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Receita Federal lança novo serviço digital de emissão e consulta de certidão negativa

A Receita Federal do Brasil acaba de disponibilizar uma nova versão do serviço digital de emissão e consulta de Certidão Negativa de Débitos, reafirmando seu compromisso com a modernização e a simplificação do atendimento ao cidadão. A principal novidade é a unificação, em uma única plataforma, da emissão e consulta de todas as modalidades de certidões de regularidade fiscal, abrangendo pessoas físicas, jurídicas, imóveis rurais e obras de construção civil. Além disso, o serviço foi totalmente reformulado para proporcionar uma experiência mais ágil, intuitiva e acessível. Confira as principais melhorias: A iniciativa faz parte da estratégia da Receita Federal para ampliar a oferta de serviços digitais de excelência, fortalecendo a transparência, a usabilidade e a confiança do cidadão nos serviços públicos. Acesse aqui o novo serviço. Fonte: Receita Federal Foto: Freepik

Confiança do consumidor recua mais de 11% em um ano, apesar de leve alta em junho

A inflação, os juros elevados, o endividamento e o cenário fiscal incerto têm afetado diretamente o custo de vida dos paulistanos, influenciando a intenção de consumo e a confiança dos consumidores, na capital. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em junho, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou retração de 11,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado — completando 11 meses consecutivos de queda —, ao passo que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 2,2%, no mesmo período.  Ainda assim, na variação mensal, a intenção de consumo permaneceu estável (0,9%), enquanto a confiança dos consumidores subiu 1%. Na escala que vai de 0 a 200 pontos — representando, respectivamente, pessimismo e otimismo total —, o ICF registra 105,1 pontos, enquanto o ICC está na casa dos 112,9 pontos. Quadro macroeconômico ainda afeta famílias Segundo a FecomercioSP, a recuperação mensal do ICF, após quatro meses consecutivos de queda, e o leve avanço do ICC ainda não são suficientes para sinalizar uma retomada consistente. A retração em comparação com 2024 aponta um contexto econômico desafiador, marcado por incertezas fiscais, inflação persistente — principalmente nos serviços —, juros e endividamento elevados, que limitam a expansão do crédito e freiam o consumo, em especial de bens duráveis. Além disso, a condução da política fiscal expansionista gera dúvidas sobre a sustentabilidade das contas públicas, trazendo à tona a necessidade urgente de uma Reforma Administrativa estatal. Todo esse contexto afeta a percepção e a capacidade de consumo, levando os paulistanos a priorizarem compras essenciais, postergando as de maior valor agregado e optando por marcas mais acessíveis e/ou similares. Variações dos indicadores da confiança Dentre as variáveis que compõem o ICF, o item Momento para duráveis foi o que mais se destacou negativamente. Com retração de 13,9% no comparativo anual, o subíndice caiu para 68,6 pontos, refletindo principalmente a combinação de três fatores: demanda parcialmente atendida, encarecimento do crédito e comprometimento da renda com dívidas. O Nível de consumo atual recuou 7,8%, alcançando 82,6 pontos, enquanto a Perspectiva de consumo caiu 6%, atingindo 95,2 pontos. O item Renda atual, por sua vez registrou queda de 3,6%, totalizando 134,4 pontos.  Contudo, também houve variações positivas entre os subíndices. O item Emprego atual subiu 0,9%, atingindo 133,8 pontos, enquanto Perspectiva profissional registrou alta de 8,6%, alcançando 120,1 pontos. De acordo com a FecomercioSP, esses números refletem um mercado de trabalho mais aquecido, com a taxa de desemprego (para o trimestre encerrado em maio) no menor índice (6,2%) para o para o período desde 2014. Além disso, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou um novo recorde, somando 39,8 milhões de pessoas. Já o Acesso ao crédito teve crescimento de 2,2%, totalizando 101,2 pontos. Dados do Banco Central (BC) mostram que, em maio de 2025, a concessão de crédito às pessoas físicas cresceu 10,6% em 12 meses. Apesar desses sinais positivos, a Federação alerta que é necessário acompanhar os efeitos da taxa Selic — atualmente, em 15% ao ano (a.a.) —, que tende a encarecer o crédito no segundo semestre e impactar a capacidade de endividamento das famílias, bem como a sua efetividade no controle da inflação. No comparativo mensal, três componentes apresentaram queda: Perspectiva de consumo (-0,5%), Perspectiva profissional (-0,5%) e Emprego atual (-0,2%), refletindo a incerteza quanto ao futuro da economia — com destaques para a ausência de uma Reforma Administrativa, o aumento dos gastos públicos e as dúvidas em torno de uma política fiscal expansionista e uma política monetária contracionista. Renda atual (1,2%), Acesso ao crédito (3,1%) e Nível de consumo atual (1,8%) apresentaram expansões no mês.  Entre as faixas de renda, a pesquisa revela uma alta mensal de 1% na Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no grupo com renda de até dez salários mínimos, embora tenha ocorrido uma queda de 2,5% na comparação com junho de 2024. Já entre os que ganham acima desse valor, o ICF variou 0,4% em relação a maio, recuando 1,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Oscilações do consumo A alta de 1% do ICC em junho foi motivada, principalmente, pelo Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que subiu 4,1%, apesar da queda anual de 7,4%. Atualmente, a variável está no patamar de 107,9 pontos, influenciada pela queda no desemprego, pelo aumento no número de trabalhadores com carteira assinada e pela redução da informalidade. Já o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) variou 0,8%, registrando 116,2 pontos. No comparativo anual, porém, a queda foi de 13,3%.  Na análise por faixa de renda, os consumidores com rendimento de até dez salários mínimos apresentaram alta de 2,5% no ICC, entre maio e junho. No entanto, na comparação anual, houve queda de 11,1%. Entre os que recebem acima desse valor, o índice recuou 1,9%, no mês, e 11,2%, em relação a junho do ano passado. O grupo com mais de 35 anos registrou a maior retração anual, com queda de 13,6%. Entre as mulheres, a confiança do consumidor caiu 1,3%, no mês, e 12,4%, em comparação com o mesmo período de 2024. Recomendações para os varejistas A FecomercioSP ressalta que, apesar da retração na intenção de consumo e da confiança na economia, há espaço para crescimento sustentável no varejo por meio de gestão eficiente, inovação e proximidade com o cliente. Estratégias como controle de estoques e custos, promoções focadas em itens essenciais, fidelização, presença digital, uso de dados e planejamento dinâmico são fundamentais. Embora a alta do ICC em junho seja positiva, a recuperação do consumo ainda depende de avanços macroeconômicos — e a capacidade de adaptação será o principal diferencial das empresas. ICC O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados com aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura. Esses dados são segmentados

Setor produtivo não pode pagar o preço de disputas ideológicas de ambos os lados, diz FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), entidade que representa o setor terciário do Estado mais rico do Brasil, expressa profunda apreensão diante da decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras. A medida fere os princípios elementares do comércio internacional e penaliza, de forma injusta, empresas comprometidas com a produção, a geração de empregos e o crescimento econômico do País. O setor privado brasileiro, responsável por sustentar a atividade econômica e criar milhões de postos de trabalho, não pode ser transformado em instrumento de retaliação política ou alvo de embates ideológicos (de ambos os lados), que estão fora de sua esfera de atuação. Além de fragilizar o Comércio entre os dois países, a FecomercioSP considera inadmissível que decisões estratégicas e de alto impacto sejam tomadas à margem do diálogo diplomático e da construção de consensos. A ruptura de pontes comerciais não apenas compromete as cadeias produtivas, como também deteriora o ambiente de confiança entre nações e a disposição das empresas para investir, gerar valor e ampliar trocas no mercado internacional. A Entidade reafirma a convicção de que o caminho para o desenvolvimento sustentável passa pela abertura e pela diversificação de mercados, bem como pelo respeito às regras internacionais e pela valorização do entendimento diplomático entre países. Em vez de rupturas, o Comércio mundial requer relações construídas com base no diálogo, na previsibilidade e em políticas que promovam o equilíbrio e a prosperidade. Abertura comercial é necessária Como a Federação vem afirmando nos últimos meses, as medidas norte-americanas são danosas, mas também abrem uma janela de oportunidade para o País ampliar a presença nas cadeias globais de valor e se inserir com mais força no jogo de trocas internacionais, fazendo, justamente, o movimento oposto ao dos Estados Unidos: diminuindo tarifas e burocracias. Isso acontece porque, há quase meio século, a participação brasileira no mercado internacional é pequena, flutuando em torno de 1,5% de toda a corrente do Comércio internacional. Além disso, dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) referentes ao ano de 2023 (último dado disponível) mostram que o Brasil é apenas o 24º maior exportador do mundo e o 27ª colocado no ranking de importações. Reduzir as tarifas de importação, simplificar a regulamentação e promover mais integração com a economia do planeta são princípios que norteiam as propostas da FecomercioSP para uma agenda de abertura comercial [veja as propostas aqui]. A longo prazo, isso contribuiria substancialmente para o crescimento econômico sustentável e para a melhoria do padrão de vida da população. Foto: Freepik

Conecta 2025: reunião de Diretoria da CNC reforça ações estratégicas da entidade

Um robô recepcionando os presidentes das Federações do Comércio e Federações Nacionais marcou, de forma simbólica e inovadora, a abertura da reunião de Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) do mês de julho, realizada nesta terça-feira (8), em Brasília. O encontro aconteceu no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), dentro da programação do Conecta 2025, evento que reúne lideranças do Sistema Comércio de todo o País. Após as boas-vindas tecnológicas, o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, conduziu a abertura oficial, destacando o papel da entidade diante dos desafios do setor e da constante busca por soluções inovadoras. O chefe do Gabinete da Presidência e coordenador de Comunicação Integrada do Sistema Comércio, Elienai Câmara, apresentou o escopo da nova edição do CNC Global Voices, iniciativa voltada para ampliar a presença da CNC no debate internacional sobre economia, comércio e desenvolvimento sustentável, que já tem data confirmada para outubro. A reunião seguiu com o vídeo institucional da Confederação, trazendo uma síntese das principais ações recentes da entidade, como a recepção à comitiva de Moçambique que esteve em Brasília para conhecer boas práticas do Brasil em reformas judiciais, em missão promovida pela Suprema Corte moçambicana e a participação da CNC na reunião do Grupo de Trabalho do Perse com a Receita Federal e o setor produtivo, reforçando a defesa da manutenção dos benefícios fiscais ao setor de eventos, bares, restaurantes e turismo. Impacto fiscal Fabio Bentes, economista-chefe da CNC analisou o cenário atual da ação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele mostrou, com base em material divulgado pelo governo federal, que as alíquotas para pessoa física são menores do que para pessoa jurídica, prejudicando assim a capacidade de manutenção do empresário, que faz a economia girar e gera emprego e renda para a sociedade. O economista demonstrou a evolução da arrecadação do imposto que, em 2006, representava 1,9% do montante administrado pela Receita Federal, subindo para 4,3 % em 2024. “Essas alterações por decreto geram insegurança jurídica para o empresário. Antes o teto para pessoa jurídica era 1,88% ao ano. No Simples, 0,88%. A proposta do Executivo aumentou para 3,95% ao ano”, demostrou Bentes. A CNC entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para atuar como parte interessada na ação que contesta o decreto legislativo que revogou o aumento do IOF. A iniciativa foi apresentada em conjunto com as confederações nacionais que representam a indústria e o transporte. Entre outros assuntos apresentados pelos membros da Diretoria, foram debatidas as mudanças na emissão de CNPJ, o projeto piloto do Sistema da Reforma Tributária, apresentados pelo presidente da Fenacon, Daniel Coêlho, além da apresentação da Fecomércio-MT sobre a realização da Fit Pantanal 2025, feita pelo presidente José Wenceslau Júnior. Fotos: CNC

CNC e governo federal lançam o programa “MEI Conte com a gente” durante o Conecta 2025

Em um passo importante para o fortalecimento dos pequenos negócios no Brasil, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lança nesta quarta-feira, às 11h, durante o Sicomércio 2025, o programa MEI Conta com a Gente. A parceria é fruto do Acordo de Cooperação entre a CNC, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon). O evento irá contar com a participação do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França. O anúncio será feito na abertura do evento, voltado para sindicatos do setor terciário, que acontece de 9 a 11 de julho em Brasília. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o programa simboliza um avanço concreto no apoio aos microempreendedores individuais (MEIs), aproximando-os de ferramentas e conhecimentos essenciais para o sucesso nos negócios. A imprensa pode se credenciar para o Sicomércio 2025 por meio deste link. Para isto, é necessário escolher o perfil “imprensa” no formulário. “O Microempreendedor Individual representa o espírito de coragem, inovação e superação que move o Brasil. Por meio deste programa, oferecemos acesso a conhecimento, tecnologia e orientação especializada”, afirma Tadros. A proposta do MEI Conta com a Gente é facilitar o acesso dos microempreendedores a informações qualificadas e ferramentas digitais que ajudem a impulsionar a gestão e o crescimento dos pequenos negócios. A união entre o setor público e o privado foi fundamental para viabilizar o programa. “Estamos aproximando o MEI das ferramentas do futuro. A CNC reafirma, assim, seu compromisso de estar ao lado dos empreendedores, fomentando um ambiente mais inclusivo, competitivo e digital”, conclui o presidente da entidade. Realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), o Sicomércio 2025 irá reunir autoridades, empresários e lideranças sindicais para debater o fortalecimento do comércio e dos serviços no Brasil, reforçando o papel central dos microempreendedores para o desenvolvimento econômico e social do País. Imagem: SincoElétrico/Canva

Confederações do setor produtivo alertam ministro Haddad sobre riscos das novas exigências para registro de empresas

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em conjunto com outras entidades do setor produtivo, encaminhou na manhã desta quinta-feira ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestando preocupação com as recentes mudanças no processo de abertura de empresas. As novas regras estão previstas para entrar em vigor no próximo dia 27, com a implementação do Módulo de Administração Tributária da Receita Federal. No ofício, as confederações reconhecem os propósitos de modernização e integração tributária da medida, mas alertam para riscos operacionais, jurídicos e econômicos que podem impactar negativamente o ambiente de negócios no Brasil, especialmente para micro e pequenas empresas. O documento elenca seis pontos de atenção: Com a mudança, será exigida, já no ato de registro, a definição do regime tributário da empresa (Simples Nacional ou regimes oriundos da reforma tributária). Atualmente, essa escolha pode ser feita em até 30 dias após a obtenção do CNPJ, o que dá mais tempo para planejamento estratégico. A concessão do número de CNPJ dependerá do preenchimento de novos questionários no Portal Redesim. Segundo o ofício, esses instrumentos ainda não foram integralmente divulgados, o que pode comprometer a previsibilidade do processo e alongar o atual prazo médio de até dois dias úteis para abertura de empresas. A medida exigirá uma transição obrigatória entre os sistemas das Juntas Comerciais e o Portal Redesim, rompendo com o modelo de integração gradual que vinha sendo construído nos últimos anos entre os órgãos envolvidos. Nenhuma das 27 Juntas Comerciais estaduais, nem a do Distrito Federal, declarou estar pronta para adaptar seus sistemas dentro do cronograma proposto pela Receita. Os entes federativos consideram o prazo tecnicamente inexequível. O Convênio Redesim Conectada já havia enviado ofício à Receita Federal solicitando revisão do cronograma, alertando para riscos iminentes de retrabalho, insegurança jurídica e aumento da burocracia para os empreendedores. Diante da gravidade dos impactos, as entidades pedem ao ministro Fernando Haddad que articule com os órgãos competentes a reavaliação do escopo, dos prazos e dos meios de implementação do novo módulo. Além disso, colocam-se à disposição para contribuir na construção de um posicionamento institucional conjunto, com foco na simplificação, previsibilidade normativa e segurança jurídica nos processos de formalização empresarial. O texto ainda reforça a disposição das entidades em colaborar com os esforços de modernização do sistema tributário para que não se comprometa os avanços obtidos na desburocratização e estímulo ao empreendedorismo. Além da CNC, assinam o ofício a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Veja a íntegra da carta conjunta: Foto: Freepik

Brasileiros pagaram R$ 2 tri de impostos em 2025, alta interanual de 11,1%, diz ACSP

O impostômetro instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) deve indicar na próxima quinta-feira, 3, que os contribuintes brasileiros já pagaram R$ 2 trilhões de impostos em 2025, um aumento interanual equivalente a 11,1%. O economista Ulisses Ruiz de Gamboa, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da ACSP, considera que a marca será atingida 19 dias mais cedo em relação ao ano anterior, devido à uma combinação de fatores que impulsionaram a arrecadação tributária. “Entre eles, destaca-se o aquecimento da atividade econômica”, aponta ele, que atenta também para o papel da inflação nos preços de bens e serviços. As medidas aprovadas pelo governo no ano passado, segundo Ruiz de Gamboa, seguem contribuindo para a arrecadação. As perspectivas de crescimento da economia e da arrecadação em 2025, no entanto, são mais modestas, como consequência da taxa Selic em patamar elevado, afirma. Fonte: Infomoney com informações de Estadão ConteúdoFoto: Freepik

Brasil abre 148.992 vagas formais de trabalho em maio

O Brasil abriu 148.992 vagas formais de trabalho em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado do mês passado — fruto de 2.256.225 admissões e 2.107.233 desligamentos — ficou abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters, de criação líquida de 179.000 vagas. O resultado representa uma alta em relação ao mesmo mês em 2024, quando foram criados 139.557 postos de trabalho, mas não alcançou os números de 2023, em que o saldo positivo foi em 156.193. Já no acumulado do ano, o saldo positivo é de 1.051.244 vagas, abaixo do mesmo período em 2024, que registrou saldo positivo de 1.105.385 postos de trabalho. Os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas em maio, segundo dados preliminares e ainda sujeitos a ajustes. O setor de serviços liderou a abertura de vagas, com 70.139 postos, seguido pelo comércio, com 23.258. Em último lugar, depois de indústria e agropecuária, ficou o setor de construção com abertura de 16.678 vagas. Acre foi o Estado com a maior criação percentual de vagas, com alta de 1,24% em relação ao mês anterior, enquanto o Rio Grande do Sul registrou o pior desempenho, ficando estável frente ao mesmo período. Fonte: ReutersFoto: Freepik

Endividamento e inadimplência estabilizam em São Paulo em junho

Depois de disparar de fevereiro em diante, a relação das famílias paulistanas com as dívidas se estabilizou em junho, mostra a Pesquisa do Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Sete em cada dez lares (71,4%) estão endividados e 21,6% convivem com contas atrasadas. Ainda há um total de 9% sem condições de pagar as dívidas — em maio, as taxas eram de 71,2%, 21,7% e 9,1%, respectivamente. No total, havia quase 3 milhões de famílias endividadas na capital paulista em junho, das quais 882,8 mil estavam inadimplentes. Na leitura da FecomercioSP, vários fatores explicam o contexto endividado das famílias paulistanas, como a inflação. Em um ano, os preços acumulam alta de 6% na cidade, segundo o IBGE, o que fez com que muitas perdessem o controle do orçamento doméstico. Quando isso acontece, a saída é sempre o crédito como complemento da renda. Os juros altos contribuem para essa situação — a Selic foi a 15% ao ano (a.a.) na última reunião do Copom, do Banco Central (BC), segunda maior taxa nominal do mundo. Na verdade, como o mercado de trabalho segue aquecido (o desemprego foi de 5,8% no primeiro trimestre na capital, o menor resultado da série histórica do IBGE), serve como um freio para um endividamento mais profundo e capilarizado. Um terço dos lares (32,7%) diz que está pouco endividado. Mas, ainda assim, os dados da Federação mostram que somente isso não é suficiente para estancar o fenômeno.Não é à toa que o endividamento subiu entre as casas cujos rendimentos são menores que dez salários mínimos — ou seja, estratos baixos e médios. A taxa em junho foi de 76%, a maior desde janeiro de 2023. Esses lares são mais suscetíveis a momentos como esse, dependendo de crédito complementar. A pesquisa ainda aponta que alguns aspectos que abrangem o fenômeno do endividamento e da inadimplência retraíram em junho. Um deles, por exemplo, é o tempo comprometido com dívidas não atrasadas, que, agora, ficou em 7,2 meses. Em maio, eram 7,4 meses, enquanto no mês anterior chegou a 7,6. No entanto, vale observar como as despesas de curto prazo (até 3 meses) cresceram e, hoje, formam as contas de 29,7% entre as famílias endividadas. É outra indicação de descontrole financeiro imediato. Mais do que isso, houve até uma redução no prazo de atraso das despesas que estão atrasadas (de 62,7 para 61,6 dias). Mas isso pode significar, se lido em paralelo à disparada da inadimplência, a chegada de novos lares ao grupo. Para a FecomercioSP, se a inflação seguir alta nos próximos meses, é esperado que haja uma migração para os períodos de atraso mais longos já nas pesquisas seguintes. Isso se explica pelo fato de grande parte das dívidas na cidade serem de cartão de crédito: 78,6% das famílias endividadas citam essa fatura como a despesa a ser paga no horizonte próximo. Financiamentos imobiliários (15,7%) e os de carros (11,3%) são os outros dois tipos mais comuns de despesas. Por outro lado, o montante da renda comprometida com dívidas segue em baixa histórica. Em junho, 27,7% dos rendimentos dos lares em São Paulo estavam direcionados para pagar contas do tipo. Em fevereiro, esse número ainda passava dos 29%. Trata-se do menor nível desde fevereiro de 2015, o que vai na contramão da análise do descontrole financeiro. O quadro é preocupante. Embora o mercado de trabalho evite um endividamento mais amplo, a inflação segue alta e, com os juros elevadíssimos, a tendência é que o poder de compra seja cada vez mais corroído. Essa é a receita para que as famílias se desequilibrem e entrem no grupo dos inadimplentes. Foto: Freepik

Mercado reduz estimativa de inflação em 2025 pela 5ª semana seguida, para 5,20%

Números foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (30). Projeção dos analistas dos bancos para o crescimento do PIB em 2026 continuou em 2,21%. Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de inflação deste ano, ao mesmo tempo em que mantiveram a projeção para o crescimento da economia brasileira. As expectativas, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana, constam no relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC).  Para 2026, a expectativa de inflação ficou estável em 4,50%.  Para 2027, a expectativa continuou em 4%.  Para 2028, a expectativa de inflação permaneceu em 3,83%. Desde o início de 2025, quando entrou em vigor o sistema de meta contínua, o objetivo é 3% – e será considerado cumprido se a inflação variar entre 1,5% e 4,5%. Com o estouro da meta de inflação de 2024, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, enviou carta ao ministro Haddad no início de janeiro – creditando o resultado a fatores como a forte atividade econômica, a queda do real e os extremos climáticos. O BC também admitiu recentemente que a meta de inflação pode ser novamente descumprida em junho deste ano, ao completar seis meses seguidos acima do teto de 4,5%. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, a projeção do mercado continuou em 2,21%.  O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia. Já para 2026, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro subiu de 1,85% para 1,87%. Taxa de juros Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a taxa básica de juros neste ano. Outras estimativas Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC: Fonte: G1 Foto: Freepik