Mirassol receberá a Loja do Futuro, projeto gratuito que agrega inovação ao varejo

Na próxima quinta-feira (29), acontecerá na cidade de Mirassol o evento de lançamento do Programa Loja do Futuro — um conjunto de iniciativas que exploram tecnologias, estratégias e práticas inovadoras para aprimorar a experiência do varejo e melhorar o desempenho de pequenos negócios. Desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o projeto será implantado na cidade por intermédio de parceria com o Sincomercio de Mirassol, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). As inscrições para o lançamento são gratuitas e podem ser feitas aqui ou pelo telefone (17) 3242-3421. Durante o evento, o especialista em facilitação de processos criativos, Igor Drudi, fará uma palestra sobre Inteligência Artificial (IA) no varejo. Ele é mestre em Desenvolvimento Socioeconômico pela Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc). A ideia é que os empresários da região se atualizem sobre o tema e conheçam como será a trilha de capacitação da Loja do Futuro na cidade. Para a presidente do Sincomércio de Mirassol, Gisela Lucas de Araújo Lopes, a Loja do Futuro dará ao comerciante a oportunidade de transformar o próprio negócio. “O programa vai trazer ao empresariado da região um conjunto de cursos, oficinas e consultorias com o objetivo de melhorar a gestão e aumentar o faturamento”, ressalta a presidente da entidade. Gisela destaca ainda que a participação na Loja do Futuro será gratuita, sem gerar custos às empresas. O programa é inspirado nas tendências e tecnologias exibidas nas últimas edições das feiras internacionais NRF, de Nova York, e Euroshop, em Düsseldorf, na Alemanha. Além da palestra, o programa contempla oficina sobre experiência do cliente, cuidados com o uso da IA, diagnóstico de maturidade digital e outras soluções que podem ser personalizadas, como consultorias. Mirassol será a primeira cidade a receber o programa do Sebrae-SP. A parceria com a FecomercioSP e os sindicatos do Comércio Varejista locais possibilitará a ampliação da Loja do Futuro para todas as regiões do Estado de São Paulo. ServiçoLançamento do Programa Loja do FuturoQuando: 29 de fevereiroHorário: às 19hOnde: Sincomercio Mirassol — Rua 7 de Setembro, 1875, Mirassol/SPInscrições: acesse aqui ou ligue para (17) 3242-3421Evento gratuito | Vagas limitadas
Intenção de Consumo das Famílias tem o melhor fevereiro desde 2015

Pelo terceiro mês consecutivo, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 0,5% em fevereiro, em relação ao mês anterior, mas ainda segue na zona de satisfação, aos 105,7 pontos. No entanto, o índice, apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou o melhor valor para fevereiro desde 2015. Os dados apontam uma recuperação da pretensão de consumir em relação aos anos anteriores, com um crescimento de 10,4% na comparação com fevereiro de 2023. “Sabemos que a preocupação das famílias em honrar suas dívidas é uma questão central nos lares brasileiros, sobretudo aqueles de média e baixa rendas. Mesmo assim, fevereiro trouxe ganhos importantes para a economia brasileira, mostrando que há condições favoráveis ao consumo”, destaca o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais baixo e a inflação mais controlada, o índice que mede a satisfação em relação à renda atual avançou 0,3%, atingindo 124,7 pontos. O índice de satisfação com a renda atual foi o único que aumentou – a maior queda foi do índice sobre a perspectiva profissional, que caiu 1,6% e chegou aos 117,2 pontos. Preferência é quitar dívidas O índice que mede a percepção sobre como está o cenário para compra de bens duráveis é o que está mais pessimista, aos 73,5 pontos (abaixo da zona de satisfação, que é acima de 100 pontos). No mês, houve uma queda de 1,1%. Isso porque, apesar das melhores taxas de juros, o saldo da carteira de crédito das pessoas físicas vem desacelerando em relação aos resultados do ano passado, mostrando menos procura por esses itens. Ainda assim, no que diz respeito à variação anual, o indicador foi o que mais aumentou: 34,1%. Além disso, o acesso ao crédito teve o menor crescimento em comparação a fevereiro de 2023 e taxa mensal negativa pelo terceiro mês seguido, o que contribui para a percepção de que o efeito positivo da redução dos juros vem se esgotando no aquecimento do consumo. “Observando, também, a redução da inadimplência, podemos concluir que as famílias estão aproveitando o crédito mais barato para ajustar seus orçamentos em vez de fazer novos compromissos”, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. Medo da inadimplência “A atenção das famílias brasileiras com o planejamento financeiro vem mostrando resultado no mercado de crédito e, apesar de enfraquecer o consumo, a intenção de compra permanece melhor do que em anos anteriores”, ressalta Tavares. O subindicador que mede a perspectiva de consumo para os próximos três meses segue na área de satisfação, aos 109,7 pontos e aumento de 7,8% na comparação com fevereiro do ano passado, apesar da queda de 0,7% em relação a janeiro. A cautela com a inadimplência é puxada, sobretudo, pelas famílias das classes média e baixa. As famílias mais ricas continuam utilizando o crédito para fazer suas compras (o indicador que mede a percepção de acesso ao crédito aumentou 0,4% para essa faixa de renda). Para os que recebem menos de dez salários mínimos, o índice caiu 0,7%, a terceira queda mensal seguida. Conforme analisa Felipe Tavares, isso ocorre porque as famílias de menor renda são mais vulneráveis à evolução dos juros porque estão mais endividadas, como aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também realizada pela CNC. Dessa forma, são mais incentivadas a liquidar seus débitos do que consumir. “Por estarem devendo mais, as famílias de menor renda priorizam o ajuste do seu orçamento, enquanto as com maiores rendimentos já enxergam um futuro com mais condições de consumo”, acrescenta o economista-chefe da Confederação. O indicador sobre a perspectiva de consumo das famílias consideradas ricas interrompeu a tendência negativa iniciada em agosto do ano passado e permaneceu neutro neste mês. A maior capacidade financeira dessas famílias deve apoiar, nos próximos meses, a reversão das quedas observadas no índice geral da ICF. Acesse a análise completa e a série histórica da ICF foto: Freepik
Abilio Diniz, um pioneiro no varejo brasileiro

É com profundo pesar que recebemos a triste notícia do falecimento do estimado empresário Abilio Diniz. Neste momento difícil de perda, expressamos nossas mais sinceras condolências à família, aos amigos e às pessoas próximas. Um líder notável, cuja visão pioneira revolucionou a história do setor varejista no Brasil, principalmente pela capacidade de adaptação às mudanças do mercado, pela habilidade de identificar oportunidades e pela determinação para enfrentar desafios. O seu trabalho inspirou milhares de pessoas, assim como a sua vida além do profissional de sucesso — ao lado da família e dos amigos. Em honra à memória do empresário, esperamos que o seu exemplo seja perene para as gerações futuras e que o seu legado inestimável continue inspirando e fortalecendo o empreendedorismo no País. Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
A inadiável modernização do Estado

Por Abram Szajman* Os indicadores econômicos de 2023 foram melhores do que as previsões iniciais supunham: o PIB cresceu em torno de 3%, a inflação caiu, assim como os juros, e há mais gente formalmente empregada. Esses números, no entanto, não escondem o fraco desempenho econômico que o Brasil registra desde, pelo menos, o início dos anos 1980. No cotidiano dos setores de comércio, serviços e turismo, essa é uma percepção comum. Para ter uma ideia, entre 1980 e 2022, o PIB brasileiro subiu 139%. Nesse mesmo intervalo, o do mundo aumentou 324%, enquanto o dos países emergentes cresceu 561%. Ou seja: estamos ficando relativamente mais pobres. O que aconteceu foi que nosso Estado passou a priorizar seu próprio crescimento em detrimento do da economia. O resultado foi o sufocamento do potencial de desenvolvimento do País, já que os investimentos minguaram e a produtividade ficou estagnada. Em 30 anos, ela cresceu 0,6% ao ano no Brasil – taxa que foi de 3,3% nos países de renda média. O agigantamento da máquina pública se efetivou, sobretudo, no aumento da carga tributária, que passou de 25% do PIB nos anos 1970 para 34%hoje. Aconteceu também por meio dos gastos públicos que foram de 25% para mais de 40% nesse intervalo. Os efeitos desse processo se veem agora, principalmente, na nossa infraestrutura precária: outrora com pelo menos 5% do PIB destinados a rodovias, ferrovias, portos e demais dispositivos, hoje esses setores não chegam a ter 2%. Enquanto o Estado aumenta gradativamente sua participação na renda nacional, o setor privado vai perdendo espaço – e, como a máquina pública é menos eficiente, a produtividade da economia não sobe. É claro que, em um país como o nosso, políticas públicas são fundamentais no enfrentamento à desigualdade social. Porém, há diversos outros caminhos para lidar com esse desafio além de aumentar as despesas públicas. É preciso enxugá-las, o que permitiria uma redução na carga tributária e, assim, uma melhora nas condições de investimentos – inclusive para gastos de ordem social. Parece-nos claro que uma agenda de reformas do Estado brasileiro é inadiável. Ela deve promover uma revisão na Previdência, vedar novos gastos obrigatórios, limitar a abertura desenfreada de cargos e elaborar dispositivos que direcionem recursos excedentes para o pagamento de dívidas públicas, além de se debruçar sobre os desperdícios do Orçamento, entre vários outros pontos. E hora de se mobilizar para modernizar o Estado e, enfim, recolocar o País na rota do desenvolvimento econômico. *Abram Szajman é presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 14 de fevereiro de 2024.
Serviços avançam pelo quarto ano consecutivo

O volume de receitas das atividades terciárias tem o melhor desempenho dentre os setores da economia brasileira, segundo análise da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados, nesta sexta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o quarto ano consecutivo de avanços reais no setor, que chegou a registrar queda de 7,8% no início da pandemia de covid-19. A CNC projeta crescimentos de 1,9% e 2,3% nos serviços e turismo, respectivamente, em relação ao ano passado. “Este resultado mostra a alta relevância das nossas atividades para o fortalecimento da economia nacional que, após períodos difíceis, sobretudo pela crise multissetorial causada pela covid-19, tem apresentado consistentes índices de retomada”, destaca o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Serviços seguem em alta Seguindo a tendência do ano anterior, em 2023, o volume de serviços prestados às famílias (4,7%) puxou o crescimento das atividades terciárias, beneficiadas pela desaceleração dos preços livres dos intangíveis, de 7,6%, em 2022, para 6,2% no ano passado. Em seguida, estão os serviços profissionais administrativos e complementares (3,7%) e de informação e comunicação (3,4%). Em média, essas atividades mostraram, em 2023, um nível de atividade 11,7% acima do apresentado no período pré-pandemia. Este foi o melhor crescimento entre os grandes setores da economia nacional, sendo 0,7% para a Indústria, 2,9% para o Comércio e 3,6 para o Turismo. “A título comparativo, nenhum outro grande setor econômico reagiu tão significativamente nesse período quanto os serviços”, avalia Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela análise. Turismo cresce moderadamente A chegada da alta temporada para o turismo tem contribuído para a revitalização da atividade no Brasil. Segundo dados recentes, apurados pela CNC, o setor deve faturar R$ 169 bilhões entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024 – uma alta real de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. O turismo foi a atividade mais afetada pela crise sanitária, tendo perdido dois terços das suas receitas apenas nos dois primeiros meses de pandemia. Em algumas atividades específicas do setor, como o transporte aéreo, as perdas foram ainda mais significativas, como diminuição de 95% no fluxo de passageiros, naquele período. Passagens ainda estão encarecidas Apesar do crescimento modesto do turismo, o encarecimento do transporte aéreo é apontado como um dos desafios pela pesquisa, indicado pela desaceleração da quantidade de passageiros transportados nos últimos meses de 2023. Os números registrados entre maio e agosto de 2023 superaram a quantidade de passageiros transportados em 2019. Porém, com o recente reajuste das passagens aéreas, a demanda voltou a cair. Dos 377 avaliados mensalmente pelo próprio IBGE no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o subitem “passagens aéreas” foi o que mais contribuiu para a inflação no último trimestre de 2023. Alta de empregos O crescimento do turismo em 2023 também está relacionado com a alta dos empregos. Entre março e setembro de 2020, o setor teve que eliminar 470 mil vagas formais, em virtude da queda abrupta da atividade. Desde então, gerou quase 624 mil vagas de emprego celetista, superando em 254 mil postos a retração da força de trabalho verificada em 2020. Para 2024, a CNC projeta um saldo entre admissões e desligamentos de 158 mil postos de trabalho no setor. Diante da expectativa predominante de menor crescimento econômico em 2024, a perspectiva da entidade é que as atividades turísticas apresentem avanço mais modesto, de 2,3%, que o do ano passado (7,3%). Confira aqui o estudo completo Foto: Freepik
O futuro do trabalho com a IA

Por José Pastore* A Inteligência Artificial (IA) está sendo uma fonte de preocupações. Não é para menos. Ao lado dos avanços trazidos, a IA é capaz de criar notícias falsas, gerar pânico, desestabilizar economias e até governos. Além disso, ela ameaça destruir os empregos dos profissionais qualificados – advogados, contadores, tradutores, professores, pesquisadores e outros. Mas a IA também cria novas e boas oportunidades de trabalho. Qual será o seu efeito líquido? Nos países avançados, o risco de destruição de empregos é alto devido ao fato de existir muitas atividades que envolvem profissionais qualificados. Mas esses países têm uma alta capacidade para aproveitar as novas oportunidades de trabalho. Nos países em desenvolvimento, dá-se o inverso. O risco é menor, mas a capacidade para aproveitar oportunidades é limitada. Mauro Cazzaniga e colaboradores criaram um “índice de preparação” para classificar os países no enfrentamento dos impactos da IA no mercado de trabalho (Gen-AI: artificial intelligence and th e future ofwork, Washington: FMI, 2024). Ao examinar a situação de 33 países em vários níveis de desenvolvimento, o Brasil ficou em 16.0 lugar. Está no meio da escala de preparação, ou seja, tem um menor risco de destruição de empregos, mas enorme dificuldade para aproveitar as novas oportunidades, especialmente para os mais velhos e os menos educados. Os mais jovens e mais educados terão mais facilidade, seus salários subirão e, como consequência, a desigualdade social aumentará ainda mais. É um efeito pernicioso da IA em todos os países. A qualidade da educação é um fator primordial na preparação para as mudanças. Mas os valores sociais e a estrutura institucional também pesam. Por exemplo, a profissão de juiz corre um alto risco de substituição dos magistrados pela IA, mas raras serão as sociedades que permitirão que isso ocorra no curto prazo. Para os países em desenvolvimento, os autores recomendam melhorar a qualidade da educação e da regulação da IA e do trabalho. São três áreas desafiadoras. Na educação, a revogação da reforma do ensino médio do Brasil foi um retrocesso. A regulação da IA caminha a passos lentos no Congresso Nacional. E a regulação trabalhista da Lei 13.467/2017 precisa ser completada para abrigar as novas formas de trabalhar. *José Pastore é Presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP.Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de S.Paulo, em 25 de janeiro de 2024.
Abertura de micro e pequenas empresas tem alta de 6,6% em 2023

O Brasil registrou a abertura de 859 mil micro e pequenas empresas em 2023, uma alta de 6,62% em relação ao ano anterior, quando foram criados 805,6 mil empreendimentos. Os números apontam para uma média de 2,3 mil novos negócios desse porte abertos por dia, segundo levantamento do Sebrae com base no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal do Brasil (RFB). No caso das novas microempresas (ME), categoria que fatura até R$ 360 mil por ano, o salto foi de 674,5 mil para 715 mil, de 2022 para 2023. Já as novas empresas de pequeno porte (EPP), cujo faturamento anual vai de R$ 360 mil ao teto de R$ 4,8 milhões, passaram de 131 mil para 143,7 mil no mesmo período. Juntas, ME e EPP formam as chamadas micro e pequenas empresas (MPE). Na análise temporal mais longa, é possível ver o incremento sustentável de micro e pequenas empresas no Brasil. Em 2019, foram abertas 490 mil microempresas e 89 mil empresas de pequeno porte, contra 715 mil microempresas e 143 mil empresas de pequeno porte no ano passado, o que representou aumento de 45,80% e 60,50%, respectivamente. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o significativo crescimento do número de novas microempresas e empresas de pequeno porte é demonstrativo da melhora da economia brasileira. “Os números mostram que os empreendedores se sentem mais confiantes com os rumos da nossa economia. Eles estão mais motivados a entrar no mundo do empreendedorismo com investimentos e fazendo a economia girar”, avalia. Para o país, isso representa mais geração de empregos, maior arrecadação e mais dinheiro em movimentação e mais inclusão. Décio Lima, presidente do Sebrae. Segundo o levantamento do Sebrae, a abertura de novos microempreendedores individuais (MEI) ficou estável, caindo 0,9 % em comparação com 2022, o que é considerado uma acomodação sem relevância estatística. Foram 2.908.104 novos MEI em 2023, ante 2.933.809 em 2022. Somando os MEI às micro e pequenas empresas, o total de novos pequenos negócios abertos no Brasil chegou a 3,77 milhões no ano passado. Isso representa 96% do total de empresas, incluindo as de médio e grande porte, criadas no país em 2023. Décio Lima destaca que os pequenos negócios têm sido fundamentais ao longo dos últimos anos para manter a economia brasileira em atividade. “As micro e pequenas empresas são as primeiras a reagir em momentos de crise. Graças principalmente a elas, o país consegue recuperar o nível de emprego e a geração de renda. Nossas pesquisas mostram que os pequenos negócios têm respondido por aproximadamente 7 em cada 10 empregos gerados”, avalia. Em 2023, as atividades que registraram o maior volume de novos negócios estavam no setor de Serviços, englobando nove das dez classes com a maior abertura de empresas durante esse período. O principal destaque foi “Atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos”, liderando a abertura de MPE com um total de 48.782 novas empresas em 2023, representando 5,68% do total de microempresas e empresas de pequeno porte criadas nesse período. Juntas, as TOP 10 classes CNAE somam 277.449 novas MPE abertas no ano passado, correspondendo a 32,3% do total. TOP 10 atividades econômicas mais procuradas pelas MPE em 2023 – TOP 10 das atividades econômicas mais procuradas pelos MEI em 2023 Fonte: Agência Sebrae de Notícias Foto: Freepik
Mais de 1 milhão de empresários pediram adesão ao Simples Nacional

No mês de janeiro de 2024, foram realizadas 1.001.593 solicitações de opção pelo Simples Nacional, sendo 449.252 aprovadas. Outras 552.341 dependem de regularização de pendências com um ou mais entes federados (União, Estados, DF ou município). O contribuinte que regularizou suas pendências pode continuar consultando sua situação no “Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional” e no “Acompanhamento da solicitação de enquadramento no Simei”, se for o caso. Entretanto, o resultado final está previsto para ser publicado a partir da 2ª quinzena de fevereiro. Veja tabela com o quantitativo por Estado: UF Deferidos Pendentes AC 1.466 1.799 AL 6.812 6.745 AM 4.253 4.248 AP 1.230 1.138 BA 20.952 28.852 CE 12.863 16.964 DF 17.003 15.379 ES 8.827 9.298 GO 22.614 25.676 MA 8.401 11.647 MG 45.047 49.150 MS 5.904 10.264 MT 12.472 14.208 PA 8.278 11.938 PB 5.958 7.559 PE 16.306 18.965 PI 4.738 6.444 PR 33.058 37.517 RJ 34.129 39.495 RN 3.891 8.040 RO 2.176 3.975 RR 851 702 RS 25.701 26.546 SC 24.435 25.990 SE 3.804 4.509 SP 114.979 161.594 TO 3.104 3.699 Total 449.252 552.341 Total geral 1.001.593 Veja tabela com o quantitativo relativo ao MEI por Estado: UF Deferidos Pendentes AC 62 29 AL 405 254 AM 246 157 AP 36 40 BA 1.791 1.422 CE 1.947 777 DF 600 472 ES 862 734 GO 1.753 1.078 MA 781 314 MG 6.159 3.194 MS 665 613 MT 1.516 1.024 PA 738 430 PB 1.001 666 PE 1.131 870 PI 501 225 PR 3.461 1.828 RJ 2.525 2.544 RN 627 365 RO 179 120 RR 58 33 RS 3.131 1.584 SC 3.494 1.566 SE 900 537 SP 13.538 8.127 TO 254 187 Total 48.361 29.190 Total geral 77.551 Fonte: Gov.br Receita Federal
Classe média terminou janeiro menos endividada

Janeiro foi um mês de aumento do endividamento da população, conforme indica a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer foi de 78,1% em janeiro, um aumento de 0,5 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro e de 0,1% no comparativo com janeiro do ano passado. No entanto, a taxa diminuiu entre as famílias de classe média que têm rendimento entre 5 e 10 salários mínimos, atingindo 76,4% desses consumidores. Nesse caso, houve queda de 1,9 p.p. perante dezembro e 0,8 p.p. na comparação com janeiro de 2023. Já a inadimplência caiu 0,5 p.p. em janeiro, na comparação mensal, e 1,6 p.p. em relação a janeiro de 2023. A porcentagem de famílias com dívidas em atraso fechou o mês em 28,3%, o menor nível desde março de 2022. Entre os inadimplentes, a CNC monitora também os que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas, estes alcançando, em janeiro, o percentual de 12% das famílias. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destaca que, em aspecto geral, a Peic de janeiro mostra um cenário positivo para 2024. “As pessoas estão conseguindo, aos poucos, quitar suas dívidas para contrair outras e adquirir novos produtos, planejar viagens, enfim, voltar a consumir com mais fôlego”, avalia o presidente. Segundo Tadros, as projeções da Confederação apontam que 2024 deve continuar, gradualmente, com aumento do endividamento e redução das famílias inadimplentes. Diminui inadimplência entre famílias com menor renda Entre as famílias com renda até três salários mínimos, 35,6% estão inadimplentes e 16,4% não sabem como vão quitar os atrasados. Apesar de esta ser a faixa de renda com maiores índices de dívidas em atraso, a inadimplência teve queda de 3,1 p.p., na comparação anual, e de 0,7 p.p. em relação ao mês anterior. Dessas famílias, diminuiu em 1 p.p. as que declararam não ter condições de pagar as dívidas em atraso em relação a janeiro do ano passado e 0,3 p.p. menos que em dezembro. Apesar de terem mais dificuldade de pagamento, a maior parte desses consumidores (29%) considera-se pouco endividada – mesmo que este seja o grupo com a maior fatia de renda comprometida com dívidas, 32% entre os que responderam à pesquisa. Financiamento imobiliário é o maior em 22 meses Apesar de o cartão de crédito continuar sendo o mais utilizado, com 86,8% do total de endividados nessa modalidade em janeiro, houve queda de 1 p.p. no comparativo com janeiro do ano passado e 0,4 p.p. perante dezembro. O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, ressalta que o uso consciente do cartão de crédito é importante para um mercado de crédito saudável e sustentável, já que essa modalidade apresenta a maior taxa de juros entre as opções de crédito e apresenta o maior nível de inadimplência entre os consumidores, em 53% novembro de 2023 segundo dados Banco Central. Por outro lado, o crédito pessoal e o crédito consignado avançaram no ano (altas de 1,6 p.p. e 0,6 p.p., respectivamente). Um destaque é o financiamento imobiliário, que aumentou 1,4 p.p. em relação a janeiro do ano passado, fechando o mês em 8,4% do total, maior percentual desde março de 2022. Outra constatação da Peic de janeiro é que houve redução de 2,4 p.p. nas dívidas em carnês, formato de crédito que esteve em crescimento em 2022 e, em 2023, inverteu a trajetória para uma queda praticamente constante. Em janeiro passado, o gasto em carnês era de 18,6%. No mês passado, foi de 16,2%. “Ainda assim, é a segunda modalidade mais procurada”, reitera Felipe Tavares. Endividamento e inadimplência aumentam entre os mais instruídos O endividamento aumentou entre os consumidores com ensino médio completo e atingiu 78,5%. O crescimento foi de 0,5 p.p. no mês e 1,1 p.p. no ano. Eles também estão mais inadimplentes na comparação com janeiro de 2023: houve um ligeiro aumento, de 0,2 p.p., fazendo o índice chegar a 27,3%. Em relação a dezembro, no entanto, houve queda de 0,4 p.p. Na outra ponta, os com menor escolaridade diminuíram o seu grau de endividamento, fechando o mês em 72,1%, 1,6 p.p. a menos que em dezembro. No ano, a queda foi de 5,5 p.p. A inadimplência entre esse grupo também caiu, e de forma mais significativa: em janeiro, eram 29,3% dos consumidores com menos escolaridade que estavam com contas atrasadas, uma queda de 3,4 p.p. em relação a dezembro e de 2,1 p.p. no comparativo com janeiro de 2023. O economista Felipe Tavares indica que os de maior escolaridade normalmente têm empregos mais estáveis e mais bem remunerados, o que faz com que essas pessoas consigam arcar com mais dívidas sem ficar inadimplentes, tendência que vem sendo observada desde outubro passado. “Como os menos instruídos geralmente têm menor renda, precisam controlar melhor seu orçamento, o que explica a redução da inadimplência e do endividamento com maior intensidade”, ressalta. Acesse a análise completa e a série histórica da Peic Foto: Freepik
Carnaval 2024 deve movimentar R$ 9 bilhões, projeta CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o Carnaval 2024 movimente R$ 9 bilhões, valor 10% mais alto do que o registrado em 2023. Em ritmo de recuperação pelo quarto ano seguido, esta é a primeira vez que o faturamento deve superar o patamar anterior à pandemia de covid-19. “Os dados do faturamento do setor de turismo, tanto nacionais quanto regionais, apontam o crescimento da atividade nos últimos anos. O efeito do carnaval, como um evento isolado, contribui para a recuperação econômica do segmento de maneira geral e expressiva”, destaca o presidente da CNC, Roberto Tadros. Carnaval mineiro cresce de vento em popa Os três estados que lideram a projeção de crescimento do setor são Minas Gerais (20,2%), Paraná (14,5%) e Rio Grande do Sul (12,2%). Conforme o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, 2024 deve manter essa tendência de crescimento. “A profissionalização da atividade do turismo nos últimos anos, além da maior demanda por esses serviços, justifica o surgimento de destinos menos tradicionais como protagonistas para os turistas que buscam aproveitar esse período não somente para as grandes festas de carnaval”, explica. Folia paulista lidera expectativa de faturamento Conforme as projeções da CNC, o campeão de faturamento das atividades turísticas no mês do carnaval deve ser São Paulo, com expectativa de R$ 16,3 bilhões, seguido, com certa distância, pelo Rio de Janeiro, com R$ 5,3 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 5,2 bilhões. Empatados, vêm Bahia e Rio Grande do Sul, com previsão de R$ 2,7 bilhões. “O faturamento das atividades turísticas no mês do carnaval reflete a dinâmica econômica geral de cada Estado e, quanto maiores o fluxo turístico, a população residente e a renda média, mais alta a projeção”, pontua Felipe Tavares. Nesse sentido, São Paulo assume a liderança isolada, já que abriga cerca de 20% da população brasileira. Turista gastará mais Com a situação financeira um pouco melhor para os brasileiros, o turista deve gastar mais neste carnaval, contribuindo para a circulação de renda no comércio e nos serviços durante as festividades. Segundo dados do Banco Central do Brasil (BCB), os gastos dos brasileiros no exterior em 2023 cresceram 44% em relação a 2022, alcançando US$ 1,1 bilhão. Já para os turistas estrangeiros no Brasil, os gastos em 2023 foram 44% maiores do que em 2022. “Essa tendência de alta, observada entre 2022 e 2023, deve ser mantida em 2024”, afirma o economista-chefe da CNC. A previsão, segundo aponta Felipe Tavares, é que as despesas dos turistas brasileiros no exterior cresçam 19%, alcançando US$ 1,3 bilhão, enquanto os turistas estrangeiros no Brasil devem gastar 19,4% a mais, o que representará cerca de US$ 971 milhões no carnaval em 2024. Empregos temporários O carnaval impulsiona não só o turismo, mas também a contratação de temporários em diversas áreas econômicas. No setor de serviços, em que estão incluídas as atividades de turismo, a CNC estima 66.699 postos temporários em 2024, com 3,1% de efetivação. Para o diretor da CNC que coordena o Conselho Empresarial de Turismo e Hospedagem (Cetur), Alexandre Sampaio, o Carnaval 2024 vai manter o rito de ser uma atividade importante para o turismo brasileiro e impulsionar a contratação de pessoal para atender à demanda. “Nós acreditamos que o carnaval vai cumprir o seu padrão de ocupação plena de vários segmentos de hospedagem, demanda muito grande de alimentação fora do lar, processos e serviços de catering para atendimento de grupos nas avenidas e no carnaval de rua, como em Salvador, Rio e São Paulo, que são os mais famosos”, avalia Sampaio, que também preside a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). Acesse a análise completa da CNC sobre o Carnaval 2024 e confira entrevista do economista-chefe, Felipe Tavares, sobre o tema Foto: Freepik