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Pesquisa inédita aponta que quase 90% do varejo tem vendas parceladas sem juros no cartão

Quase 90% do varejo brasileiro tem suas vendas parceladas sem juros no cartão de crédito. O percentual foi apurado por uma pesquisa inédita realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) junto a 6 mil empresas de todos os segmentos e portes do varejo nas 26 capitais e no Distrito Federal. Mais de 1 milhão de estabelecimentos do varejo, o que representa 47,1% do setor, tem até metade das vendas faturadas dessa forma, volume correspondente a quase R$ 1,5 trilhão. Para 29,3% dos varejistas, as vendas no parcelado sem juros representam entre 50% e 80% do faturamento, o que chega a R$ 929 bilhões por ano. E para outros 13,2%, a fatia de vendas parceladas é superior a 80%, o que representa R$ 418 bilhões anuais. Aproximadamente 10% não souberam responder. “A pesquisa mostra a relevância do parcelamento nas vendas do comércio e a consolidação do cartão de crédito como um condicionante do consumo nos últimos anos”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Nesse sentido, Tadros aponta a importância de se discutir a limitação dos juros no crédito rotativo. “Para a CNC, é necessário encontrar uma solução para racionalizar as taxas de juros exorbitantes, que chegam a impressionantes 440% ao ano, seguindo o modelo implementado no cheque especial no início de 2020”, reforça o presidente da Confederação. Consenso necessário A CNC entregou ao Ministério da Fazenda na quinta-feira, 28 de setembro, o estudo que embasa o posicionamento da entidade para que seja mantido o parcelamento sem juros, sem intervenção nas condições de mercado, além da racionalização da taxa de juros do rotativo do cartão de crédito. O PL 2.685/22, do programa Desenrola, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e estabelece limite de 100% para os juros em relação ao valor da dívida total do cartão de crédito, garantindo que o montante total da dívida não exceda o dobro do valor original. Essas são medidas importantes para equacionar o problema do endividamento e da inadimplência. Segundo a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela CNC, a proporção de famílias que não têm condições de pagar suas dívidas atingiu 12,7%, um recorde da série histórica do indicador, iniciada em janeiro de 2010. “A busca por um consenso entre consumidores, bancos, varejistas e órgãos reguladores continua sendo o caminho mais promissor para garantir condições de consumo favoráveis e fomentar o crescimento econômico”, pontua a economista da CNC responsável pelo estudo, Izis Ferreira. Essa modalidade de pagamento tem papel importante não somente nas vendas, mas na inclusão das pessoas de renda média e baixa no mercado de consumo, explica a economista. “Na hipótese do fim do parcelamento sem juros, diversos produtos e serviços simplesmente deixarão de ser consumidos pela maior parte da população, que depende de prazo para as compras”, pondera Izis Ferreira. Confira o levantamento completo Foto: Freepik

Após leve recuperação, confiança do comércio volta a cair em setembro

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) marcou 113,1 pontos em setembro, registrando uma queda de mensal 0,7%, descontados os efeitos sazonais. A retração do otimismo no comércio, após breve recuperação em agosto – quando o índice aumentou em 0,3% –, volta para a trajetória de queda apontada até julho. A pesquisa é realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Apesar da chegada de datas importantes para o comércio, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal, o cenário no varejo ainda é de cautela, por conta da alavancagem e até da situação de inadimplência enfrentada por uma parte das empresas, limitando investimentos”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Ainda assim, ele lembra que a CNC prevê ligeira alta nas vendas do setor, de 2%, em 2023. Baixas expectativas Segundo o estudo, oito em cada dez comerciantes estimam que as vendas aumentarão nos próximos seis meses, mas apenas quatro sentem melhora nas vendas atualmente. Apesar das expectativas para o próximo semestre se manterem na zona otimista, com 145,2 pontos, o indicador se destaca com a maior queda no mês, de 1%. (-1,0%). Além disso, a visão do comerciante sobre as condições atuais teve leve queda, de 0,1%, por conta da piora da percepção sobre o desempenho da própria empresa, que reduziu -1,8% em relação a agosto. “As operações dos negócios, de forma geral, ainda sofrem para impulsionar as vendas, principalmente nos segmentos mais dependentes das vendas a prazo. A alta alavancagem das empresas é outro ponto de atenção”, aponta a economista da CNC responsável pelo Icec, Izis Ferreira. Empresas mais inadimplentes Apesar da queda recente dos juros, a inadimplência empresarial segue crescente. De acordo com dados do Banco Central, a inadimplência das pessoas jurídicas vem crescendo de forma acelerada desde a segunda metade de 2022. Entre as empresas que obtiveram concessão de crédito, 3,3% estão inadimplentes há mais de três meses, o maior percentual desde agosto de 2018. O mesmo quadro predomina entre os consumidores. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (Peic), também apurada mensalmente pela CNC, revela que houve uma redução do volume de endividados, porém a proporção de consumidores com dívidas atrasadas aumentou. https://www.portaldocomercio.org.br/publicacoes/pesquisa-de-endividamento-e-inadimplencia-do-consumidor-peic-agosto-de-2023/495621 Queda livre da confiança no ano Os números contribuem para a redução acentuada da confiança do comércio no ano, que caiu 9,9%. “Desde janeiro, percebemos uma diminuição do otimismo do varejo na base de comparação anual, que se intensificou ainda no segundo trimestre. Essa dinâmica reflete a crise de crédito no setor”, comenta Ferreira. Nas vésperas das datas mais relevantes no calendário do comércio, os varejistas também apontam retração mais intensa das intenções de investimentos na empresa, que reduziram 12,1%, e na contratação de funcionários, que diminuiu 10,0%. Otimismo reduz em todos os segmentos do varejo O termômetro do otimismo piorou em setembro nos três grupos de lojas do varejo pesquisados: bens duráveis, não duráveis e semiduráveis. A confiança do varejista de duráveis apresentou a queda mais expressiva, de 2,9%, seguida dos não duráveis, com redução de 2,3% e semiduráveis, diminuição de 1,3%. Já na comparação anual, a maior redução do indicador ocorreu entre os varejistas de roupas, calçados e acessórios, com 10,7% a menos que no mesmo mês de 2022. Liquidações Com os ajustes necessários nas prateleiras promovidos pelos varejistas, diante das vendas sem crescimento acentuado, o desempenho do indicador de estoques foi o único que melhorou no ano, com alta de 3,5%. Mais da metade dos comerciantes (61,3%) afirma que o estoque está em nível adequado, o maior percentual desde o final do ano passado. Nesse sentido, o setor de varejo de roupas, calçados e acessórios se destaca com o volume mais alto. O nível de adequação dos estoques é menor no grupo de semiduráveis (roupas, calçados, tecidos, acessórios). Para 57,8% desses comerciantes, os estoques estão adequados, proporção mais baixa do que há um ano, quando era de 61,3%. “Com maior dificuldade de ampliar vendas, esses negócios precisaram recorrer com mais frequência a liquidações, ofertas, e outras estratégias de venda”, destaca Ferreira. Acesse a análise completa e a série histórica do Icec

BC aumenta projeção de crescimento do PIB de 2% para 2,9%

O Banco Central (BC) elevou a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) passou de 2% para 2,9%, em razão, sobretudo, da “surpresa com o crescimento no segundo trimestre”. A projeção consta do Relatório de Inflação, publicação trimestral do BC, divulgado nesta quinta-feira (28). Além disso, e em menor medida, o BC faz previsões “ligeiramente mais favoráveis” para a evolução da indústria, de serviços e do consumo das famílias no segundo semestre de 2023. No segundo trimestre do ano a economia brasileira, superando as projeções, cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%. O PIB acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. No semestre, a alta acumulada é de 3,7%. “A atividade econômica surpreendeu novamente no segundo trimestre”, destacou o BC no relatório, ponderando que o forte crescimento no primeiro semestre do ano se deve, em parte, a fatores transitórios. “Permanece a perspectiva de que a atividade cresça em ritmo menor nos próximos trimestres e ao longo de 2024”, avalia. No primeiro trimestre deste ano, o setor agropecuário puxou o crescimento do PIB de 1,9%, devido ao ótimo resultado das safras recordes de soja e milho. No segundo trimestre, os desempenhos da indústria e dos serviços explicaram também a alta do crescimento da economia. “Os impactos diretos e indiretos da forte alta da agropecuária no primeiro semestre de 2023 devem se dissipar no restante do ano e, para 2024, não se projeta alta tão expressiva do setor”, avalia o BC. Outro impulso transitório no primeiro semestre, e que não deve se repetir na mesma magnitude, segundo o relatório, foi a expansão dos benefícios previdenciários – influenciados por alta do salário mínimo e por mudanças de calendário que anteciparam pagamentos para o primeiro semestre – e de assistência social sobre a renda das famílias. A política monetária se situa “em terreno contracionista e há a expectativa de que se mantenha assim no horizonte de previsão, ainda que esteja sendo gradualmente flexibilizada”. “Por fim, o cenário externo mostra-se mais incerto, com perspectiva de desaceleração da atividade econômica nos países avançados, em ambiente de pressões inflacionárias persistentes, e de menor crescimento para a economia chinesa”, explicou o BC. Na política de juros, na semana passada o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 13,25% ao ano para 12,75% ao ano. O comportamento dos preços fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Ainda assim, em ata divulgada na terça-feira (26), o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista, para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. As incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta preocupam o BC e são fatores que impactam a decisão sobre a taxa básica de juros. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida. Os efeitos do aperto monetário, entretanto, são sentidos no encarecimento do crédito e na desaceleração da economia. Já para incentivar a produção e o consumo, diante de preços controlados, o Copom diminui a Selic. Setores Em 2022, a economia brasileira cresceu 2,9%, após alta de 5% em 2021 e recuo de 3,3% em 2020. O setor de serviços foi o que mais contribuiu para o crescimento do PIB no ano passado. Segundo o BC, os segmentos do setor foram severamente afetados pela pandemia da covid-19, inicialmente, mas desde então apresentam trajetórias de crescimento. Para este ano, sob a ótica da oferta, a alta na projeção de crescimento do PIB reflete elevação nas projeções para os três setores: agropecuária, indústria e serviços. A estimativa para o crescimento da agropecuária passou de 10% para 13%, refletindo melhora nos prognósticos do IBGE para a produção agrícola, principalmente de soja, de milho e de cana-de-açúcar, e crescimento do abate de animais no primeiro semestre maior do que o antecipado. “Apesar da contribuição bastante positiva da agropecuária para o resultado do PIB no ano, o setor deve contribuir negativamente para as variações trimestrais do PIB ao longo do segundo semestre, sobretudo no terceiro trimestre, visto que a maior parte da colheita dos produtos com os maiores crescimentos anuais ocorreu na primeira metade do ano”, explicou o BC. Para a indústria, a previsão foi alterada de 0,7% para 2%, com melhora nos prognósticos para a construção; para a “produção e distribuição de eletricidade, gás e água”; e, especialmente, para a indústria extrativa. Nesse último componente, houve elevado crescimento da produção de minério de ferro e de petróleo na primeira metade do ano. “Tal expansão se deu em ritmo superior ao compatível com os guidances [orientações] de produção dos principais produtores dessas commodities disponíveis à época do relatório anterior [em junho]”, diz o documento. Ainda sobre a oferta, para o setor de serviços a projeção foi revista de 1,6% para 2,1%, com melhora nas previsões para todas as atividades, com exceção de comércio, bastante influenciado pelo desempenho da indústria de transformação, que segue com previsão de recuo em 2023. “A alta da projeção reflete surpresas positivas no segundo trimestre bastante disseminadas, bem como a ligeira melhora nos prognósticos para as variações trimestrais das atividades do setor terciário no segundo semestre”, explicou a autoridade monetária. Com relação aos componentes domésticos da demanda, houve alta nas projeções para o consumo das famílias de 1,6% para 2,8% e para o consumo do governo, de 1% para 1,8%. Para a formação bruta de capital fixo (investimentos) das empresas o recuo previsto passou de

Após leve recuperação, confiança do comércio volta a cair em setembro

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) marcou 113,1 pontos em setembro, registrando uma queda de mensal 0,7%, descontados os efeitos sazonais. A retração do otimismo no comércio, após breve recuperação em agosto – quando o índice aumentou em 0,3% –, volta para a trajetória de queda apontada até julho. A pesquisa é realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Apesar da chegada de datas importantes para o comércio, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal, o cenário no varejo ainda é de cautela, por conta da alavancagem e até da situação de inadimplência enfrentada por uma parte das empresas, limitando investimentos”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Ainda assim, ele lembra que a CNC prevê ligeira alta nas vendas do setor, de 2%, em 2023. Baixas expectativas Segundo o estudo, oito em cada dez comerciantes estimam que as vendas aumentarão nos próximos seis meses, mas apenas quatro sentem melhora nas vendas atualmente. Apesar das expectativas para o próximo semestre se manterem na zona otimista, com 145,2 pontos, o indicador se destaca com a maior queda no mês, de 1%. (-1,0%). Além disso, a visão do comerciante sobre as condições atuais teve leve queda, de 0,1%, por conta da piora da percepção sobre o desempenho da própria empresa, que reduziu -1,8% em relação a agosto. “As operações dos negócios, de forma geral, ainda sofrem para impulsionar as vendas, principalmente nos segmentos mais dependentes das vendas a prazo. A alta alavancagem das empresas é outro ponto de atenção”, aponta a economista da CNC responsável pelo Icec, Izis Ferreira. Empresas mais inadimplentes Apesar da queda recente dos juros, a inadimplência empresarial segue crescente. De acordo com dados do Banco Central, a inadimplência das pessoas jurídicas vem crescendo de forma acelerada desde a segunda metade de 2022. Entre as empresas que obtiveram concessão de crédito, 3,3% estão inadimplentes há mais de três meses, o maior percentual desde agosto de 2018. O mesmo quadro predomina entre os consumidores. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (Peic), também apurada mensalmente pela CNC, revela que houve uma redução do volume de endividados, porém a proporção de consumidores com dívidas atrasadas aumentou. https://www.portaldocomercio.org.br/publicacoes/pesquisa-de-endividamento-e-inadimplencia-do-consumidor-peic-agosto-de-2023/495621 Queda livre da confiança no ano Os números contribuem para a redução acentuada da confiança do comércio no ano, que caiu 9,9%. “Desde janeiro, percebemos uma diminuição do otimismo do varejo na base de comparação anual, que se intensificou ainda no segundo trimestre. Essa dinâmica reflete a crise de crédito no setor”, comenta Ferreira. Nas vésperas das datas mais relevantes no calendário do comércio, os varejistas também apontam retração mais intensa das intenções de investimentos na empresa, que reduziram 12,1%, e na contratação de funcionários, que diminuiu 10,0%. Otimismo reduz em todos os segmentos do varejo O termômetro do otimismo piorou em setembro nos três grupos de lojas do varejo pesquisados: bens duráveis, não duráveis e semiduráveis. A confiança do varejista de duráveis apresentou a queda mais expressiva, de 2,9%, seguida dos não duráveis, com redução de 2,3% e semiduráveis, diminuição de 1,3%. Já na comparação anual, a maior redução do indicador ocorreu entre os varejistas de roupas, calçados e acessórios, com 10,7% a menos que no mesmo mês de 2022. Liquidações Com os ajustes necessários nas prateleiras promovidos pelos varejistas, diante das vendas sem crescimento acentuado, o desempenho do indicador de estoques foi o único que melhorou no ano, com alta de 3,5%. Mais da metade dos comerciantes (61,3%) afirma que o estoque está em nível adequado, o maior percentual desde o final do ano passado. Nesse sentido, o setor de varejo de roupas, calçados e acessórios se destaca com o volume mais alto. O nível de adequação dos estoques é menor no grupo de semiduráveis (roupas, calçados, tecidos, acessórios). Para 57,8% desses comerciantes, os estoques estão adequados, proporção mais baixa do que há um ano, quando era de 61,3%. “Com maior dificuldade de ampliar vendas, esses negócios precisaram recorrer com mais frequência a liquidações, ofertas, e outras estratégias de venda”, destaca Ferreira. Acesse a análise completa e a série histórica do Icec

Quais os direitos e deveres das empresas ao contratar trabalhadores temporários

Estamos nos aproximando de um período estratégico para o comércio, que envolve eventos como a Black Friday, o Natal e o Ano Novo, além do Dia das Crianças, férias escolares e o verão Esse momento se torna propício para empresas de diversos setores econômicos considerarem a contratação de trabalhadores temporários, visando atender às demandas sazonais e garantir uma operação eficiente durante esse período movimentado. Essas vagas temporárias, que podem se estender a um emprego fixo, são uma oportunidade tanto para empregadores quanto para trabalhadores. No entanto, é crucial que as empresas estejam cientes das regras que regem esses contratos temporários. Existem dois tipos principais de contratos: prazo indeterminado e prazo determinado. O primeiro é o mais comum e não possui uma data de término definida, enquanto o segundo, como o nome sugere, tem um prazo fixo. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece três tipos de contratos temporários: em caráter de experiência, para atividades transitórias e em resposta ao aumento da demanda de trabalho. A contratação de trabalhadores temporários é permitida apenas para pessoas jurídicas registradas no Ministério do Trabalho. A empresa que recebe os serviços não precisa ser uma pessoa jurídica, desde que tenha uma necessidade temporária de mão de obra. Os contratos temporários devem ser formalizados por escrito, detalhando os direitos dos trabalhadores e as razões para a contratação temporária. Os contratos temporários têm uma validade máxima de 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. Se um trabalhador prestar serviços por 270 dias consecutivos para a mesma empresa, isso pode resultar em um vínculo empregatício. É importante ressaltar que os trabalhadores temporários têm direitos, incluindo remuneração compatível com outros funcionários, jornada de trabalho dentro dos limites legais, 13º salário proporcional e outros benefícios. As empresas que contratam trabalhadores temporários também têm obrigações, incluindo o pagamento de contribuições previdenciárias durante todo o período de emprego temporário. Portanto, à medida que nos aproximamos da temporada de festas, as empresas devem estar cientes das regras e considerar cuidadosamente a contratação de trabalhadores temporários para atender às demandas sazonais. Fonte: Portal Contábeis

Intenção de consumo das famílias fica estável em setembro

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) ficou estável em setembro, descontados os efeitos sazonais, depois do crescimento que vinha sendo sustentado desde janeiro do ano passado. O indicador se manteve pelo segundo mês consecutivo acima dos 100 pontos (102,6), indicando satisfação dos consumidores. A perspectiva de consumo para os próximos três meses e o momento para aquisição de bens duráveis se destacaram com as maiores altas de setembro (0,5% e 1,9%, respectivamente). Por outro lado, a perspectiva profissional e o nível de consumo atual caíram (2% e 0,2%), resultando no equilíbrio da intenção de compra em setembro. No ano, todos os indicadores da pesquisa seguem apontando recuperação. Além disso, quatro em cada 10 afirmam que têm intenção de compras nos próximos três meses, maior proporção desde março de 2015. “Embora o indicador principal mostre estabilidade, a alta da projeção de consumo para o último trimestre do ano e a maior segurança no emprego, em geral, são boas notícias para o varejo, que se prepara para o período de maior faturamento do ano, com datas comemorativas importantes”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Ele lembra que, além das compras sazonais, os feriadões do segundo semestre também impulsionam a intenção de consumo das famílias, o que deve se refletir nas vendas do comércio, dos serviços e do turismo.  Bom momento para duráveis A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, explica que a melhora na percepção para aquisição de duráveis, cuja variação anual é de 54,9% de crescimento, está relacionada à redução dos juros e à inflação mais baixa desse tipo de produto. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o menor impacto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto foi justamente dos preços de artigos como eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Com redução de 12,4 pontos percentuais (p.p.) em um ano, a inflação anual desses itens despencou de 12,7% em agosto de 2022 para 0,3% no mês passado. “A maior segurança no emprego oferece mais tranquilidadepara os consumidores comprarem a prazo”, lembra Izis Ferreira. Do total de consumidores, 43% estão se sentindo mais seguros no emprego atual, maior volume desde janeiro de 2015. “Os dados refletem, principalmente, o momento do mercado de trabalho formal, que ainda apresenta alta nas contratações, mesmo que o ritmo da criação de novas vagas esteja desacelerando”, aponta a economista. Conforme ela, essa desaceleração, porém, faz com que os consumidores olhem com cautela o cenário nos próximos meses, com queda de 2% na perspectiva profissional. “Ou seja, os consumidores indicam que estão olhando com certo ceticismo as possibilidades no mercado de trabalhono futuro”, conclui. Mesmo com crédito mais fácil, nível de consumo caiu O início da redução na taxa Selic também impactou positivamente a percepção sobre o acesso ao crédito: a proporção de pessoas afirmando que está mais fácil contratar crédito do que no ano passado aumentou 0,8 p.p., chegando a 29,3% do total de entrevistados. “Embora otimistas, o endividamento e a inadimplência ainda elevados limitam a capacidade de consumo das famílias e os efeitos benéficos de haver mais renda disponível com a desaceleração inflacionária e as políticas de transferência de renda”, pondera Izis Ferreira. Tanto que o indicador do nível de consumo atual está em 87,4 pontos, na zona de insatisfação, e apresentou queda de 0,2% no mês. Mais ricos estão mais descrentes com futuro do trabalho A intenção de consumo das famílias com renda até 10 salários mínimos se manteve a mesma de agosto e diminuiu 0,3% entre as famílias com maior renda. O indicador de perspectiva de consumo para os próximos três meses entre os consumidores de renda média e baixa avançou 0,7%, mas caiu 1,3% entre os de renda alta. De acordo com a CNC, essa diferença se deve ao ceticismo das famílias com maior poder aquisitivo em relação ao seu futuro no mercado de trabalho, já que o indicador de perspectiva profissional caiu 2,3% entre esses consumidores. No recorte por gênero, a intenção de consumo das mulheres atingiu 101,7 pontos e, pela primeira vez na série histórica, chegou ao nível de satisfação. O avanço na intenção de consumir em setembro, com relação ao mesmo mês do ano passado, foi maior entre as mulheres (24,4%) do que entre os homens (19,2%). Do público feminino, 40,4% pretende comprar mais nos próximos meses, uma alta mensal de 13,8 p.p., enquanto essa proporção chegou a 39,4% entre os homens, avanço de 10,9 p.p. Confira aqui a análise completa, a série histórica do ICF e vídeo com os comentários da economista da CNC Izis Ferreira  foto: Freepik

CNC ajusta para cima previsão de crescimento do varejo

A consolidação do recuo da inflação e da taxa de câmbio, além dos sinais positivos do mercado de trabalho, leva a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar a perspectiva de aumento das vendas no varejo de 1,8% para 2% neste ano. O volume de vendas no comércio varejista brasileiro voltou a avançar em julho (com crescimento de 0,7%, depois da alta de 0,1% do mês anterior), de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje, 15 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, houve crescimento de 1,5%, na comparação com o mesmo período de 2022, graças ao bom desempenho dos segmentos especializados na comercialização de bens essenciais, como hiper e supermercados (com alta de 2,7%); farmácias, drogarias e perfumarias (3%); e combustíveis e lubrificantes (11,3%). Conforme o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a expectativa positiva da Confederação também vem dos efeitos dos juros mais baixos sobre as condições de consumo. “Um ambiente mais propício ao consumo deve se fortalecer a partir da segunda metade deste ano. Aliada a isso, a aceleração do ritmo de atividade econômica, maior do que o esperado no segundo trimestre, compõe o cenário positivo para o varejo”, aponta Tadros. Em relação ao primeiro semestre de 2020, considerada a fase mais aguda da perda de atividade econômica por conta da pandemia, as vendas no varejo cresceram 4,2%, apresentando uma tendência suave de recuperação. A retomada do nível de atividade do comércio também se evidencia na recuperação do ritmo das vendas no setor, na comparação com o mesmo mês de 2022 (aumento de 2,4%). Produtos essenciais impulsionam o setor O aumento das vendas de produtos essenciais deriva da desaceleração dos preços e da menor dependência que, historicamente, esses segmentos têm em relação às condições de crédito. Especialmente no caso dos combustíveis, os preços médios ao consumidor registraram variação significativamente descolada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos 12 meses encerrados em julho. Enquanto houve queda de 10,66% nos combustíveis, a inflação subiu 3,99%. “A transmissão dos efeitos da política monetária sobre a inflação ocorreu de forma acelerada, na medida em que o índice de referência de preços no Brasil cedeu para menos de 4% no acumulado de 12 meses, o que tornou evidente o peso que o aperto monetário vinha produzindo sobre o varejo brasileiro durante o primeiro semestre do ano”, explica o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes. Crédito caro e seleto ainda freia alguns segmentos Em 12 meses, as atividades mais dependentes do crédito registraram variações negativas, como os artigos de uso pessoal e doméstico, que tiveram queda de 11,1% nas vendas; tecidos, vestuário e calçados, com redução de 9,6%; e móveis e eletrodomésticos, com redução de 0,3%. Contribuiu também o alto grau de comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas, que era de 29,7% em julho deste ano, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela CNC. Acesse a análise completa da CNC Foto: Freepik

Sesc completa 77 anos de trabalho dedicado ao Brasil

Desde 1946, o Serviço Social do Comércio (Sesc) transforma a vida de milhares de pessoas, com serviços e eventos nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e assistência, atendendo os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, seus familiares e público em geral. Presente em todos os Estados brasileiros, o Sesc está comprometido com o bem-estar dos brasileiros e o desenvolvimento do País. Saiba mais: O que significa Sesc? Confira a campanha comemorativa dos 77 anos da instituição Qualidade de vida e bem-estar são focos do trabalho do Sesc. Por meio de uma ampla gama de atividades, a instituição proporciona ao público oportunidades para o desenvolvimento pleno de seu potencial. Entre seus importantes aspectos estão a diversidade, a presença nacional e a ação formativa, base de todos os projetos e serviços oferecidos nas áreas de saúde, lazer, cultura, educação, esporte, turismo e sustentabilidade. O Sesc é composto por um Departamento Nacional, órgão normativo que elabora e acompanha as diretrizes nacionais da instituição, e 27 Departamentos Regionais, responsáveis pela oferta de atividades e serviços em cada Unidade Federativa. O Sesc conta com um modelo de gestão autônomo que possibilita aos Departamentos Regionais atuar de acordo com as demandas das respectivas regiões, preservando, assim, as características e os contextos locais. “O trabalho do Sesc nos orgulha muito, especialmente, pelo seu amplo alcance em todo território brasileiro, das capitais aos rincões. Promover ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade, para uma sociedade justa e democrática, é motivo de grande júbilo”, destacou José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Somente em 2022, houve 5,4 milhões de pessoas inscritas em atividades como atendimentos médicos, odontológicos e de esporte, além de atividades sociais. E ainda 2,4 milhões de brasileiros são atendidos mensalmente pelo programa de combate à fome Mesa Brasil. Preocupado com a formação integral dos brasileiros, atualmente, há mais de 70 mil crianças e adolescentes matriculados nas Escolas Sesc – que oferecem, gratuitamente, educação infantil e ensinos fundamental e médio de excelência reconhecida internacionalmente. No âmbito do turismo social, em que o Sesc é pioneiro, 526 mil pessoas ficaram hospedadas em suas unidades hoteleiras, muitas delas atendidas por outros programas do serviço, como os voltados à terceira idade.

Contribuição Assistencial 2024: fique atento ao vencimento

Conforme deliberado em nossa Assembleia Geral Extraordinária em 16/08/2023, a tabela de Contribuição Assistencial 2024 foi atualizada. O vencimento da mesma é no dia 30/09/2023. O boleto pode ser solicitado através do e-mail: contribuicao@sincoeletrico.com.br  Fique em dia e fortaleça o seu sindicato. Em caso de dúvidas, entre em contato com o SincoElétrico por telefone: 11 3333 8377 ou e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br

CCT Secretárias Campinas é celebrada

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) celebrada pelo SincoElétrico junto ao Sindicato das Secretárias do Município de Campinas e Região já está disponível para download ou consulta. Em caso de dúvidas, entrar em contato com o SincoElétrico por telefone (11) 3333 8377 ou e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br Foto: Freepik