SincoElétrico

ANDRA inaugura nova unidade em Guarulhos

O mercado de materiais elétricos no estado de São Paulo registra um novo movimento de expansão com a abertura de uma unidade da ANDRA em Guarulhos, prevista para maio de 2026. Localizada na Avenida Dr. Timóteo Penteado, 865, a operação visa oferecer um suporte especializado para indústrias, eletricistas, instaladores e consumidores finais, ampliando a capilaridade de atendimento em um dos principais eixos industriais e logísticos do Brasil. A estrutura conta com uma área total superior a 3.000 m², sendo 1.000 m² destinados ao showroom. O projeto prevê a geração de aproximadamente 90 empregos diretos na região, contribuindo para a movimentação econômica local através da oferta de soluções que abrangem desde iluminação técnica até automação industrial. Um dos pontos centrais da nova operação é a implementação de um sistema logístico voltado para a redução de prazos de entrega. Segundo informações da empresa, a unidade manterá um estoque local robusto para garantir a pronta entrega de componentes essenciais tanto para reformas residenciais quanto para a manutenção de indústrias e projetos de infraestrutura, que exigem alta disponibilidade de insumos. Para Renan Braga, gerente de expansão da ANDRA, a escolha do município é estratégica devido ao seu perfil econômico. “A força logística de Guarulhos demanda um centro de soluções elétricas que opere com agilidade. O objetivo é atuar como um hub técnico, oferecendo suporte especializado para profissionais do setor que buscam eficiência em prazos curtos”, afirma Braga. O atendimento técnico especializado será um dos pilares da unidade, visando oferecer consultoria desde a escolha de materiais para o consumidor final até projetos de alta complexidade. Com quase 50 anos de atuação no mercado nacional, o grupo busca reforçar o suporte técnico direto em polos onde a demanda por infraestrutura elétrica de alta qualidade é constante e exige acompanhamento de especialistas. Como parte de seu plano de expansão, a ANDRA já iniciou o processo de captação de talentos para a nova unidade de Guarulhos. Os profissionais interessados em integrar a equipe da Vila Hulda podem cadastrar seus currículos diretamente no portal oficial da companhia: https://eletrica.andra.com.br/trabalhe-conosco Foto: divulgação

Otimismo do empresário do comércio cresce pelo quinto mês seguido

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), pesquisado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), consolidou sua trajetória de recuperação ao atingir 107,0 pontos em março, um avanço de 2,2% na comparação direta com fevereiro. Este resultado marca a quinta elevação mensal consecutiva do indicador, após o ajuste sazonal, levando o otimismo do setor ao maior patamar registrado desde janeiro de 2025. Os dados são divulgados nesta segunda-feira (30). O principal subíndice justificando o crescimento geral no mês foi a percepção sobre o momento presente. O fator Condições Atuais saltou 4,6% em relação a fevereiro, atingindo 80,5 pontos. Dentro deste grupo, o destaque absoluto foi a avaliação sobre a Economia, que apresentou alta de 6,8% no mês, sinalizando melhora rápida da percepção do ambiente macroeconômico pelos varejistas. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, avalia que a atuação integrada entre a iniciativa privada e o poder público é o caminho para fortalecer a percepção dos empresários. “O ano teve início com resultados positivos no turismo, mas avança para o segundo trimestre em meio a um cenário de instabilidade global que já impacta o mercado interno — seja pelo aumento dos preços dos combustíveis, seja pelas incertezas quanto à trajetória de queda da taxa Selic”, alerta Tadros, acrescentando que, apesar dos desafios, há um clima de cauteloso otimismo no setor. “Percebemos confiança entre empresários e empresárias que, com dedicação diária, seguem impulsionando seus negócios. É essa resiliência que nos faz acreditar em dias melhores para a economia brasileira, sobretudo com a construção de políticas públicas que assegurem um ambiente mais estável e favorável ao empreendedorismo.” Setores em destaqueNo recorte por segmento, o ritmo de crescimento mensal foi liderado pelos comerciantes de bens semiduráveis (roupas, calçados e acessórios), com alta de 2,3% em relação ao mês anterior. O setor de bens duráveis (eletrônicos e veículos) seguiu de perto, com expansão de 2,1% na confiança em comparação a fevereiro, refletindo a alta da mesma categoria na Intenção de Consumo das Famílias (ICF). Já o segmento de bens não duráveis (supermercados e farmácias) teve um avanço mensal de 1,3%. Retomada dos investimentosA disposição para investir também acompanhou o movimento positivo, crescendo 1,5% em março. Entre os componentes de investimento, a Percepção dos Estoques registrou a maior variação mensal, com alta de 2,2%. Este componente atingiu sua maior taxa de crescimento mensal desde julho de 2021, refletindo uma gestão mais eficiente do fluxo de caixa. Complementando o cenário, a Intenção de Contratação de Funcionários subiu 1,4% frente a fevereiro. Análise de Médio PrazoEmbora o presente mostre forte aceleração, o empresário mantém o otimismo para o futuro. O Índice de Expectativas avançou 1,1% no mês, com 63,3% dos varejistas acreditando em melhora econômica nos próximos meses — um incremento de 1,3 ponto percentual em relação ao apurado em fevereiro. Resumo dos indicadores em alta (mar/26 vs fev/26): – Icec geral: +2,2% – Condições atuais (total): +4,6% – Condições atuais (Economia): +6,8% – Investimentos (total): +1,5% – Percepção de estoques: +2,2% – Expectativas (total): +1,1% Acesse aqui a análise completa e a série histórica Foto: Freepik

Câmara aprova projeto que permite a lojas exporem clientes flagrados em furtos

Proposta é defendida por varejistas como forma de reduzir perdas; especialistas alertam para conflitos com direitos de imagem e presunção de inocência. Aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada, o Projeto de Lei 3.630/2025 abre caminho para que estabelecimentos comerciais divulguem imagens e áudios de clientes flagrados cometendo crimes, uma prática que já tem sido adotada por varejistas. O texto acrescenta um parágrafo ao artigo 7º da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), autorizando a divulgação de dados pessoais de consumidores, especialmente em casos de furtos em lojas, supermercados e farmácias. Defendida por entidades e redes varejistas, a proposta, que segue agora para o Senado, é vista como uma ferramenta para reduzir perdas. A exposição de rostos em redes sociais e outros canais, de acordo com lojistas, funciona como um fator de inibição de novos crimes. Pesquisa da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), realizada em 2025, revela que, de um grupo de 179 das maiores empresas varejistas do país, as perdas somaram R$ 36,5 bilhões, sendo que 70% estão relacionados a quebras operacionais, furtos externos e internos e erros de inventário. Pesquisa de Eficiência Operacional, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), também de 2025, mostra que somente o furto externo, não considerando o de funcionários, chega a representar 29%, em média, das perdas do setor supermercadista. Havan Em 2024, Luciano Hang, dono da Havan, decidiu divulgar nas redes sociais da empresa vídeos de câmeras de segurança revelando registros de furtos e gostou do resultado. Em encontro com varejistas, chegou a afirmar que a ação reduziu em mais de 50% os furtos em suas lojas. No ano passado, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) notificou a Havan para a retirada dos vídeos em razão de violação da LGPD e exposição indevida de consumidores. Com a notificação da ANPD e o risco de multa de R$ 50 milhões, a Havan retirou os vídeos, mas informou que voltaria a publicá-los com os rostos dos clientes cobertos, o que faz hoje. A ação de Hang inspirou outras varejistas a adotar a prática. Com 80 lojas no Paraná e em Santa Catarina, a rede Condor está na 15ª edição de divulgação de casos de furtos em suas redes sociais, totalizando cerca de 8 milhões de visualizações. Eder Condor, controller da rede, afirma que cerca de 60% das perdas totais da empresa, algo em torno de 2% do faturamento, são representadas por furtos. Numa conta rápida, a rede registra uma perda anual com furtos da ordem de R$ 120 milhões. Com a orientação de seu departamento jurídico, de acordo com ele, a empresa está tomando todos os cuidados antes da divulgação dos flagrantes. A exposição do cliente, diz ele, não pode ser humilhante, precisa haver evidência clara do crime e também a comunicação da ocorrência à Polícia Civil (BO). “Erro de identificação pode dar um prejuízo grande para os lojistas”, afirma. A lei, se aprovada, em sua avaliação, tenta equilibrar o direito do comerciante de se proteger e o direito da pessoa de não ser exposta injustamente. “Mesmo com a lei aprovada, o ideal para uma loja é ter câmeras bem posicionadas e placas comunicando que há monitoramento no estabelecimento.” Nas lojas do Condor, placas avisam que o ambiente está sendo monitorado por câmeras de segurança, que a loja possui sistema de videomonitoramento e que as imagens são captadas e tratadas com algumas finalidades. São elas: garantir a segurança de clientes, colaboradores e do patrimônio; implementar e aprimorar medidas que aumentem a segurança e afastem condutas ilícitas. As placas informam ainda que o tratamento das imagens é realizado com base no legítimo interesse, nos termos da LGPD, e que, em caso de dúvida, o cliente pode acionar o SAC da loja. “A lei tem um efeito inibidor. Quando existe a possibilidade de exposição, muitos oportunistas pensam duas vezes antes de furtar. Em cidades menores isso funciona ainda mais forte. Vejo muito isso em nossas lojas no interior do Paraná”, afirma. Na maioria das lojas da rede, as mochilas dos clientes recebem lacres que, se violados no interior do estabelecimento, há o convite para uma revista. Segundo ele, a empresa identifica maior incidência de furtos entre clientes que entram com mochilas. “Os lojistas torcem pela aprovação da lei, pois a exposição de quem furta tem efeito prático maior do que medidas tradicionais de contenção”, afirma Carlos Eduardo Santos, fundador e presidente da Abrappe. De acordo com ele, existem três categorias de furtos. Os profissionais, que abastecem o mercado informal. Os cleptomaníacos, efetuados por desvio comportamental. E os ocasionais, praticados em razão de oportunidade. “Estamos vibrando aqui na empresa e torcendo para que o Senado aprove a lei. Trabalhamos direito com os funcionários, pagamos todos os impostos corretamente e somos extorquidos por furtos, um prejuízo que não volta. Com a lei, podemos expor as pessoas para que outros não façam e para que as autoridades possam agir”, afirma Hélio Freddi Filho, diretor do Hirota. Roberto Longo Pinho Moreno, vice-presidente da Abras e conselheiro da Apas e da ACSP, diz que aumentou o furto nas lojas no país como resultado de um enfraquecimento da economia. Carnes, como picanha, queijos, chocolates estão entre os produtos mais furtados. Além de bolsas e mochilas, carrinhos de bebê também são utilizados para a execução dos crimes. “Uma lei como essa, se aprovada, vai evitar que dois funcionários fiquem de cinco a seis horas em uma delegacia para tratar de crime. Às vezes, até se faz vista grossa para não perder tempo, solicitando a devolução dos produtos”, afirma. Limites legais Marcelo Cárgano, head de Proteção de Dados e Direito Digital do Abe Advogados, diz que a divulgação das imagens prevista no projeto está condicionada a três requisitos: A finalidade deve ser identificar o infrator, alertar a população ou colaborar com autoridades públicas; não pode haver exposição de terceiros não envolvidos; e devem ser respeitados, sempre que possível, os princípios da necessidade e da proporcionalidade. Para ele, na prática, o projeto traz pouca novidade. Primeiro, porque a LGPD já

Intenção de consumo das famílias registra nova alta

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou o quinto mês consecutivo de alta em março, alcançando 104,6 pontos. O resultado representa avanço de 0,4% no mês, descontados os efeitos sazonais, e consolida o maior nível atingido pelo indicador desde março de 2015 (quando a ICF esteve em 107,8 pontos). Na comparação com igual período do ano passado, o índice apresenta crescimento de 2,4%. O principal motor desse otimismo é o item Momento para Compra de Bens Duráveis, que saltou 16,6% em relação a março de 2025. Apenas no último mês, este componente cresceu 1,9%, atingindo 74,9 pontos — ainda no pessimismo abaixo dos 100 pontos, mas o maior patamar desde abril de 2015. Esse movimento é estimulado pela desaceleração dos preços no setor: enquanto a inflação geral (IPCA) acumulou 3,81% em 12 meses até fevereiro, a inflação específica de bens duráveis foi de apenas 0,62% no mesmo período. “É positivo ver que a população confia no seu poder de compra de itens duráveis e que todas as faixas econômicas registram este otimismo”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. “Para essa equação encontrar equilíbrio e não aumentar ainda mais os níveis de endividamento e inadimplência, precisamos que a política monetária do Banco Central e as autoridades financeiras promovam a redução dos juros, o que deverá garantir a sustentabilidade desse ciclo de consumo e produção, pois este é um movimento virtuoso para todo o País”, completa Tadros. Por faixa de rendaA intenção de consumo dos brasileiros avançou em todos os estratos de renda em março, consolidando uma trajetória de recuperação pelo quinto mês seguido. As famílias com renda de até 10 salários mínimos apresentaram nível de intenção de compra 2,9% superior ao registrado em março de 2025. Já o grupo com renda superior a 10 salários mínimos registrou alta mensal de 1,2%. Relação entre emprego e consumoApesar do cenário favorável ao consumo de produtos de maior valor agregado, os componentes ligados ao mercado de trabalho apresentaram retrações que impõem cautela ao índice geral. O componente Emprego Atual registrou queda de 0,6% tanto na comparação mensal quanto na anual. De forma ainda mais acentuada, a Perspectiva Profissional dos consumidores teve retração de 5,5% em relação a março do ano passado, sinalizando desconfiança quanto à evolução das carreiras no curto prazo. Acesse a pesquisa completa Fonte: CNC Foto: Freepik

Riscos fiscais: dicas práticas para evitar e proteger a sua empresa

Muitas empresas brasileiras fecham as portas anualmente não por falta de vendas, mas por erros invisíveis na gestão tributária. Dados do IBGE mostram que o Brasil possui uma das legislações mais complexas do mundo, onde falhas mínimas podem gerar multas que consomem 100% do lucro anual. Para mitigar riscos fiscais, você precisa realizar auditorias digitais periódicas, manter o compliance tributário atualizado e investir em tecnologia de monitoramento de obrigações. Combinadas, essas estratégias reduzem em até 40% a exposição a autuações e garantem a saúde financeira do negócio em longo prazo. Neste artigo, você vai conhecer as principais vulnerabilidades que as empresas enfrentam e como a nova nota fiscal na Reforma Tributária exige uma adaptação imediata dos processos internos. Abordaremos desde a identificação de passivos até estratégias de governança corporativa para manter sua operação segura. O que são riscos fiscais e por que eles ameaçam o negócio? Os riscos fiscais representam a probabilidade de uma empresa sofrer perdas financeiras ou sanções legais devido ao descumprimento de normas tributárias. Muitas vezes, esse risco não nasce da má-fé, mas da complexidade em acompanhar as constantes mudanças nas regras federais, estaduais e municipais. Observa-se que a falta de uma governança corporativa sólida permite que pequenos erros de interpretação se transformem em grandes contingências fiscais. Sem um monitoramento constante, a empresa caminha sobre uma camada fina de gelo, desconhecendo o tamanho do seu passivo real. Como identificar o passivo tributário oculto? O passivo oculto geralmente reside em créditos tributários tomados indevidamente ou em falhas no preenchimento de obrigações acessórias. Muitas organizações acreditam estar em dia apenas por pagarem as guias de impostos, ignorando que o cruzamento de dados do fisco pode identificar inconsistências de anos anteriores. Qual o papel do compliance tributário na prevenção? O compliance tributário atua como um escudo preventivo, estabelecendo processos de verificação que impedem a ocorrência do erro antes da entrega da declaração. Ele garante que a carga tributária paga seja exatamente a devida, nem a mais, nem a menos, assegurando a competitividade no mercado. O Impacto da nota fiscal na Reforma Tributária e na gestão de riscos A transição para o novo modelo de nota fiscal na Reforma Tributária é um dos marcos mais críticos para a gestão de riscos fiscais nesta década. A simplificação prometida traz consigo um período de dualidade de sistemas que pode confundir até os departamentos mais experientes. Na prática, a automação passa a ser obrigatória. Dados mostram que o governo investiu massivamente em inteligência artificial para detectar desvios em tempo real. Por isso, a adaptação não é apenas contábil, mas tecnológica, visando evitar o temido auto de infração. O que muda na emissão de documentos fiscais? Com a unificação de impostos como o IBS e a CBS, o formato de cálculo na nota fiscal sofrerá alterações profundas. A parametrização correta dos sistemas de ERP será vital para evitar que a empresa destaque impostos erroneamente, o que geraria multas pesadas e problemas com a malha fina PJ. Como a tecnologia auxilia na transição para o novo modelo? Sistemas de auditoria digital conseguem simular o olhar do fisco sobre a base de dados da empresa. Em um cenário real, uma indústria do setor têxtil conseguiu evitar uma multa de R$ 500 mil ao identificar, via software, que estava utilizando códigos NCM desatualizados antes do envio do SPED Fiscal. Aspecto Modelo Atual Modelo Reforma Tributária Complexidade Alta (múltiplas alíquotas) Simplificada (IVA Dual) Risco de Erro Elevado por fragmentação Elevado pela transição de sistemas Monitoramento Periódico Em tempo real (Live Reporting) Recuperação de Créditos Burocrática e lenta Mais direta e automatizada Planejamento fiscal vs. evasão: a linha tênue do perigo É fundamental diferenciar a elisão fiscal (legal) da evasão fiscal (ilegal). Enquanto a primeira utiliza brechas na lei para reduzir a carga tributária de forma legítima, a segunda envolve fraude e omissão de dados, o que configura crime e risco de prisão para os sócios. Estudos de especialistas em direito tributário indicam que a segurança jurídica é o bem mais precioso de uma empresa. Um planejamento agressivo demais, sem fundamentação econômica clara, pode ser reclassificado pelo fisco como simulação, resultando em cobranças retroativas devastadoras. Como realizar um planejamento fiscal seguro? Um planejamento seguro deve ser baseado em propósitos negociais reais, e não apenas na economia de impostos. É necessário analisar a estrutura societária e os fluxos de operação para encontrar o regime tributário (Lucro Real ou Presumido) que melhor se adeque à realidade do faturamento e das margens. Quais os limites da elisão fiscal perante o fisco? O limite é a transparência. O uso de créditos tributários deve ser documentado com rigor. Observa-se que empresas que tentam “vender” créditos inexistentes ou utilizar teses jurídicas sem trânsito em julgado são as primeiras a cair na fiscalização eletrônica do governo. Estratégias práticas para mitigar vulnerabilidades tributárias Para reduzir os riscos fiscais, a empresa deve adotar uma postura proativa. Não se trata apenas de reagir a notificações, mas de construir uma cultura de exatidão. A gestão de tributos deve ser vista como uma área estratégica, e não apenas um centro de custos burocrático. Por que investir em auditoria digital e SPED? O SPED Fiscal é a principal fonte de informação para a Receita Federal. Ao realizar uma pré-auditoria digital nesses arquivos, a empresa consegue identificar omissões de notas de entrada ou inconsistências de estoque que poderiam disparar um alerta no sistema do fisco. Como treinar a equipe para evitar erros de preenchimento? Erros operacionais são responsáveis por 60% das multas fiscais. Um exemplo prático envolveu uma transportadora que, por desconhecimento do motorista sobre o preenchimento do CT-e, gerou uma inconsistência de ICMS que travou a frota por 15 dias em um posto fiscal estadual. Checklist: sua empresa está protegida? Perguntas frequentes sobre riscos fiscais Confira a seguir as respostas para as dúvidas mais comuns sobre riscos fiscais: Qual é o impacto financeiro dos riscos fiscais? O impacto pode variar de 10% a 200% do valor do tributo devido, dependendo da gravidade da infração. Além das multas, a empresa sofre com juros de mora e a impossibilidade de participar de licitações ou obter financiamentos bancários devido à falta de certidões. É possível reduzir impostos sem aumentar os riscos? Sim, através de um planejamento

MTE lança manual para orientar gestão de riscos ocupacionais nas empresas

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho. O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabalhadores. A iniciativa faz parte das ações do MTE para fortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. As orientações também reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupacionais nas organizações. O lançamento do manual está alinhado às ações da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT) 2026, que terá como tema Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho, ampliando o debate sobre saúde mental e trabalho digno. O material está disponível para consulta e download aqui. Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Foto: Freepik

Reforma tributária: esclareça as principais dúvidas

Por Adriana Bruno A reforma tributária sobre o consumo, aprovada no Brasil, representa uma das maiores mudanças no sistema fiscal das últimas décadas e já impacta diretamente o varejo, inclusive empresas de material elétrico, que operam com grande diversidade de produtos, margens variáveis e complexidade fiscal. O SincoElétrico preparou uma matéria especial esclarecendo as principais dúvidas sobre o tema. O que é a reforma tributária A proposta substitui tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI por dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios. O modelo segue o conceito de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), com regras mais uniformes e não cumulatividade plena. O objetivo central é simplificar o sistema, reduzir a burocracia e dar mais transparência à tributação. A implementação começa em 2026, com transição gradual até 2033, período em que os dois sistemas coexistirão. Impactos no varejo de material elétrico Para esse segmento, os efeitos são relevantes porque envolvem cadeia longa de fornecedores e grande volume de itens tributáveis. Entre os principais impactos estão: • Mudança na lógica de formação de preços, com base no crédito tributário ao longo da cadeia;• Necessidade de reclassificação fiscal de produtos (cabos, disjuntores, luminárias, etc.);• Revisão de sistemas e emissão de notas fiscais com novos campos para IBS e CBS;• Possível redução ou aumento de carga tributária dependendo do tipo de produto e da cadeia de créditos. Além disso, o novo modelo tende a eliminar distorções entre estados, o que pode facilitar a expansão de redes varejistas. Principais dúvidas das empresas Depende. A alíquota estimada do novo IVA (CBS + IBS) pode ficar entre 26,5% e 28%, mas o impacto real varia conforme a capacidade de aproveitamento de créditos. O sistema será totalmente não cumulativo, permitindo recuperar créditos ao longo da cadeia, algo positivo para varejistas com muitos insumos. As empresas já precisarão adaptar sistemas e emitir notas fiscais com destaque de IBS e CBS, mesmo que inicialmente com caráter informativo. No curto prazo, sim. Durante a transição, será necessário operar dois sistemas simultaneamente, exigindo investimento em tecnologia e compliance. Benefícios, especialmente de ICMS, serão gradualmente extintos, o que exige revisão do planejamento tributário . Conclusão Para o varejo de material elétrico, a reforma traz oportunidades de simplificação e ganho de eficiência no longo prazo, mas exige preparação imediata. Empresas que investirem em tecnologia, revisão de cadastros e planejamento tributário tendem a sair na frente em um cenário mais transparente, porém inicialmente mais desafiador. Fontes e referências: Receita Federal, Fenacon, JOTA, FecomercioSP, Sindilojas-SP, Confirp Contabilidade, Tax Group, Thomson Reuters.Foto: Freepik

Ministério do Trabalho estuda adiar norma sobre saúde mental nas empresas

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) estuda adiar novamente a aplicação de multas para empresas que não implantarem as mudanças a respeito da saúde mental dos trabalhadores exigidas pela NR-1 (Norma Regulamentadora 1). Em reunião com sindicatos de empregadores do setor de serviços na sede do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescon) na sexta-feira (13), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo pode reavaliar a data de entrada em vigor da norma, que passaria a permitir punições a quem não a implantasse a partir de maio. A NR-1 trata das diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho. A medida passou a valer em março de 2025, com a obrigatoriedade de que as companhias adequem o ambiente e mapeiem os riscos à saúde mental dos trabalhadores, mas sem que houvesse possibilidade de multa para quem não cumprisse a regra. O adiamento das punições ocorreu a pedido do setor empresarial. Marinho disse esperar que as empresas e os sindicatos apresentem uma demanda organizada. “Estou aberto a reavaliar a entrada em vigor da NR-1. Agora, é preciso que os setores se movimentem”, afirmou. Segundo ele, o governo tem “sensibilidade e responsabilidade” para analisar a demanda caso ela seja apresentada de forma organizada. De acordo com o ministro, quando o governo decidiu postergar a vigência em 2025, o objetivo era permitir que as empresas se preparassem para as novas exigências. No entanto, ele mostrou certo descontentamento e disse perceber que a maior parte dos setores não utilizou o período para avançar na adaptação. Marinho afirmou que, com raras exceções, as empresas não se organizaram para cumprir as orientações. “Quando nós postergamos de maio do ano passado para maio deste ano não era para as empresas esperarem passar mais 12 meses para começarem a olhar”, disse. Segundo ele, o setor financeiro foi um dos poucos que informou estar preparado para seguir com a implementação da NR-1, enquanto a maior parte da economia voltou a pedir mais tempo. Os empregadores pediram ao ministro uma cartilha com as orientações. As reclamações gerais dizem respeito ao fato de que há muitas companhias vendendo manuais do que deve ser feito, mas que não têm necessariamente a base legal do MTE. O ministro disse que as orientações para a aplicação da norma já estão disponíveis, mas reconheceu que a cartilha ainda não foi publicada, o que, segundo ele, “deve ocorrer nos próximos dias”. Para o ministro, muitas empresas já têm condições de identificar problemas internos, como casos de assédio ou situações que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores, sem a necessidade de contratar consultorias especializadas. Durante o encontro, os representantes empresariais defenderam mais clareza sobre os critérios de avaliação de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A preocupação é diferenciar problemas de saúde mental relacionados ao ambiente de trabalho daqueles ligados à vida pessoal do trabalhador. Além da NR-1, o ministro comentou o debate recente sobre o funcionamento do comércio em feriados. Segundo ele, a controvérsia surgiu após a revogação de uma portaria que permitia a abertura do comércio nesses dias sem negociação coletiva. Marinho afirmou que a legislação já estabelece que o comércio pode funcionar de segunda a segunda, mas exige acordo coletivo para abertura em feriados. Ele voltou a dizer que portaria do governo Bolsonaro contrariava a lei ao permitir o funcionamento sem essa negociação. “Eu só revoguei a portaria”, disse o ministro, afirmando que houve disseminação de informações equivocadas sobre o tema. Segundo ele, a exigência de negociação se aplica apenas aos feriados, e não aos domingos. Para discutir o assunto, o governo criou um grupo de trabalho com representantes dos setores envolvidos. Há prazo de 90 dias para que o grupo apresente uma solução negociada, mas, para ele, nove dias seriam suficientes. “Dei 90 dias, mas nove dias são suficientes. É preciso diálogo. Se o Trump começar a conversar direito acaba até guerra. É isso que precisa: mais conversa, mais negociação, mais entendimento.” Fonte: Diário do Comércio Foto: Freepik

Compra híbrida ganha força na jornada do consumidor

A fronteira entre os canais físico e digital está desaparecendo para o consumidor que já vive em um ecossistema em que a consistência da informação se torna essencial para uma experiência fluida e confiável. Essa é uma das conclusões da pesquisa “Tendências dos consumidores”, realizada em todo o País pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.  A pesquisa mostra que a preferência dos consumidores em escolher os produtos de seu interesse por meio de canais físicos e digitais de forma simultânea – jornada omnichannel – está consolidada e aumenta ano a ano em setores do varejo como alimentos e bebidas, eletroeletrônicos, vestuário, calçados e têxtis, saúde e bem-estar. O aumento do modelo híbrido para escolha de compras, porém, passa por um critério muito mais importante, segundo a pesquisa. A confiança do consumidor nas informações dos produtos. Ao entrevistar 4 mil consumidores nas cinco regiões do País, a pesquisa constata que a busca pela informação dos itens que desejam se concentra na embalagem para 61%, no site do fabricante para 56%, no site ou aplicativo de lojas e marketplace para 36%, nos aplicativos que leem QR Code ou códigos de barras para 33%, e redes sociais para 31%. Os resultados consolidam um comportamento mais flexível, no qual o consumidor escolhe onde comprar de acordo com a necessidade, conveniência e contexto do momento. É a evidência de que o consumidor valoriza informações de qualidade, sustentadas pela tríade acurácia, completude e integridade, independentemente do canal consultado. Isso reforça a importância da padronização e da transparência ao longo da cadeia. Em síntese, o movimento híbrido se consolida porque dialoga diretamente com as expectativas atuais como flexibilidade, acesso a informações confiáveis, experiência aprimorada e autonomia para escolher o melhor caminho de compra em cada situação. Essa tendência confirma que o futuro do consumo não está em um único canal, mas na integração inteligente de todos eles. A qualidade da informação, a padronização e a consistência tornam-se diferenciais essenciais para orientar decisões mais seguras e satisfatórias. “Acreditamos que decisões melhores nascem de informações confiáveis e é exatamente isso que entregamos ao mercado. Construímos confiança ao oferecer dados precisos, padronizados e íntegros, pois é a partir deles que o consumidor exerce seu verdadeiro poder de escolha. Informação íntegra gera confiança; a padronização a sustenta”, afirma João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. Foto: Freepik

Famílias paulistanas iniciaram fevereiro mais dispostas a consumir, aponta FecomercioSP

Mesmo com juros em patamares elevados, o mercado de trabalho aquecido e a desaceleração gradual da inflação estão sustentando a confiança dos consumidores e a intenção de compra dos paulistanos. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) — que mede o humor e a propensão imediata para o consumo — registrou ligeira alta de 0,7% em fevereiro, atingindo 116,1 pontos no comparativo com o mês anterior e alta de 5,7% em relação ao ano passado. Além disso, outro indicador que reflete percepções dos consumidores sobre o ambiente econômico e as expectativas de longo prazo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), avançou 5,7% na comparação interanual e estabilidade no mês, atingindo 127,4 pontos. Segundo a FecomercioSP, a política monetária restritiva começa a produzir efeitos graduais sobre a inflação, o que pode abrir espaço para flexibilização no segundo semestre de 2026, desde que as expectativas inflacionárias estejam ancoradas e o cenário fiscal permaneça sob controle. Para o varejo paulistano, o cenário é mais favorável do que em 2025, mas com crescimento seletivo, dependente da trajetória dos juros, da renda real e da estabilidade macroeconômica. Melhora gradual nas intenções de compra, mas ainda com cautela Dentro dos subíndices do ICF, o indicador emprego atual manteve o patamar elevado em fevereiro, ao registrar 139,6 pontos, com avanço de 5,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado indica que a percepção das famílias sobre as condições do mercado de trabalho segue positiva. A combinação entre níveis de ocupação ainda robustos e expansão da massa de rendimentos reais — ainda que em ritmo moderado — continua atuando como um dos principais motores da intenção de consumo, mesmo em um ambiente marcado por juros elevados e crédito caro. A renda atual também permanece em patamar elevado, ao registrar 140,3 pontos, mas mostra-se estável tanto no comparativo mensal quanto no anual. Considerando que a inflação de serviços ainda apresenta persistência — componente particularmente mais sensível no orçamento das famílias —, o resultado sugere que a melhora na intenção de consumo tem sido sustentada mais pela percepção de segurança no emprego do que por um avanço efetivo do poder de compra. O maior avanço no comparativo mensal foi a perspectiva profissional, com alta de 2,5%, registrando 123,8 pontos — porém abaixo do nível observado no mesmo período do ano passado (125,2 pontos) —, com um aumento recente das expectativas, mas não um ciclo consolidado de otimismo estrutural. O indicador de acesso ao crédito (114,1 pontos) mostra que, embora o custo do crédito permaneça elevado, a percepção de viabilidade para compras parceladas melhorou de forma significativa, com alta de 16,9% no comparativo interanual e de 0,3% no mensal. A perspectiva de consumo (112 pontos) sinaliza uma visão favorável para o consumo futuro, registrando alta de 8,6% no comparativo interanual. Contudo, o nível de consumo atual (92,8 pontos) e o momento para duráveis (90,3 pontos) continuam em patamar negativo, apesar de registrarem avanços no mês e no comparativo anual. Os resultados indicam melhora gradual nas intenções de compra, mas ainda revelam cautela por parte dos consumidores, sobretudo na aquisição de bens de maior valor. Esse comportamento reflete, em grande medida, o efeito dos juros elevados, que tornam o crédito mais caro e retardam a recuperação do consumo de bens duráveis. Confiança cresce, mas consumo segue desigual entre rendas Entre os consumidores com renda de até dez salários mínimos, o ICF atingiu 114,9 pontos em fevereiro, com alta de 8,4% nos últimos 12 meses. O principal destaque foi o acesso ao crédito, que chegou a 112,4 pontos e registrou crescimento anual de 23,3%. Mas os indicadores de momento para duráveis (88,8 pontos) e nível de consumo atual (88,4 pontos) permanecem na faixa de pessimismo. A renda atual, por sua vez, apresentou leve recuo no mês (-0,6%) e no ano (-0,3%), sugerindo que a melhora da confiança está mais associada ao crédito e às expectativas do que ao aumento efetivo da renda. Entre os consumidores com renda acima de dez salários mínimos, o ICF alcançou 119,9 pontos, com leve queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse grupo, a renda atual atingiu 146,7 pontos, patamar considerado elevado, com avanço de 1,9% tanto no mês quanto no comparativo anual. O acesso ao crédito também cresceu, chegando a 119,1 pontos, enquanto o indicador de momento para duráveis recuou para 94,9 pontos, refletindo maior cautela nas compras de maior valor em um cenário de juros ainda elevados. A comparação entre as faixas de renda indica uma retomada heterogênea do consumo. Em fevereiro, o ICF dos consumidores de maior renda superou o da faixa de até 10 salários mínimos em 5 pontos. A maior diferença aparece no nível de consumo atual, com vantagem de 17,3 pontos para a renda mais alta, evidenciando que o consumo corrente permanece significativamente mais forte entre as famílias com maior poder aquisitivo. Expectativas impulsionam confiança do consumidor A confiança do consumidor paulistano em fevereiro de 2026 foi sustentada principalmente pela melhora das expectativas em relação ao cenário econômico. O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) avançou 2,4% na comparação mensal, alcançando 131,7 pontos, e registrou alta de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete uma percepção mais favorável quanto à renda futura, às perspectivas do mercado de trabalho e ao ambiente econômico, indicando maior estabilidade nas expectativas de médio e longo prazos, mesmo diante de um contexto ainda marcado por incertezas internas e externas. Em sentido oposto, o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) recuou 3,7% frente a janeiro, e registrou 121 pontos. A retração foi disseminada entre a maior parte dos grupos analisados, com exceção de consumidores com renda superior a dez salários-mínimos e pessoas com 35 anos ou mais, que apresentaram leve avanço. Apesar do recuo no mês, o indicador permanece acima do observado há um ano, com crescimento interanual de 2,3%, demonstrando que a avaliação sobre a