SincoElétrico

Boletim Focus: mercado financeiro mantém em 3,91% estimativa de inflação em 2026

Projeções fazem parte do boletim ‘Focus’, divulgado na segunda (16) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana. Estimativas fazem parte do boletim ‘Focus’, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana. Os economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. A expectativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu estável em 1,82%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi de 2,3%, conforme divulgou o IBGE na semana passada. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio em queda O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, de R$ 5,42 para R$ 5,41. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos para o dólar continuou em R$ 5,50. Fonte: G1 Foto: Freepik

Projeção para inflação este ano no Focus cai a 4,05%

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 caiu 0,01 ponto percentual, a 4,05%. Para 2027 permanece projeção de inflação de 3,80% ao final do ano. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A inflação no Brasil acelerou em dezembro a 0,33%, mas ainda encerrou 2025 abaixo do teto da meta, com uma taxa de 4,26%, consolidando um processo de desinflação no país apesar da pressão do setor de serviços. Os analistas no Focus seguem vendo o início dos cortes da taxa de juros em março, com uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic, atualmente em 15%. Também não houve mudanças nas expectativas de que a taxa básica terminará 2026 em 12,25% e 2027 a 10,50%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento permaneceram em 1,80% tanto este ano quanto no próximo. Fonte: Diário do Comércio (conteúdo distribuído por Reuters) Foto: Freepik

Queda da inflação incentiva primeira alta da confiança do comerciante em 2023

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aumentou 2,5% em abril, descontados os efeitos sazonais. A alta no mês, que fez o indicador atingir 111,3 pontos, interrompeu a série de quatro quedas do otimismo dos varejistas, observadas desde novembro. No comparativo com o mesmo mês de 2021, no entanto, houve queda de 5,7%, especialmente no que diz respeito às condições da economia e do setor do comércio, que eram maiores no ano passado. Porém, em relação a março, todos os indicadores do Icec apontaram crescimento, reanimando a confiança do setor. O destaque foi a melhor percepção das condições presentes na economia: embora o indicador, que ficou em 75,5 pontos, esteja no menor nível desde junho de 2021, foi o que mais cresceu no mês, com alta de 8,8%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março surpreendeu positivamente, alcançou 4,65% em um ano, abaixo do esperado pelo mercado e dentro do intervalo da meta de inflação do Banco Central, que era de 4,75%, pela primeira vez desde janeiro de 2021. Além disso, a inflação de serviços caiu, e o índice de difusão, que representa a quantidade de itens que tiveram aumento de preços, atingiu 59,9 pontos e é o segundo menor desde agosto de 2020. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, diversos fatores explicam a melhoria do otimismo do empresário brasileiro. “A conjuntura mais propícia da inflação levou o comerciante a ter esperança na melhoria das transações comerciais e no começo da diminuição das taxas de juros no País”, afirma. Segundo Tadros, com a inflação sob controle, o poder de compra dos consumidores aumenta e, consequentemente, as vendas. “Além disso, a redução das taxas de juros estimula o investimento e o crescimento econômico, criando um ambiente mais favorável aos negócios”, reforça o presidente da Confederação. Dia das Mães traz otimismo Com a inflação mais controlada e faltando menos de duas semanas para o Dia das Mães, segunda principal data comemorativa do varejo em relação ao incremento nas vendas, cresceu pela segunda vez consecutiva a proporção de varejistas esperando ampliação das vendas no curto prazo, atingindo 79% do total de entrevistados. Conforme Izis Ferreira, economista da CNC responsável pela pesquisa, esse resultado também é embasado na intenção de compras do consumidor, que, neste mês, ganhou fôlego com a melhor percepção sobre o nível de consumo e a renda, como mostrou a pesquisa da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de abril. “Com o consumidor mais disposto a consumir, incluindo os de rendas média e baixa, o varejista se prepara para um segundo trimestre melhor em termos de vendas, momento do calendário que concentra Dia das Mães e Dia dos Namorados”, explica Izis Ferreira. As expectativas para o desempenho mais favorável das vendas no curto prazo avançaram em abril entre todos os segmentos de lojas incluídos no Icec, embora, na comparação anual, o indicador ainda aponte redução. A inflação mais baixa e a perspectiva de que os juros podem cair em breve fizeram até mesmo as perspectivas de vendas dos lojistas de produtos duráveis ampliarem 4%. Contratações à vista O restabelecimento da tendência de alta das expectativas trouxe ânimo para a contratação de funcionários: 64,4% dos tomadores de decisão do varejo pretendem contratar, proporção que também cresceu no mês, primeiro aumento desde novembro de 2022. Os preços do vestuário, segmento que sofreu com o aumento de 18% nos preços, no ano passado, tiveram deflação acumulada no primeiro trimestre deste ano, com queda de 0,2%. Esse fôlego, em conjunto com a chegada das estações mais frias, fez com que a intenção de contratar ficasse em nível mais alto entre os varejistas de roupas, calçados e acessórios – o indicador atingiu 122 pontos com o crescimento de 2,8% em abril no comparado com março. Já entre os comerciantes dos segmentos de supermercados e farmácias, o aumento da intenção de contratações foi mais expressivo, de 5,6%, o que levou o índice a 115,3 pontos. A inflação de alimentação no domicílio perdendo força traz melhores perspectivas para o desempenho das vendas de alimentos e bebidas. Já no varejo de produtos duráveis, o crescimento foi de 5,3%, percentual que fez o indicar chegar a 116,2 pontos. Confira a análise completa do Icec

Com queda da inflação, otimismo do consumidor é o maior desde março de 2020

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 3,1% em abril, descontados os efeitos sazonais. Com isso, o índice atingiu o maior nível (97,1 pontos) desde março de 2020. Entre os indicadores que compõem o ICF, o nível de consumo atual registrou a maior alta em abril, de 4,8%. Embora ele esteja na zona negativa, com 81,4 pontos, o crescimento foi o mais expressivo desde maio de 2018. Os consumidores também apontaram maior intenção de consumo de produtos duráveis, mas a alta tem relação com a base de comparação muito baixa. Entre as causas do maior otimismo está a evolução da inflação, que surpreendeu positivamente em março. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) anual alcançou 4,65%, abaixo do esperado pelo mercado e dentro do intervalo da meta de inflação do Banco Central, que é de 4,75%. Além disso, a inflação de serviços caiu, e o índice de difusão, que representa a quantidade de itens que tiveram aumento de preços, é o segundo menor desde agosto de 2020. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o resultado favorável do ICF de abril é uma ótima notícia para o setor terciário. “Com a diminuição da inflação superando as expectativas na conclusão do primeiro trimestre, no qual os orçamentos estavam comprometidos com gastos sazonais como pagamento de impostos, compra de material escolar e férias, por exemplo, os consumidores iniciam o segundo trimestre de 2023 com a disposição renovada para o consumo”, afirma. Satisfação com emprego e renda Conforme a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, “a dinâmica mais favorável do nível de consumo atual também está associada à maior satisfação com o emprego”. A contínua geração de vagas formais e contratação de pessoas com menor nível de escolaridade pelo setor de serviços fez o índice alcançar o maior nível entre todos os indicadores da pesquisa, com 121,4 pontos. Outro ponto ressaltado por Izis Ferreira é o indicador de avaliação da renda atual, que avançou 3% em março, elevando o indicador para 114,7 pontos. Esse também é o nível mais alto desde antes da pandemia. A proporção de consumidores que consideram a renda de hoje melhor do que há um ano foi de 36% dos entrevistados, também a maior em três anos. Queda da inflação aumenta intenção de consumo entre famílias com menos renda A taxa de crescimento da intenção de consumo entre as famílias com renda menor acelerou 3% em março, levando a intenção de compra dos consumidores com até 10 salários mínimos a 94,5 pontos. Embora ainda no espectro negativo, com essa elevação, o índice se aproximou da faixa de rendimento acima de 10 salários mínimos, que ficou em 110,8 pontos, já na zona de otimismo. Além disso, 34% dos consumidores de alta renda consideraram seus rendimentos melhores do que há um ano, o maior índice também desde antes da pandemia. Izis Ferreira destaca ainda o crescimento do otimismo entre as mulheres. O indicador avançou 29,4% em um ano para o público feminino, enquanto a intenção de compra dos homens cresceu 21,9% no mesmo período. “Com mais mulheres ingressando no emprego formal desde o ano passado, a percepção delas sobre a segurança no emprego e na renda também tem melhorado”, analisa a economista da CNC. Acesse a análise completa e a série anual da ICF