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Futuro do varejo e inteligência artificial são destaques no CNC Tech Day 2025

Na próxima terça-feira (28), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizará o Tech Day 2025, um encontro virtual que conecta as maiores empresas de tecnologia do País ao varejo brasileiro para compartilhar conhecimento, experiências e soluções que estão transformando a economia. O evento terá transmissão on-line a partir das 8h30min. Gigantes da tecnologia e do varejo, como Meta, Google, iFood, Magazine Luiza, TOTVS, Stone, Dell apresentarão tendências, estratégias e novas experiências de consumo que vão construir o futuro das relações entre marcas e consumidores. A inteligência artificial já é uma aliada estratégica do varejo desde a personalização da jornada de compra até a previsão de demanda e atendimento automatizado. Como aproveitar essa tecnologia para gerar valor real, melhorar a experiência do cliente e impulsionar a competitividade das empresas? Essas e outras reflexões estarão no centro dos debates sobre inteligência artificial, cibersegurança e inovação no varejo, em uma jornada de inspiração, aprendizado e conexões estratégicas para quem quer antecipar o futuro dos negócios. SERVIÇO O quê? CNC Tech Day 2025 Quando? A partir das 8h30 de terça-feira, 28 de outubro Como acompanhar? Transmissão ao vivo e gratuita neste link Foto: CNC

Receita Federal altera regras sobre parcelamento de débitos

A Receita Federal publicou em 17 de outubro de 2025 a Instrução Normativa RFB nº 2.284, promovendo alterações nas regras sobre parcelamento de débitos tributários e não tributários perante o Fisco. A norma modifica dispositivos da Instrução Normativa RFB nº 2.063/2022, que regulamenta o parcelamento previsto nos artigos 10 a 14-F da Lei nº 10.522/2002. O novo texto introduz mudanças na formalização dos pedidos de parcelamento, na forma de cobrança da multa de mora e na classificação dos tipos de débito a serem consolidados. Com a alteração, os contribuintes devem incluir autorização para débito em conta bancária como condição para efetivar o parcelamento, mas exceto nos casos envolvendo entes federativos como estados, municípios e o Distrito Federal. Outro ponto de destaque é a atualização dos percentuais da multa de mora aplicada sobre o montante consolidado da dívida. Para débitos de natureza tributária, a penalidade será de 20%, enquanto para débitos não tributários, o percentual sobe para 30%. A distinção segue o previsto nas Leis nº 9.430/1996 e nº 8.981/1995, respectivamente. Além disso, o Capítulo V da instrução normativa anterior passa a ter nova denominação, agora especificando que trata da consolidação de débitos tanto de natureza tributária quanto não tributária. A mudança reforça a intenção da Receita em padronizar e separar o tratamento desses dois tipos de obrigações. A nova norma também revoga dispositivo que anteriormente tratava do procedimento envolvendo parcelamento de débitos dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios, eliminando o inciso II do § 3º do artigo 3º da IN nº 2.063/2022. Referência: Instrução Normativa RFB nº 2.284/2025 Fonte : Rota da Jurisprudência Foto: Freepik

35% das grandes empresas estão em estágio inicial na Reforma Tributária

Levantamento da Thomson Reuters mostra que 35% das empresas consultadas se encontram em estágios avançados de preparação para a reforma tributária, que começa a ser implantada em janeiro de 2026. Outros 35% ainda estão em estágio inicial, enquanto os 30% restantes declaram estar em um nível intermediário de planejamento. Foram consultadas apenas companhias de grande porte, com questionários respondidos por profissionais de departamentos tributários entre julho e agosto de 2025. A Thomson Reuters avalia que, nos últimos meses, houve avanço na preparação dessas empresas e que ainda há tempo para que todas cheguem a janeiro de 2026 prontas para cumprir as novas obrigações: emitir documentos fiscais com as informações dos novos tributos. Aquelas que estão em estágios avançados, segundo a consultoria, estão prontas não só para esse início de transição; elas também já avançaram na reestruturação do seu modelo de negócios, de olho nas mudanças trazidas pela reforma a partir de 2027. Os dados mostram também que houve avanço significativo neste ano em relação aos números verificados em 2024, antes da aprovação da lei que regulamentou os principais pontos da reforma. Na época, 77% estavam nos estágios iniciais e pouco mais de 5% nos avançados. Para a Thomson Reuters, o senso de urgência finalmente se traduziu em ações concretas, com uma redução drástica no número de companhias nos estágios iniciais de preparação e um salto naquelas que já investem ativamente na transição. A publicação da Lei Complementar 214, em janeiro de 2025, foi um dos principais impulsionadores da mudança, acelerando a preparação das organizações. A pesquisa mostra ainda que 69% dos entrevistados esperam efeitos significativos, sejam eles positivos ou negativos, da reforma tributária em suas empresas nos próximos cinco anos, e que 28% contrataram consultorias externas para ajudar no trabalho de adaptação. Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, afirma que muitos clientes têm dificuldade em definir como começar a jornada da reforma tributária, que vai além da área fiscal. “Apesar de ser uma companhia de tecnologia e conteúdo, acabamos trazendo também um serviço de consultoria que leva para os clientes como priorizar seu planejamento.” Outra dificuldade é a falta de profissionais disponíveis no mercado para serem contratados, o que leva muitas empresas a procurar consultores para ajudá-los. “Esse indicador dos 28% reflete essa mensagem, que as consultorias estão sendo demandadas também por uma falta de profissionais disponíveis para atuar nas empresas”, afirma. A falta de regulamentação de alguns pontos da reforma e restrições de orçamento estão entre as questões que podem explicar o atraso na preparação de algumas empresas em nível intermediário. Em alguns casos, o próprio investimento pode depender de uma definição mais clara da legislação. A Thomson Reuters é uma das empresas que participam do piloto da reforma tributária, no ambiente de testes do novo portal do governo federal, e também possui clientes que estão dentro dessa iniciativa. A empresa disponibilizou em julho a nova versão dos documentos fiscais eletrônicos já atualizados e muitos clientes já estão emitindo suas notas de forma integrada com os ERPs. Outras estão atualizando seus sistemas para iniciar esses testes. Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, afirma que, como não houve mudanças estruturais nos documentos fiscais (exceto para setores com questões específicas), é possível fazer a adaptação nesses três meses. “Para quem não fez nada, é um desafio maior. Mas em três meses de projeto, pela nossa experiência e pelo nosso perfil de cliente corporativo, se a empresa começar agora ainda consegue fazer uma boa adaptação de documentos fiscais em janeiro.” Ele afirma que as empresas que estão mais avançadas estão olhando além da entrega para o fisco em 2026 e estão abrindo uma distância em termos de competitividade e adaptação dos seus modelos de negócios em relação aos concorrentes. “Quem está avançado já ultrapassou essa questão de documento fiscal. Essas empresas estão criando um diferencial competitivo por serem pioneiras nesse processo.” Fonte: Diário do Comércio Foto: Freepik

Comércio reage após quatro meses de queda

O comércio varejista brasileiro registrou crescimento de 0,2% em agosto, interrompendo uma sequência de quatro quedas mensais consecutivas, segundo análise da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sobre os dados da recente Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do crescimento modesto, o indicador sinaliza estabilização do varejo em um cenário de juros elevados e incertezas externas. Projetando a perspectiva de setembro e do último trimestre, pode-se esperar estabilidade. “O resultado de agosto é indício de que nosso comércio está estruturado de maneira capaz de absorver, até o momento, os impactos externos do tarifaço americano sem reverberar ao consumidor final”, pondera o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Supermercados puxam a recuperação O principal motor da recuperação apontada pelo IBGE foi o setor de hipermercados e supermercados, que representa quase metade do varejo restrito e cresceu 0,4% no mês. O resultado coincide com a queda dos preços dos alimentos: no IPCA de julho e agosto, a alimentação no domicílio recuou 0,69% e 0,83%, respectivamente, estimulando o consumo das famílias. “A queda dos preços dos alimentos tem efeito direto no poder de compra das famílias e explica a recuperação dos supermercados”, aponta o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes. Varejo ampliado supera expectativas O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, apresentou desempenho ainda melhor, com alta de 0,9% em agosto. O setor de veículos, motocicletas e peças cresceu 2,3%, enquanto material de construção avançou 0,1%, mantendo trajetória de recuperação após fortes quedas em maio e junho. Resiliência diante das pressões externas Apesar do “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras, o comércio interno mantém-se resiliente. A CNC avalia que os efeitos do aumento tarifário permanecem concentrados no setor externo, sem impactos relevantes no consumo doméstico. Veja a análise completa aqui. fonte: CNC Foto: Freepik

eSocial ganha nova validação para facilitar descontos de empréstimos consignados do Crédito do Trabalhador

Na última quarta-feira (8), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) implementou no eSocial uma nova validação para os descontos de empréstimos consignados do programa Crédito do Trabalhador. A novidade tem foco exclusivo na confirmação da existência do contrato e da instituição financeira responsável pelo empréstimo, sem conferir o valor do desconto- se maior ou menor – em relação à parcela prevista para a competência. Com essa melhoria, a escrituração dos contratos será mais precisa, ajudando a evitar inconsistências e erros. Agora, ao receber os eventos de remuneração enviados pelos empregadores, o eSocial verificará automaticamente se o trabalhador possui contrato ativo de empréstimo consignado, com parcela prevista para aquela competência. O que acontece em caso de inconsistência? Se houver divergência nos campos da instituição financeira ou número do contrato, ou se faltar a informação da rubrica de desconto do empréstimo no evento de remuneração, o empregador receberá uma mensagem de advertência no retorno do arquivo. Mesmo com a inconsistência, o evento de remuneração será recebido e processado pelo eSocial, garantindo que a declaração cumpra os demais objetivos. A mensagem de advertência detalhará o problema identificado e listará os contratos de empréstimos ativos daquele trabalhador na competência, ajudando o empregador a corrigir os dados de forma rápida e precisa. Acompanhamento e fiscalização pelo Ministério do Trabalho e Emprego As empresas devem escriturar corretamente as parcelas do consignado e realizar o repasse às instituições financeiras conforme a Portaria MTE nº 435/2025. Caso sejam identificadas irregularidades, poderão ser aplicadas autuações e penalidades: Além das multas, a Lei nº 15.179/2025 permite a criação do Termo de Débito Salarial (TDS), que funciona como um documento oficial para cobrança de valores devidos. Isso facilita e acelera a cobrança judicial quando o empregador não repassa corretamente as parcelas do empréstimo. fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Imagem: Arte/SincoElétrico

Endividamento em São Paulo atinge pico em dois anos

O endividamento atingiu 72,7% das famílias paulistanas em setembro – chegando ao maior nível desde junho de 2023, quando alcançava 72,8% dos lares. Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostram um avanço em relação a agosto, quando o porcentual de endividadas era de 71,5%.  Em termos absolutos, são quase 3 milhões de famílias com algum tipo de dívida na cidade – 50 mil a mais em apenas um mês e pouco mais de 200 mil na comparação interanual. Entre as faixas de renda, os lares com renda até dez salários-mínimos, apresentaram uma elevação do endividamento. O porcentual passou de 75,1%, em agosto, para 76%, no nono mês do ano. Já entre os que recebem acima desse valor, o índice cresceu de 60,9% para 62,9%. No sentido contrário, o tempo médio de comprometimento com as dívidas, recuou para sete meses enquanto o porcentual dos recursos comprometidos com elas ficou praticamente estável, passando de 26,5% para 26,6%. Entre os tipos de compromissos não quitados, o cartão de crédito permanece na liderança, com quase 80%, seguido do crédito pessoal (12%), e do consignado, que representa 4,5% das dívidas das famílias Inadimplência se manteve estável  Enquanto o endividamento avançou, a inadimplência se manteve estável. Atualmente, 22,7% dos lares têm dívidas atrasadas – mesmo porcentual de agosto, embora acima do registrado sem setembro de 2023, quando essa porcentagem era de 18,9%. São 931,6 mil famílias com contas em atraso – um crescimento de 160 mil em um ano. Na avaliação por classe social, os grupos que recebem até dez salários mínimos mostraram estabilidade, passando de 27,1%, em agosto, para 27,2%, em setembro. Entre os que recebem acima desse valor, a taxa recuou de 11,7% para 11,5%. O tempo médio de atraso cresceu de 63,3 para 63,8 dias, mas mais da metade dos inadimplentes está com débitos vencidos há mais de 90 dias.  Apenas 10,8% das famílias declararam que possuem intenção de contrair crédito ou financiamento nos próximos três meses. Este é o menor patamar desde julho de 2023. Dentre essas, 82,5% afirmam que o objetivo é usar esse recurso para o consumo e 12,1% para o pagamento de dívidas. O porcentual de famílias que não conseguirão quitar os débitos em atraso avançou para 9,6% em setembro, atingindo o maior índice desde abril de 2023 (9,8%). Em números absolutos, são 393,5 mil famílias.  Na avaliação da FecomercioSP, o endividamento elevado não é, necessariamente, um fator negativo. Muitas famílias recorrem ao crédito para manter o consumo diário, já que nem sempre conseguem absorver as despesas à vista. A estabilidade na inadimplência mostra que, embora as famílias dependam, cada vez mais, do crédito para manter o consumo cotidiano, a combinação de mercado de trabalho aquecido e inflação mais baixa tem favorecido o cumprimento dos compromissos financeiros. Sendo assim, a tendência, no médio prazo, é que esse cenário contribua também para a melhora no perfil dos atrasos, abrindo espaço no orçamento das famílias para a quitação das dívidas acumuladas. Fonte: FecomercioSP Foto: Freepik

Obrigações acessórias de outubro: confira agenda com os vencimentos desta semana

As principais obrigações acessórias de outubro estão concentradas nesta segunda quinzena do mês, com sete entregas diferentes com vencimentos agendados entre esta terça-feira (14) e o último dia útil do mês. Nesta semana os contadores devem ficar atentos ao envio da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições incidentes sobre a Receita (EFD – Contribuições) do mês de agosto e a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf) referente ao mês de setembro. Já na próxima semana, a Dirbi de agosto deve ser entregue até o dia 20 (segunda-feira), mesmo prazo final para emissão do PGDAS-D de setembro. Na última semana de outubro, a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb), a Declaração de Operações Liquidadas com Moeda em Espécie (DME) e a Declaração sobre Operações Imobiliárias (DOI), todas referentes ao mês de setembro, devem ser transmitidas até o dia 31. Além de cumprir os prazos, os contadores devem ficar atentos à consistência das informações enviadas entre as obrigações acessórias, especialmente nas escriturações que cruzam dados previdenciários e fiscais, como a EFD-Reinf e a DCTFWeb. Divergências nesses documentos podem gerar pendências no e-CAC e multas automáticas. É recomendável também revisar os certificados digitais das empresas e escritórios, garantindo que estejam válidos para a transmissão das declarações dentro dos prazos legais. A segunda quinzena de outubro exige organização e planejamento por parte dos escritórios contábeis, já que reúne diversas entregas obrigatórias e prazos concentrados. Manter um cronograma de obrigações atualizado e revisar os dados antes do envio são medidas essenciais para evitar inconsistências e penalidades. Outubro é, portanto, um mês estratégico para assegurar a regularidade fiscal das empresas e antecipar o fechamento contábil do ano, contribuindo para uma gestão mais eficiente e segura. Fonte: Contábeis Foto: Freepik

Nova plataforma de pesquisas e índices apoia a gestão de negócios

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) acaba de lançar uma nova área de pesquisas e índices econômicos. O espaço digital oferece informações estratégicas voltadas para os setores do Comércio, dos Serviços e do Turismo. O objetivo é oferecer um acervo de estudos, sondagens, relatórios técnicos e análises de conjuntura que apoiem empreendedores, sindicatos empresariais filiados e gestores públicos. O canal nasce como parte do compromisso de fortalecer as representatividades empresarial da FecomercioSP, garantindo que as demandas do setor produtivo sejam fundamentadas em dados atualizados. Um avanço para a tomada de decisão Além de aumentar a previsibilidade das perspectivas dos setores representados, os conteúdos norteiam o advocacy institucional da Entidade, oferecendo subsídios técnicos em diálogos com os poderes Legislativo e Executivo, sobretudo em pautas econômicas, regulatórias e de tributação. Antecipar movimentos  Dentre os principais recursos disponíveis na plataforma, destacam-se: “Com essa plataforma, damos um passo fundamental para tornar as análises e os dados produzidos pela FecomercioSP ainda mais acessíveis e aplicáveis ao dia a dia de empresários e sindicatos. É uma ferramenta feita para ampliar a voz do setor produtivo com base em evidências”, afirma presidente em exercício da Federação, Ivo Dall’Acqua Júnior.  Clique aqui para acessar a nova plataforma de pesquisas.  Foto: Freepik

SIMTRATECOR: CCT é assinada

O SincoElétrico assinou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) junto ao Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Ramo de Transporte de Empresas de Cargas Secas e Molhadas e Diferenciados do Comércio, Indústria, Gás (somente motorista), Estabelecimentos Bancários e Financeiros de Osasco e Região – SIMTRATECOR. O documento está disponível para download ou consulta. Dúvidas podem ser esclarecidas por e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br Foto: Freepik

Simples Nacional e Reforma Tributária: as escolhas que as PMEs precisarão fazer

A Reforma Tributária trouxe um novo cenário de desafios e oportunidades para as micro e pequenas empresas.Embora o Simples Nacional tenha sido mantido, o modelo de arrecadação e as interações entre contabilidade, contratos e tributos mudaram de forma significativa. A partir de 2026, as empresas optantes terão de decidir entre dois modelos de recolhimento — por dentro ou por fora do novo sistema de CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).Essa escolha, que parece meramente fiscal, na prática redefine a estrutura jurídica e financeira das PMEs. O que significa “por dentro” e “por fora” No modelo por dentro, o Simples continuará operando como hoje: um único recolhimento via DAS, sem direito a crédito de IBS/CBS para os clientes.É o modelo mais simples para empresas B2C (varejo, serviços diretos ao consumidor), onde a desburocratização e o fluxo de caixa rápido são mais relevantes que o crédito fiscal. Já o modelo por fora permitirá que as empresas do Simples apurem IBS e CBS separadamente, garantindo ao cliente — principalmente empresas B2B — o direito de crédito sobre o imposto pago.Na prática, esse modelo aumenta a competitividade de quem vende para outras empresas, mas exige controle fiscal e contábil mais robusto, com novas obrigações acessórias. As janelas de opção e o papel estratégico do contador Segundo a regulamentação em debate no Ministério da Fazenda, a escolha entre os modelos será feita duas vezes ao ano — em abril e setembro — com efeitos para os semestres seguintes.Essa decisão exigirá planejamento tributário, análise de margem e simulação de cenários. O contador passa a ter um papel essencial: orientar o empresário sobre o modelo mais vantajoso, considerando o tipo de cliente, a composição de custos e o impacto contratual.Não se trata apenas de apurar impostos, mas de definir uma estratégia empresarial de sobrevivência e crescimento. Os reflexos jurídicos da decisão Sob a ótica jurídica, a escolha “por dentro” ou “por fora” não deve ser tratada como mera questão técnica.Ela exige ajuste contratual com clientes e fornecedores para deixar claro: A ausência de cláusulas específicas pode gerar conflitos comerciais e ações judiciais.Além disso, empresas que optarem pelo modelo “por fora” precisarão revisar acordos de sociedade e contratos de prestação de serviços para evitar lacunas sobre responsabilidade tributária e compliance. O contador e o advogado como aliados A Reforma aproxima ainda mais o universo contábil e jurídico.A decisão sobre o Simples não pode ser tomada isoladamente: requer análise conjunta entre contador e advogado para evitar riscos fiscais e contratuais. Enquanto o contador calcula, simula e projeta cenários, o advogado garante segurança jurídica na implementação das novas regras, revisando documentos e mitigando responsabilidades solidárias. Essa integração marca o surgimento de um novo perfil profissional: o contador consultivo aliado ao jurídico preventivo, que transforma a complexidade da Reforma em vantagem competitiva para as PMEs. Conclusão O Simples Nacional não acabou — mas ficou mais complexo.As micro e pequenas empresas terão de decidir entre simplificação e competitividade, e essa escolha impactará diretamente sua estrutura tributária e contratual. Planejar, revisar contratos e antecipar cenários serão atitudes que diferenciam quem apenas cumpre obrigações de quem usa o conhecimento contábil e jurídico como ferramenta estratégica de negócio. Fonte: Contábeis Foto: site/Receita Federal