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Eletrolar Show All Connected ganha escala e transforma

O Grupo Eletrolar All Connected realiza, de 22 a 25 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a 19ª edição da Eletrolar Show All Connected, o maior encontro multissetorial de bens de consumo da América Latina. Com portfólio ampliado, incorporação de novos segmentos e uma área próxima de 100 mil m², o evento reúne indústria, varejo e fornecedores globais em um ambiente voltado à apresentação de lançamentos, tendências e soluções que redesenham o setor no Brasil e no exterior. Na edição anterior, o encontro reuniu cerca de 1.500 expositores, 5 mil marcas e mais de 40 mil profissionais do setor, com geração superior a R$ 2 bilhões em negócios, números que evidenciam a força e a capilaridade da plataforma no mercado. “O mercado caminha para uma integração cada vez maior entre tecnologia, mobilidade, infraestrutura e consumo doméstico. A Eletrolar Show All Connected acompanha esse movimento ao reunir, em um ambiente multissetorial, empresas e soluções que antes estavam dispersas em diferentes encontros e segmentos. O ecossistema nasce dessa convergência, ao aproximar indústria, varejo e fornecedores globais em uma plataforma que antecipa tendências, estimula parcerias e amplia as oportunidades de expansão para o mercado”, afirma Carlos Clur, presidente do Grupo Eletrolar All Connected. Ainda entre as novidades desta edição, está o pavilhão Future Mobility, evolução do antigo Eletrocar Show, com experiências voltadas a veículos elétricos e soluções de mobilidade de baixa emissão. A programação inclui ainda as áreas AirCon, dedicada à climatização, e Global Supplier, voltada a fabricantes e fornecedores internacionais, ampliando o alcance do evento em diferentes frentes da cadeia produtiva. Um hub de conexões entre indústria e varejo O ecossistema da Eletrolar Show All Connected se expande com encontros especializados que ampliam o alcance da iniciativa. Entre eles estão a Interior Lifestyle South America, realizada em parceria com a Messe Frankfurt, além de Future Mobility, que reúne Autopeças Show, Eletrocar Show e E-Bike Show, AirCon, Packaging Pack, Global Supplier e Robot Zone. A convergência dessas frentes cria um ambiente no qual diferentes cadeias produtivas passam a dialogar de forma direta. Fabricantes, varejistas, distribuidores e fornecedores encontram novas tecnologias, parceiros estratégicos e oportunidades de expansão. O público reúne decisores de compras de redes de varejo, atacadistas e distribuidores, além de construtoras, engenheiros, arquitetos, designers, instaladores e gestores de manutenção. Com a ampliação dos encontros especializados, a organização projeta receber até 55 mil profissionais ao longo dos quatro dias de realização. SERVIÇOELETROLAR SHOW ALL CONNECTED 2026Datas: 22 a 25 de junho de 2026Horário: das 13h às 21hLocal: Distrito Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1205 - SantanaInformações: Site Oficial Foto: Fredy Uehara

ANDRA inaugura nova unidade em Guarulhos

O mercado de materiais elétricos no estado de São Paulo registra um novo movimento de expansão com a abertura de uma unidade da ANDRA em Guarulhos, prevista para maio de 2026. Localizada na Avenida Dr. Timóteo Penteado, 865, a operação visa oferecer um suporte especializado para indústrias, eletricistas, instaladores e consumidores finais, ampliando a capilaridade de atendimento em um dos principais eixos industriais e logísticos do Brasil. A estrutura conta com uma área total superior a 3.000 m², sendo 1.000 m² destinados ao showroom. O projeto prevê a geração de aproximadamente 90 empregos diretos na região, contribuindo para a movimentação econômica local através da oferta de soluções que abrangem desde iluminação técnica até automação industrial. Um dos pontos centrais da nova operação é a implementação de um sistema logístico voltado para a redução de prazos de entrega. Segundo informações da empresa, a unidade manterá um estoque local robusto para garantir a pronta entrega de componentes essenciais tanto para reformas residenciais quanto para a manutenção de indústrias e projetos de infraestrutura, que exigem alta disponibilidade de insumos. Para Renan Braga, gerente de expansão da ANDRA, a escolha do município é estratégica devido ao seu perfil econômico. “A força logística de Guarulhos demanda um centro de soluções elétricas que opere com agilidade. O objetivo é atuar como um hub técnico, oferecendo suporte especializado para profissionais do setor que buscam eficiência em prazos curtos”, afirma Braga. O atendimento técnico especializado será um dos pilares da unidade, visando oferecer consultoria desde a escolha de materiais para o consumidor final até projetos de alta complexidade. Com quase 50 anos de atuação no mercado nacional, o grupo busca reforçar o suporte técnico direto em polos onde a demanda por infraestrutura elétrica de alta qualidade é constante e exige acompanhamento de especialistas. Como parte de seu plano de expansão, a ANDRA já iniciou o processo de captação de talentos para a nova unidade de Guarulhos. Os profissionais interessados em integrar a equipe da Vila Hulda podem cadastrar seus currículos diretamente no portal oficial da companhia: https://eletrica.andra.com.br/trabalhe-conosco Foto: divulgação

Reforma tributária: esclareça as principais dúvidas

Por Adriana Bruno A reforma tributária sobre o consumo, aprovada no Brasil, representa uma das maiores mudanças no sistema fiscal das últimas décadas e já impacta diretamente o varejo, inclusive empresas de material elétrico, que operam com grande diversidade de produtos, margens variáveis e complexidade fiscal. O SincoElétrico preparou uma matéria especial esclarecendo as principais dúvidas sobre o tema. O que é a reforma tributária A proposta substitui tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI por dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios. O modelo segue o conceito de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), com regras mais uniformes e não cumulatividade plena. O objetivo central é simplificar o sistema, reduzir a burocracia e dar mais transparência à tributação. A implementação começa em 2026, com transição gradual até 2033, período em que os dois sistemas coexistirão. Impactos no varejo de material elétrico Para esse segmento, os efeitos são relevantes porque envolvem cadeia longa de fornecedores e grande volume de itens tributáveis. Entre os principais impactos estão: • Mudança na lógica de formação de preços, com base no crédito tributário ao longo da cadeia;• Necessidade de reclassificação fiscal de produtos (cabos, disjuntores, luminárias, etc.);• Revisão de sistemas e emissão de notas fiscais com novos campos para IBS e CBS;• Possível redução ou aumento de carga tributária dependendo do tipo de produto e da cadeia de créditos. Além disso, o novo modelo tende a eliminar distorções entre estados, o que pode facilitar a expansão de redes varejistas. Principais dúvidas das empresas Depende. A alíquota estimada do novo IVA (CBS + IBS) pode ficar entre 26,5% e 28%, mas o impacto real varia conforme a capacidade de aproveitamento de créditos. O sistema será totalmente não cumulativo, permitindo recuperar créditos ao longo da cadeia, algo positivo para varejistas com muitos insumos. As empresas já precisarão adaptar sistemas e emitir notas fiscais com destaque de IBS e CBS, mesmo que inicialmente com caráter informativo. No curto prazo, sim. Durante a transição, será necessário operar dois sistemas simultaneamente, exigindo investimento em tecnologia e compliance. Benefícios, especialmente de ICMS, serão gradualmente extintos, o que exige revisão do planejamento tributário . Conclusão Para o varejo de material elétrico, a reforma traz oportunidades de simplificação e ganho de eficiência no longo prazo, mas exige preparação imediata. Empresas que investirem em tecnologia, revisão de cadastros e planejamento tributário tendem a sair na frente em um cenário mais transparente, porém inicialmente mais desafiador. Fontes e referências: Receita Federal, Fenacon, JOTA, FecomercioSP, Sindilojas-SP, Confirp Contabilidade, Tax Group, Thomson Reuters.Foto: Freepik

Famílias paulistanas iniciaram fevereiro mais dispostas a consumir, aponta FecomercioSP

Mesmo com juros em patamares elevados, o mercado de trabalho aquecido e a desaceleração gradual da inflação estão sustentando a confiança dos consumidores e a intenção de compra dos paulistanos. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) — que mede o humor e a propensão imediata para o consumo — registrou ligeira alta de 0,7% em fevereiro, atingindo 116,1 pontos no comparativo com o mês anterior e alta de 5,7% em relação ao ano passado. Além disso, outro indicador que reflete percepções dos consumidores sobre o ambiente econômico e as expectativas de longo prazo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), avançou 5,7% na comparação interanual e estabilidade no mês, atingindo 127,4 pontos. Segundo a FecomercioSP, a política monetária restritiva começa a produzir efeitos graduais sobre a inflação, o que pode abrir espaço para flexibilização no segundo semestre de 2026, desde que as expectativas inflacionárias estejam ancoradas e o cenário fiscal permaneça sob controle. Para o varejo paulistano, o cenário é mais favorável do que em 2025, mas com crescimento seletivo, dependente da trajetória dos juros, da renda real e da estabilidade macroeconômica. Melhora gradual nas intenções de compra, mas ainda com cautela Dentro dos subíndices do ICF, o indicador emprego atual manteve o patamar elevado em fevereiro, ao registrar 139,6 pontos, com avanço de 5,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado indica que a percepção das famílias sobre as condições do mercado de trabalho segue positiva. A combinação entre níveis de ocupação ainda robustos e expansão da massa de rendimentos reais — ainda que em ritmo moderado — continua atuando como um dos principais motores da intenção de consumo, mesmo em um ambiente marcado por juros elevados e crédito caro. A renda atual também permanece em patamar elevado, ao registrar 140,3 pontos, mas mostra-se estável tanto no comparativo mensal quanto no anual. Considerando que a inflação de serviços ainda apresenta persistência — componente particularmente mais sensível no orçamento das famílias —, o resultado sugere que a melhora na intenção de consumo tem sido sustentada mais pela percepção de segurança no emprego do que por um avanço efetivo do poder de compra. O maior avanço no comparativo mensal foi a perspectiva profissional, com alta de 2,5%, registrando 123,8 pontos — porém abaixo do nível observado no mesmo período do ano passado (125,2 pontos) —, com um aumento recente das expectativas, mas não um ciclo consolidado de otimismo estrutural. O indicador de acesso ao crédito (114,1 pontos) mostra que, embora o custo do crédito permaneça elevado, a percepção de viabilidade para compras parceladas melhorou de forma significativa, com alta de 16,9% no comparativo interanual e de 0,3% no mensal. A perspectiva de consumo (112 pontos) sinaliza uma visão favorável para o consumo futuro, registrando alta de 8,6% no comparativo interanual. Contudo, o nível de consumo atual (92,8 pontos) e o momento para duráveis (90,3 pontos) continuam em patamar negativo, apesar de registrarem avanços no mês e no comparativo anual. Os resultados indicam melhora gradual nas intenções de compra, mas ainda revelam cautela por parte dos consumidores, sobretudo na aquisição de bens de maior valor. Esse comportamento reflete, em grande medida, o efeito dos juros elevados, que tornam o crédito mais caro e retardam a recuperação do consumo de bens duráveis. Confiança cresce, mas consumo segue desigual entre rendas Entre os consumidores com renda de até dez salários mínimos, o ICF atingiu 114,9 pontos em fevereiro, com alta de 8,4% nos últimos 12 meses. O principal destaque foi o acesso ao crédito, que chegou a 112,4 pontos e registrou crescimento anual de 23,3%. Mas os indicadores de momento para duráveis (88,8 pontos) e nível de consumo atual (88,4 pontos) permanecem na faixa de pessimismo. A renda atual, por sua vez, apresentou leve recuo no mês (-0,6%) e no ano (-0,3%), sugerindo que a melhora da confiança está mais associada ao crédito e às expectativas do que ao aumento efetivo da renda. Entre os consumidores com renda acima de dez salários mínimos, o ICF alcançou 119,9 pontos, com leve queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse grupo, a renda atual atingiu 146,7 pontos, patamar considerado elevado, com avanço de 1,9% tanto no mês quanto no comparativo anual. O acesso ao crédito também cresceu, chegando a 119,1 pontos, enquanto o indicador de momento para duráveis recuou para 94,9 pontos, refletindo maior cautela nas compras de maior valor em um cenário de juros ainda elevados. A comparação entre as faixas de renda indica uma retomada heterogênea do consumo. Em fevereiro, o ICF dos consumidores de maior renda superou o da faixa de até 10 salários mínimos em 5 pontos. A maior diferença aparece no nível de consumo atual, com vantagem de 17,3 pontos para a renda mais alta, evidenciando que o consumo corrente permanece significativamente mais forte entre as famílias com maior poder aquisitivo. Expectativas impulsionam confiança do consumidor A confiança do consumidor paulistano em fevereiro de 2026 foi sustentada principalmente pela melhora das expectativas em relação ao cenário econômico. O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) avançou 2,4% na comparação mensal, alcançando 131,7 pontos, e registrou alta de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete uma percepção mais favorável quanto à renda futura, às perspectivas do mercado de trabalho e ao ambiente econômico, indicando maior estabilidade nas expectativas de médio e longo prazos, mesmo diante de um contexto ainda marcado por incertezas internas e externas. Em sentido oposto, o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) recuou 3,7% frente a janeiro, e registrou 121 pontos. A retração foi disseminada entre a maior parte dos grupos analisados, com exceção de consumidores com renda superior a dez salários-mínimos e pessoas com 35 anos ou mais, que apresentaram leve avanço. Apesar do recuo no mês, o indicador permanece acima do observado há um ano, com crescimento interanual de 2,3%, demonstrando que a avaliação sobre a