Tarifaço: tributos de MEI, ME e EPP afetados serão adiados por 2 meses

Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresa (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) que foram atingidas pelas alíquotas adicionais de 50% do governo americano sobre os produtos brasileiros terão um alívio nas contas dos meses de setembro e outubro”. É que o Comitê Gestor do Simples Nacional adiou por dois meses o recolhimento de tributos destas empresas. A medida foi publicada no Diário Oficial da União. Dessa forma, os pagamentos previstos para setembro ficam adiados para 21 de novembro, e os recolhimentos de outubro para 22 de dezembro. Os pagamentos mensais relativos a parcelamentos administrados pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também serão adiados. “Tenho certeza de que vamos ainda ter a abertura de novos mercados nesta economia globalizada e vamos entrar em outros territórios. O Brasil e a nossa economia são muito maiores do que isso. Essa é uma narrativa de taxação contra o Brasil e não podemos entrar numa onda perversa de pessimismo”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Segundo ele, “ninguém perde, é somente um prazo maior para que a pequena empresa consiga organizar seu fluxo de caixa, procure outros mercados, negocie com seu comprador. Então é uma medida que vem ao encontro da necessidade dos pequenos negócios”. A iniciativa é voltada exclusivamente para empresas optantes pelo Simples Nacional que tiveram pelo menos 5% de seu faturamento bruto oriundo de exportações para os EUA no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Também estão incluídas empresas que fornecem mercadorias a exportadoras, desde que os bens sejam destinados ao mercado norte-americano. O adiamento no recolhimento dos tributos integra o conjunto de ações do Plano Brasil Soberano, lançado pelo Governo Federal em agosto, com apoio do Sebrae Nacional e da ApexBrasil, para proteger os exportadores brasileiros, preservar empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e assegurar a continuidade do desenvolvimento econômico. Um dos destaques da MP é o direcionamento de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, além de ampliar as linhas de financiamento às exportações. As pequenas e médias empresas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito, com a condição de manter o número de empregos. Outra medida anunciada pelo Governo Federal facilita as compras públicas sem licitação de alimentos que deixaram de ser exportados para os EUA por conta do tarifaço. A medida, que não tem prazo para terminar, permite que o poder público de todo o país, incluindo escolas, hospitais, restaurantes universitários e as Forças Armadas, possa adquirir alimentos para abastecer seus estoques. Para especialista, ‘Brasil corre contra tempo para enfrentar taxação’ “O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorre em meio ao agravamento da crise diplomática e comercial com os EUA, que já aplicaram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, cancelaram vistos de autoridades e sancionaram ministros com base na Lei Magnitsky. Diante deste cenário, o governo Lula acionou a Lei de Reciprocidade Econômica para viabilizar retaliações e discute caminhos diplomáticos e legais para preservar mercados estratégicos.” A opinião é da especialista em Comércio Internacional Andrea Weiss, sócia do escritório Monteiro & Weiss Trade. Para ela, o Mercosul impõe limitações importantes. “Desde o Tratado de Assunção, em 1991, reforçado pelo Protocolo de Ouro Preto, em 1994, o Mercosul estabeleceu a adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros países, o que teoricamente impede seus membros de celebrar tratados de livre comércio de forma isolada. O Tratado de Assunção e a Tarifa Externa Comum (TEC) criam esse compromisso coletivo”, afirma. Ela lembra que o Uruguai já manifestou interesse em negociar sozinho, mas nunca concretizou devido à pressão dos demais sócios. Ainda assim, existem alternativas. “São permitidos aos membros a celebração de instrumentos de cooperação setorial, tais como memorandos de entendimento ou protocolos nas áreas aduaneira, técnica e sanitária, desde que não impliquem concessões tarifárias exclusivas”, diz. Para a especialista, em momentos de crise, esses instrumentos podem ser mais eficazes “A segurança jurídica depende diretamente do tipo de instrumento firmado. Um tratado de livre comércio completo só pode ser celebrado em conjunto pelo Mercosul e exige um trâmite interno demorado. Por outro lado, há instrumentos mais flexíveis e imediatos, que podem ser usados em momentos de crise sem ferir os compromissos do Mercosul.” Segundo ela, exemplos práticos já foram adotados pelo Brasil em relação à China. “Protocolos bilaterais permitiram a habilitação de frigoríficos e a ampliação das exportações de carne bovina e de frango, além de viabilizarem a abertura do mercado chinês para carne termoprocessada, farelo de algodão e pescados de origem extrativa”, explica. A especialista ressalta, contudo, que mesmo esses arranjos enfrentam limitações. “Todo acordo internacional passa por um rito de dupla aprovação. Primeiro, precisa ser assinado pelo Executivo e submetido ao Congresso Nacional, que o aprova por meio de decreto legislativo. Em seguida, é ratificado pelo Presidente e internalizado por decreto de execução. Esse procedimento garante segurança jurídica, mas também gera lentidão”, afirma. Fonte: Monitor Mercantil Foto: Freepik
Confiança do consumidor paulista avança em agosto

O indicador subiu 2,1% na comparação com julho, chegando aos 97 pontos, mas continua em patamar negativo, abaixo dos 100 pontos O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP), divulgado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), subiu 2,1% em agosto na comparação com julho, chegando aos 97 pontos. Apesar da alta, ele permanece no campo do pessimismo, abaixo dos 100 pontos. Já na comparação com agosto de 2024, houve queda de 8,5% no ICCP. A recuperação da confiança na comparação mensal, segundo a ACSP, foi impulsionada pelas famílias das classes AB, que apresentaram melhora no índice. Em contrapartida, houve retração entre consumidores da classe C e estabilidade entre os da classe DE. Pela primeira vez, o levantamento trouxe o recorte por gênero, apontando avanço na confiança tanto dos homens quanto das mulheres paulistas. Na percepção atual, os entrevistados relataram leve melhora em relação à própria situação financeira. Contudo, a segurança no emprego recuou e as expectativas relacionadas à renda e ao mercado de trabalho se deterioraram. Esse cenário, informa a ACSP, impactou na disposição dos paulistanos em adquirir itens de maior valor, como imóveis e veículos, além de bens duráveis, como eletrodomésticos. Também foi registrada redução no interesse em investir para o futuro. Cidade de São Paulo Na cidade de São Paulo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICCSP) atingiu 89 pontos em agosto, alta de 2,3% em relação a julho, mas queda de 6,3% frente a igual mês de 2024. Apesar do avanço mensal, o indicador permanece no campo pessimista. A evolução da confiança na capital apresentou resultados mistos entre as classes socioeconômicas: alta para os entrevistados das classes AB e C e estabilidade na classe DE. No recorte por gênero, houve leve queda da confiança entre as entrevistadas do sexo feminino e melhora significativa para o sexo masculino. Também houve melhora das percepções em relação à situação atual, apesar da redução da segurança no emprego. Já as expectativas para emprego e renda pioraram. Nesse contexto, a maioria dos entrevistados mostrou menos interesse em adquirir bens de maior valor e duráveis, embora tenha sido registrado aumento na disposição para investir. Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, o avanço recente na confiança pode estar relacionado à resiliência do mercado de trabalho. “O crescimento do emprego e da renda pode ter contribuído para a melhora na percepção da situação atual. No entanto, à medida que a desaceleração econômica, provocada pela elevada taxa básica de juros (Selic), se intensifique nos próximos meses, é possível que a confiança volte a ser impactada negativamente”, avalia. fonte: Diário do Comércio Foto: Freepik
Pesquisa vai mapear práticas e desafios das MPEs para apoiar políticas e capacitação

Uma pesquisa nacional voltada a micro e pequenas empresas (MPEs) foi lançada no dia 20 de agosto, durante o Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, realizado no Sebrae-ES, em Vitória. O levantamento, fruto de acordo de cooperação entre entidades públicas e profissionais da Administração, pretende mapear práticas de gestão utilizadas no setor e compreender os principais obstáculos enfrentados pelos empreendedores na condução de seus negócios. De acordo com os organizadores, os resultados vão orientar a criação de políticas públicas, programas de capacitação e ferramentas práticas que ampliem o suporte oferecido aos pequenos negócios. Objetivos do levantamento nacional A iniciativa foi criada para analisar de forma aprofundada como os micro e pequenos empresários administram suas empresas. Entre os objetivos centrais estão: O estudo também tem caráter estratégico, já que os micro e pequenos negócios representam a maioria das empresas brasileiras e exercem papel decisivo na geração de empregos e renda. Relevância para a formulação de políticas públicas As informações obtidas servirão como base para a elaboração de políticas públicas específicas e de programas direcionados ao setor. Segundo os organizadores, a expectativa é que o levantamento permita maior acesso a capacitações, mentorias e novas ferramentas de gestão. Isso poderá contribuir para que os empreendedores tenham condições mais favoráveis de competir em mercados cada vez mais exigentes. A ideia é oferecer subsídios concretos para decisões governamentais e institucionais, assegurando que os investimentos e iniciativas cheguem de forma efetiva ao público-alvo. O Conselho Federal de Administração participa da iniciativa com foco na análise e utilização dos resultados. O objetivo é ampliar a formação de profissionais de Administração que atuem de forma mais direcionada às necessidades das micro e pequenas empresas. Com isso, a pesquisa poderá gerar reflexos positivos tanto para empresários quanto para profissionais que prestam serviços de consultoria e gestão no setor. Quem pode participar da pesquisa A pesquisa é aberta a todos os microempresários e empresários de pequenas empresas do país. O questionário está disponível de forma online, permitindo o acesso de empreendedores de diferentes regiões. O preenchimento leva poucos minutos e tem caráter voluntário. A expectativa é que quanto maior a adesão, mais robusta será a base de dados para orientar políticas e programas de apoio. O formulário pode ser acessado pelo link: https://forms.gle/rUVUzDMbDscEiVb89. Expectativas e impactos esperados A expectativa é que o levantamento se consolide como referência nacional sobre o funcionamento das MPEs. A partir da coleta de dados, será possível construir diagnósticos mais precisos e propor soluções alinhadas à realidade de cada tipo de negócio. Entre os impactos esperados estão: Importância das MPEs para a economia As micro e pequenas empresas desempenham papel central na economia brasileira. Elas representam a maior parte dos negócios ativos e são responsáveis por significativa parcela da geração de empregos formais. No entanto, enfrentam desafios recorrentes, como dificuldades de acesso a crédito, falta de planejamento estratégico e carência de mão de obra especializada. Diante desse cenário, a pesquisa surge como ferramenta para direcionar ações mais eficazes, de modo a apoiar a sustentabilidade financeira e o crescimento do setor. Gestão e inovação como pontos centrais Outro ponto de destaque da pesquisa é a análise das práticas de gestão. Identificar quais metodologias estão sendo aplicadas pelas MPEs permite compreender lacunas e oportunidades de melhoria. Além disso, o estudo deve apontar caminhos para fortalecer a inovação entre os pequenos negócios, ampliando o acesso a tecnologias e processos mais eficientes. A inovação é considerada fator estratégico para a permanência das empresas em mercados competitivos e em constante transformação. Participação ativa dos empreendedores Para que o levantamento alcance resultados consistentes, a participação ativa dos empresários é considerada fundamental. Quanto maior o número de respostas, mais confiável será a análise estatística dos dados coletados. A adesão dos empreendedores também reforça a representatividade das diferentes realidades regionais, garantindo que os programas futuros atendam tanto negócios urbanos quanto rurais, de setores variados da economia. Após a fase de coleta de dados, os resultados serão analisados e sistematizados. A intenção é que os relatórios produzidos sirvam como base para futuras decisões em nível nacional. O lançamento da pesquisa nacional direcionada às micro e pequenas empresas representa um passo importante na busca por soluções práticas e fundamentadas para o setor. Com foco em gestão, inovação e desafios enfrentados pelos empreendedores, o estudo tem potencial para gerar impactos significativos na formulação de políticas públicas e no fortalecimento da competitividade dos pequenos negócios. A participação dos empresários será decisiva para que o levantamento alcance seus objetivos e se torne referência no apoio à sustentabilidade e ao crescimento das MPEs em todo o Brasil. fonte: Contábeis Foto: Freepik
Reforma Administrativa deve racionalizar a máquina do estado e atacar privilégios, defendem FecomercioSP e entidades

Federação lidera grupo que forneceu insumos para as discussões na Câmara; para além de supersalários, regras precisam atingir outras camadas e melhorar a qualidade do gasto público. Às vésperas da divulgação de um relatório do Grupo de Trabalho (GT) criado na Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater o escopo de uma Reforma Administrativa, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) – que encabeça uma coalizão com mais de 100 entidades dos setores produtivos em defesa dessa agenda com insumos fundamentais para os trabalhos legislativos – entende que a reforma deve focar no aumento da eficiência dos serviços públicos e, assim, no dinamismo do Estado. Na leitura da Entidade, mudanças tais como possibilidade de contratação de funcionários temporários, aplicação de diferentes métricas de análise dos desempenhos e diminuição da burocracia são essenciais para avançar nesse debate. Elas terão impactos não apenas sociais – com a melhora dos serviços, sobretudo os que atendem a maioria da população, como saúde, educação e transporte. –, mas também econômicos, a médio e longo prazo. Segundo o economista Antonio Lanzana, presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política (CSESP) da FecomercioSP, é importante que o texto a ser apresentado pelo GT leve em conta todo o conjunto de propostas já encaminhadas pela Federação às autoridades – tanto no Poder Legislativo como no Executivo. Elas podem ser acessadas aqui. Todas elas são fruto da mobilização feita pela FecomercioSP com entidades tais como o Secovi, a Associação Comercial de São Paulo, o Ranking dos Políticos, a Brasscom e a Cebrasse. PROPOSTAS NA MESA Entre as medidas que precisam constar neste relatório estão, por exemplo, a contratação dos funcionários por prazo determinado, que dará flexibilidade à máquina estatal para atender demandas sazonais ou pontuais. “O grupo da Câmara já previu, de forma acertada, aliás, a criação de uma lei nacional para regulamentá-las, evitando uma fragmentação legislativa entre entes federativos e eliminando a exigência de “excepcional interesse público”, lembra Lanzana. A Federação também defende uma proibição de privilégios remuneratórios e benefícios excedentes em cargos públicos, como férias em período superior a 30 dias pelo período aquisitivo de um ano, adicionais referentes a tempo de serviço, licença-prêmio e licença-assiduidade, aposentadoria compulsória como modalidade de punição, entre outras prerrogativas que geram distorções. Além disso, o teto remuneratório dos servidores deve ser estimado com base nos vencimentos do Presidente da República. Caso o GT contemple esse ponto, sem dúvida a Reforma Administrativa contribuirá para uma gestão mais responsável e com mais credibilidade. Fundamental, também, é introduzir sistemas de avaliação dos funcionários públicos. Atualmente, a máquina estatal permite a atuação sem critérios claros relacionados à eficiência e à produtividade. É o contrário da lógica nas empresas privadas, em que profissionais estão sujeitos permanentemente a mensurações de desempenho. A solução passa por avaliações e uma revisão da estrutura de salários, por exemplo. Sobre a criação de um eventual bônus ou 14º salário para os funcionários bem avaliados, conforme tem sido noticiado pela imprensa, a Federação se posiciona de maneira contrária, por entender que os servidores públicos já recebem um salário bem acima da média do setor privado e não há espaço fiscal para a concessão desse tipo de benefício. Recentemente, membros do GT apontaram o interesse em adotar o sistema de avaliações coletivas de atuação nos serviços públicos, mas, para a Federação, o ideal é que esse processo tenha caráter individual. O período de estágio, por sua vez, precisa ser utilizado efetivamente como um instrumento de avaliação de desempenho, com critérios claros e objetivos já de antemão, e deve ser considerado como vínculo temporário até que o colaborador comprove aptidão ao cargo em questão. E, embora o Poder Público continue responsável pela regulação, fiscalização e pelo controle dos serviços, a execução de alguns deles, como os educacionais, por exemplo, poderia ser realizada por terceiros — inclusive instituições privadas qualificadas, como organizações sociais, fundações ou empresas, desde que dentro dos parâmetros legais. PANORAMA DA REFORMA A Reforma Administrativa defendida pela FecomercioSP e pelas entidades mobilizadas não consiste em retirada de direitos, mas em uma reformulação da estrutura de carreiras, além da definição de novas formas de contratação, da construção sistemas de avaliação de desempenho e da adoção de critérios para progressão. Avançando nessa direção, a reforma poderá entregar o que dela mais se espera: melhoria da prestação de serviços à população mais necessitada por meio de uma maior eficiência e dinamismo da máquina pública. Se não enfrentar sua burocracia, o Estado brasileiro continuará a promover desigualdades. Confira, a seguir, todas as propostas da FecomercioSP para a Reforma Administrativa. Clique aqui e saiba mais. Foto: Freepik
RFB libera agenda tributária de setembro de 2025; confira envio da DITR, DTTA e outras obrigações

A Receita Federal liberou a agenda tributária de setembro de 2025 com as exigências contábeis e obrigações acessórias do período para auxiliar pessoas físicas e jurídicas a manterem a regularidade com o Fisco. Diferente dos últimos anos, em 2025 o feriado nacional de 7 de setembro, Dia da Independência, cairá em um domingo, ou seja, sem encurtar o mês para os contadores e empresários que tem diversas entregas importantes no período, incluindo a Declaração de Transferência de Titularidade de Ações de janeiro a junho deste ano e a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Sendo assim, confira a agenda tributária de setembro de 2025. Agenda tributária de setembro de 2025 para pessoas físicas Data de Apresentação Declarações, Demonstrativos e Documentos de Interesse Principal das Pessoas Jurídicas Período de Apuração 10 Envio, pelo Município, da relação de todos os alvarás para construção civil e documentos de habite-se concedidos. 1º a 31/agosto/2025 12 EFD – Contribuições – Escrituração Fiscal Digital das Contribuições incidentes sobre a Receita. – Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins – Pessoas Jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda. – Contribuição Previdenciária sobre a Receita – Pessoas Jurídicas que desenvolvam as atividades relacionadas nos arts. 7º e 8º da Lei nº 12.546, de 2011. (Consulte a Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012) Julho/2025 15 EFD-Reinf – Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (Consulte a Instrução Normativa RFB nº 1.701, de 14 de março de 2017) Agosto/2025 20 Dirbi – Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária Julho/2025 22 PGDAS-D – Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional Agosto/2025 30 DCTFWeb – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos Agosto/2025 30 DTTA – Declaração de Transferência de Titularidade de Ações Janeiro a Junho/2025 30 DME – Declaração de Operações Liquidadas com Moeda em Espécie Agosto/2025 30 DOI – Declaração sobre Operações Imobiliárias Agosto/2025 30 DITR – Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural Exercício – 2025 Agenda tributária de setembro de 2025 para pessoas físicas Data de Apresentação Declarações, Demonstrativos e Documentos de Interesse Principal das Pessoas Físicas Período de Apuração 30 DME – Declaração de Operações Liquidadas com Moeda em espécie Agosto/2025 30 DOI – Declaração sobre Operações Imobiliárias Agosto/2025 Fonte: Jornal Contábeis Foto: Freepik
Comércio e serviços registraram saldos positivos de vagas em junho, segundo a FecomercioSP

Saldo de mais de 23 mil empregos no setor de Serviços em São Paulo consolida recuperação e aumenta expectativas para o segundo semestre Consumo em alta consolida resultados positivos do mercado de trabalho formal paulista, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), compilados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O setor de Comércio do Estado de São Paulo registrou, em junho, saldo positivo de 9.109 empregos com carteira assinada, resultado de 144.036 admissões e 134.927 desligamentos. Segundo a FecomercioSP, no acumulado do primeiro semestre, o setor de Comércio gerou 25.131 novos empregos formais, recuperando-se dos resultados negativos do início do ano, algo natural e já esperado, considerando que o varejo promove um ajuste no quadro de funcionários no início do ano. O setor de Serviços do Estado de São Paulo registrou aceleração em relação a maio, evidenciando uma trajetória positiva ao longo do segundo trimestre, com saldo de 23.013 vagas em junho. O saldo positivo foi disseminado entre a maioria das atividades, com destaque para Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que seguem na liderança de criação de vagas (8.294), enquanto a área de Educação foi a atividade que apresentou maior retração (-5.133). No acumulado entre janeiro e junho, o setor de Serviços registrou 192.846 vagas líquidas, consolidando-se como o principal responsável pela expansão do emprego no Estado. Dessa forma, a composição setorial diversificada indica resiliência do segmento mesmo em um contexto macroeconômico de crédito restrito e juros altos. Atacado lidera criação de vagas na capital O comércio paulistano também apresentou saldo positivo, com a geração de 2.736 vínculos celetistas, resultado de 41.625 admissões e 38.889 desligamentos em junho [tabela 3]. O primeiro semestre terminou com um saldo positivo de 8.839 vagas, com destaque para o atacado, que registrou 4.065 novas vagas. Embora o varejo seja o maior empregador, seu crescimento foi mais lento, com 2.634 vagas, seguido pelo setor de veículos, que contribuiu para a recuperação gradual do mercado de trabalho local, com saldo de 2.140 vagas. De acordo com a análise da Entidade, a distribuição setorial permanece equilibrada. Contudo, o desempenho do segundo semestre dependerá da evolução do crédito, da confiança e da renda disponível. O Comércio paulistano deve manter seu quadro atual, realizando ajustes de acordo com a sazonalidade dos próximos meses. O setor de Serviços paulistano registrou saldo positivo de 14.304 vagas em junho, resultado de 160.671 admissões frente a 146.367 desligamentos — desempenho superior ao observado em maio (+5.994). O crescimento foi liderado pelas Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que abriram 8.529 postos, impulsionado pela demanda por serviços terceirizados e operacionais, seguido pelo setor de Saúde Humana e Serviços Sociais, com 2.080 novas vagas. O setor de Transporte, Armazenagem e Correio acrescentou 650 postos, beneficiado pelo crescimento do comércio eletrônico, e Educação apresentou retração de 1.674 vagas, movimento atribuído ao fim do semestre letivo e de contratos temporários, mas que não altera a tendência positiva do mês. Foto: Freepik
Confiança dos empresários do comércio cai em agosto

Após quatro altas consecutivas, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou queda de 3,1% em agosto frente a julho, com todos os componentes do indicador apresentando retração. Os itens que medem o otimismo dos empresários em relação às condições atuais e posteriores (expectativas) dos negócios no País foram os que apresentaram os piores desempenhos: -3,5% e -3,9%, respectivamente, no mês, e -8,3% e -8,1%, nesta ordem, no ano. O detalhamento deixou claro que a fonte de maior preocupação com os cenários presente e futuro é a conjuntura econômica, que recebeu pior avaliação do que a do setor e a da empresa gerida pelos entrevistados, sobretudo no comparativo com o mesmo período de 2024, caindo 15,3% na variação mensal e 12,9% na anual. Com isso, as intenções de investimento também caíram, 1,7% nos últimos 30 dias e 1,3% nos últimos 12 meses. “A confiança do comércio é um reflexo da economia. Juros altos e um cenário de incertezas mantêm os empresários cautelosos. É preciso sinalizar reformas estruturais e uma agenda econômica consistente para estimular novos aportes e empregos”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Entre os subindicadores de investimentos, a maior queda foi observada justamente na intenção de contratação de funcionários, que caiu 2,9% no mês e 1,6% no ano, revertendo a melhora registrada em julho. O resultado reflete a apreensão crescente com o mercado de trabalho e acompanha a queda da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de agosto, já divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Bens duráveis x otimismo A análise por segmentos mostrou que os empresários de bens duráveis, como eletrônicos, eletrodomésticos, móveis, veículos e materiais de construção, foram os mais impactados pela alta dos juros. Esse grupo apresentou queda de 8,8% na confiança, em relação ao ano anterior, e de 1,9% em relação ao mês passado. No entanto, o recorte mensal mostrou menor otimismo no ramo englobado por supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, tendo recuo de 4,6% (-5,4% no ano). Atrás, aparece o segmento de lojas de roupas, calçados, tecidos e acessórios, com -2,2% (-2,8% frente a 2024). “A queda mais acentuada entre os bens duráveis reforça a sensibilidade desse segmento aos juros altos. O recuo observado em supermercados, farmácias e cosméticos mostra, por outro lado, que até os ramos ligados a bens essenciais começam a sentir o enfraquecimento da demanda. Esse quadro indica que a perda de confiança está se espalhando”, avalia o economista da CNC João Marcelo. Sobre o Icec A pesquisa do Icec é realizada mensalmente com cerca de seis mil empresas em todas as capitais do País e varia entre 0 e 200 pontos, sendo 100 o nível de satisfação neutro. Acesse a análise completa e a série histórica Foto: Freepik
Indisponibilidade no ambiente de testes do eSocial no dia 2 de setembro

Está programada para o dia 2 de setembro de 2025 (terça-feira), das 19h às 23h30, uma manutenção no ambiente de Produção Restrita (ambiente de testes) do eSocial. A paralisação temporária tem como objetivo realizar atualizações tecnológicas na infraestrutura de armazenamento de dados da plataforma. Durante esse período, não será possível enviar eventos ao ambiente de testes. A interrupção é temporária e não requer nenhuma ação por parte dos usuários após a conclusão. Assim que a atualização for concluída, o sistema voltará a funcionar normalmente para os testes. O que é o eSocial e para que serve? O eSocial é um sistema do governo federal que unifica o envio de informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais das empresas em relação aos seus empregados. Seu nome oficial é Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas. O principal objetivo do eSocial é simplificar o processo para os empregadores, reduzindo a burocracia e a quantidade de declarações que antes eram enviadas separadamente para diferentes órgãos, como a Receita Federal, o Ministério do Trabalho e a Previdência Social. Com o eSocial, as empresas precisam enviar apenas um arquivo digital, que reúne dados sobre a contratação, demissão, folha de pagamento, férias, afastamentos, informações de segurança e saúde no trabalho (SST) e outras ocorrências de seus trabalhadores. Para o governo, o eSocial permite um controle mais eficiente e rápido sobre as relações de trabalho no país, garantindo o cumprimento das leis trabalhistas e previdenciárias. fonte: Jornal Contábil Foto: Arte/SincoElétrico
Mercado de trabalho e crédito reduzem na disposição de consumo das famílias em agosto, aponta CNC

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou menor disposição dos brasileiros de realizar compras em agosto, em comparação com julho. O levantamento Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizado mensalmente, registrou queda de 0,3%, interrompendo três meses consecutivos de alta. O resultado foi influenciado pela piora na percepção sobre o mercado de trabalho e o crédito no País. Em relação ao mês anterior, nenhum dos componentes analisados na pontuação de 102,9, já considerando o ajuste sazonal, apresentou variação positiva. Ainda assim, o índice se manteve na zona de otimismo, demarcada pelo nível de 100 pontos. Na comparação com agosto de 2024, a maioria dos itens também apresentou queda, com destaque negativo para “momento para duráveis”, que caiu 6,9%, e “renda atual”, com queda de 3%. No mesmo período, os componentes “perspectiva profissional”, “acesso ao crédito” e “nível de consumo atual” registraram alta de 3,1%, 1,4% e 1,1%, respectivamente. Apesar disso, apenas 32,6% dos consumidores demonstraram perceber facilidade para obter crédito, o menor percentual desde abril de 2020. “O consumo das famílias continua sendo um termômetro essencial da economia brasileira. Quando a confiança oscila, o comércio sente imediatamente os reflexos, o que reforça a importância de políticas que fortaleçam a renda e o emprego. Garantir previsibilidade e estabilidade é decisivo para todo o ciclo econômico”, enfatiza o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Recorte por renda e gênero A pesquisa também mostrou maior cautela entre famílias de renda mais alta. Enquanto aqueles com rendimento de até 10 saláriosmínimos apresentaram variações mínimas no ICF (-0,2% no mês e -0,1% no ano), os lares com renda superior registraram quedas de 0,7% e 2,4%, considerando os mesmos períodos. Na análise por gênero, os homens tiveram retração ligeiramente maior que as mulheres (-0,7% contra -0,5%). No entanto, o público masculino está à frente das mulheres no indicador “acesso ao crédito”: 1,8% ante 1,2% delas. Já a “perspectiva profissional” apresentou alta de 3,4% entre as mulheres, contra 2,7% entre os homens. “A combinação de maior cautela entre famílias de renda superior e melhora relativa da perspectiva de emprego entre a parcela feminina da sociedade mostra que o consumo segue heterogêneo. O crédito continua sendo um fator limitador, diante do crescimento da inadimplência, mas a expectativa positiva sobre o mercado de trabalho ajuda a sustentar algum dinamismo no curto prazo”, avalia o economista da CNC João Marcelo Costa. Sobre o ICF Realizada mensalmente pela CNC, a pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF) capta a percepção de 18 mil consumidores em todo o País e funciona como um indicador que antecipa o potencial de vendas no comércio. Acesse aqui a pesquisa na íntegra e a série histórica. Foto: Freepik
Prazo de envio da DCTFWeb termina no próximo dia 29

A DCTFWeb com o objetivo de modernizar o cumprimento das obrigações acessórias, diminuindo a ocorrência de erros e aumentando a segurança no que é entregue. As informações necessárias para gerar a DCTFWeb, são enviadas através do eSocial e da EFD-Reinf. O sistema recebe as informações, realiza vinculações, calcula o saldo a pagar e, após o envio da declaração, disponibiliza ao contribuinte a emissão do DARF, documento de arrecadação. O prazo de entrega da DCTFWeb já vem sofrendo alterações. Antes, a entrega deveria ser até o dia 15 do mês seguinte do fato gerador. Depois, passou para o dia 25. E, agora, a DCTFWeb deverá ser apresentada até o último dia útil do mês seguinte do fato gerador. Portanto, em agosto, o prazo encerra na próxima sexta-feira, dia 29, referente à competência de julho/25. É importante lembrar que essa data é exclusiva para o envio da DCTFWeb, não havendo nenhuma alteração no prazo de vencimento dos tributos que nela serão informados. O que é a DCTFWeb? A DCTFWeb (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos) veio para substituir a GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social). Além disso, busca relatar à Receita Federal as contribuições previdenciárias feitas a terceiros, além de integrar as informações prestadas no eSocial e na EFD-Reinf em um só local. Quem deve declarar a DCTFWeb? Ao contrário das empresas sem movimento que estão isentas da entrega, por outro lado, são obrigados a entregar a DCTF Web: Pessoas Jurídicas de Direito Privado em geral e as equiparadas a empresa;Unidades Gestoras de orçamento;Consórcios;Entidades de fiscalização do exercício profissional;Fundos especiais dotados de personalidade jurídica sob a forma de autarquia.Multas não envio da DCTFWeb Para entregas fora do prazo, a multa mínima a ser aplicada é de R$ 200,00 para empresas sem movimento, e de R$ 500,00 nos demais casos. É bom saber que a multa pode ter redução de 90% para quem é MEI e de 50% para a ME e a EPP enquadradas no Simples Nacional. Quem apresenta a DCTFWeb com incorreções ou omissões é multado em R$ 20,00 a cada dez informações incorretas ou omitidas. Inclusive, suprimir informações pode se enquadrar no crime de sonegação de contribuição previdenciária. Portanto, não deixe de enviar essa obrigação. Fonte: Jornal ContábilFoto: Freepik