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SincoElétrico

Manifestação chama atenção do poder público para o caos instalado no Centro de SP

Acontece nesta quinta-feira, 10 de agosto, a manifestação “Salve do Centro de São Paulo”, organizada pela Associação Geral do Centro de SP (AGC-SP). A entidade, presidida por Charles Souza, está convocando uma mega paralisação com o objetivo de chamar a atenção de autoridades e do poder público para o grave problema de segurança e saúde pública há anos instalado no centro de São Paulo: a cracolândia. “Nossa manifestação está embasada em alguns pilares fundamentais: mostrar a força da comunidade, preservar o comércio, os empregos, moradores e agir com dignidade, resgatando os doentes viciados em drogas e ainda exigindo que criminosos sejam identificados e punidos dentro do rigor da lei para que as leis sejam cumpridas e obedecidas”, diz Souza. O presidente da AGC-SP ainda destaca que a manifestação busca mostrar o quão importante é melhorar as condições de trabalho e moradia no Centro de São Paulo, revitalizando a cidade e transformando o Centro em um lugar seguro e com qualidade de vida para todos. A manifestação conta com o apoio de entidades como o SincoElétrico, o Conseg Bom Retiro, USI União Santa Ifigênia, UGT – União Geral dos Trabalhadores, Sindicato dos Comerciários, APANE – Associação dos Nordestinos, Sintraspesp – Sindicato dos Trabalhadores na área da Segurança pública e do Estado de São Paulo, CDL Bom Retiro, entre outros.

Dia dos Pais deve movimentar R$ 7,6 bi em 2023

Segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o volume de vendas para o Dia dos Pais de 2023 deverá alcançar R$ 7,67 bilhões. O valor representa alta de 2,2% em relação à mesma data de 2022. O avanço nas vendas também deverá refletir-se nas contratações de trabalhadores temporários. São esperadas 10,38 mil vagas temporárias para atender à demanda sazonal das vendas, segundo expectativa da CNC. Se confirmado, esse seria o maior contingente de trabalhadores temporários contratados nos últimos nove anos. Hiper e supermercados (4,78 mil) e vestuário (1,75 mil) devem ser os que mais contratarão temporários. O salário de admissão deverá situar-se em R$ 1.599 na média do varejo – alta de 1,8%, no comparativo com o mesmo período de 2022. “O Dia dos Pais é a quarta data comemorativa mais importante do comércio varejista brasileiro em termos de movimentação financeira, e a perspectiva é positiva para o setor, tendo em vista a inflação mais baixa e o início da queda da taxa de juros”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Regionalmente, São Paulo (R$ 2,4 bilhões), Minas Gerais (R$ 747 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 632 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 631 milhões) devem movimentar a maior parte (58%) das vendas. Os Estados que devem ter aumentos reais são Ceará, com alta de 4,6%, Goiás, avanço de 4,5%, e São Paulo, com crescimento esperado de 3,4% nas vendas. Perfumes mais caros, TVs e computadores mais baratos No ano passado, a inflação apontada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava alta de mais de 10%. Neste ano, no entanto, o índice de referência do nível geral de preços indica alta de pouco mais de 3%. Essa desaceleração da inflação deve se refletir na variação média dos preços de bens e serviços mais procurados para presentear os pais. A CNC estima uma alta dos preços com média de 5,5% em relação a 2022. Esse avanço é puxado, especialmente, pela alta dos preços de perfumes, que chega a 20,6%, dos sapatos, que estão 15,7% mais caros, e dos livros, que aumentaram 13,9%. Por outro lado, as televisões estão 14,5% mais baratas, seguidas dos computadores, que caíram 10%, e dos celulares, que tiveram redução de 4,3% nos preços. “A queda do custo desse tipo de produto, que depende mais de crédito, é explicada pela alta taxa de juros”, explica Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa. Segundo Bentes, essa é uma tentativa dos lojistas de oferecer condições mais vantajosas para facilitar a compra de itens que, geralmente, são vendidos a prazo. Roupas e calçados devem ser os mais procurados Embora o segmento de vestuário, calçados e acessórios ainda não tenha recuperado o ritmo de antes da pandemia (em maio deste ano, o volume de vendas era 22% inferior ao de fevereiro de 2020), o rendimento dessas lojas será responsável por quase 77% do total de vendas para o Dia dos Pais. De acordo com a estimativa da CNC, o faturamento desse segmento deve ser superior a R$ 3,6 bilhões. Em seguida, são esperadas maiores movimentações nos ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com vendas de R$ 1,19 bilhão, e de produtos de perfumaria e cosméticos, com R$ 1,16 bilhão. Acesse a pesquisa completa do Dia dos Pais 2023 Foto: Freepik

Falece Antonio Oliveira Santos, o líder empresarial que ajudou a moldar o Sistema CNC-Sesc-Senac

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lamenta informar o falecimento de Antonio Oliveira Santos, Presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac de 1980 a 2018 e Presidente de Honra da Confederação, ocorrido hoje, 5 de agosto, no Rio de Janeiro. No dia 20 de julho, ele começou a sentir-se mal dentro da CNC, onde se sentia muito acolhido e confortado. De lá, seguiu para o hospital, onde veio a falecer na madrugada de hoje, aos 97 anos. Se fosse necessário resumir em uma única marca a administração de Antonio Oliveira Santos à frente da CNC, caberia um especial destaque para o processo de interiorização e fortalecimento da atuação do Sesc e do Senac por todo o Brasil. Mas sua importância foi além disso, consolidando as bases da Confederação para uma atuação firme em defesa do comércio de bens, serviços e turismo. “A CNC perde uma de suas grandes referências, um nome que se confunde com a própria trajetória e consolidação do Sistema Comércio”, afirma o atual presidente da entidade, José Roberto Tadros. “É um momento de dor para todos nós, mas também de agradecimento pelo imenso legado deixado por Antonio Oliveira Santos.” Da engenharia à CNC Engenheiro civil e eletricista, formado pela então Universidade do Brasil (hoje UFRJ), Antonio Oliveira Santos nasceu em Vitória (ES), em 1926. Passou pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), pela Companhia de Ferro e Aço de Vitória, além da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Iniciou suas atividades no comércio atacadista e varejista de materiais de construção em 1956. Passou a presidir a Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES) em 1968, assumindo, mais tarde, a Vice-Presidência da CNC. Em 1980, com a morte prematura do então presidente da Confederação, Jessé Pinto Freire, assumiu o comando da entidade. O Brasil atravessava um período de transição política, vivendo uma situação econômica sensível, agravada pela alta dos juros internacionais e do preço do petróleo. A inflação assustava consumidores e empresários. Nesse período, Oliveira Santos intensificou a representação da CNC no governo e em outros segmentos da economia nacional e internacional. Em 1981, fez parte da comitiva do Presidente João Figueiredo que visitou a França, Portugal, Colômbia, Bolívia e Alemanha. No mesmo ano, participou da missão econômica brasileira aos países do sudeste da Ásia e da missão empresarial brasileira, chefiada pelo então ministro da Fazenda, Ernane Galvêas, a países do Oriente Médio. Participação ativa na vida do País Sob seu comando, a CNC teve participação ativa na formulação de políticas públicas e em momentos históricos, como os debates que marcaram a elaboração e a promulgação da Constituição Federal de 1988. Além de presidir a Confederação, Oliveira Santos também estava à frente da União Brasileira de Empresários (UBE), grupo que reunia entidades sindicais empresariais, criado para colaborar com o governo na elaboração da nova Constituição, promovendo suas reuniões na sede da CNC em Brasília. O alinhamento do pensamento político e econômico do empresariado nacional foi determinante nesse momento de fortalecimento da luta em defesa da livre-iniciativa e da economia de mercado. É na gestão de Antonio Oliveira Santos que o Sistema Confederativo do Comércio se reorganizou, buscando fortalecer o Sistema Sindical do Comércio, com mais integração e unidade entre as entidades, desenvolvendo o arcabouço de atuação que funciona até hoje e que dá voz aos empresários do setor terciário de todo o País. No campo da assistência e formação do trabalhador, o Sesc e o Senac iniciaram um período de expansão à altura dos desafios que o Brasil projetava, consolidando as duas instituições como um dos maiores sistemas de desenvolvimento social do mundo, com atuação em todo o País. Implantou dois projetos visionários: a Estância Ecológica Sesc Pantanal, em Mato Grosso, maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Brasil; e a Escola Sesc de Ensino Médio, unidade modelo no Rio de Janeiro que tem formado com excelência novas gerações de estudantes brasileiros. A CNC, as Federações, os Sindicatos, o Sesc e o Senac, neste momento de profundo pesar, rendem a mais grata homenagem à figura do grande líder empresarial que trabalhou pelo engrandecimento do Sistema Comércio. E as entidades, unidas, demonstram seu carinho e sua solidariedade à família.  Alguns dos títulos e Comendas concedidos a Antonio Oliveira Santos

Banco Central acerta duas vezes ao reduzir Selic em 0.5 pontos

A decisão do Banco Central em diminuir a taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, em 0.5 pontos porcentuais (p.p.), para 13,25%, foi duplamente acertada: tanto na magnitude quanto no momento da economia do país. No entendimento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o corte se mostra correto considerando, principalmente, as quedas nos índices de inflação e as perspectivas para os próximos anos, assim como a melhora da avaliação do Brasil em agências de classificação de risco. Assim, a autoridade monetária continua sua condução magistral da estabilidade do país, como tem feito desde o início do ciclo de altas e manutenção da SELIC, durante a pandemia de covid-19. A instituição provavelmente levou em conta o último relatório do IPCA-15, que registrou deflação de 0,07% em julho, com um acúmulo de 3,09% em 2023. A inflação do setor de serviços, especificamente, se mantendo dentro da banda de 4% neste ano, também colaborou para o reajuste. Com todos esses resultados, o mercado espera uma inflação também dentro da banda em 2024, abaixo da casa dos 4%, como se vê nos últimos boletins FOCUS. Então, esse era o momento ideal para baixar a SELIC. Só faria sentido manter a taxa se a inflação dos serviços estivesse elevada ou se, da mesma forma, o mercado estivesse esperando por preços inflacionados nos próximos anos. Esse era o cenário até recentemente e, por isso, a FecomercioSP apoiava a decisão do Banco Central em segurar a Selic em 13,75%, mesmo com as pressões políticas. Nas últimas semanas, diversas notícias boas tomaram conta do ambiente econômico: o Brasil teve uma melhora na sua nota de crédito da FITCHS, uma das maiores agências de classificação de risco do mundo, o que ajuda a manter o câmbio equilibrado e favorece as perspectivas do país no cenário global. Internamente, os preços dos alimentos – que foram vilões durante a pandemia – apareceram comportados nos relatórios, por consequência, justamente, dos dois primeiros pontos citados. Junta-se a isso a competitividade brasileira em relação às economias semelhantes, em termos de mercado, mas também institucionais. Já a magnitude do ajuste é correta para a FecomercioSP, demonstrando que o Banco Central continua atento às variações inflacionárias – tanto do IPCA quanto do setor de serviços. Eles estão dentro de banda, mas acima da meta, o que exige atenção. Além disso, a taxa de inflação acumulada deve subir para 5% a partir de outubro, quando sairá da conta os três meses de deflação de 2022. 

Desenrola Brasil: R$ 2,5 bi em dívidas renegociadas em duas semanas

O Programa Desenrola Brasil, iniciativa idealizada pelo Governo Federal, alcançou resultados surpreendentes nas duas primeiras semanas de sua implantação. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mais de R$ 2,5 bilhões em dívidas foram renegociadas em mais de 400 mil contratos na Faixa 2 do programa. Essa faixa é destinada às pessoas físicas com renda entre dois salários mínimos e até R$ 20 mil e com dívidas em bancos, sem limite de valor. Além disso, durante o mesmo período, os bancos retiraram a negativação de cerca de 3,5 milhões de registros de clientes que possuíam dívidas bancárias de até R$ 100. Vale ressaltar que esse balanço não engloba as baixas de registros de outros credores não bancários. O principal objetivo do Programa Desenrola Brasil é reintroduzir as pessoas com restrição de crédito na economia, oferecendo melhores condições de renegociação de suas dívidas. Cada banco que adere ao programa tem a liberdade de definir suas próprias estratégias de negócio e políticas de adesão. Dessa forma, as condições para renegociação são diferenciadas e variam entre as instituições financeiras participantes. O sucesso inicial do Programa Desenrola Brasil demonstra a relevância da iniciativa para o cenário econômico e para os cidadãos brasileiros que enfrentavam dificuldades em regularizar suas pendências financeiras. Através de uma abordagem colaborativa entre governo, instituições financeiras e devedores, o programa abre caminho para a superação de desafios econômicos e para a retomada da capacidade de crédito dos beneficiados. Os cidadãos interessados em participar do programa devem verificar as condições e políticas de adesão de cada instituição financeira parceira do Desenrola Brasil. A iniciativa proporciona uma oportunidade única para milhares de brasileiros reorganizarem suas finanças e restabelecerem sua participação ativa na economia nacional. Para mais informações e esclarecimento de dúvidas sobre o Programa Desenrola Brasil, os interessados podem acessar o site oficial do governo ou entrar em contato diretamente com as instituições financeiras participantes. Com a continuidade do programa, espera-se que mais cidadãos se beneficiem das oportunidades de renegociação e da busca por uma retomada econômica sustentável para todos. Fonte: Portal ContábeisFoto: Freepik

Confiança dos empresários do comércio cresce 1,2% em julho

Após sete meses em trajetória negativa, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICE) voltou a apresentar alta (1,2%) em julho, na comparação com o mês anterior. Ao se contrapor ao mesmo período do ano passado, o indicador recuou 11,9%. Os outros dois indicadores analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) — um referente à intenção de expandir os negócios e outro, à situação dos estoques — apresentaram, respectivamente, variações positiva de 1,9% e negativa de 1,3%, na base comparativa entre julho e junho. De acordo com a Entidade, a perspectiva de queda da taxa de juros em agosto pode ter influenciado as expectativas da classe empresarial. Apesar disso, o ambiente macroeconômico ainda é desfavorável, principalmente quanto ao custo financeiro dos negócios. Como resultado, ainda há baixa confiança entre os empresários diante de um quadro de incertezas — cenário esse que dificulta a projeção de uma melhora mais sustentável a curto prazo. No período, dentre as variáveis que integram o ICEC, a que avalia as condições atuais (ICAEC) subiu 1,2%. O IEEC, que mensura as expectativas futuras, registrou variação positiva de 1,3%. A variável do índice de investimento (IIEC) fechou com alta de 1,2%. Expansão e investimentoO Índice de Expansão do Comércio (IEC) encerrou o sétimo mês do ano com alta de 1,9%. Os índices que medem as expectativas para contratação de funcionários e o nível de investimento das empresas também apontaram alta no mês: 2,8%% e 0,8%, respectivamente. Já o Índice de Estoque (IE) caiu 1,3% em julho, em relação a junho. A proporção dos empresários que consideram a situação adequada dos estoques também registrou recuo (-0,8%) — de 56%, no sexto mês do ano, para 55,2%, no mês seguinte. Aqueles que relatam uma situação inadequada para cima do desejado subiu 0,6%. Os que consideram os estoques inadequados para baixo do desejado se manteve estável (17,3%).  Segundo a FecomercioSP, a proporção dos empresários que relatam que os estoques estão adequados segue maior do que aqueles que relatam inadequação: 55,2% contra 44,5%, respectivamente. Esses números refletem uma conjuntura de retração do consumo, com muitas empresas acumulando produtos nos depósitos.   Por isso, a Federação orienta os empresários a implementar uma gestão resiliente dos negócios. A dica é trabalhar com liquidações para melhorar o nível de estocagem, mas com respeito à margem de contribuição dos produtos para não sofrer prejuízos. Outra indicação é desenvolver um plano de redução de custos e despesas operacionais. Em momentos desfavoráveis nos quais há dificuldade de prospectar o aumento das vendas, a fidelização de consumidores é uma boa ferramenta. As empresas que adotam essa medida normalmente conseguem mitigar os impactos que a crise traz, alcançando mais público e melhorando os fluxos de caixa.  

Projeção para a inflação volta a cair, em semana de reunião do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne esta semana, vai se deparar com expectativas inflacionárias mais baixas para 2023 e 2024, conforme o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 31. A projeção para o IPCA, o índice oficial de inflação do País, em 2023 voltou a recuar em relação à semana anterior, de 4,9% para 4,84% – apenas 0,09 ponto porcentual acima do teto da meta deste ano (4,75%). Um mês antes, a mediana era de 4,98%. Para 2024, foco da política monetária, a projeção baixou marginalmente, de 3,9% para 3,89%. Há um mês, era 3,92%. A expectativa para 2025, que deve passar a ter peso minoritário nas decisões do Copom a partir desta semana, seguiu em 3,5%, ante 3,6% de quatro semanas antes. No Copom anterior, realizado em junho, as medianas eram de 5,12%, 4% e 3,8% para os três anos, respectivamente. Segundo o Boletim Focus, do BC, mercado prevê a Selic a 4,84% no fim do ano O comitê se reúne nos dois próximos dias, com a divulgação da decisão a partir de 18h30 da quarta-feira. No mercado financeiro, há consenso que o comitê iniciará os cortes da taxa Selic, hoje em 13,75%, mas os economistas estão divididos sobre o ritmo que será adotado. Os economistas ouvidos no Boletim Focus mantiveram a expectativa para a taxa Selic no fim deste ano, de 12%, mas houve alívio nas medianas para o término de 2024: a projeção caiu de 9,5% para 9,25%. Além disso, a projeção para a Selic no fim de 2025 baixou de 9% para 8,75%. Na ata do Copom de junho, o BC expôs que a maioria do colegiado já via condições para uma queda de juros em agosto, se o processo desinflacionário e de reancoragem de expectativas continuasse, com impacto nas expectativas – o que se concretizou. Além disso, houve nova rodada de valorização da moeda brasileira e queda no risco País. Fonte: Estadão foto: Freepik

Confiança do comerciante cai pelo terceiro mês seguido

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), marcou 107,5 pontos em julho. Mesmo que ainda na zona do otimismo, foi registrada queda mensal de 1%, descontados os efeitos sazonais, a terceira redução consecutiva. A diminuição do otimismo também ocorreu na comparação anual, com redução de 12,7%. Os indicadores que medem a visão do varejista sobre o momento atual e as expectativas para os próximos seis meses seguem apontando tendência de queda, o que tem reduzido as intenções de investimento e contratação de funcionários. Entre os nove indicadores do Icec, oito tiveram variações negativas no mês e no ano, exceto a percepção sobre o nível dos estoques. O destaque do mês é a percepção desfavorável sobre a dinâmica das vendas no comércio. Há cinco meses, o índice de condições atuais do comércio mergulhou na zona negativa (abaixo dos 100 pontos) e atingiu, em julho, 68,6 pontos. A maioria dos comerciantes aponta que as vendas no comércio pioraram, 60,6% do total, ou seis em cada dez lojistas consultados. Os segmentos com piores avaliações das vendas são eletroeletrônicos, móveis e decorações, cine-foto-som, materiais de construção e revenda de veículos. A dúvida sobre o cenário global do varejo, segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, preocupa a Confederação, que revisou de 1,8% para 1,5% a estimativa de alta do volume de vendas este ano. “A retomada do crescimento do endividamento e da inadimplência, o encarecimento do crédito e a dificuldade de acessá-lo impõem limites à capacidade de consumo de itens com maior ticket médio e que exigem prazo para pagamento”, afirma Tadros. Mesmo que os consumidores tenham demonstrado maior intenção de comprar bens duráveis, como mostra a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela CNC, as vendas dos produtos mais dependentes do crédito seguem em queda. Desânimo no curto prazo para 20% dos lojistas A economista da CNC responsável pelo Icec, Izis Ferreira, ressalta que, apesar da dinâmica mais favorável da inflação, a permanência dos juros altos tem levado os comerciantes a redefinir as estimativas para as vendas e investimento este ano. O índice de expectativas para o desempenho do comércio caiu 9,6% entre julho de 2022 e 2023, com dois em cada dez comerciantes considerando que as vendas no setor devem piorar, no curto prazo. “Mesmo que o consumidor de rendas média e baixa esteja mais disposto a consumir e o calendário dos próximos meses traga datas comemorativas como Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal, os empresários estão moderando o otimismo”, explica Izis Ferreira. Na passagem de junho para julho, apenas os comerciantes de roupas, calçados e acessórios melhoraram as expectativas para o setor, com alta de 1,8%. Recorde na queda da confiança dos lojistas de duráveis A piora nas vendas e nas expectativas dos lojistas de bens duráveis fez o grau de otimismo aprofundar sua queda neste início de semestre. A confiança do varejo de produtos com baixa capacidade de reúso caiu 16% em um ano, maior queda histórica nessa base de comparação (o Icec começou a ser apurado em 2011). Entre os lojistas de roupas e calçados, a redução chegou a 13,1%; e, entre os de alimentos, medicamentos e cosméticos, a queda foi de 7,2%. Confira aqui a análise completa e a série histórica Foto: Freepik

Veja o que muda com a aprovação da Reforma Tributária

Mais de um terço (36%) dos brasileiros nem sequer ouviu falar sobre o debate da Reforma Tributária, segundo pesquisa do Instituto Idea. Além disso, desconhecem os aspectos do parecer definitivo acerca da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019, elaborada pelo Grupo de Trabalho (GT) que trata da medida na Câmara dos Deputados. Esses dados acendem uma luz de alerta no País, pois os desdobramentos da reformulação do sistema tributário vão impactar todos — e muitos poderão ser prejudicados pela unificação das alíquotas dos impostos, como o setor de serviços. Para facilitar a compreensão e comparar o cenário atual com o sistema proposto pela PEC 45, a assessoria jurídica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) elaborou uma tabela com os principais pontos. Confira a seguir. É importante destacar que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados atende, parcialmente, às demandas da FecomercioSP. Por isso, a Entidade continuará trabalhando no Congresso Nacional — agora, no Senado Federal — a fim de que haja ampliação do debate, inclusive com a absorção dos pontos positivos de outras propostas, como a PEC 46/2022, de autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos/PR), que busca melhorar o ambiente de negócios sem aumentar a carga tributária em nenhum setor. Foto: Freepik

Consumidores iniciam segundo semestre mais confiantes no emprego

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou um aumento de 2,8% em julho, mostrando que os consumidores brasileiros estão mais confiantes no emprego, no segundo semestre de 2023. O índice, que é medido mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aproxima-se da zona favorável (acima dos 100 pontos), indicando uma recuperação do consumo após a crise econômica causada pela pandemia. O destaque da pesquisa foi o recorte por gênero: embora o índice de intenção de compra esteja maior para os homens, o otimismo das mulheres avançou mais em um ano, em relação ao emprego e ao consumo. A intenção de consumir das mulheres aumentou 27,8%, enquanto entre o público masculino cresceu 21%, mas ainda está em nível mais baixo (97,9 pontos contra 100,6 dos homens). Além disso, do total de consumidoras, 40,6% apontam que estão mais seguras no emprego atualmente, e 10,6% afirmam estar desempregadas. Entre os homens, 42,5% afirmam estar mais seguros no trabalho, e somente 7,8% apontam desocupação. A maior segurança no emprego é reflexo da geração de vagas formais, principalmente nos setores de serviços e construção civil, que contrataram mais pessoas de menor nível de escolaridade e renda. O indicador de satisfação com o emprego atual alcançou o maior nível desde março de 2015 (123,8 pontos). A perspectiva profissional também avançou em ambos os gêneros, alta de 3,5%, para os homens, e 3,3% entre as mulheres, respectivamente). “O aumento da confiança no emprego se reflete na maior satisfação com o nível de consumo atual e na perspectiva de consumo no curto prazo”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Esses dois indicadores também já se encontram no quadrante positivo, ou seja, acima dos 100 pontos. Tadros ressalta, ainda, que a inflação corrente anual em queda e a renda disponível maior também contribuíram para o aumento do consumo das famílias. No entanto, ainda há obstáculos para o consumo, como o endividamento elevado, os juros altos e o acesso ao crédito restrito. Esses fatores limitam a capacidade de compra de produtos duráveis, como eletrodomésticos, móveis e veículos. O indicador de intenção de compra de duráveis foi o menor entre os sete que compõem a ICF, com apenas 60,8 pontos. “Temos a confiança de que a redução da inadimplência com o programa Desenrola, do governo federal, e a queda dos juros, esperada para o terceiro trimestre, facilitem o acesso ao crédito e estimulem o consumo das famílias brasileiras nos próximos meses”, pontua o presidente da Confederação. Consumidor de rendas baixa e média mais otimista Conforme a economista da CNC responsável pela ICF, Izis Ferreira, o avanço na intenção de consumir em julho foi mais expressivo entre os consumidores de rendas média e baixa (com alta de 3%) do que entre os consumidores de renda alta (alta de 2,4%). Segundo ela, a maior intenção de compra entre os com menos de 10 salários mínimos foi provocada pela melhor perspectiva profissional para os próximos meses, indicador que mais cresceu para o grupo (elevação de 4%). Além de mais seguros no emprego hoje, cerca de 52% desses consumidores de menor renda acreditam que terão melhores condições de trabalho nos próximos meses, a maior proporção desde abril de 2015. Entre os consumidores de maior renda, a perspectiva profissional também avançou, mas em menor escala (3,5%). Inflação em queda favorece o consumo A economista Izis Ferreira indica que um dos fatores impulsionadores da expectativa de consumo das famílias foi a queda da inflação corrente anual. Em junho de 2022, a inflação anual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava alta de 11,9%, apertando os orçamentos domésticos e corroendo o poder de compra da grande maioria das famílias. Em junho de 2023, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou deflação dos preços, em que a inflação está aproximadamente quatro vezes menor do que há um ano (3,2% a.a.). “A queda da inflação foi resultado da redução dos preços dos alimentos e dos combustíveis que são itens de grande peso na cesta de consumo das famílias”, explica Izis Ferreira. Ela aponta que, nesse contexto, os consumidores se sentem mais satisfeitos com o nível de consumo atual (alta de 2,8%). Crédito ainda é um entrave para o consumo “Apesar da melhora da confiança e da intenção de consumo das famílias, o crédito ainda é um entrave para a compra de produtos duráveis, como eletrodomésticos, móveis e veículos”, analisa a economista Izis Ferreira. O indicador de intenção de compra de duráveis foi o menor dentre os sete que compõem a ICF, com apenas 60,8 pontos, quando a dispersão varia de 0 a 200 pontos. O acesso ao crédito está pior na visão de 38% dos consumidores consultados, proporção que caiu em relação aos 42,1% de julho do ano passado. A cada dez consumidores, quatro ainda apontam dificuldades na contratação do crédito. Confira aqui a análise completa e a série histórica