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Riscos fiscais: dicas práticas para evitar e proteger a sua empresa

Muitas empresas brasileiras fecham as portas anualmente não por falta de vendas, mas por erros invisíveis na gestão tributária. Dados do IBGE mostram que o Brasil possui uma das legislações mais complexas do mundo, onde falhas mínimas podem gerar multas que consomem 100% do lucro anual. Para mitigar riscos fiscais, você precisa realizar auditorias digitais periódicas, manter o compliance tributário atualizado e investir em tecnologia de monitoramento de obrigações. Combinadas, essas estratégias reduzem em até 40% a exposição a autuações e garantem a saúde financeira do negócio em longo prazo. Neste artigo, você vai conhecer as principais vulnerabilidades que as empresas enfrentam e como a nova nota fiscal na Reforma Tributária exige uma adaptação imediata dos processos internos. Abordaremos desde a identificação de passivos até estratégias de governança corporativa para manter sua operação segura. O que são riscos fiscais e por que eles ameaçam o negócio? Os riscos fiscais representam a probabilidade de uma empresa sofrer perdas financeiras ou sanções legais devido ao descumprimento de normas tributárias. Muitas vezes, esse risco não nasce da má-fé, mas da complexidade em acompanhar as constantes mudanças nas regras federais, estaduais e municipais. Observa-se que a falta de uma governança corporativa sólida permite que pequenos erros de interpretação se transformem em grandes contingências fiscais. Sem um monitoramento constante, a empresa caminha sobre uma camada fina de gelo, desconhecendo o tamanho do seu passivo real. Como identificar o passivo tributário oculto? O passivo oculto geralmente reside em créditos tributários tomados indevidamente ou em falhas no preenchimento de obrigações acessórias. Muitas organizações acreditam estar em dia apenas por pagarem as guias de impostos, ignorando que o cruzamento de dados do fisco pode identificar inconsistências de anos anteriores. Qual o papel do compliance tributário na prevenção? O compliance tributário atua como um escudo preventivo, estabelecendo processos de verificação que impedem a ocorrência do erro antes da entrega da declaração. Ele garante que a carga tributária paga seja exatamente a devida, nem a mais, nem a menos, assegurando a competitividade no mercado. O Impacto da nota fiscal na Reforma Tributária e na gestão de riscos A transição para o novo modelo de nota fiscal na Reforma Tributária é um dos marcos mais críticos para a gestão de riscos fiscais nesta década. A simplificação prometida traz consigo um período de dualidade de sistemas que pode confundir até os departamentos mais experientes. Na prática, a automação passa a ser obrigatória. Dados mostram que o governo investiu massivamente em inteligência artificial para detectar desvios em tempo real. Por isso, a adaptação não é apenas contábil, mas tecnológica, visando evitar o temido auto de infração. O que muda na emissão de documentos fiscais? Com a unificação de impostos como o IBS e a CBS, o formato de cálculo na nota fiscal sofrerá alterações profundas. A parametrização correta dos sistemas de ERP será vital para evitar que a empresa destaque impostos erroneamente, o que geraria multas pesadas e problemas com a malha fina PJ. Como a tecnologia auxilia na transição para o novo modelo? Sistemas de auditoria digital conseguem simular o olhar do fisco sobre a base de dados da empresa. Em um cenário real, uma indústria do setor têxtil conseguiu evitar uma multa de R$ 500 mil ao identificar, via software, que estava utilizando códigos NCM desatualizados antes do envio do SPED Fiscal. Aspecto Modelo Atual Modelo Reforma Tributária Complexidade Alta (múltiplas alíquotas) Simplificada (IVA Dual) Risco de Erro Elevado por fragmentação Elevado pela transição de sistemas Monitoramento Periódico Em tempo real (Live Reporting) Recuperação de Créditos Burocrática e lenta Mais direta e automatizada Planejamento fiscal vs. evasão: a linha tênue do perigo É fundamental diferenciar a elisão fiscal (legal) da evasão fiscal (ilegal). Enquanto a primeira utiliza brechas na lei para reduzir a carga tributária de forma legítima, a segunda envolve fraude e omissão de dados, o que configura crime e risco de prisão para os sócios. Estudos de especialistas em direito tributário indicam que a segurança jurídica é o bem mais precioso de uma empresa. Um planejamento agressivo demais, sem fundamentação econômica clara, pode ser reclassificado pelo fisco como simulação, resultando em cobranças retroativas devastadoras. Como realizar um planejamento fiscal seguro? Um planejamento seguro deve ser baseado em propósitos negociais reais, e não apenas na economia de impostos. É necessário analisar a estrutura societária e os fluxos de operação para encontrar o regime tributário (Lucro Real ou Presumido) que melhor se adeque à realidade do faturamento e das margens. Quais os limites da elisão fiscal perante o fisco? O limite é a transparência. O uso de créditos tributários deve ser documentado com rigor. Observa-se que empresas que tentam “vender” créditos inexistentes ou utilizar teses jurídicas sem trânsito em julgado são as primeiras a cair na fiscalização eletrônica do governo. Estratégias práticas para mitigar vulnerabilidades tributárias Para reduzir os riscos fiscais, a empresa deve adotar uma postura proativa. Não se trata apenas de reagir a notificações, mas de construir uma cultura de exatidão. A gestão de tributos deve ser vista como uma área estratégica, e não apenas um centro de custos burocrático. Por que investir em auditoria digital e SPED? O SPED Fiscal é a principal fonte de informação para a Receita Federal. Ao realizar uma pré-auditoria digital nesses arquivos, a empresa consegue identificar omissões de notas de entrada ou inconsistências de estoque que poderiam disparar um alerta no sistema do fisco. Como treinar a equipe para evitar erros de preenchimento? Erros operacionais são responsáveis por 60% das multas fiscais. Um exemplo prático envolveu uma transportadora que, por desconhecimento do motorista sobre o preenchimento do CT-e, gerou uma inconsistência de ICMS que travou a frota por 15 dias em um posto fiscal estadual. Checklist: sua empresa está protegida? Perguntas frequentes sobre riscos fiscais Confira a seguir as respostas para as dúvidas mais comuns sobre riscos fiscais: Qual é o impacto financeiro dos riscos fiscais? O impacto pode variar de 10% a 200% do valor do tributo devido, dependendo da gravidade da infração. Além das multas, a empresa sofre com juros de mora e a impossibilidade de participar de licitações ou obter financiamentos bancários devido à falta de certidões. É possível reduzir impostos sem aumentar os riscos? Sim, através de um planejamento

Microempresas e empresas de pequeno porte devem entregar a DEFIS até 31 de março

O prazo para entregar a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (DEFIS) à Receita Federal se encerra no próximo dia 31 de março. O preenchimento do documento é obrigatório para microempresas (ME) e empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo Simples Nacional. Já os microempreendedores individuais têm até 31 de maio para enviar a Declaração Anual (DASN-SIMEI). A DEFIS reúne dados como faturamento do ano anterior, distribuição de lucros, quantidade de empregados e outras informações socioeconômicas. Ela é importante para manter a empresa regular dentro das obrigações do Simples Nacional. Se a DEFIS não for entregue ou for enviada com atraso, a empresa pode sofrer com multas, restrições na situação fiscal e dificuldades em comprovar regularidade junto a bancos e órgãos públicos. Layla Caldas, analista de Políticas Públicas do Sebrae, ressalta que, de acordo com a Lei Complementar nº 214/2025, que alterou regras do Simples Nacional sobre penalidades por atraso em obrigações acessórias, a multa para a DEFIS entregue em atraso, com omissões ou incorreções será de 2% ao mês-calendário ou fração sobre o valor dos tributos informados. A penalidade pode, ainda, ser de R$ 100 por grupo de 10 informações incorretas ou omitidas. A multa mínima por atraso é de R$ 200. A responsabilidade legal pela entrega da DEFIS é do empreendedor, mas o preenchimento e a transmissão são, na prática, realizados pelo contador. Por isso, é importante fornecer as informações da empresa, como extratos, notas fiscais e despesas para o profissional responsável. “O ideal é separar com antecedência o faturamento do ano, dados de folha de pagamento e de empregados, informações contábeis, movimentação de estoque, saldos de caixa e banco, e dados de sócios e distribuições, e repassar todas as informações completas para o contador. Isso facilita o preenchimento correto e evita divergências com o que já foi informado ao longo do ano no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D)”, reforça Layla Caldas. Passo a passo Fonte: Agência Sebrae de Notícias Foto: Freepik

Boletim Focus: mercado financeiro mantém em 3,91% estimativa de inflação em 2026

Projeções fazem parte do boletim ‘Focus’, divulgado na segunda (16) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana. Estimativas fazem parte do boletim ‘Focus’, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana. Os economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. A expectativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu estável em 1,82%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi de 2,3%, conforme divulgou o IBGE na semana passada. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio em queda O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, de R$ 5,42 para R$ 5,41. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos para o dólar continuou em R$ 5,50. Fonte: G1 Foto: Freepik

Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Essa é a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024. Essa era a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projetava uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. O comitê entende que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”. Por conta dos conflitos no Oriente Médio, o Comitê não indicou novos cortes nas próximas reuniões. Na decisão, o Copom afirma que, no cenário atual, “os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”. O começo do processo de queda dos juros no Brasil ocorre apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito. A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. Na decisão, o Copom afirma que os conflitos no Oriente Médio afetam “direta e indiretamente” a inflação no Brasil e que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos. “O Comitê considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil”, diz o comunicado. Copom desfalcado A reunião desta quarta teve dois votos a menos, por causa das saídas do diretor de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen. O governo ainda não indicou substitutos. Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027. Fonte: G1 Foto: Freepik

FecomercioSP tem importante conquista para garantir segurança jurídica de sindicatos patronais

Depois de muita articulação institucional da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) junto ao Congresso Nacional e aos órgãos competentes, os sindicatos patronais ganharam um horizonte mais claro para enxergar como ficarão as regras de isenção tributária. Com base em minutas entregues pela FecomercioSP, o deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) apresentou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 56/2026, que altera a Lei Complementar (LC) 214/2025 e explicita a não incidência do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) sobre as contribuições associativas e quaisquer outras contribuições estatutárias, de natureza não contraprestacional (que inclui a contribuição assistencial), destinadas à manutenção e ao custeio das associações civis sem fins econômicos; e o PLP 57/2026, que modifica a LC 224/2025 e também esclarece que a redução de incentivos e benefícios fiscais não se aplica às associações sem fins lucrativos. Cabe destacar que também tramita, no Senado Federal, o PLP 11/2026, de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), que segue na mesma direção. As iniciativas são importantes para conferir maior segurança jurídica às entidades sindicais patronais que estão à mercê de interpretação e de possíveis cortes, como foi visto no Demonstrativo de Gastos Tributários da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026, onde as isenções históricas dos sindicatos — garantidas pelo Artigo 15 da Lei 9.532/1997 (IRPJ e CSLL) e pelo a Artigo. 14 da Medida Provisória (MP) 2.158-35/2001 (Cofins) — estavam listadas como passíveis de redução. Atuação efetiva Desde a promulgação da LC 214, em 2025, a FecomercioSP e seus sindicatos filiados buscam alterações, junto ao Congresso Nacional, para corrigir as distorções presentes na nova legislação. Atualmente, a lei trata de forma diferente as duas categorias. Os sindicatos dos trabalhadores têm imunidade em relação ao IBS e à CBS, um direito garantido pela Constituição Federal. Mas as entidades que representam as empresas — que têm exatamente a mesma natureza jurídica e também defendem interesses coletivos — dependem de lei infraconstitucional para afastar a incidência tributária, criando uma disparidade que enfraquece o princípio da isonomia. A Instrução Normativa RFB 2.307/2026 incluiu expressamente as entidades sem fins lucrativos na lista de quem não precisa se preocupar com a redução linear de benefícios. Apesar do alívio, ainda havia insegurança jurídica, porque a garantia da manutenção das isenções está em normas infralegais (instruções normativas), que são atos administrativos — isto é, podem ser alteradas no futuro. Pensando nisso, a Federação levou a questão à Câmara dos Deputados e apresentou um anteprojeto de lei para alterar a LC 224/2025. A ideia era incluir no texto legal, de forma expressa, que as entidades sem fins lucrativos estão fora da redução dos benefícios. A iniciativa foi prontamente acolhida pelo deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE), com a apresentação do PLP 57/2026. A expectativa agora é que os PLPs sejam aprovados pelo Congresso Nacional, alterando as LCs 214 e 224, para dar à categoria maior segurança jurídica por meio de previsão expressa em lei, garantindo a manutenção integral das isenções das entidades sindicais patronais e afastando a aplicação da redução dos benefícios fiscais. Enquanto a alteração nas legislações não sai, a orientação da FecomercioSP é clara — para continuar aproveitando as isenções, os sindicatos precisam ficar com a casa rigorosamente em ordem, seguindo os requisitos previstos na lei. Foto: Freepik

Presidente da Fecomerciários apresenta Projeto de Lei que prevê 40 horas semanais de trabalho aos comerciários

Presidente da Fecomerciários e da CNTC, o Deputado Federal Luiz Carlos Motta apresentou na Câmara o Projeto de Lei (PL) 1176/26, que altera a Lei 12.790/13 (Regulamentação da Profissão de Comerciário), visando estabelecer a jornada de trabalho de oito horas diárias e 40 horas semanais para a categoria. A matéria aguarda despacho para as comissões permanentes. Proteção A Lei 12.790/13 define parâmetros básicos de proteção laboral no setor do comércio, como a jornada de trabalho de oito horas diárias e 44 horas semanais. Conforme Motta, a redução para 40 horas semanais fundamenta-se em razões de ordem social, econômica e protetivas, uma vez que a carga horária menor preserva a saúde física e mental do trabalhador, reduz fatores de desgaste decorrentes da rotina intensa de atendimento ao público, longos períodos em pé e elevada exigência de produtividade, circunstâncias comuns nas atividades do comércio. Além disso, de acordo com Motta, a medida contribui para a melhoria da qualidade de vida, amplia o tempo disponível para convívio familiar, descanso e desenvolvimento pessoal, em consonância com os princípios de valorização do trabalho humano previstos na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Produtividade Sob o ponto de vista econômico, a justificativa do parlamentar ressalta que a redução da jornada pode estimular ganhos de produtividade, uma vez que jornadas mais equilibradas tendem a reduzir índices de fadiga, absenteísmo e rotatividade, fatores que impactam diretamente a eficiência do serviço prestado no setor comercial. Motta “A redução da jornada também favorece a geração de novos postos de trabalho, ainda mais em segmentos com elevada demanda de atendimento ao público. Revela-se compatível com o objetivo de promover condições de trabalho mais equilibradas e socialmente sustentáveis no comércio”. Fonte: Federação do Comércio do Estado de São Paulo Foto: Reprodução/site Fecomerciários

MTE lança manual para orientar gestão de riscos ocupacionais nas empresas

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho. O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabalhadores. A iniciativa faz parte das ações do MTE para fortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. As orientações também reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupacionais nas organizações. O lançamento do manual está alinhado às ações da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT) 2026, que terá como tema Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho, ampliando o debate sobre saúde mental e trabalho digno. O material está disponível para consulta e download aqui. Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Foto: Freepik

Alta do diesel pressiona custos do comércio e reforça atenção do setor à próxima decisão do Copom, avalia CNC

O reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras, anunciado pela Petrobras, reacendeu a preocupação de setores produtivos com os custos logísticos no país. Considerando a mistura obrigatória de biodiesel, o impacto estimado no preço do combustível comercializado nos postos é de cerca de R$ 0,32 por litro. O diesel é o principal insumo do transporte rodoviário de cargas, responsável mais de 60% da movimentação de mercadorias no Brasil. Por isso, variações no preço do combustível tendem a se refletir em toda a cadeia de abastecimento. Para o comércio de bens, serviços e turismo, o aumento tende a pressionar despesas operacionais ao longo das cadeias de abastecimento, com efeitos sobre fretes, distribuição e formação de preços. O impacto é particularmente relevante para atividades que dependem intensamente do transporte de mercadorias, como o comércio varejista, o atacado e a distribuição. O setor de turismo também acompanha os desdobramentos, já que o diesel é um dos principais custos do transporte rodoviário de passageiros. Além do impacto direto sobre as empresas, o reajuste também pode influenciar as expectativas inflacionárias no curto prazo. O movimento ocorre poucos dias antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para 18 de março, quando o Banco Central do Brasil definirá o rumo da taxa básica de juros. A evolução dos preços de combustíveis costuma ser observada de perto pelos analistas por seus efeitos indiretos sobre diversos setores da economia, especialmente aqueles com forte dependência logística. Segundo o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, a alta recente dos combustíveis ocorre em um contexto internacional mais amplo. “A recente volatilidade no mercado global de energia, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e a consequente alta do barril de petróleo para patamares superiores a US$ 100, gera reflexos profundos e multifacetados na economia brasileira”, afirma. O impacto vai além dos custos imediatos. “Esses efeitos produzem pressões inflacionárias preocupantes, já que o item ‘transportes’ responde por 20% da inflação. Esse impacto não é apenas estático, mas também dinâmico, pois as variações nos preços dos combustíveis se espalham rapidamente pelos demais preços.” Bentes destaca ainda que esse cenário influencia diretamente a atuação da política monetária. “Na tentativa de neutralizar tais efeitos, o Copom utiliza a política monetária como instrumento de estabilização, produzindo efeitos colaterais que freiam o ritmo da atividade econômica.” A dinâmica dos custos logísticos é um fator relevante para o desempenho do comércio e dos serviços, uma vez que afeta tanto as margens das empresas quanto o poder de compra dos consumidores. A Confederação segue atenta ao tema que influencia diretamente segmentos como logística, turismo e distribuição de mercadorias. Fonte: CNC Foto: Freepik

Reforma tributária: esclareça as principais dúvidas

Por Adriana Bruno A reforma tributária sobre o consumo, aprovada no Brasil, representa uma das maiores mudanças no sistema fiscal das últimas décadas e já impacta diretamente o varejo, inclusive empresas de material elétrico, que operam com grande diversidade de produtos, margens variáveis e complexidade fiscal. O SincoElétrico preparou uma matéria especial esclarecendo as principais dúvidas sobre o tema. O que é a reforma tributária A proposta substitui tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI por dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios. O modelo segue o conceito de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), com regras mais uniformes e não cumulatividade plena. O objetivo central é simplificar o sistema, reduzir a burocracia e dar mais transparência à tributação. A implementação começa em 2026, com transição gradual até 2033, período em que os dois sistemas coexistirão. Impactos no varejo de material elétrico Para esse segmento, os efeitos são relevantes porque envolvem cadeia longa de fornecedores e grande volume de itens tributáveis. Entre os principais impactos estão: • Mudança na lógica de formação de preços, com base no crédito tributário ao longo da cadeia;• Necessidade de reclassificação fiscal de produtos (cabos, disjuntores, luminárias, etc.);• Revisão de sistemas e emissão de notas fiscais com novos campos para IBS e CBS;• Possível redução ou aumento de carga tributária dependendo do tipo de produto e da cadeia de créditos. Além disso, o novo modelo tende a eliminar distorções entre estados, o que pode facilitar a expansão de redes varejistas. Principais dúvidas das empresas Depende. A alíquota estimada do novo IVA (CBS + IBS) pode ficar entre 26,5% e 28%, mas o impacto real varia conforme a capacidade de aproveitamento de créditos. O sistema será totalmente não cumulativo, permitindo recuperar créditos ao longo da cadeia, algo positivo para varejistas com muitos insumos. As empresas já precisarão adaptar sistemas e emitir notas fiscais com destaque de IBS e CBS, mesmo que inicialmente com caráter informativo. No curto prazo, sim. Durante a transição, será necessário operar dois sistemas simultaneamente, exigindo investimento em tecnologia e compliance. Benefícios, especialmente de ICMS, serão gradualmente extintos, o que exige revisão do planejamento tributário . Conclusão Para o varejo de material elétrico, a reforma traz oportunidades de simplificação e ganho de eficiência no longo prazo, mas exige preparação imediata. Empresas que investirem em tecnologia, revisão de cadastros e planejamento tributário tendem a sair na frente em um cenário mais transparente, porém inicialmente mais desafiador. Fontes e referências: Receita Federal, Fenacon, JOTA, FecomercioSP, Sindilojas-SP, Confirp Contabilidade, Tax Group, Thomson Reuters.Foto: Freepik

Sistema Comércio abre inscrições gratuitas para a programação nacional da Semana S 2026

A contagem regressiva para o maior evento integrado do setor terciário no Brasil começou. Desde sexta-feira (13), estão abertas as inscrições para as atividades da Semana S 2026. Promovida pelo Sistema CNC-Sesc-Senac, com ações em âmbito nacional, a iniciativa será realizada nas semanas dos dias 15 e 16 de maio, simultaneamente nas maiores cidades do Brasil. “Nossa missão é mostrar à população a importância da atuação dos braços sociais mantidos com os recursos dos empresários do setor terciário. Divulgar e promover esses serviços é uma maneira de reafirmar que o Sesc e o Senac são um patrimônio do brasileiro, entregando ferramentas reais para que as pessoas possam ter mais qualidade de vida e transformar suas trajetórias profissionais”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Em 2025, mais de 1 milhão de pessoas participaram da Semana S, além de 251 mil atendimentos feitos pelo Senac a empreendedores e 121 toneladas de alimentos arrecadados para doação pelo projeto Mesa Sesc Brasil. A intenção em 2026 é ampliar e qualificar ainda mais o alcance da iniciativa. Quem quiser participar gratuitamente das atividades deve se inscrever diretamente nos canais das Federações do Comércio (Fecomércios) de seus estados. O evento democratiza o acesso a serviços de excelência que, habitualmente, impulsionam o setor produtivo. Nesta edição, o foco será a transformação prática da qualificação profissional imediata ao cuidado integral com a saúde e o lazer. As vagas são limitadas, e o preenchimento ocorrerá por ordem de registro. Serviço: Semana S 2026