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CNC projeta maior oferta de vagas temporárias de Natal dos últimos 10 anos

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê um aumento da oferta de vagas de empregos temporários na principal data comemorativa do varejo, o Natal. Com a expectativa de aumento de 5,6% nas vendas, em comparação ao ano passado, a estimativa é de contratação de 108,5 mil trabalhadores temporários, a maior oferta desde o mesmo período de 2013, quando foram abertas 115,5 mil vagas. O otimismo se baseia em aspectos sazonais das admissões e desligamentos no comércio varejista, registrados mensalmente por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que o cenário é promissor para o varejo brasileiro este ano. “Além do aumento das vendas, o sentimento de confiança também está relacionado à recuperação econômica e às melhores condições de consumo, proporcionando oportunidades significativas para os trabalhadores temporários neste período festivo”, diz Tadros. Veja também: Comércio e serviços impulsionam maior número de vagas temporárias em uma década Segmentos contratantes e efetivação Os setores de hiper e supermercados lideram as contratações, oferecendo 45,47 mil vagas, seguidos pelo ramo de vestuário, com 25,17 mil; utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com 15,98 mil; livrarias e papelarias, com 9,31 mil; e móveis e eletrodomésticos, com 5,7 mil vagas. O setor de vestuário é um destaque do período, na passagem de novembro para dezembro, o faturamento do varejo cresce em média 34%, enquanto o vestuário costuma subir 90%. Nas previsões da CNC, o ramo de vestuário, calçados e acessórios, deverá registrar alta de 12,1% nas vendas natalinas, já descontada a inflação. “Com expectativa de melhora das condições de consumo, a CNC projeta uma taxa de efetivação dos trabalhadores temporários de 14,2% após o Natal deste ano, ligeiramente superior frente ao ano passado, quando o varejo efetivou 12,3% dos contratados”, analisa o economista da CNC Fabio Bentes. Mais da metade (54%) da oferta de vagas para o Natal deste ano deve se concentrar nos Estados de São Paulo (28,41 mil), Minas Gerais (12,13 mil), Paraná (9,14 mil) e Rio de Janeiro (7,96 mil). Salários e principais ocupações O salário médio de admissão deve alcançar R$ 1.605, um avanço de 1%, em termos nominais, comparado ao mesmo período do ano passado, quando a remuneração média ficou em R$ 1.596. O maior salário médio de admissão pode ser encontrado nas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 2.509), seguidas pelo ramo de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 1.670). Contudo, esses segmentos deverão responder por apenas 16% das vagas totais. Entre as ocupações, três em cada quatro vagas criadas deverão ser preenchidas pelas dez ocupações mais demandadas nesta época do ano, como: vendedores e demonstradores em lojas e mercados (42.102), caixas (9.429) e almoxarifes e armazenistas (9.278). Confira a análise completa e vídeo com análise do economista responsável, Fabio Bentes: Pesquisa Natal 2023 – contratação de temporários e vendas Foto: Freepik

Dívidas tributárias: SP dará prazo e descontos maiores para pagamentos

Foi publicada na quinta-feira (9), a lei que cria o “Acordo Paulista”, programa que prevê um parcelamento especial de valores inscritos na dívida ativa, bem como a possibilidade de negociação por meio da chamada transição tributária. Vale destacar que as regras para quitar dívidas servirá apenas para empresas e contribuintes do Estado de São Paulo. Diante disso, em 90 dias, entra em vigor, com a nova lei, a possibilidade de contribuintes pessoa física parcelarem o que devem em até 145 vezes. Enquanto isso, as pessoas jurídicas poderão dividir em até 120 vezes. Hoje em dia, o máximo de parcela é de 60 vezes para contribuintes em geral e 84 para empresas em recuperação judicial. É importante informar que os descontos nos pagamentos de juros, multas e demais acréscimos também serão maiores que os atuais. Para aqueles débitos que forem classificados como irrecuperáveis ou de difícil recuperação, eles podem atingir 65% do valor. Apesar disso, a principal inovação de acordo com especialista, vale para o parcelamento e a transição tributária, trata-se da possibilidade de as empresas usarem créditos acumulados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de ICMS substituição tributária, créditos do produtor rural e precatórios, próprios ou de terceiros, para o pagamento de saldo devedor. De imposto estadual há, no total, mais de sete milhões de débitos de ICMS, Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) e Imposto sobre Propriedade De Veículos Automotores (IPVA) , entre outros. Estima-se que a arrecadação de transição tributária é de R$ 700 milhões para 2024, segundo dados da PGE-SP. Esse montante, no ano de 2005, pode se elevar para R$ 1,5 bilhão e, no ano seguinte, para R$ 2,2 bilhões. De acordo com o advogado Adriano Silvério, o Estado conseguiu fazer um programa de transação ainda mais atualizado que o do governo federal, destacando a possibilidade de uso de créditos de ICMS e de precatórios de terceiros. “Alonga o prazo de pagamento e amplia os descontos nos parcelamentos, além de dar essas novas possibilidades.” Com essa lei, é possível ainda serem feitas transações de débitos de pequeno valor por edital. De acordo com a procuradora-geral Inês Maria dos Santos Coimbra, o “Acordo Paulista” movimentará a máquina pública concentrando forças e recursos focando na obtenção de resultados mais eficazes. “É uma proposta que apresenta condições muito mais interessantes aos contribuintes, que moderniza a transação tributária e reforça a técnica de consensualidade, permitindo que alguns temas possam ser resolvidos de modo administrativo e consensual”, diz Coimbra. Os contribuintes terão, por meio dessa lei, todas as frentes para negociar suas dívidas tributárias com o Estado de São Paulo. As pessoas jurídicas que desistirem de discutir autuações aplicadas pelo Estado, poderão ter desconto que pode chegar a 70% caso o pagamento seja feito à vista ou em até 30 dias. Fonte: Portal Contábeis Com informações do Valor Econômico Foto: Freepik

Varejo tem melhor terceiro trimestre dos últimos três anos

O varejo tem crescimento mensal de 0,6% em setembro, fechando o terceiro trimestre do ano com uma alta de 1,3%, em relação ao trimestre anterior, o maior avanço para o período desde o terceiro trimestre de 2020 (+8,5%), quando o setor se reerguia das perdas da pandemia. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (08/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante do cenário, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a previsão de crescimento das vendas do varejo de +2,0% para +2,4%, em 2023. A comparação anual também demonstra a retomada do nível de atividade do varejo, com um aumento de 3,3% nas vendas do setor, em relação a setembro de 2022. Esta é a quarta alta seguida nessa base comparativa e a maior para meses de setembro desde 2020. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, as previsões para 2023 são positivas. “O varejo brasileiro tem mostrado resiliência, inicialmente impulsionado por segmentos de bens essenciais, mais influenciados pela desaceleração dos preços e pouco afetados pelas condições de crédito. Mas com a tendência de queda dos juros, a partir do meio do ano, acreditamos que os setores mais dependentes do crédito, podem aproveitar o Natal para ensaiar um início de recuperação”, afirma Tadros. Boas expectativas para o NatalAlinhada às expectativas positivas do varejo, as previsões da CNC para o Natal são de crescimento de, pelo menos, 5,0% nas vendas do setor, em 2023. Se confirmado, este seria o maior avanço desde 2013, quando as vendas cresceram 4,9%. Segundo o economista da CNC, Fabio Bentes, o Natal movimentou mais de R$ 65 bilhões no ano passado. “Esta é a principal data comemorativa do varejo nacional. Para o comércio, além da melhoria das condições de preços e da perspectiva de redução das taxas de juros aos consumidores, também contribui a valorização cambial, que permitiu ampliar as importações, com uma queda no câmbio de 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2022”, explica o economista responsável pelo levantamento. Acesse a análise completa Foto: freepik

redução da taxa de juros para 12,25% é ponderada, mas incertezas preocupam

A decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (Bacen) em reduzir a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia, em 12,25% ao ano (a.a) é ponderada, já que, na percepção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a incerteza fiscal e no cenário externo preocupa. Até setembro, o déficit do governo brasileiro atingiu R$ 94 bilhões, excluindo os juros. Mesmo com a Lei Orçamentária permitindo um déficit de R$ 228 bilhões, a expectativa era de que o governo não passasse dos R$ 100 bilhões. Além disso, a previsão era de zerar o déficit em 2024, dentro do contingenciamento do arcabouço, mas ainda faltam R$ 168 bilhões em receitas adicionais para atingir essa meta. No entendimento da Federação, o governo precisa dar sinais mais claros de seu compromisso fiscal. O mercado externo também apresenta instabilidades, o que impacta diretamente o cenário econômico. Apesar da diminuição do crescimento chinês, que poderia facilitar o trabalho da política monetária, o aquecimento da economia estadunidense e a alta da taxa de juros da dívida pública trazem um alerta para a intensificação das quedas. Somado a isso, o conflito entre Hamas e Israel reforça a preocupação sobre o preço dos combustíveis, os quais não se apresentavam mais como um elemento de pressão. Por outro lado, o acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses chegou a 5,19%. Em setembro, apontou 3,5%. A expectativa é de fechar o ano em 4,63%. O grupo de alimentação é o principal influenciador no processo de queda da inflação, com reduções acentuadas em agosto (-0,85%) e setembro (-0,71%), principalmente no caso da alimentação em domicílio, afetando com mais intensidade as famílias mais pobres. Outro dado positivo para o Bacen são os núcleos, que excluem os preços mais voláteis e mostram como está o aquecimento da demanda, que continuam estáveis. A média foi de 0,21% em setembro e 3,8% no ano, com baixa também no índice dos Serviços, com redução próxima a 0,3%. Na análise da FecomercioSP, ainda cabem novas quedas das taxas, mas a postura do governo com a responsabilidade fiscal e o cenário externo mais sensível impedem uma redução maior do que 0,5 ponto porcentual (p.p.). Se não houver uma mudança de política fiscal, essas quedas podem se acentuar, ao passo que o piso da taxa de juros corre o risco de crescer, prejudicando o setor produtivo do País. Felizmente, ainda há tempo de mudar. Foto: Freepik

Em campanha, CNC defende redução de impostos para empresas que empregam mais trabalhadores

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou campanha publicitária para defender uma reforma tributária que simplifique o sistema sem aumentar a carga tributária das empresas, principalmente do comércio e dos serviços, setores que serão significativamente onerados pela proposta atual. As peças, compostas por vídeo, anúncios e posts nas redes sociais da CNC, serão veiculadas até o dia 4 de novembro. De acordo com o presidente da Confederação, José Roberto Tadros, “a CNC está desempenhando um papel fundamental na defesa dos interesses do comércio, serviços e turismo, contribuindo para um ambiente favorável aos negócios e ao desenvolvimento econômico do País”. Ele reforça que as propostas da CNC buscam uma reforma tributária justa, simplificada e que proporcione um ambiente mais competitivo e próspero a toda a sociedade. A campanha apresenta os avanços que a CNC obteve durante a tramitação da reforma tributária na Câmara dos Deputados e destaca o trabalho para que os senadores incluam no texto a ser aprovado a Emenda do Emprego, que propõe descontos no IVA – Imposto sobre Valor Agregado – para empresas que geram mais postos de trabalho, independentemente do setor, e  a Emenda do Simples Nacional, para que as empresas optantes por esse regime fiscal proporcionem créditos presumidos, garantindo competitividade às microempresas e empresas de pequeno porte. Na TV aberta, o vídeo será veiculado na TV Globo, Record e SBT. Na TV fechada, a campanha será exibida na Globo News. Já na mídia off, o anúncio será veiculado nos jornais O Globo e Valor Econômico. Além disso, serão publicados nos perfis da Confederação no Instagram, Twitter, LinkedIn e Facebook, e no hotsite reforma tributária, conteúdos que facilitam a compreensão do tema, tão árido e, ao mesmo tempo, extremamente importante para a saúde financeira de todos – empresários e consumidores. Para o gerente executivo de Comunicação e chefe do Gabinete da Presidência da CNC, Elienai Câmara, a reforma tributária é uma questão de grande relevância para o País e para as empresas, devendo impactar o crescimento econômico e a geração de empregos. “Por isso, a CNC vê a necessidade de comunicar a toda a população e aos empresários representados que está participando ativamente desse processo. A mensagem que passamos, por meio da campanha, é que, com a isonomia defendida pela Confederação, todos saem ganhando.” Confira o vídeo da campanha  As propostas da CNC estão apresentadas detalhadamente no site: https://reformatributaria.cnc.org.br/

Endividamento cai pela quarta vez e é o menor desde o início de 2022

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) deste mês, o percentual de famílias brasileiras que afirmam ter dívidas a vencer (cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa) diminuiu, representando cerca de 76,9% das famílias do País. Com a quarta queda consecutiva do ano, o volume de endividados chegou ao menor nível desde fevereiro de 2022. As informações são apuradas mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC). “No cenário econômico em evolução, o controle da inflação e o mercado de trabalho favorável têm melhorado a renda das famílias brasileiras, levando menos consumidores a buscar o crédito”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. “No entanto, a gestão eficaz das dívidas e a redução da inadimplência continuam sendo desafios importantes a serem enfrentados no futuro próximo.” Comparado ao mesmo período do ano anterior, os números apontam que o risco de inadimplência diminuiu e menos pessoas atrasaram o pagamento de suas dívidas em outubro, 29,7% do total de famílias, ante 30,2% em setembro deste ano e 30,3% em outubro de 2022. Essa melhora é visível entre as famílias de baixa renda e renda média baixa. No entanto, nas famílias com renda média entre 5 e 10 salários mínimos, o número de inadimplentes cresceu, indicando que para este grupo a gestão financeira continua sendo um desafio. Embora o volume de consumidores que relatam não ter condições de pagar dívidas atrasadas referentes a meses anteriores permaneça elevado, segue estável com 13% das famílias, o que demonstra que as reduções das taxas de juros e as renegociações de dívidas começam a surtir efeito. No entanto, quase metade (48,5%) dos consumidores com atrasos ainda possui dívidas atrasadas por mais de 90 dias, uma proporção que continua crescendo. “As condições de consumo estão mais favoráveis, com a inflação mais baixa, mercado de trabalho formal absorvendo trabalhadores de menor instrução e juros em processo de queda. Esses fatores estão ajudando a melhorar as condições financeiras dos lares, reduzindo a necessidade de recorrer ao crédito”, diz a economista da CNC Izis Ferreira. “As políticas de transferência de renda, como a valorização do Bolsa Família e os saques alternativos do FGTS, têm contribuído para aumentar a renda disponível e reduzir o número de consumidores endividados.” Cartão de crédito é ativo financeiro com maior número de devedores A Peic de outubro aponta que o cartão de crédito segue como a principal fonte de endividamento entre as famílias brasileiras, representando 87% do total de devedores. O crédito pessoal e o consignado bem como dívidas fora do sistema financeiro tradicional avançaram, ao passo que as outras modalidades perderam representatividade na carteira dos consumidores. Entre os consumidores de rendas média e baixa, o endividamento no cartão de crédito avançou na comparação anual, +1 p.p. na renda média (86,9% do total no grupo) e 0,4 p.p. entre a alta renda (88% do total). No mês, o volume de endividados no cartão também avançou nas duas faixas de renda. Mulheres seguem mais endividadas A proporção de endividados entre homens e mulheres diminuiu. Apesar disso, elas enfrentam maiores desafios em relação à inadimplência, com uma proporção maior que reporta dificuldades para pagar dívidas de meses anteriores. Entre mulheres, a queda da parcela de endividadas foi mais intensa na comparação anual – de 81,7%, em outubro 2022, para 78,41% em igual período de 2023. Entre os homens, a tendência de queda do endividamento, na relação anual, foi de 77,2%, em 2022, para 75,5%, em 2023. Confira a análise completa e a série histórica da Peic foto: Freepik

Empresários paulistanos seguem otimistas com economia e já planejam investir nos negócios, mostra pesquisa

O otimismo do empresariado da capital paulista segue em alta. Em outubro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), cresceu 1,4% em relação a setembro, passando de 110,2 para 111,7 pontos. De junho até outubro, a expansão do indicador já é de 7%. Essa pontuação foi o melhor resultado desde janeiro, quando o ICEC chegou à casa dos 114 pontos [gráfico 1].   No entendimento da Entidade, dentre os fatores que contribuíram para o resultado estão a queda da inflação, que melhora o poder de compra dos consumidores, e a redução dos juros, que facilita a concessão de crédito e sinaliza um avanço nas condições para a recuperação dos investimentos.  [GRÁFICO 1] ÍNDICE DE CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO (ICEC) Série histórica (12 meses) Fonte: FecomercioSP Isso se vê por meio dos números que conformam a pesquisa: o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), que mede o quanto os players do setor estão dispostos a injetar recursos nos negócios, por exemplo, também avançou, passando de 101,7 para 103,1 pontos. Em outras palavras, os dados indicam uma melhora consistente no ímpeto do empresariado em investir nas próprias empresas. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) apontou alta ainda mais significativa: de 86,9 pontos, em setembro, para 89,5, em outubro — outra sinalização inequívoca do bom momento. O Índice de Expansão do Comércio (IEC), por sua vez, que indica o crescimento do comércio como um todo, foi de 107,2 pontos, em setembro, para 108,2 pontos, em outubro, com uma expansão de 1%.  No entanto, apesar das altas relevantes, todos os indicadores sofreram uma queda significativa em relação a outubro do ano passado, às vésperas da eleição: o ICEC caiu 8,8%, o ICAEC, em 15,6%. Além do IEEC (-6,8%) e do IIEC (-4,9%), que também apontaram quedas. Já o Nível de Investimento das Empresas avançou 2,3% em setembro, passando de 95 para 97,2 pontos, mas também segue 23,8% menor na comparação anual.  Estoques  Os empresários também seguem receosos quanto aos estoques para o fim de ano. O índice de Estoques (IE) recuou 0,7%, ao passar de 117 pontos, em setembro, para 116,2 pontos, em outubro. No entanto, em comparação a outubro do ano passado, o indicador subiu 1,8%. Ainda assim, a proporção dos empresários que relatam estoques adequados segue maior do que os que relatam inadequação: 57,8% contra 41,6%, respectivamente.  Segundo a FecomercioSP, a gestão de estoque se torna ainda mais importante para a administração do fluxo de caixa nessa época. A dica é ajustar investimentos, vendas e compras com fornecedores e equilibrar com o caixa da empresa. Para isso, é importante se atentar às programações de compras e à formação dos estoques, uma vez que comprar em excesso ou faltar mercadorias pode gerar frustrações e eventuais aumentos de custos, prejudicando o planejamento financeiro da empresa. O planejamento da logística também é fundamental para não deixar faltar produto e, ao mesmo tempo, para que itens perecíveis não sejam perdidos ou fiquem parados no estoque.  _______________________________________________________________ 

Morre Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo, aos 80 anos

Morreu no domingo (29) Danilo Santos Miranda, aos 80 anos, diretor do Sesc São Paulo. A informação foi confirmada pela instituição. Natural de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, o sociólogo, filósofo e ex-seminarista ingressou no Sesc Paulista (Serviço Social do Comércio) em 1968 e estava à frente da diretoria regional desde 1984. Durante o período de sua administração, Miranda abriu diversas unidades em todo o estado, elevando o Sesc a uma das principais instituições culturais no Brasil. “Neste momento de grande consternação para todos nós, em nome da Presidência, do Conselho Regional e do corpo de funcionários do Sesc SP, prestamos nossa solidariedade e sinceros sentimentos à família e aos amigos de Danilo, e nossa homenagem ao querido diretor e companheiro”, declarou a instituição. O velório de Danilo Santos de Miranda foi marcado para esta segunda-feira (30), das 9h às 14h, no Sesc Pompeia, seguido de uma cerimônia de cremação às 17h no Cemitério Horto da Paz. A causa da morte não foi divulgada. Fonte: CNN BrasilFoto: SESC

Otimismo do comerciante é o menor desde janeiro

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) marcou 112,1 pontos em outubro, queda mensal de 3%, descontados os efeitos sazonais. A retração do otimismo do comerciante neste mês foi maior que a apresentada em setembro (0,7%), quando o índice atingiu 113,1 pontos. A pesquisa, realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apurou que este é o pior resultado desde janeiro deste ano, quando a queda foi de 3,6%, atingindo 119 pontos. Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, é a retração mais intensa desde o começo do ano, em um momento que antecede datas importantes para o comércio. “O setor sentiu a desaceleração da atividade econômica, tendo uma margem de lucro mais apertada, além de a alavancagem e a inadimplência empresarial estarem em níveis mais altos, o que desafia a gestão de caixa”, avalia Tadros. Queda de indicadores O cenário geral é de queda de todos os indicadores, no mês e no ano, com destaque para o fator de avaliação das condições atuais, reduzido em 6,8%. Ainda segundo a pesquisa, 6 em cada 10 empresas consultadas apontam piora na economia e no desempenho das vendas, neste início do último semestre do ano. Segundo dados recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após o avanço do volume de vendas em agosto, o contexto atual é de desaceleração das receitas e preços no varejo. Inadimplência continua crescendo Desde a segunda metade de 2022, a inadimplência acima de 90 dias nas linhas de crédito com recursos livres das pessoas jurídicas cresce de forma acelerada, com 3,3% do total. Este é o maior percentual desde agosto de 2018, conforme dados do Banco Central. “Apesar do maior faturamento esperado nas festas de fim de ano, quando comparamos com outubro do ano passado, a desaceleração da atividade econômica e do varejo, com acirramento da gestão financeira das empresas, e um consumidor mais cauteloso contribuem para que o comerciante entre no último trimestre com menos disposição para investir na contratação efetiva de funcionários e na ampliação dos estoques”, explica a economista da CNC responsável pelo Icec, Izis Ferreira. Ela aponta que se intensificou o movimento de redução do indicador de expectativas, tanto para o setor, quanto para a economia e para a própria empresa, com queda de 1,6% no mês e 9,7% no ano. Isso vai ao encontro dos dados da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), também realizada mensalmente pela CNC, que mostra desaceleração da intenção de compra por parte dos consumidores em outubro, uma vez que eles estão mais cautelosos e preveem condições menos favoráveis no mercado de trabalho, nos próximos meses. Pessimismo nos setores de bens essenciais A confiança do comércio de produtos de primeira necessidade teve a maior queda em outubro (3,9%), em relação aos outros dois grupos: semiduráveis (3,4%) e (2,7%) duráveis. Já na comparação anual, a redução mais intensa do otimismo foi no grupo de bens duráveis (14,7%), produtos de maior valor e que, portanto, sofrem mais com o crédito caro e seleto. Confira a análise completa e a série histórica do Icec foto: Freepik

Reforma tributária pauta reunião de Diretoria da CNC

A Reunião de Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) teve como tópico central a atuação da entidade no âmbito da reforma tributária, tendo sido destacadas as conquistas para o setor terciário durante a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados, bem como as ações previstas na elaboração do relatório final, antes da votação da matéria pelo Senado Federal, que deverá ocorrer no mês de novembro. O encontro aconteceu na sede da entidade, no Rio de Janeiro, em 19 de outubro. “O tema avançou muito, principalmente na PEC 45/19. A CNC tem trabalhado muito fortemente para tentarmos emplacar o projeto da Emenda do Emprego, que amenizaria muito a situação, com ênfase nos prestadores de serviços”, destacou Leandro Domingos, vice-presidente Financeiro da CNC. A diretora de Relações Institucionais da Confederação, Nara de Deus Vieira, ressaltou a importância da atuação dos presidentes das Federações na base de senadores para a sensibilização dos parlamentares sobre a causa do setor terciário, especialmente enfatizando o esclarecimento dos pontos positivos das emendas propostas pela CNC. Elienai Câmara, chefe do Gabinete da Presidência da CNC e gerente executivo de Comunicação, esclareceu as ações midiáticas que estão sendo planejadas, incluindo campanha publicitária das propostas da CNC já atendidas e os pleitos que ainda estão sendo requeridos em defesa do setor do comércio de bens, serviços e turismo. Saiba mais: Sugestões de emendas para minimizar impacto da reforma tributária no setor de serviços Alexandre Sampaio, coordenador do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação, apresentou prévia da plataforma de inteligência competitiva do projeto Vai Turismo – Rumo ao Futuro , que será lançada em março de 2024, responsável por recolher, ordenar e tratar dados do turismo nacional, visando acompanhar o avanço de políticas públicas para subsidiar o setor e auxiliar na elaboração de estratégias e tomada de decisões de todo o trade turístico. “Este painel trará informações e dados do fluxo turístico, infraestrutura e equipamentos, indicadores e dados socioeconômicos, atividades de capacitação para o turismo, além de acompanhar projetos e políticas públicas nos Estados. Para que esta ferramenta seja realmente inovadora e fortaleça o protagonismo da CNC e das federações nos Estados, precisamos do engajamento de todos”, frisou Sampaio. Durante o encontro, também foi debatida a questão da seca na Amazônia e seu impacto em estados que dependem da cabotagem para transporte de cargas, como Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas. Aderson Frota, presidente em exercício da Fecomércio-AM, comentou que “mais da metade da população está sofrendo carência alimentar e de água potável. O cenário ainda não atingiu o ápice dos problemas, com alto impacto social, aumento de preços e desabastecimento do comércio”. Foto: CNC