Reforma Administrativa deve racionalizar a máquina do estado e atacar privilégios, defendem FecomercioSP e entidades

Federação lidera grupo que forneceu insumos para as discussões na Câmara; para além de supersalários, regras precisam atingir outras camadas e melhorar a qualidade do gasto público. Às vésperas da divulgação de um relatório do Grupo de Trabalho (GT) criado na Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater o escopo de uma Reforma Administrativa, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) – que encabeça uma coalizão com mais de 100 entidades dos setores produtivos em defesa dessa agenda com insumos fundamentais para os trabalhos legislativos – entende que a reforma deve focar no aumento da eficiência dos serviços públicos e, assim, no dinamismo do Estado. Na leitura da Entidade, mudanças tais como possibilidade de contratação de funcionários temporários, aplicação de diferentes métricas de análise dos desempenhos e diminuição da burocracia são essenciais para avançar nesse debate. Elas terão impactos não apenas sociais – com a melhora dos serviços, sobretudo os que atendem a maioria da população, como saúde, educação e transporte. –, mas também econômicos, a médio e longo prazo. Segundo o economista Antonio Lanzana, presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política (CSESP) da FecomercioSP, é importante que o texto a ser apresentado pelo GT leve em conta todo o conjunto de propostas já encaminhadas pela Federação às autoridades – tanto no Poder Legislativo como no Executivo. Elas podem ser acessadas aqui. Todas elas são fruto da mobilização feita pela FecomercioSP com entidades tais como o Secovi, a Associação Comercial de São Paulo, o Ranking dos Políticos, a Brasscom e a Cebrasse. PROPOSTAS NA MESA Entre as medidas que precisam constar neste relatório estão, por exemplo, a contratação dos funcionários por prazo determinado, que dará flexibilidade à máquina estatal para atender demandas sazonais ou pontuais. “O grupo da Câmara já previu, de forma acertada, aliás, a criação de uma lei nacional para regulamentá-las, evitando uma fragmentação legislativa entre entes federativos e eliminando a exigência de “excepcional interesse público”, lembra Lanzana. A Federação também defende uma proibição de privilégios remuneratórios e benefícios excedentes em cargos públicos, como férias em período superior a 30 dias pelo período aquisitivo de um ano, adicionais referentes a tempo de serviço, licença-prêmio e licença-assiduidade, aposentadoria compulsória como modalidade de punição, entre outras prerrogativas que geram distorções. Além disso, o teto remuneratório dos servidores deve ser estimado com base nos vencimentos do Presidente da República. Caso o GT contemple esse ponto, sem dúvida a Reforma Administrativa contribuirá para uma gestão mais responsável e com mais credibilidade. Fundamental, também, é introduzir sistemas de avaliação dos funcionários públicos. Atualmente, a máquina estatal permite a atuação sem critérios claros relacionados à eficiência e à produtividade. É o contrário da lógica nas empresas privadas, em que profissionais estão sujeitos permanentemente a mensurações de desempenho. A solução passa por avaliações e uma revisão da estrutura de salários, por exemplo. Sobre a criação de um eventual bônus ou 14º salário para os funcionários bem avaliados, conforme tem sido noticiado pela imprensa, a Federação se posiciona de maneira contrária, por entender que os servidores públicos já recebem um salário bem acima da média do setor privado e não há espaço fiscal para a concessão desse tipo de benefício. Recentemente, membros do GT apontaram o interesse em adotar o sistema de avaliações coletivas de atuação nos serviços públicos, mas, para a Federação, o ideal é que esse processo tenha caráter individual. O período de estágio, por sua vez, precisa ser utilizado efetivamente como um instrumento de avaliação de desempenho, com critérios claros e objetivos já de antemão, e deve ser considerado como vínculo temporário até que o colaborador comprove aptidão ao cargo em questão. E, embora o Poder Público continue responsável pela regulação, fiscalização e pelo controle dos serviços, a execução de alguns deles, como os educacionais, por exemplo, poderia ser realizada por terceiros — inclusive instituições privadas qualificadas, como organizações sociais, fundações ou empresas, desde que dentro dos parâmetros legais. PANORAMA DA REFORMA A Reforma Administrativa defendida pela FecomercioSP e pelas entidades mobilizadas não consiste em retirada de direitos, mas em uma reformulação da estrutura de carreiras, além da definição de novas formas de contratação, da construção sistemas de avaliação de desempenho e da adoção de critérios para progressão. Avançando nessa direção, a reforma poderá entregar o que dela mais se espera: melhoria da prestação de serviços à população mais necessitada por meio de uma maior eficiência e dinamismo da máquina pública. Se não enfrentar sua burocracia, o Estado brasileiro continuará a promover desigualdades. Confira, a seguir, todas as propostas da FecomercioSP para a Reforma Administrativa. Clique aqui e saiba mais. Foto: Freepik
RFB libera agenda tributária de setembro de 2025; confira envio da DITR, DTTA e outras obrigações

A Receita Federal liberou a agenda tributária de setembro de 2025 com as exigências contábeis e obrigações acessórias do período para auxiliar pessoas físicas e jurídicas a manterem a regularidade com o Fisco. Diferente dos últimos anos, em 2025 o feriado nacional de 7 de setembro, Dia da Independência, cairá em um domingo, ou seja, sem encurtar o mês para os contadores e empresários que tem diversas entregas importantes no período, incluindo a Declaração de Transferência de Titularidade de Ações de janeiro a junho deste ano e a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Sendo assim, confira a agenda tributária de setembro de 2025. Agenda tributária de setembro de 2025 para pessoas físicas Data de Apresentação Declarações, Demonstrativos e Documentos de Interesse Principal das Pessoas Jurídicas Período de Apuração 10 Envio, pelo Município, da relação de todos os alvarás para construção civil e documentos de habite-se concedidos. 1º a 31/agosto/2025 12 EFD – Contribuições – Escrituração Fiscal Digital das Contribuições incidentes sobre a Receita. – Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins – Pessoas Jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda. – Contribuição Previdenciária sobre a Receita – Pessoas Jurídicas que desenvolvam as atividades relacionadas nos arts. 7º e 8º da Lei nº 12.546, de 2011. (Consulte a Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012) Julho/2025 15 EFD-Reinf – Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (Consulte a Instrução Normativa RFB nº 1.701, de 14 de março de 2017) Agosto/2025 20 Dirbi – Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária Julho/2025 22 PGDAS-D – Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional Agosto/2025 30 DCTFWeb – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos Agosto/2025 30 DTTA – Declaração de Transferência de Titularidade de Ações Janeiro a Junho/2025 30 DME – Declaração de Operações Liquidadas com Moeda em Espécie Agosto/2025 30 DOI – Declaração sobre Operações Imobiliárias Agosto/2025 30 DITR – Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural Exercício – 2025 Agenda tributária de setembro de 2025 para pessoas físicas Data de Apresentação Declarações, Demonstrativos e Documentos de Interesse Principal das Pessoas Físicas Período de Apuração 30 DME – Declaração de Operações Liquidadas com Moeda em espécie Agosto/2025 30 DOI – Declaração sobre Operações Imobiliárias Agosto/2025 Fonte: Jornal Contábeis Foto: Freepik
Comércio e serviços registraram saldos positivos de vagas em junho, segundo a FecomercioSP

Saldo de mais de 23 mil empregos no setor de Serviços em São Paulo consolida recuperação e aumenta expectativas para o segundo semestre Consumo em alta consolida resultados positivos do mercado de trabalho formal paulista, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), compilados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O setor de Comércio do Estado de São Paulo registrou, em junho, saldo positivo de 9.109 empregos com carteira assinada, resultado de 144.036 admissões e 134.927 desligamentos. Segundo a FecomercioSP, no acumulado do primeiro semestre, o setor de Comércio gerou 25.131 novos empregos formais, recuperando-se dos resultados negativos do início do ano, algo natural e já esperado, considerando que o varejo promove um ajuste no quadro de funcionários no início do ano. O setor de Serviços do Estado de São Paulo registrou aceleração em relação a maio, evidenciando uma trajetória positiva ao longo do segundo trimestre, com saldo de 23.013 vagas em junho. O saldo positivo foi disseminado entre a maioria das atividades, com destaque para Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que seguem na liderança de criação de vagas (8.294), enquanto a área de Educação foi a atividade que apresentou maior retração (-5.133). No acumulado entre janeiro e junho, o setor de Serviços registrou 192.846 vagas líquidas, consolidando-se como o principal responsável pela expansão do emprego no Estado. Dessa forma, a composição setorial diversificada indica resiliência do segmento mesmo em um contexto macroeconômico de crédito restrito e juros altos. Atacado lidera criação de vagas na capital O comércio paulistano também apresentou saldo positivo, com a geração de 2.736 vínculos celetistas, resultado de 41.625 admissões e 38.889 desligamentos em junho [tabela 3]. O primeiro semestre terminou com um saldo positivo de 8.839 vagas, com destaque para o atacado, que registrou 4.065 novas vagas. Embora o varejo seja o maior empregador, seu crescimento foi mais lento, com 2.634 vagas, seguido pelo setor de veículos, que contribuiu para a recuperação gradual do mercado de trabalho local, com saldo de 2.140 vagas. De acordo com a análise da Entidade, a distribuição setorial permanece equilibrada. Contudo, o desempenho do segundo semestre dependerá da evolução do crédito, da confiança e da renda disponível. O Comércio paulistano deve manter seu quadro atual, realizando ajustes de acordo com a sazonalidade dos próximos meses. O setor de Serviços paulistano registrou saldo positivo de 14.304 vagas em junho, resultado de 160.671 admissões frente a 146.367 desligamentos — desempenho superior ao observado em maio (+5.994). O crescimento foi liderado pelas Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que abriram 8.529 postos, impulsionado pela demanda por serviços terceirizados e operacionais, seguido pelo setor de Saúde Humana e Serviços Sociais, com 2.080 novas vagas. O setor de Transporte, Armazenagem e Correio acrescentou 650 postos, beneficiado pelo crescimento do comércio eletrônico, e Educação apresentou retração de 1.674 vagas, movimento atribuído ao fim do semestre letivo e de contratos temporários, mas que não altera a tendência positiva do mês. Foto: Freepik
Confiança dos empresários do comércio cai em agosto

Após quatro altas consecutivas, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou queda de 3,1% em agosto frente a julho, com todos os componentes do indicador apresentando retração. Os itens que medem o otimismo dos empresários em relação às condições atuais e posteriores (expectativas) dos negócios no País foram os que apresentaram os piores desempenhos: -3,5% e -3,9%, respectivamente, no mês, e -8,3% e -8,1%, nesta ordem, no ano. O detalhamento deixou claro que a fonte de maior preocupação com os cenários presente e futuro é a conjuntura econômica, que recebeu pior avaliação do que a do setor e a da empresa gerida pelos entrevistados, sobretudo no comparativo com o mesmo período de 2024, caindo 15,3% na variação mensal e 12,9% na anual. Com isso, as intenções de investimento também caíram, 1,7% nos últimos 30 dias e 1,3% nos últimos 12 meses. “A confiança do comércio é um reflexo da economia. Juros altos e um cenário de incertezas mantêm os empresários cautelosos. É preciso sinalizar reformas estruturais e uma agenda econômica consistente para estimular novos aportes e empregos”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Entre os subindicadores de investimentos, a maior queda foi observada justamente na intenção de contratação de funcionários, que caiu 2,9% no mês e 1,6% no ano, revertendo a melhora registrada em julho. O resultado reflete a apreensão crescente com o mercado de trabalho e acompanha a queda da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de agosto, já divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Bens duráveis x otimismo A análise por segmentos mostrou que os empresários de bens duráveis, como eletrônicos, eletrodomésticos, móveis, veículos e materiais de construção, foram os mais impactados pela alta dos juros. Esse grupo apresentou queda de 8,8% na confiança, em relação ao ano anterior, e de 1,9% em relação ao mês passado. No entanto, o recorte mensal mostrou menor otimismo no ramo englobado por supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, tendo recuo de 4,6% (-5,4% no ano). Atrás, aparece o segmento de lojas de roupas, calçados, tecidos e acessórios, com -2,2% (-2,8% frente a 2024). “A queda mais acentuada entre os bens duráveis reforça a sensibilidade desse segmento aos juros altos. O recuo observado em supermercados, farmácias e cosméticos mostra, por outro lado, que até os ramos ligados a bens essenciais começam a sentir o enfraquecimento da demanda. Esse quadro indica que a perda de confiança está se espalhando”, avalia o economista da CNC João Marcelo. Sobre o Icec A pesquisa do Icec é realizada mensalmente com cerca de seis mil empresas em todas as capitais do País e varia entre 0 e 200 pontos, sendo 100 o nível de satisfação neutro. Acesse a análise completa e a série histórica Foto: Freepik
Indisponibilidade no ambiente de testes do eSocial no dia 2 de setembro

Está programada para o dia 2 de setembro de 2025 (terça-feira), das 19h às 23h30, uma manutenção no ambiente de Produção Restrita (ambiente de testes) do eSocial. A paralisação temporária tem como objetivo realizar atualizações tecnológicas na infraestrutura de armazenamento de dados da plataforma. Durante esse período, não será possível enviar eventos ao ambiente de testes. A interrupção é temporária e não requer nenhuma ação por parte dos usuários após a conclusão. Assim que a atualização for concluída, o sistema voltará a funcionar normalmente para os testes. O que é o eSocial e para que serve? O eSocial é um sistema do governo federal que unifica o envio de informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais das empresas em relação aos seus empregados. Seu nome oficial é Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas. O principal objetivo do eSocial é simplificar o processo para os empregadores, reduzindo a burocracia e a quantidade de declarações que antes eram enviadas separadamente para diferentes órgãos, como a Receita Federal, o Ministério do Trabalho e a Previdência Social. Com o eSocial, as empresas precisam enviar apenas um arquivo digital, que reúne dados sobre a contratação, demissão, folha de pagamento, férias, afastamentos, informações de segurança e saúde no trabalho (SST) e outras ocorrências de seus trabalhadores. Para o governo, o eSocial permite um controle mais eficiente e rápido sobre as relações de trabalho no país, garantindo o cumprimento das leis trabalhistas e previdenciárias. fonte: Jornal Contábil Foto: Arte/SincoElétrico
Mercado de trabalho e crédito reduzem na disposição de consumo das famílias em agosto, aponta CNC

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou menor disposição dos brasileiros de realizar compras em agosto, em comparação com julho. O levantamento Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizado mensalmente, registrou queda de 0,3%, interrompendo três meses consecutivos de alta. O resultado foi influenciado pela piora na percepção sobre o mercado de trabalho e o crédito no País. Em relação ao mês anterior, nenhum dos componentes analisados na pontuação de 102,9, já considerando o ajuste sazonal, apresentou variação positiva. Ainda assim, o índice se manteve na zona de otimismo, demarcada pelo nível de 100 pontos. Na comparação com agosto de 2024, a maioria dos itens também apresentou queda, com destaque negativo para “momento para duráveis”, que caiu 6,9%, e “renda atual”, com queda de 3%. No mesmo período, os componentes “perspectiva profissional”, “acesso ao crédito” e “nível de consumo atual” registraram alta de 3,1%, 1,4% e 1,1%, respectivamente. Apesar disso, apenas 32,6% dos consumidores demonstraram perceber facilidade para obter crédito, o menor percentual desde abril de 2020. “O consumo das famílias continua sendo um termômetro essencial da economia brasileira. Quando a confiança oscila, o comércio sente imediatamente os reflexos, o que reforça a importância de políticas que fortaleçam a renda e o emprego. Garantir previsibilidade e estabilidade é decisivo para todo o ciclo econômico”, enfatiza o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Recorte por renda e gênero A pesquisa também mostrou maior cautela entre famílias de renda mais alta. Enquanto aqueles com rendimento de até 10 saláriosmínimos apresentaram variações mínimas no ICF (-0,2% no mês e -0,1% no ano), os lares com renda superior registraram quedas de 0,7% e 2,4%, considerando os mesmos períodos. Na análise por gênero, os homens tiveram retração ligeiramente maior que as mulheres (-0,7% contra -0,5%). No entanto, o público masculino está à frente das mulheres no indicador “acesso ao crédito”: 1,8% ante 1,2% delas. Já a “perspectiva profissional” apresentou alta de 3,4% entre as mulheres, contra 2,7% entre os homens. “A combinação de maior cautela entre famílias de renda superior e melhora relativa da perspectiva de emprego entre a parcela feminina da sociedade mostra que o consumo segue heterogêneo. O crédito continua sendo um fator limitador, diante do crescimento da inadimplência, mas a expectativa positiva sobre o mercado de trabalho ajuda a sustentar algum dinamismo no curto prazo”, avalia o economista da CNC João Marcelo Costa. Sobre o ICF Realizada mensalmente pela CNC, a pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF) capta a percepção de 18 mil consumidores em todo o País e funciona como um indicador que antecipa o potencial de vendas no comércio. Acesse aqui a pesquisa na íntegra e a série histórica. Foto: Freepik
Prazo de envio da DCTFWeb termina no próximo dia 29

A DCTFWeb com o objetivo de modernizar o cumprimento das obrigações acessórias, diminuindo a ocorrência de erros e aumentando a segurança no que é entregue. As informações necessárias para gerar a DCTFWeb, são enviadas através do eSocial e da EFD-Reinf. O sistema recebe as informações, realiza vinculações, calcula o saldo a pagar e, após o envio da declaração, disponibiliza ao contribuinte a emissão do DARF, documento de arrecadação. O prazo de entrega da DCTFWeb já vem sofrendo alterações. Antes, a entrega deveria ser até o dia 15 do mês seguinte do fato gerador. Depois, passou para o dia 25. E, agora, a DCTFWeb deverá ser apresentada até o último dia útil do mês seguinte do fato gerador. Portanto, em agosto, o prazo encerra na próxima sexta-feira, dia 29, referente à competência de julho/25. É importante lembrar que essa data é exclusiva para o envio da DCTFWeb, não havendo nenhuma alteração no prazo de vencimento dos tributos que nela serão informados. O que é a DCTFWeb? A DCTFWeb (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos) veio para substituir a GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social). Além disso, busca relatar à Receita Federal as contribuições previdenciárias feitas a terceiros, além de integrar as informações prestadas no eSocial e na EFD-Reinf em um só local. Quem deve declarar a DCTFWeb? Ao contrário das empresas sem movimento que estão isentas da entrega, por outro lado, são obrigados a entregar a DCTF Web: Pessoas Jurídicas de Direito Privado em geral e as equiparadas a empresa;Unidades Gestoras de orçamento;Consórcios;Entidades de fiscalização do exercício profissional;Fundos especiais dotados de personalidade jurídica sob a forma de autarquia.Multas não envio da DCTFWeb Para entregas fora do prazo, a multa mínima a ser aplicada é de R$ 200,00 para empresas sem movimento, e de R$ 500,00 nos demais casos. É bom saber que a multa pode ter redução de 90% para quem é MEI e de 50% para a ME e a EPP enquadradas no Simples Nacional. Quem apresenta a DCTFWeb com incorreções ou omissões é multado em R$ 20,00 a cada dez informações incorretas ou omitidas. Inclusive, suprimir informações pode se enquadrar no crime de sonegação de contribuição previdenciária. Portanto, não deixe de enviar essa obrigação. Fonte: Jornal ContábilFoto: Freepik
FecomercioSP e Green Eletron unidas para ampliar a logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias portáteis

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Green Eletron — principal gestora de logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias do País —, lançou oficialmente o Selo Parceiro Green Eletron, uma ação que busca engajar sindicatos e empresas na promoção da logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias portáteis e incentivar o descarte correto destes produtos pós-consumo pelos consumidores. O objetivo do selo é reconhecer instituições e empresas que participam da logística reversa, além de incentivar a responsabilidade ambiental no setor privado. A iniciativa não apenas promove a destinação correta de eletroeletrônicos, pilhas e baterias pós-consumo, mas também fortalece a imagem institucional das empresas junto aos consumidores cada vez mais atentos aos critérios ESG — ambiental, social e de governança. “Essa é uma ação que fortalece a participação do setor privado no enfrentamento dos desafios ambientais, ao mesmo tempo em que gera valor reputacional para os negócios. A FecomercioSP reafirma seu papel de promotora de soluções sustentáveis, alinhadas à nossa Agenda Verde, que busca transformar sustentabilidade em ações reais, tangíveis e replicáveis”, destaca Cristiane Cortez, assessora do Conselho de Sustentabilidade da Federação. Selo Parceiro: como participar O Selo Parceiro Green Eletron pode ser usado por sindicatos e empresas que se comprometem com a logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias portáteis. A adesão demonstra não apenas responsabilidade socioambiental, mas também agrega valor à marca e à sua relação com os consumidores. As instituições participantes passam a ser reconhecidas como embaixadoras dessa causa, fortalecendo o ciclo de reciclagem, reduzindo o impacto ambiental e contribuindo para o alcance das metas brasileiras de logística reversa e economia circular. Confira mais detalhes a seguir. Estão disponíveis 2 tipos de Selo: • Sou um ponto: para estabelecimentos parceiros da Green Eletron, que são um Ponto de Entrega Voluntária (PEV), aptos a receber pilhas, baterias portáteis e eletroeletrônicos pós-consumo doméstico.• Onde descartar: para redes que fazem parte de sistema de logística reversa da Green Eletron, mas não possuem PEVs em todas as unidades, ou por lojas, instituições e empresas que querem apoiar a divulgação da logística reversa. Vantagens:• Sem custo de adesão para comerciantes, empresas e sindicatos;• Cumprimento da legislação ambiental;• Fortalecimento da imagem da marca como sustentável;• Canal direto de conscientização com o consumidor. Como utilizar O Selo deve ser exposto em locais visíveis ao consumidor, como entradas, vitrines, e áreas de grande circulação. A empresa deve escolher o sistema de logística reversa, isto é, apenas pilhas (que compreende as baterias portáteis também) ou pilhas, baterias portáteis e eletroeletrônicos e o tamanho do selo. A Green Eletron fornece o material impresso: diretamente para as lojas, no caso de até cinco unidades; e para redes maiores, o envio é feito ao centro de distribuição. Para aderir e ser um agente ativo, entre em contato pelos e-mails dos parceiros: logisticareversa@fecomercio.com.br ou contato@greeneletron.org.br. Essa parceria em logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias portáteis reforça o compromisso da FecomercioSP e da Green Eletron com o desenvolvimento sustentável e com a ampliação de boas práticas ambientais nos setores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Foto: Freepik
eSocial recebe novos leiautes em ambiente de produção restrita

Os novos leiautes do eSocial entram em ambiente de produção restrita desde a segunda-feira (18), implementando as mudanças da Nota Técnica S-1.3 nº 04/2025 que ajustam a versão S-1.3 do sistema. As mudanças de leiautes no eSocial abrangem alterações em campos, validações e tabelas utilizadas na transmissão de eventos periódicos e não periódicos ao sistema. Algumas das alterações no eSocial entram em ambiente de produção oficial em 29 de agosto deste ano e outras em 1º de janeiro de 2026. O que entra em ambiente de produção em 29 de agosto Alterações previstas para janeiro de 2026 A partir de 1º/01/2026, haverá ajustes na Tabela 03 com: Contadores e responsáveis pelo DP devem ficar atentos aos prazos e mudanças para evitar inconsistências na transmissão de informações. A NT com as mudanças no eSocial pode ser acessada por aqui. Fonte : https://spedbrasil.com.br/esocial-novos-leiautes/ Imagem: SincoElétrico
Confiança do empresário do Comércio sobe em julho

A confiança do empresário paulistano subiu 1,8% em julho, na comparação com junho. Em relação ao mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 3,7%. Os dados são do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O avanço do indicador é sustentado pela desaceleração da inflação e pelo aumento das vendas em datas comemorativas, e não por uma melhora no cenário da política econômica — que continua gerando cautela entre os empreendedores em razão do aumento de impostos e da ausência de perspectivas de corte de gastos. Após cinco quedas consecutivas — entre dezembro e abril — que levaram o indicador ao menor nível em quase quatro anos, o ICEC reagiu e marcou a terceira elevação seguida em julho, atingindo 102,8 pontos, numa escala de 0 a 200, em que os 100 pontos representam a linha divisória entre o pessimismo e o otimismo. Percepção do momento atual segue negativa há mais de dois anosDentre as variáveis que compõem o ICEC, o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) foi o que apresentou a maior variação no mês, com alta de 3,8%. Na comparação anual, entretanto, houve queda de 6,3%. Apesar do avanço mensal — de 73,5 pontos, em junho, para 76,3 pontos, em julho —, a variável continua com a pior avaliação entre os componentes do ICEC e está há 29 meses consecutivos abaixo dos 100 pontos. De acordo com a FecomercioSP, essa melhoria na avaliação da situação atual provavelmente decorre das vendas do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, além de fatores como a desaceleração inflacionária. No entanto, a continuidade do índice na faixa do pessimismo reflete um sentimento de insatisfação por parte dos empresários, indicando que, embora as vendas tenham crescido nos últimos meses, eles ainda lidam com problemas relacionados a rentabilidade, pressão de custos, juros elevados, política econômica do governo, entre outros. Empresários seguem cautelosos quanto ao futuro Quando se trata do futuro, os empresários também não demonstram grandes expectativas, principalmente graças à política econômica, ao aumento de impostos e à falta de perspectivas em relação à redução de gastos. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC), que também compõe o ICEC, voltou a cair em julho após três altas consecutivas. As quedas foram de 0,8%, na comparação mensal, e de 5,8%, na anual. Com o resultado, o IEEC registrou 128,4 pontos. Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) subiu 3,7%, na passagem de junho para julho. Na comparação interanual, o avanço foi mais tímido, de 1,1%. A variável está no patamar de otimismo, com 103,7 pontos. Ainda assim, a FecomercioSP avalia que os empresários estão adotando uma postura mais cautelosa quanto a novos investimentos, o que já era esperado diante das incertezas e dos juros elevados. Como a Entidade vem alertando nos últimos meses, embora as vendas estejam apresentando bons resultados, o cotidiano das empresas ainda é marcado por dificuldades, como margens apertadas, crédito caro, empréstimos contraídos durante a pandemia (que ainda precisam ser pagos), entre outros fatores que afetam a rentabilidade e a lucratividade, além dos negócios em recuperação judicial ou que faliram. Os dados de vendas, ainda que positivos, já indicam sinais de desaceleração. Por isso, é importante que as empresas adotem uma certa dose de cautela na formação dos estoques e na realização de novos investimentos, alerta a Federação. Comércio retoma fôlego, apesar da precaução empresarial Sobre a expansão dos negócios, as datas comemorativas também surtiram efeito positivo com o Índice de Expansão do Comércio (IEC), apontando alta de 5,5% em julho, na comparação com o mês anterior. Em relação a julho de 2024, o crescimento foi de 2,3%. O indicador atingiu 107,7 pontos, permanecendo, portanto, na zona de otimismo. A elevação do IEC ocorre após seis quedas consecutivas (entre novembro e maio) e representa a segunda alta seguida do índice. O IEC é composto por dois subíndices: o Índice de Expectativa para Contratação de Funcionários (ECF) e o Índice de Nível de Investimento das Empresas (NIE). Em julho, o ECF avançou 3,6%, alcançando 118,4 pontos, enquanto o NIE registrou alta de 7,9%, chegando a 97,1 pontos — ainda na zona de pessimismo. De maneira geral, os empresários mantêm uma postura conservadora referente a investimentos em máquinas, equipamentos, reformas e abertura de lojas, entre outros. Na comparação com julho do ano passado, o IEC cresceu 2,3%, ao passo que o ECF avançou 2,4%. Foto: Freepik