisa da FecomercioSP revela que, no primeiro quadrimestre de 2024, os Serviços criaram, efetivamente, após contratações e desligamentos, 167 mil postos de trabalho. Em 2023, o saldo observado era de 121,5 mil novas vagas. O Comércio, por sua vez, gerou 10,5 mil empregos, revertendo o saldo negativo do ano anterior, quando 7 mil empregos com carteira assinada foram eliminados pelo setor. Dentre os segmentos que compõem os Serviços, destaca-se a geração de vagas pelos serviços administrativos e complementares (40.597 novos postos de trabalho) e educação (33.741). Para essas atividades, os prestadores de serviços de escritório e apoio administrativo (5.972) e os que atuam na educação infantil e no ensino fundamental (21.718 vagas) foram os que mais contribuíram, respectivamente, para o resultado geral positivo. Já no Comércio, o atacado foi o segmento que mais criou empregos: 8.780, influenciado, principalmente, pelos estabelecimentos de equipamentos e artigos de usos pessoal e doméstico (791). No varejo, entretanto, ainda há uma retração de quase 4 mil vagas, puxada pelos segmentos de vestuário e acessórios (-7.787) e de calçados e artigos de viagem (-2.154). SERVIÇOS: MELHOR ABRIL EM CINCO ANOS O setor de Serviços paulista criou 41.734 postos de trabalho, resultado de 389.983 admissões e 348.249 desligamentos. É o maior saldo positivo para um mês de abril desde 2020 e todos os 14 grupos de segmentos analisados geraram empregos formais. Embora o resultado seja menor que o apurado nos meses de fevereiro e março, a geração de novas vagas foi 47% maior do que em abril do ano passado. Influenciado pelas atividades de locação de mão de obra temporária, com 6.844 novas vagas, os serviços administrativos e complementares garantiram a maior criação de postos de trabalho no mês:16.928. O Comércio também exibiu uma desaceleração em relação aos dois meses anteriores, com a geração de 6.232 empregos formais, e em relação a abril de 2023 quando 7.523 vagas foram abertas. Na verdade, foi o menor saldo de empregos para um mês de abril em três anos. Segundo FecomercioSP, essa desaceleração pode estar relacionada ao fato de que a Páscoa, neste ano, caiu no último dia de março — já que os segmentos de gêneros alimentícios têm impacto importante para o Comércio. O varejo foi o segmento que liderou em número de vagas criadas em abril, com 2.627 empregos. Na sequência, o comércio atacadista, com 2.287 postos. Já a divisão de comércio e reparação de veículos automotores registrou 1.318 admissões a mais do que desligamentos. No varejo, que registrou o maior saldo, destacou-se o segmento de produtos farmacêuticos, com 1.016 vagas. EMPREGO NA CAPITAL A pesquisa também analisou o cenário do emprego na capital. Em abril, o comércio paulistano acumulou um saldo de 2.116 vagas. O resultado ficou abaixo das 3.177 criadas em março e foi inferior às 3.328 registradas em abril de 2023. No ano, houve um avanço tímido de 3.183 postos de trabalho. Ainda assim, é um melhor resultado do que os pouco mais de 300 postos gerados no mesmo período do ano anterior. Nos Serviços, o quarto mês do ano terminou com a criação de 16.268 empregos. O resultado foi superior ao mesmo período do ano passado — quando foram registradas 4.137 vagas — e ao mês de março, quando foi observada a geração de 13.868 empregos. Foto: TV Câmara

Metade do comércio da capital paulista já adota alguma prática de economia circular

Os graves impactos que os eventos climáticos geram à sociedade, assim como os custos aos negócios do Comércio e Serviços, reforçam a necessidade de ações mais sustentáveis e responsáveis em torno da vida útil de produtos. E isso já é um consenso para uma parte significativa dos comerciantes da capital paulista.   Um levantamento exclusivo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com 200 empresas de pequeno e médio portes da capital aponta que 55% desses negócios realizam triagem dos resíduos para reciclagem; 39% participam de Sistemas de Logística Reversa (SLRs); 41% encaminham os itens recicláveis para ecopontos municipais (as empresas são “pequenos geradores”); e 20% fazem a separação de resíduos orgânicos. Segundo a Federação, esses dados são indicativos de como as empresas estão posicionadas em relação à economia circular, que visa reduzir o desperdício e promover um ciclo de vida mais longo para os materiais. A economia circular, entre outras práticas, está relacionada ao retorno de produtos e embalagens na fase pós-consumo ao ciclo produtivo, por meio do descarte adequado pelos consumidores aos SLRs implementados por importadores, fabricantes, comerciantes e distribuidores ou aos sistemas de coleta seletiva.  Cerca de 23% das empresas entrevistadas vendem produtos que fazem parte da economia circular, como composto orgânico, objetos produzidos com plástico reciclado e itens confeccionados com papel reciclado. De acordo com a Entidade, é significativa a adesão a práticas que não apenas reciclem, mas também criem novos produtos a partir de materiais reciclados. Dados: FecomercioSP Ainda assim, 37% das empresas respondentes não adotam quaisquer práticas de economia circular. Dessa forma, há um número significativo de negócios que poderiam se beneficiar de mais informações e incentivos para começar a implementar essas práticas a baixo custo de investimento e com resultados de redução de desperdício.  As maiores barreiras à adoção da economia circular  Muitas empresas acreditam que as práticas de economia circular são muito caras para serem implementadas e/ou não veem um retorno financeiro imediato atrelado a essas ações.  As percepções quanto aos custos financeiros e de capital humano, assim como a falta de conhecimento sobre a economia circular, são os principais entraves para que os negócios da capital adotem práticas mais sustentáveis. Dos empresários entrevistados pela FecomercioSP, 37% indicam a falta de recurso financeiro como o maior problema.  Ao mesmo tempo, 36% das empresas não estão adequadamente informadas sobre o que é a economia circular e como podem implementar as ações. Isso afeta, inclusive, a capacidade de treinamento dos empregados.   Em torno de 12% dos negócios acreditam que não precisam adotar práticas de economia circular, o que indica um desafio na percepção da importância dessas ações para a sustentabilidade a longo prazo.   Um primeiro passo  Apesar de muitos negócios já estarem mais avançados nessas condutas sustentáveis, há um número significativo deles que poderia se beneficiar de mais informações e incentivos para começar a implementar as práticas a baixo custo de investimento e, inclusive, com redução de desperdício. A triagem de resíduos para reciclagem é a mais comum e barata, sendo um primeiro passo importante na implementação da economia circular.  Fazer parte dos SLRs é outra estratégia importante para garantir que produtos sejam destinados de forma ambientalmente correta pela cadeia produtiva após o uso pelo consumidor. Aqui é importante ressaltar que toda empresa deve participar de um sistema desses — obrigatoriamente como ponto de entrega para produtos como pilhas, baterias portáteis e automotivas, seja como ponto de entrega ou divulgação — de produtos como lâmpadas, óleo vegetal usado, eletroeletrônicos, pneus etc. Acesse a Plataforma de Logística Reversa da FecomercioSP e veja todas as orientações e recomendações, pois o descumprimento das obrigações pode resultar em multas e outras sanções de acordo com a Lei 12.305/2010 e regulamentações, além do Decreto 6.514/2008. Acesse também um e-book dedicado ao tema. Outras opções também devem ser consideradas pela empresa na adoção da economia circular, como repensar sobre a necessidade de adquirir novos produtos e seu impacto ambiental, reduzir o consumo de materiais e a geração de resíduos, reutilizar e reparar produtos para prolongar sua vida útil, e substituir itens descartáveis por outros da linha de bens duráveis. Todas essas ações contribuem para a redução do consumo de recursos naturais e materiais, da geração de resíduos, da emissão de gases de efeito estufa e de impactos ambientais. Tendo em vista os eventos climáticos que estão gerando um alto custo social e econômico à sociedade, é esperado que isso também traga novas exigências legislativas, assim como mais obrigações em torno de ações sustentáveis às empresas. Por outro lado, o consumidor espera que empresas se posicionem sobre os impactos causados à sociedade e ao meio ambiente. foto: Freepik

Secretárias SP: CCT é assinada

O SincoElétrico celebrou e assinou, junto ao Sindicato das Secretárias do Estado de São Paulo (SINSESP), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. O documento está disponível para consulta ou download no site do SincoElétrico. Em caso de dúvidas, entre em contato através do e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br ou por telefone: (11) 3333 8377. Foto: Freepik

CNC participa de reunião com ministro do Trabalho e Emprego na OIT

A delegação brasileira que participa da 112ª Conferência Internacional do Trabalho promoveu reunião tripartite, no dia 10 de junho de 2024, no edifício Sede da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça. A reunião foi conduzida pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, com a intenção de informar dos avanços dos trabalhos nas comissões que estão sendo acompanhadas por técnicos designados, com representantes do governo, dos empregados e dos empregadores. Neste ano, estão sendo debatidos nas comissões os temas: princípios e direitos fundamentais; trabalho decente e economia do cuidado e riscos biológicos, além da comissão de aplicação e verificação das normas da OIT. Das comissões poderão ser extraídas resoluções, recomendações ou convenções sobre os assuntos tratados. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participou com toda a sua comitiva da reunião da delegação brasileira com o Ministério do Trabalho e Emprego. Além do ministro, discursaram, no evento, o delegado da bancada patronal que é vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gedeão Pereira; o delegado da bancada laboral, que é o presidente da Força Sindical, Miguel Torres; e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Lelio Bentes. Entre os temas tratados, foram destacadas a necessidade e a importância de promover o diálogo social, o trabalho decente e de aprimorar o combate ao trabalho escravo. Pela bancada dos empregadores, foi ressaltada a urgência de um ambiente para aceleração da economia e que sejam atendidas às necessidades de empregados e empregadores. A 112ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho vai até o dia 14 de junho. foto: CNC

Dia dos Namorados: CNC projeta vendas de R$ 2,59 bilhões

De acordo com estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o volume de vendas do comércio varejista brasileiro voltado para o próximo Dia dos Namorados deverá totalizar R$ 2,59 bilhões em 2024. Confirmada essa expectativa, o resultado das vendas registrará um avanço de 5,6% em relação à mesma data de 2023. O Dia dos Namorados é a sexta data comemorativa mais importante do varejo em termos de movimentação financeira. Parte da expectativa de avanço nas vendas em uma data que tende a movimentar segmentos dependentes do crédito pode ser atribuída ao comportamento recente do mercado de crédito. A maior demanda por esses recursos em um cenário de expansão do mercado de trabalho advém da redução do comprometimento da renda das famílias bem como da redução dos juros das operações de crédito. “Mesmo que o cenário macroeconômico ainda apresente desafios, o avanço nas vendas projetadas para o Dia dos Namorados reflete uma melhora nas condições de crédito e na confiança do consumidor”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Regionalmente, São Paulo (R$ 829,7 milhões), Minas Gerais (R$ 252,2 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 221,2 milhões) responderão por mais da metade da movimentação financeira nacional. Para o Rio Grande do Sul, estado severamente afetado pela tragédia climática de maio, a CNC projeta queda de 33,7% em relação à mesma data de 2023, com movimentação financeira de R$ 127,1 milhões. Conforme o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, a previsão de aumento das vendas é explicada por um conjunto de fatores. “A redução do comprometimento da renda e a queda dos juros das operações de crédito têm incentivado o consumo”, analisa Bentes. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de março, também apurada pela CNC, 30,2% dos rendimentos das famílias estão comprometidos com o pagamento de dívidas. Roupas e calçados serão os presentes preferidos Carro-chefe das vendas associadas ao Dia dos Namorados, o segmento de vestuário, calçados e acessórios deverá movimentar R$ 1,083 bilhão, o equivalente a 42% do volume total de vendas. Em relação ao ano passado (R$ 1,01 bilhão), esse ramo do varejo deve apresentar aumento real de 6,7%. Em segundo lugar, com 28% das vendas, estão as lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com vendas previstas na casa dos R$ 727 milhões, um avanço de 3,2% no comparativo anual. Por outro lado, as vendas de itens de farmácias, perfumarias e cosméticos tendem a avançar apenas 1,6% e devem responder por pouco mais de 10% de toda a movimentação financeira esperada. Ainda pressionados por questões de oferta, os bens e serviços associados à data devem ter alta média de 3% nos preços, menos que no ano passado, quando chegaram a ficar 8,4% mais caros. Destacam-se, nesse contexto, as altas mais acentuadas dos preços de livros (12,2%), bebidas alcoólicas (10,8%) e hospedagens (8,2%). Por outro lado, devem estar mais baixos do que no mesmo período do ano passado os preços dos telefones (com queda de 9,6%), flores (redução de 3,6%), pacotes turísticos (diminuição de 3%) e joias e bijuterias (recuo de 2,6%). Confira aqui o estudo na íntegra foto: Freepik