Entenda o que é a Selic, por que ela está em 15% e como isso afeta a economia

A taxa Selic foi mantida em 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na primeira reunião de 2026. A decisão ocorre em um contexto de inflação ainda desafiadora e de desaceleração da atividade econômica, com impactos diretos sobre consumo, crédito e investimentos. A seguir, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) explica de forma objetiva o papel da Selic e seus efeitos sobre a economia real. O que é a Selic e por que está em 15%? A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve de referência para todas as demais taxas praticadas no país, como juros de empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e aplicações financeiras. Definida pelo Banco Central do Brasil, a Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado para controlar a inflação. Quando a taxa sobe, o crédito tende a ficar mais caro e o consumo diminui; quando cai, o crédito fica mais acessível, estimulando a atividade econômica. A manutenção da Selic em patamar elevado reflete o esforço da autoridade monetária para conter a inflação e manter as expectativas inflacionárias sob controle. Juros mais altos reduzem a circulação de dinheiro na economia, ajudando a conter a pressão sobre os preços. Além disso, a taxa básica também incorpora fatores relacionados ao ambiente macroeconômico, como o nível de confiança dos agentes econômicos, a trajetória das contas públicas e o cenário internacional. Em contextos de maior incerteza, a política monetária tende a ser mais cautelosa. Efeitos para a economia Com juros elevados, o crédito fica mais caro para famílias e empresas. Isso reduz a disposição para compras parceladas e investimentos, impactando diretamente o comércio, os serviços e o turismo. Desde o início do atual ciclo de alta e manutenção da Selic, dados da CNC indicam desaceleração do varejo e avanço da inadimplência, especialmente entre famílias e micro e pequenas empresas. Esse cenário compromete o ritmo de vendas, a geração de empregos e a sustentabilidade dos negócios. A Selic elevada aumenta o custo de captação dos bancos, que tendem a repassar esse custo aos consumidores. Como consequência, empréstimos e financiamentos ficam menos acessíveis, o que limita investimentos produtivos e amplia dificuldades financeiras. Para setores intensivos em crédito, como comércio e serviços, a manutenção prolongada de juros altos tende a reduzir a atividade econômica e postergar decisões de expansão. Previsibilidade fiscal Segundo a CNC, o controle da inflação é fundamental, mas seus custos sobre a economia real aumentam quando a política monetária precisa atuar de forma isolada. Medidas que reforcem a previsibilidade das contas públicas e aumentem a eficiência do Estado contribuem para reduzir riscos econômicos e criar um ambiente mais favorável à flexibilização dos juros ao longo do tempo. A Confederação destaca que a coordenação entre política monetária e política fiscal é essencial para permitir uma redução sustentável da Selic, preservando a estabilidade de preços sem comprometer o crescimento econômico. A expectativa é que, com avanços no ambiente macroeconômico e maior previsibilidade fiscal, seja possível iniciar um ciclo de redução dos juros ainda em 2026. A entidade alerta que a permanência prolongada de taxas muito elevadas pode aprofundar a desaceleração da atividade econômica e ampliar os desafios para empresas e consumidores. Clique aqui e leia na íntegra a nota com o posicionamento da CNC sobre a manutenção da taxa Selic em 15%, decidida pelo Copom em 28/01/2026. foto: Freepik
Últimos dias para empresas optarem pelo Simples Nacional em 2026

Microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) que desejam ingressar no Simples Nacional em 2026 devem ficar atentas ao prazo. A solicitação de opção deve ser feita até o último dia útil do mês de janeiro, exclusivamente pelo Portal do Simples Nacional. Para empresas que já estavam em atividade, o enquadramento, se deferido, produz efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026. O prazo de adesão tem sido reforçado por secretarias estaduais da Fazenda, como a Sefaz do Ceará (Sefaz-CE) e a Sefaz de São Paulo (Sefaz-SP), que divulgaram comunicados alertando empresas e profissionais contábeis sobre a necessidade de regularização prévia de pendências fiscais e cadastrais para garantir o enquadramento dentro do período legal. “Se a empresa fizer a opção e houver algum tipo de restrição, será necessário regularizar tudo até o fim de janeiro. Porém, se deixar para a última hora, as ações para ajustes se tornam praticamente impossíveis”, explica Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade, que lembra que o regime é bastante atrativo na maioria dos casos. Segundo Welinton, débitos tributários estão entre os principais fatores que impedem a adesão. “As empresas que querem aderir ao Simples e possuem débitos com o governo precisam ajustar essa situação. Além disso, aquelas que já estão no regime também devem ficar atentas, pois, se não regularizarem pendências, podem ser excluídas. Atualmente, existem programas de parcelamento bastante atrativos, o que facilita esse processo”, destaca. Antes de solicitar a opção, é fundamental eliminar possíveis pendências que possam impedir o ingresso no regime, como débitos junto à Receita Federal, estados ou municípios. A escolha pelo Simples Nacional é irretratável para todo o ano-calendário, o que exige análise prévia da situação fiscal e cadastral da empresa. O teto de faturamento do Simples Nacional permanece em R$ 4,8 milhões por ano. No entanto, há uma ressalva importante: quando o faturamento acumulado nos últimos 12 meses ultrapassa R$ 3,6 milhões, o ICMS e o ISS passam a ser recolhidos fora do DAS, além da obrigatoriedade do cumprimento de todas as obrigações acessórias aplicáveis às empresas dos regimes tradicionais, permanecendo unificados apenas os tributos federais. Planejamento antes da opção Apesar da simplificação proporcionada pelo regime, a Confirp alerta que a adesão ao Simples Nacional deve ser precedida de planejamento tributário. “Segundo estudos da Confirp, para algumas empresas essa opção não é positiva e pode até representar aumento da carga tributária, apesar da simplificação das rotinas”, explica Welinton Mota. Diante disso, a recomendação é buscar uma análise especializada o quanto antes. “Se a carga tributária for menor ou até mesmo igual, a opção pelo Simples certamente será vantajosa, principalmente pela simplificação e pelas facilidades que proporciona às empresas”, finaliza o diretor da Confirp. Quem já é optante As empresas que já estão enquadradas no Simples Nacional não precisam realizar nova opção a cada ano, pois a manutenção é automática. Ainda assim, é necessário atenção permanente às regras do regime, uma vez que determinadas situações podem levar à exclusão. Entre os fatores que podem resultar na exclusão estão: Importante novidade para quem vai abrir uma empresa é que, com a implementação do Módulo Administração Tributária (MAT), em vigor desde dezembro de 2025, as empresas recém-constituídas devem manifestar a opção pelo Simples Nacional no momento da inscrição do CNPJ. Caso o pedido seja deferido, o enquadramento passa a valer a partir da data de abertura da empresa. Se a opção não for realizada nessa etapa inicial, a empresa poderá solicitar o enquadramento posteriormente, já como empresa em atividade. Nessa situação, a adesão ao Simples Nacional não terá efeito retroativo, passando a produzir efeitos apenas a partir do novo período legal de opção. Reopção após exclusão por débitos Empresas que não regularizaram débitos tributários dentro do prazo legal e, por esse motivo, foram excluídas do Simples Nacional, terão a exclusão com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026. Ainda assim, a legislação permite que essas empresas solicitem nova opção pelo regime durante o mês de janeiro, desde que todas as pendências estejam integralmente regularizadas no momento do novo pedido. Enquanto o prazo de opção estiver aberto, o contribuinte pode sanar débitos e inconsistências cadastrais sem a necessidade de apresentar uma nova solicitação. Débitos federais devem ser tratados junto à Receita Federal ou à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), enquanto pendências estaduais e municipais devem ser resolvidas diretamente com os respectivos fiscos. No caso do Microempreendedor Individual (MEI) excluído do Simples Nacional e desenquadrado do Simei, será necessário solicitar novamente a opção pelo Simples e, na sequência, realizar a opção pelo Simei, sem a necessidade de aguardar o deferimento da primeira solicitação. Acompanhamento, resultado e atenção ao indeferimento Para optar pelo Simples Nacional, a empresa deve manter CNPJ ativo, inscrição municipal e, quando exigido pela atividade, inscrição estadual regularizada. Após a solicitação, o contribuinte pode acompanhar o andamento do pedido por meio do serviço de Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional, disponível no portal oficial. “O acompanhamento é essencial, porque o sistema faz verificações automáticas junto à Receita Federal, estados e municípios. Se houver qualquer pendência, a empresa precisa agir rapidamente para não perder o prazo”, alerta Welinton Mota. Os processamentos ocorrem sempre que o contribuinte acessa o sistema. Caso não haja consulta, a atualização da situação acontece apenas no processamento final. A divulgação do resultado definitivo da opção está prevista para a segunda quinzena de fevereiro. Se a opção for indeferida, será emitido um Termo de Indeferimento pelo ente federado responsável pela irregularidade. Quando houver impedimentos apontados por mais de um órgão, serão expedidos termos distintos. No caso da Receita Federal, a comunicação ocorre por meio do Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN). “Na maioria dos casos, o indeferimento está ligado a débitos ou inconsistências cadastrais que poderiam ter sido resolvidas antes da solicitação. Por isso, a orientação é sempre antecipar o planejamento e acompanhar todo o processo”, reforça Welinton. “Quem se organiza reduz significativamente o risco de ficar fora do Simples e de assumir uma carga tributária maior ao longo do ano”, conclui.
Serviços e comércio de São Paulo retomaram trajetória positiva na criação de empregos no final de 2025, aponta FecomercioSP

A geração de empregos formais no Comércio e nos Serviços do Estado de São Paulo encerrou 2025 com saldo positivo, na projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Entre janeiro e novembro do ano passado, período mais recente computado pela Pesquisa do Emprego no Estado de São Paulo (PESP) — elaborada pela Entidade com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) —, os setores criaram, juntos, 395 mil postos de trabalho. No mês de novembro, o desempenho positivo foi motivado pelas contratações temporárias para atender à demanda da Black Friday e do Natal, com saldo de 20.446 vagas (148.275 admissões e 127.829 desligamentos) [tabela 1]. De acordo com a FecomercioSP, o varejo — segmento com o maior número de vagas (19.306) — seguiu evidenciando o seu papel central na absorção de mão de obra durante os períodos de maior demanda sazonal, ligados a bens essenciais, vestuário, alimentação e itens de consumo recorrente. [TABELA 1] Movimentação do Emprego Celetista no Setor do Comércio do Estado de São Paulo Novembro/2025 Fonte: Caged/FecomercioSP O estoque de empregos no Comércio apresentou novo recorde na série histórica, com 3,06 milhões de vínculos celetistas. O avanço confirma a expansão do setor, indicando manutenção de massa salarial e sustentação do consumo, especialmente nos segmentos menos dependentes do crédito. No acumulado de janeiro até novembro, o setor de Serviços foi responsável pela geração de 315 mil novos postos no Estado. Já o Comércio contabilizou a abertura de cerca de 80,5 mil vagas, com todos os segmentos mantendo saldo positivo. O varejo registrou 50.675 vagas; o atacado, 19.169 vagas; e comércio e reparação de veículos, 10.580 vagas. Perda gradual de fôlego do mercado de trabalho Em novembro, especificamente, os Serviços registraram saldo positivo de 32.363 vagas, sendo 369.723 admissões e 337.360 desligamentos. Isso representou uma recuperação em relação a outubro (23.449 postos), porém, no comparativo com novembro de 2024, houve retração de 5,3%, quando foram criados 34.192 postos [TABELA 2] Movimentação do Emprego Celetista no Setor de Serviços do Estado de São Paulo Acumulado de 2025 Fonte: Caged/FecomercioSP O setor de Serviços do Estado, sustentado principalmente pela expansão das atividades empresariais, da Educação, da Saúde e da Tecnologia da Informação (TI), manteve uma forte trajetória ao longo do ano, mas já mostra sinais de desaceleração do mercado de trabalho nos últimos meses. O estoque de empregos do setor alcançou mais de 7,83 milhões de vínculos no Estado em novembro do ano passado. Segundo a FecomercioSP, a sequência de saldos positivos já indica que 2026 deverá terminar com saldo positivo tanto no Comércio quanto nos Serviços para o Estado e para a capital. No entanto, em comparação com 2024, a perda de fôlego dos últimos meses mostra que o mercado laboral já responde ao quadro de juros altos, à incerteza política e aos impasses com as políticas externas. Comércio da capital paulista apresenta recuperação O Comércio da cidade criou 4.546 vagas formais em novembro. Esse desempenho representa uma forte recuperação frente a outubro, quando o saldo foi de 525 postos, e configura o melhor resultado mensal desde agosto. Essa geração de empregos foi maior em relação a novembro de 2024, quando foram abertas 4.394 vagas — alta de 3,5%. Assim, o Comércio da cidade encerrou o mês com 934.937 vínculos celetistas [tabela 3]. [TABELA 3] Movimentação do Emprego Celetista no Setor de Comércio na Capital Paulista Novembro/2025 Fonte: Caged/FecomercioSP O Comércio paulistano acumula 23.416 postos de trabalho formais criados entre janeiro e novembro, resultado de 476.452 admissões e 453.036 desligamentos. Esse desempenho foi marcado por oscilações ao longo do ano, com saldos pequenos em março e setembro, enquanto fevereiro e agosto se destacaram, com a criação de cerca de 4,5 mil vagas cada. Os segmentos apresentaram saldo positivo, acumulando até novembro 14.192 empregos no comércio varejista, 6.267 postos no comércio atacadista e 2.957 vagas em comércio e reparação de veículos. De acordo com a FecomercioSP, o comportamento contrasta com o desempenho do Estado de São Paulo e indica que fatores como a Black Friday, a maior concentração de renda, a solidez do mercado formal e a diversidade do varejo urbano tiveram impacto mais expressivo para o município do que a média estadual. Capital paulista como principal polo de serviços no Estado No setor de Serviços, a Cidade de São Paulo abriu 22.227 vagas formais em novembro, resultado de 169.321 admissões e 147.094 desligamentos, registrando aceleração expressiva frente a outubro e o melhor desempenho mensal desde fevereiro. Na comparação interanual, o saldo superou o de novembro de 2024 (18.195 vagas), indicando que, a exemplo do Comércio, os Serviços da capital tiveram desempenho proporcionalmente mais favorável do que o observado no conjunto do Estado no período. Com isso, o estoque de empregos no setor chegou a cerca de 3,43 milhões de vínculos em novembro. O avanço consolida a capital como o principal polo de serviços do Estado, concentrando atividades intensivas em conhecimento, gestão e tecnologia. A capital manteve números relevantes durante o período, sustentados pela expansão de atividades de maior valor agregado, como serviços financeiros, tecnologia, consultoria, educação superior e pós-graduação, ainda que com leve desaceleração na comparação entre 2024 e 2025. No ano passado, o saldo acumulado até novembro alcançou 114.684 novos empregos, com os melhores resultados registrados em fevereiro (25,5 mil), junho (14,3 mil), setembro (14 mil) e outubro (12,3 mil). No ano anterior, o saldo anual foi superior, totalizando 115,8 mil vagas formais [gráfico 4]. [TABELA 4] Movimentação do Emprego Celetista no Setor de Serviços na Capital Paulista Acumulado do Ano Fonte: Caged/FecomercioSP No encerramento de 2025, a combinação de uma massa de renda e de níveis de emprego superiores aos observados no mesmo período de 2024 aponta para um cenário favorável ao consumo nas festas de fim de ano. Ainda assim, esse movimento ocorre em um contexto de contratações mais seletivas, sobretudo no comércio varejista, enquanto o setor de Serviços apresenta mais sustentação, com destaque para atividades ligadas a turismo, alimentação fora do domicílio,
Acesso ao crédito e compra de bens duráveis impulsionam Intenção de Consumo das Famílias em janeiro

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), iniciou o ano de 2026 com avanço de 0,8% em janeiro, após o ajuste sazonal. O resultado consolida a trajetória de alta iniciada em novembro do ano passado e reflete crescimento de 0,7% na comparação anual frente a janeiro de 2025. O desempenho é sustentado, primordialmente, pela maior facilidade do acesso ao crédito e pelo aumento do apetite das famílias por bens duráveis. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22). O indicador Acesso ao Crédito registrou o maior salto na comparação anual, com alta de 8,5%. Atualmente, 35,8% dos consumidores consideram que obter crédito está mais fácil, o maior percentual registrado desde maio de 2015. Paralelamente, o item Momento para Compra de Duráveis apresentou o crescimento mensal mais expressivo da pesquisa, com alta de 3,8% (e +4,7% no ano). Esse cenário é corroborado pela queda da inadimplência observada no encerramento de 2025, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). “O maior controle da inflação e a ampliação do acesso ao crédito têm preservado o poder de compra das famílias de até 10 salários mínimos”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “É uma alternativa que incentiva o consumo, mas deve ser utilizada com responsabilidade para não gerar mais dívidas e ciclos de inadimplência, como o que vimos no meio do ano passado.” Dualidade no mercado de trabalho Apesar do otimismo no consumo imediato, a pesquisa revela sinais divergentes no mercado de trabalho. O Emprego Atual registrou sua terceira alta mensal consecutiva (+0,1%). No entanto, a Perspectiva Profissional foi a única exceção negativa do índice em janeiro, com queda mensal de 0,7% e recuo anual de 4,5%. Essa desaceleração das expectativas de médio prazo, somada aos juros ainda elevados, gera postura de cautela. Ainda assim, a perspectiva para o consumo futuro das famílias de menor renda segue positiva, com avanço anual de 1,7%. Destaque por renda O crescimento do consumo em janeiro foi impulsionado pelas famílias com renda de até 10 salários mínimos, cuja intenção de compra superou em 1,7% o nível de janeiro do ano anterior. Para este grupo, o indicador Acesso ao Crédito avançou 11,0% no período. Acesse aqui a pesquisa na íntegra e a série histórica. Foto: Freepik
Conheça 5 tendências de consumo que devem dar a tônica dos negócios em 2026

Novo ano, novos caminhos e novas chances. A árdua tarefa de empreender não é simples e exige um monitoramento constante sobre os hábitos dos consumidores, principalmente no Comércio. Estar antenado sobre as preferências dos clientes, que estão cada vez mais conscientes e exigentes, é fundamental para o desenvolvimento e sustentabilidade dos negócios. O primeiro boletim Expresso MEI de 2026 indica as cinco tendências de consumo que devem ditar o ritmo do Comércio e dos Serviços, que vão muito além de uma questão apenas de marketing, mas também de sobrevivência e crescimento. Baixe gratuitamente o boletim Expresso MEI de janeiro Outro fator decisivo para o sucesso das vendas nos próximos 12 meses é o planejamento para as ações promocionais ao longo do ano. Esta edição traz o calendário completo do primeiro semestre, com as principais datas comemorativas para que as empresas se preparem com antecedência. Por meio de um planejamento antecipado e ações bem-estruturadas, é possível captar a atenção do consumidor, a qual estará mais intencional e valorizará experiências autênticas. Temporada das promoções Passadas as datas mais movimentadas do comércio (Black Friday e Natal), chega a hora de pôr os estoques em dia para começar o ano sem excessos e prejuízos. No Expresso MEI deste mês, o empreendedor ainda confere dicas importantes para lançar mão de promoções dos produtos não vendidos, sem comprometer o fluxo de caixa da empresa. Comece com o pé direito Janeiro é o mês em que as ideias saem do papel e muitos negócios nascem. Além da vontade de empreender, o sucesso no mundo empresarial depende, sem dúvida, de um plano de ações que vai nortear toda a performance do empreendedor. Por isso, é importante conhecer os caminhos necessários para percorrer até a formalização do negócio. Nesta edição, Kelly Carvalho, assessora econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), indica os caminhos para o empresário criar um plano de negócios que reflita suas ambições e proporcione um crescimento sustentável. Foto: Freepik
Prazo vai até 31 de janeiro: veja como MEIs desenquadrados podem voltar ao Simples Nacional

Microempreendedores individuais que foram excluídos do Simples Nacional e, consequentemente, desenquadrados do Simei, têm até 31 de janeiro para regularizar pendências e solicitar o retorno ao regime simplificado. O procedimento é necessário para que o empreendedor possa voltar a atuar formalmente como MEI no ano-calendário vigente. O primeiro passo é verificar a situação do CNPJ no Portal do Simples Nacional. Caso conste como “não optante pelo Simples Nacional” e “não enquadrado no Simei”, é fundamental identificar os motivos da exclusão. Em geral, o desenquadramento ocorre por débitos tributários ou outras pendências junto à Receita Federal, aos estados ou aos municípios. Após a identificação das pendências, o microempreendedor deve regularizar sua situação fiscal, o que pode incluir o pagamento à vista ou o parcelamento de débitos. Essa verificação e regularização devem ser feitas no e-CAC da Receita Federal, com acesso por meio da conta Gov.br. Somente após a regularização completa é possível avançar para a etapa seguinte. Concluída a regularização, o empreendedor deve solicitar a opção pelo Simples Nacional no portal oficial do regime. Uma vez deferida essa opção, é necessário realizar, em seguida, o pedido de reenquadramento no Simei. As solicitações são analisadas de forma sequencial, e o enquadramento como MEI depende, obrigatoriamente, da aprovação prévia no Simples Nacional. O Ministério do Empreendedorismo reforça que o acompanhamento do pedido deve ser feito diariamente nos sistemas oficiais, já que eventuais pendências identificadas durante a análise precisam ser resolvidas dentro do prazo legal. Caso o pedido não seja feito até 31 de janeiro, o retorno ao Simples Nacional e ao Simei somente poderá ser solicitado no próximo ano. fonte: Governo Federal Foto: Freepik
CNC projeta avanços para 2026 com atuação estratégica da Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aguarda com expectativa o início dos trabalhos da Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) neste ano. A primeira reunião ocorreu ainda em dezembro, após o lançamento, sobre a Agenda 2026. A Frente, presidida pelo deputado Mendonça Filho (União-PB), tem como missão propor reformas estruturantes que fortaleçam a competitividade, estimulem investimentos e assegurem segurança jurídica para quem empreende no Brasil. A CNC considera a atuação da FPN estratégica para antecipar debates sobre temas centrais, como reforma tributária, reforma administrativa e prevenção ao aumento de impostos, pontos essenciais para um ambiente econômico mais estável e previsível. Segundo a diretora de Relações Institucionais da CNC, Nara de Deus, a entidade seguirá contribuindo tecnicamente para que as propostas avancem de forma equilibrada. “Nosso objetivo é garantir que as reformas tragam racionalidade à carga tributária e promovam isonomia concorrencial, evitando medidas que prejudiquem o setor produtivo”, afirma. O consultor tributário da CNC, Gilberto Alvarenga, reforça que a melhoria do ambiente de negócios é condição indispensável para estimular o empreendedorismo e a geração de empregos. “A prevenção ao aumento de impostos e a eficiência estatal são pilares para o crescimento econômico sustentável”, destaca. Com caráter pluripartidário e nacional, a FPN também organiza vice-presidências temáticas para aprofundar discussões em áreas estratégicas como tributação, energia, comércio, serviços e turismo. Para a CNC, essa estrutura amplia a capacidade técnica e política da Frente, fortalecendo a interlocução com o Congresso Nacional em um cenário pré-eleitoral. A Confederação projeta que, ao longo de 2026, a FPN seja um espaço decisivo para consolidar reformas que tornem o Estado mais eficiente e assegurem um ambiente de negócios confiável, estável e competitivo. Foto: Mardônio Vieira
Parada do eSocial em 21/01/2026: manutenção programada

O eSocial passará por uma parada temporária para manutenção programada no dia 21/01/2026, quarta-feira, das 20h às 02h do dia seguinte. Todos os módulos do eSocial – web (inclusive os módulos simplificados) e web service – serão impactados e ficarão indisponíveis durante o período da parada. Fonte : Gov.br eSocial arte: SincoElétrico
Modelo de nota fiscal: principais tipos, diferenças e como emitir

Para quem a emissão de nota fiscal não faz parte do dia a dia todos os tipos de dúvidas podem surgir. E é bom que se diga que é muito importante sanar qualquer questão para não cometer erros. E um passo fundamental antes da emissão é saber qual o modelo de nota fiscal se adequa à sua necessidade. Então, confira agora os principais tipos de nota fiscal, as diferenças entre eles e veja como emitir cada modelo de nota fiscal. O que é nota fiscal? A nota fiscal é o documento que registra oficialmente uma venda de produto ou prestação de serviço. É através dela que o governo consegue verificar o montante do tributo devido em cada transação comercial e, por conta disso, realizar alguma atividade comercial sem nota fiscal pode ser enquadrado como crime de sonegação fiscal. A nota fiscal eletrônica, basicamente, é a versão digitalizada da nota fiscal, sendo emitida e armazenada eletronicamente. Quais são as informações presentes na nota fiscal? Contém informações sobre quem está emitindo a nota, como razão social, CNPJ, endereço e inscrição estadual. Inclui informações do comprador ou contratante, como nome, CNPJ ou CPF, e endereço. Apresenta a lista dos produtos vendidos ou serviços prestados, com detalhes como quantidade, valor unitário e total. Especifica os tributos incidentes sobre a transação, como ICMS, ISS e IPI, detalhando as alíquotas e valores. Informa a data de emissão e o número sequencial que identifica a nota dentro da série. Um identificador exclusivo que garante a autenticidade do documento. Indica o tipo de operação realizada, como venda, devolução ou remessa. Específica como o pagamento foi realizado, se à vista, parcelado ou por meio de outros métodos. Como funciona a numeração e a série da nota fiscal? Como regra, os documentos fiscais devem ser emitidos com numeração sequencial e comportam a utilização de séries, observando o disciplinado nas normas estaduais e municipais, conforme o caso. Cada nota fiscal recebe um número único dentro de sua série, o que evita duplicidade e garante controle fiscal. Quais os principais tipos de nota fiscal? Os tipos de nota fiscal variam de acordo com a transação comercial e o tributo incidente. Confira as principais: A NF-e, também chamada de nota fiscal de produto, é o documento fiscal usado para formalizar a venda de alguma mercadoria, seja no ambiente físico ou no digital. Se a sua empresa é um comércio, fábrica ou indústria que vende produtos físicos, este é o seu tipo de nota! A NFS-e é o documento digital que serve para oficializar a prestação de serviços em seu munícipio. Cada prefeitura tem suas próprias regras, portanto, é importante averiguar como será a cobrança. A importância de emitir corretamente uma nota fiscal de serviço não é menor pelo fato de você ser MEI. A NFC-e é o documento utilizado para oficializar operações comerciais entre empresas e consumidores. A NFA-e é o documento fiscal indicado para quem não é obrigado a emitir nota fiscal, como alguns casos do MEI, e para quem não emite nota fiscal com tanta frequência. Bom, o CT-e não é uma nota fiscal, mas é válido citar este importante documento fiscal eletrônico. Ele é usado quando ocorre serviço de transporte de carga, em suas várias modalidades, rodoviário, ferroviário, aquaviário e até mesmo dutoviário. Para que serve cada modelo de nota fiscal? Antes de emitir a nota fiscal, é importante saber qual modelo se encaixa melhor com cada tipo de situação. Confira: Nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) Serve para registrar serviços prestados e garantir que os impostos sobre serviços sejam devidamente recolhidos. Nota fiscal eletrônica (NF-e) Utilizada para comprovar a venda de produtos, é essencial para a circulação legal de mercadorias e para o controle fiscal. Nota fiscal de consumidor eletrônica (NFC-e) Facilita as transações de venda ao consumidor final, eliminando a necessidade de papel e integrando-se a sistemas de venda. Nota fiscal avulsa (NFA) De um modo geral, quando aceita, podemos dizer que a Nota Fiscal Avulsa é como uma alternativa para formalizar operações comerciais e prestações de serviços de forma legal, garantindo que os tributos devidos sejam recolhidos corretamente. Além disso, sua emissão pode contribuir para a transparência fiscal. Como emitir cada modelo de nota fiscal? Para emitir cada modelo de nota fiscal, o contribuinte deve utilizar um software que segue as regras previstas na legislação do ICMS, IPI e ISS. No IOB Emissor, por exemplo, você pode ter emissão ilimitada de NF-e, NFC-e, NFS-e, NFP-e, MDF-e ou CT-e Globalizado. Além disso, você conta com backup automático, ilimitado e gratuito; portal de treinamentos, tutoriais e FAQs; e suporte técnico digital. Como emitir nota fiscal avulsa eletrônica? Assim como no caso dos requisitos para a emissão da NFA-e, o modo de emitir este documento fiscal também varia de estado para estado. Portanto, o melhor a fazer é consultar como é feita a emissão em seu estado. Como emitir uma nota fiscal passo a passo? Antes do passo a passo, vale lembrar que o IOB Emissor tem um manual de como emitir a nota fiscal pela primeira vez. Dito isso, veja como emitir sua nota: Escolha o modelo: determine qual nota fiscal você precisa emitir (NFS-e, NF-e, NFC-e ou Nota Avulsa). Acesse o sistema: faça login ou se cadastre no software de emissão. Preencha os dados: insira as informações do emitente, destinatário, descrição dos produtos/serviços, impostos, e demais campos. Revise as informações: confira se todos os dados estão corretos e completos. Emita a nota: clique em “Emitir” ou “Gerar” e, se necessário, imprima ou salve o documento eletrônico. Envio ao destinatário: Envie a nota fiscal ao cliente, que pode receber um arquivo digital ou uma impressão. Fonte: IOB Foto: Freepik
Projeção para inflação este ano no Focus cai a 4,05%

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 caiu 0,01 ponto percentual, a 4,05%. Para 2027 permanece projeção de inflação de 3,80% ao final do ano. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A inflação no Brasil acelerou em dezembro a 0,33%, mas ainda encerrou 2025 abaixo do teto da meta, com uma taxa de 4,26%, consolidando um processo de desinflação no país apesar da pressão do setor de serviços. Os analistas no Focus seguem vendo o início dos cortes da taxa de juros em março, com uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic, atualmente em 15%. Também não houve mudanças nas expectativas de que a taxa básica terminará 2026 em 12,25% e 2027 a 10,50%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento permaneceram em 1,80% tanto este ano quanto no próximo. Fonte: Diário do Comércio (conteúdo distribuído por Reuters) Foto: Freepik