Nova portaria do MTE promove agilidade e transparência nos processos sindicais

Em uma iniciativa para otimizar o relacionamento com as entidades sindicais, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou, na última sexta-feira (9), a publicação da Portaria nº 1.342/2024 no Diário Oficial da União (DOU). A nova regulamentação traz mudanças que visam a simplificação e a aceleração dos processos de registro e atualização de informações das direções sindicais, tanto para trabalhadores quanto para empregadores. Um dos principais avanços introduzidos pela Portaria nº 1.342 é a simplificação dos requisitos documentais para a solicitação de registro sindical e a atualização de dados permanentes (SD). De agora em diante, as entidades sindicais poderão submeter uma autodeclaração de pertencimento à categoria que deverá conter apenas o nome completo, o número do CPF, e a assinatura de cada dirigente eleito. Esta mudança tem como objetivo reduzir a burocracia, tornando o processo menos oneroso e mais acessível às entidades sindicais de todo o país. Atualização antecipada de dados periódicos Outra inovação significativa diz respeito à utilização da ata de eleição das diretorias para a atualização de dados perenes no sistema Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES). Segundo Marcos Perioto, Secretário de Relações do Trabalho do MTE, como as eleições sindicais ocorrem frequentemente antes do fim dos mandatos, essa nova norma permitirá que as entidades iniciem o processo de atualização de maneira antecipada. Essa medida garante que o mandato da diretoria permaneça atualizado no CNES durante toda a sua vigência, evitando problemas de desatualização que podem prejudicar as operações sindicais. Descentralização da análise de dados e correção de processos A partir de 1º de setembro de 2024, a análise das solicitações de atualização de dados perenes (SD) será descentralizada, passando a ser realizada pela Superintendência do Trabalho (SRTE) da unidade federativa onde a entidade sindical está sediada. Para isso, as entidades devem encaminhar a documentação necessária à Seção de Relações do Trabalho (SERET) da respectiva SRTE via sistema SEI/MTE. Além disso, a Portaria permite o saneamento de solicitações que apresentem irregularidades ou insuficiências documentais, ou em casos de discrepâncias entre os documentos enviados e o requerimento eletrônico. Esta possibilidade de correção visa reduzir o número de indeferimentos e evitar que os processos voltem para o final da fila de tramitação, acelerando assim a resolução das pendências. Mediação de conflitos sindicais Por fim, a Portaria nº 1.342/2024 estabelece um prazo específico para que sindicatos envolvidos em disputas de representação possam solicitar mediação junto à Secretaria de Relações do Trabalho (SRT). As entidades terão até 60 dias, contados a partir da apresentação do conflito, para solicitar a mediação através do sistema SEI/MTE, o que pode acelerar significativamente a resolução dessas disputas, proporcionando maior estabilidade nas relações de trabalho. Com essas mudanças, o Ministério do Trabalho e Emprego reafirma seu compromisso com a modernização e a eficiência dos processos que regulam as atividades sindicais no Brasil, proporcionando um ambiente mais favorável ao diálogo e à representatividade sindical. Fonte: Portal Contábeis Foto: Agência Senado/Marcos Oliveira
Empresários paulistanos estão mais cautelosos

O Índice de Expansão do Comércio (IEC), apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), recuou 1,8% em julho. Diante do resultado, o indicador passou de 107,2 pontos, em junho, para 105,3 pontos, em julho. O índice varia entre 0 e 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absoluto na expansão dos negócios. Em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador registrou variação de -0,7%. O IEC é composto pelas variáveis Expectativas para Contratações de Funcionários (ECF) e pelo Nível de Investimentos das Empresas (NIE). O primeiro recuou 2,8%, passando de 119 pontos, em junho, para 115,6 pontos, em julho. Já o índice que apura a propensão dos empresários a fazer novos investimentos apontou queda de 0,6% — de 95,5 para 94,9 pontos. Na comparação interanual, o primeiro caiu 3,4% e o segundo avançou 2,8%. De acordo com a FecomercioSP, no sétimo mês do ano, a desaceleração inflacionária, o ciclo de redução da taxa de juros, o aquecimento do mercado de trabalho e o aumento da renda estimularam o consumo das famílias, beneficiando o Comércio. O contexto contribuiu para a expansão nas vendas, demandando contratação de novos funcionários. Nos meses de maio e junho, as datas comemorativas também favoreceram esse movimento. Por outro lado, os desafios do cenário macroeconômico e o cenário de endividamento e juros elevados que atingem as empresas levaram os empresários a adotar uma postura mais cautelosa quanto a novos investimentos. Segundo a FecomercioSP, o NIE tem flutuado entre 93 e 96 pontos, nos últimos meses. O patamar abaixo dos 100 pontos reflete um sentimento de pessimismo dos empresários para investir em capital físico, reformas, abertura de lojas, entre outros. Fonte: FecomercioSPFoto: Freepik
CNC, Sesc e Senac estão no ranking das melhores empresas para trabalhar

Pelo terceiro ano consecutivo, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) marcou presença no ranking das Melhores Empresas para Trabalhar no Rio de Janeiro, segundo a consultoria Great Place to Work (GPTW). Os departamentos nacionais do Sesc e do Senac também entraram no ranking das 50 melhores empresas, atestando o trabalho de valorização de pessoas do Sistema CNC-Sesc-Senac no País. Representada pela diretora-geral Executiva Simone Guimarães, pelo chefe do Gabinete da Presidência e gerente de Comunicação Elienai Câmara, pela diretora corporativa e gerente de RH, Fernanda Casanova, por gestores e colaboradores, a Confederação participou da cerimônia realizada no Rio de Janeiro, em 31 de julho, para a entrega da premiação da consultoria Great Place to Work (GPTW). “Este ano nossa satisfação veio multiplicada, pois, além de a Confederação seguir entre as melhores empresas, com uma colocação de destaque, o Senac Nacional subiu do 42º lugar para o 19º e o Sesc entrou pela primeira vez no ranking”, disse o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “Esse reconhecimento é o coroamento do trabalho que nossa gestão vem realizando, construindo um ambiente positivo e inspirador para as pessoas. Que possamos inspirar todo o Sistema Comércio e as empresas do comércio de bens, serviços e turismo nessa importante missão de cuidar do quadro de colaboradores”, completou Tadros. Conquista comemorada A CNC ficou na 11ª posição na categoria Empresas de Médio Porte. Além disso, tanto na cerimônia do ano passado quanto neste ano, a Confederação recebeu o prêmio de torcida mais animada da noite. O Sesc foi ranqueado pela primeira vez, ocupando a 50ª posição, e o Senac pela segunda vez, este ano na 19ª posição, também na categoria de Empresas de Médio Porte. Para a diretora-geral Executiva da CNC, Simone Guimarães, a conquista do Sistema CNC-Sesc-Senac representa o empenho dos colaboradores pelo bem coletivo da entidade e de todo o setor representado. “O dia de entrega da premiação este ano foi muito diferente dos anteriores, porque tivemos a oportunidade de estar juntos com o Senac e o Sesc”, disse Simone. “Comparecemos com nossos gestores e com os colaboradores que são promotores do clima, todos muito animados. Cada vez que anunciavam o nome de uma das entidades, todos nós gritávamos, foi contagiante, tanto que pelo segundo ano consecutivo nós ganhamos o prêmio de torcida mais animada”, comemorou. A diretora da CNC lembrou ainda que, em 2021, a Confederação havia ficado em 36º lugar, em 2022, em 19º e, no ano passado, conquistou a 9ª posição, ficando em 11º lugar em 2024. “Estar entre as melhores é motivo de comemoração. E faz toda a diferença na vida de cada um dos nossos quase 400 colaboradores. É você ter o prazer de sair de casa e ir para o seu trabalho, e se sentir útil. Vamos seguir trabalhando juntos, unidos, fazendo a diferença por onde a gente passar, tratando bem e cuidando uns dos outros, atentos a quem está ao lado”, afirmou Simone A certificação O selo do GPTW é um reconhecimento aos melhores ambientes de trabalho com base nas considerações dos próprios colaboradores das organizações, via pesquisa de clima anônima. A CNC e o Senac foram certificados com o selo GPTW pelo quarto ano consecutivo, enquanto o Sesc recebeu o selo pela quinta vez. Além do selo, o GPTW publica anualmente mais de 40 rankings, premiando as Melhores Empresas Para Trabalhar em âmbito nacional, regional, setorial (como TI e Saúde) e temático (Melhores Empresas Para Mulheres). Sobre o GPTW O Great Place To Work (GPTW) é uma consultoria que apoia organizações para que alcancem melhores resultados por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação. A empresa está presente em mais de 100 países e realiza pesquisas de clima organizacional, apostando na confidencialidade das respostas para identificar áreas de melhoria e promover experiências positivas para os colaboradores. fotos: CNC
Manutenção da Selic: CNC acerta na projeção sobre decisão do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, decidiu, na quarta-feira, 31, manter a taxa Selic estável em 10,5 pontos, medida esperada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade considera a manutenção prejudicial ao setor produtivo, uma vez que encarece os juros para essas atividades, mas reconhece que, por conta da deterioração do quadro inflacionário, a medida é importante para a estabilização do cenário macroeconômico. A opção pela manutenção da taxa se deve aos indicadores de atividade econômica doméstica, que mostraram um desempenho robusto, com a alta das vendas no varejo, baixa taxa de desemprego a níveis históricos e renda disponível elevada, apontando a solidez da atividade econômica e do mercado de trabalho. Por outro lado, o resultado da inflação de julho, acima do esperado, alerta para uma possível aceleração nos próximos meses. Além disso, apesar do avanço na arrecadação, o cenário fiscal continua gerando preocupações. A CNC espera que, a seguir, a autoridade monetária mantenha uma postura mais dura, inclusive em relação ao cumprimento das metas de inflação. Confira abaixo o vídeo do economista-chefe da Confederação, Felipe Tavares, comentando a manutenção da taxa Selic pelo Copom. Tocador de vídeo 00:00 Foto: Freepik
CCT Vendedores e Viajantes 24-25 está disponível

O SincoElétrico celebrou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do Comércio no Estado de São Paulo – 2024/2025. O documento está disponível para consulta e download. Em caso de dúvidas, entrar em contato com o SincoElétrico por telefone: (11) 3333 8377 ou e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br Foto: Freepik
Inadimplência cai em São Paulo no segundo trimestre

O número de famílias inadimplentes, na capital paulista, caiu timidamente entre o primeiro e o segundo trimestres do ano, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No período analisado, a taxa foi de 21,8% de lares nessa situação, na cidade — número que atingiu 22,1% nos primeiros três meses de 2023. Houve uma redução ainda mais sutil no volume daquelas que dizem estar sem condições de pagar as dívidas: de 9,6% para 9,4%. Segundo a Entidade, os dados mostram um cenário econômico marcado pelo aquecimento do mercado de trabalho, que aumenta a massa de renda familiar, assim como pela inflação em desaceleração e os juros mais baixos. Entra na explicação ainda os feirões de negociação de dívidas organizados pelas instituições bancárias e os efeitos permanentes do programa Desenrola Brasil, do governo federal. Não é à toa que, em comparação ao segundo trimestre do ano passado, a inadimplência também ressecou em 1,2 ponto porcentual (p.p.). Contudo, essa realidade não é a mesma dependendo da classe social dos paulistanos. Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, houve redução de 0,9 p.p. na taxa de inadimplentes, passando de 26% para 25,1%, entre os dois primeiros trimestres de 2024. Já nos lares com rendimentos mais elevados, a inadimplência subiu de 12,3% para 13,1%. Na contramão dessa tendência, porém, o número de lares endividados subiu 2,7 p.p., passando de 68,5%, no primeiro trimestre, para 71,2%, no segundo. A alta é reflexo, justamente, dos juros mais baixos, que fizeram com que muita gente voltasse ao consumo. Além disso, o cartão de crédito — motivo do endividamento de quase nove em cada dez paulistanos (87,4%) — é, historicamente, um meio de complemento à renda mensal. Vale lembrar que, em junho, o porcentual de lares com contas em atraso na capital era de 20,8%, menor nível desde janeiro de 2022, enquanto o endividamento seguia em alta (71,3%). Na análise trimestral, outros dois aspectos chamam a atenção: o primeiro é que o tempo de comprometimento das famílias com as dívidas aumentou em um ano. No segundo trimestre de 2023, as despesas permaneciam por, pelo menos, 7,3 meses, enquanto no mesmo periodo deste ano, esse número foi de 7,7 meses. Não é um indicador ruim, pelo contrário, demonstra que há mais disponibilidade dos lares de gerar dívidas de longo prazo, o que beneficia os setores de produtos duráveis. O segundo aspecto é o porcentual da renda comprometida, que também permanece alto (31%), mantendo o nível do primeiro trimestre e caindo muito pouco em relação ao mesmo período do ano passado (29,9%). Ainda assim, os números da PEIC sugerem uma conjuntura econômica positiva na cidade de São Paulo, em que a maior disponibilidade de empregos, ao aumentar a massa de salários, tem feito com que as famílias paguem as contas com mais equilíbrio. Os juros baixos e a inflação controlada ajudam a manter essa ordem. De acordo com a FecomercioSP, a tendência é que isso permaneça ao longo dos próximos trimestres. Foto: Freepik
Análise da CNC aponta crescimento de 225% do faturamento do e-commerce brasileiro entre 2019 e 2022

Apesar dos desafios enfrentados desde a crise sanitária de 2020, o comércio brasileiro tem mostrado sinais de recuperação, conforme avaliação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base nos dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada, nesta quinta-feira (25 de julho), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa revelou que o número de unidades locais de revenda atingiu níveis de 2019, com 1,62 milhão de estabelecimentos em operação. Embora o comércio varejista e o setor automotivo ainda não tenham recuperado totalmente o número de postos de venda pré-pandemia, com reduções de 247 mil e 14 mil lojas, respectivamente, o crescimento do e-commerce e do atacarejo tem sido marcante. A quantidade de empresas com receitas exclusivamente on-line avançou 79,2% entre 2019 e 2022, refletindo uma mudança significativa no comportamento do consumidor. Nesse mesmo período, o faturamento nominal do e-commerce brasileiro cresceu 225%. “O comércio sofreu um impacto severo durante a pandemia, mas estamos vendo uma recuperação gradual, especialmente no setor atacadista”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “A abertura de novas empresas atacadistas, com um crescimento de 177% em relação a 2019, foi fundamental para esse restabelecimento”, acrescenta Tadros. A digitalização e a popularização do atacarejo, modalidade que combina atacado e varejo com preços diferenciados para compras em maior quantidade, resultaram em um aumento de 68% na receita operacional líquida do comércio atacadista entre 2019 e 2022. Pela primeira vez desde 2007, o atacado se tornou a modalidade predominante no comércio brasileiro. Na comparação com o período anterior à pandemia, 2022 também registrou uma recuperação significativa da empregabilidade no setor. O comércio encerrou o ano com 1,034 milhão de trabalhadores formalmente ocupados, maior patamar desde 2014. A remuneração média mensal no setor alcançou dois salários mínimos, indicando ganhos reais em relação à inflação, já que o salário médio mensal cresceu 246% em 15 anos contra um avanço de 148% da inflação no mesmo período. Desafios e perspectivas Apesar dos sinais positivos, o comércio brasileiro ainda enfrenta desafios. A crise econômica de 2015-16 e a pandemia resultaram em uma perda significativa de pontos de venda. Em 2020, havia 112 mil empresas a menos em operação, uma queda de 7% em relação ao ano anterior. Além disso, a desvalorização do real e a alta dos preços dos combustíveis podem impactar as expectativas de crescimento para o próximo ano. “A digitalização e o crescimento do atacarejo são tendências que vieram para ficar, mas precisamos estar atentos aos desafios macroeconômicos que podem afetar o setor”, analisa o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes. “Mesmo com as incertezas, a Confederação vê um potencial de avanço no volume de vendas no varejo, baseado nos recentes resultados positivos e nas tendências macroeconômicas favoráveis”, completa Bentes. A recuperação das vendas e o aumento da empregabilidade no setor são sinais encorajadores, mas o comércio brasileiro precisará continuar se adaptando às mudanças estruturais e aos desafios econômicos para manter o ritmo de crescimento observado em 2022. Fonte: Portal do Comércio Foto: Freepik
Domine o DET e simplifique as obrigações trabalhistas

Você sabia que o Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) é uma nova ferramenta que promete transformar a comunicação entre empresas e órgãos trabalhistas no Brasil? Esse sistema permite o recebimento de documentos utilizando tecnologias avançadas. Por meio da plataforma, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) poderá enviar notificações, comunicados relativos a obrigações laborais, fiscalizações e até processos administrativos. Isso vai eliminar a necessidade de papéis ou deslocamentos presenciais. O DET simplifica as obrigações das empresas ao integrar sistemas como o eSocial, o FGTS Digital e a Carteira de Trabalho Digital. Isto é, a plataforma proporcionará às empresas um sistema unificado, garantindo mais eficiência e transparência nas relações de trabalho. É importante destacar que o sistema é obrigatório a todos os empregadores sujeitos à fiscalização trabalhista. Isso engloba todas as empresas, sem distinção de porte, desde grandes corporações até Microempreendedores Individuais (MEIs) e empregadores domésticos. No entanto, para se adaptar às mudanças, as companhias precisam ajustar os seus sistemas internos, treinar as equipes e revisar os processos de gestão de informações trabalhistas e previdenciárias, assegurando as conformidades e aproveitando os benefícios do ecossistema digital. Para ajudá-lo nessa tarefa, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) elaborou um material que aborda as transformações que o DET deve promover no ambiente de trabalho. Entenda como implementar a plataforma e as funções disponíveis, além de saber como garantir segurança jurídica para o seu negócio. Acesse o Fecomercio Lab e confira. Foto: Freepik
Avaliar conta mais do que inaugurar

Os nossos governantes têm uma atração irresistível para cortar a fita de inauguração das obras sociais. Poucos se dedicam a documentar objetivamente o seu resultado. Por isso, li com enorme alegria a avaliação rigorosa de um projeto social da iniciativa privada que vem retirando crianças e jovens de situações de alto risco. Explico.Com base em uma metodologia robusta, criada pelo Insper, o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) examinou o impacto do Instituto Baccarelli que, desde 1996, atua na área da educação musical na Favela de Heliópolis, onde vivem 250 mil pessoas. Pasmem. Para cada R$ 1 investido, o Instituto Baccarelli gerou R$ 3,5 (!) em termos de educação e qualidade de vida para os seus 1.300 alunos, suas famílias e comunidade em geral.Além desta impactante taxa de retorno, o estudo ressaltou avanços comprovadamente salutares no desenvolvimento socioemocional dos alunos, assim como na sua criatividade, disciplina, autoestima, respeito ao próximo e outras qualidades que são essenciais para o trabalho nos dias atuais em qualquer setor ou profissão.No topo das atividades do Instituto Baccarelli está a Orquestra Sinfônica Heliópolis, que tem os maestros Zubin Mehta como patrono e Isaac Karabtchevsky como diretor musical. Este grupo tem apresentado regularmente a sua alta qualidade artística nos melhores palcos do Brasil e do mundo. Para tanto, os jovens passam por vários anos de ensino musical e atividades sociais, o que os torna aptos para trabalhar com êxito em várias profissões, além de executantes, por se valerem da disciplina que adquirem ao aprender música.Está aí um caso de sucesso da iniciativa privada. Tudo começou em 1996 com a imensa dedicação do seu criador, o saudoso maestro Sílvio Baccarelli. A obra foi expandida com a ajuda do empresário Antônio Ermírio de Moraes, até 2014, quando faleceu, e continua crescendo sob a batuta do maestro Edilson Ventureli que, junto de dedicados professores, vem atendendo os alunos com o amor que dedicam aos seus próprios filhos. Isso faz toda a diferença e prova que a educação salva.Que bom seria se nossas autoridades dedicassem uma fração do tempo das inaugurações para avaliar, corrigir erros e buscar acertos nas centenas de obras que consomem os preciosos recursos dos contribuintes. José PastoreProfessor da FEAUSP, Presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho e membro da Academia Paulista de Letras Fonte: O Estado de São Paulo
Confiança do varejo cai pelo terceiro mês consecutivo

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), marcou 107,4 pontos em julho, uma retração de 0,7% em relação a junho. Essa foi a terceira queda consecutiva, descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o índice também apresentou queda de 0,1%. Apesar de o subindicador de condições atuais – que avalia a economia, o comércio e a empresa – ter recuado 0,1% pelo terceiro mês consecutivo, o principal destaque positivo foi o aumento de 1,2% na confiança dos comerciantes em relação às condições atuais de suas empresas, retornando o indicador para um nível de satisfação, aos 100,4 pontos. Esse aumento reflete um entusiasmo renovado dos empresários em relação ao varejo, impulsionado por indicadores de crescimento do comércio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, a previsão de desaceleração da economia projetada pelo Banco Central é um fator importante na análise do cenário futuro, conforme aponta o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “Estamos atentos a uma provável desaceleração do crescimento, com nossa projeção de 1,95%, pois esse é um ponto crítico, influenciado por juros altos, endividamento das famílias e risco fiscal”, afirma Tadros. Os consumidores corroboram a percepção dos empresários. A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da CNC revelou uma queda de 0,2% em julho, indicando uma piora na percepção do mercado de trabalho atual e para os próximos meses. Baixas expectativas Julho apresentou a terceira queda mensal consecutiva do subindicador de expectativas – em relação à economia, ao setor e à empresa. A redução foi de 1,1%, na comparação com junho, e de 0,8%, na variação de 12 meses. Conforme o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, a taxa reflete a dificuldade que os empresários acreditam que enfrentarão nos próximos meses. A expectativa em relação à economia apresentou a maior queda, com redução de 1,3%, na comparação mensal, e de 2,3%, na comparação anual. Com o mercado de crédito desafiador e a percepção negativa das condições atuais, o indicador de intenção de investimentos também apresentou queda, com redução de 0,8%, na comparação mensal. Entre os subindicadores que compõem esse indicador, a intenção de investir na empresa caiu 1,6%, mostrando uma redução da disposição dos comerciantes de continuar investindo para alavancar seus negócios. “A inflação ainda é um ponto de preocupação, mesmo com a recente queda dos índices. A CNC espera que ela fique em torno de 4,1% ao fim de 2024, acima da meta de 3%”, avalia Felipe Tavares. O economista-chefe da CNC lembra que a guerra na Ucrânia, os preços das commodities e a desvalorização do real podem pressionar os preços internos nos próximos meses. Aumenta pessimismo no varejo de semiduráveis A queda da confiança do empresário do comércio em julho foi impulsionada pelo pessimismo dos lojistas de bens semiduráveis, como roupas, calçados, tecidos e acessórios (redução de 2%). Já a confiança do comércio de produtos de primeira necessidade (supermercados, farmácias e perfumarias) recuou 0,5% este mês. A intenção de contratação de novos funcionários foi o item que mais pesou entre os comerciantes de bens semiduráveis (houve queda de 3,9%). Esse é o segmento que mais impactará o mercado de trabalho, apesar de os outros também apresentarem queda nesse item. Para os empresários de bens duráveis, assim como para os de não duráveis, o momento atual para a economia também foi o indicador de maior queda (redução de 2,4%), confirmando que a maior cautela com a economia abrange a maioria dos grupos do comércio. O destaque positivo foi o aumento de 1,5% na intenção de investimento em estoques de produtos duráveis – especialmente por ser o ramo que mais precisa ajustar seus estoques, já que são itens de alto valor agregado e geram maior prejuízo ao ficarem parados nos estabelecimentos. Confiança dos gaúchos é a menor desde a pandemia A queda apresentada pelo Icec no Rio Grande do Sul continuou em julho (houve redução de 5,8%), mas apresentou melhora em relação à queda do mês passado, o ápice dos problemas climáticos naquele Estado, quando a diminuição do índice chegou a 8,1%. O indicador alcançou 89,8 pontos, o menor nível desde setembro de 2020, durante a pandemia de covid-19. O maior impacto foi nas intenções de investimentos, subindicador que apresentou a maior queda mensal, de 9%. Além disso, a expectativa sobre a economia voltou ao nível de insatisfação, aos 98 pontos em julho contra 101,4 pontos em junho. Essa marca não era ultrapassada desde agosto de 2020. Acesse a análise completa do Icec, a série anual e vídeo do economista responsável