Datas comerciais impulsionam o varejo, mas a tecnologia por trás das vendas precisa evoluir

As grandes datas comerciais, como o Dia dos Namorados, que estão chegando, além da Black Friday e Dia do Consumidor, representam picos de venda que impulsionam o varejo digital e físico. No entanto, o crescimento exponencial das transações pode gerar desafios operacionais para as empresas que desenvolvem software para o setor. Estabilidade dos e-commerces, integração com PDVs e eficiência na emissão de notas fiscais são desafios críticos para software houses que desenvolvem soluções para o varejo. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce brasileiro arrecadou R$ 204,3 bilhões em 2024, um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior. Além do faturamento positivo, foram 414,9 milhões de pedidos contabilizados, representando ticket médio de R$ 492,40. Ao todo, o número de compradores online chegou 91,3 milhões. Para 2025, prevê-se que o faturamento do e-commerce brasileiro ultrapasse R$ 234 bilhões, com crescimento de quase 15%, ticket médio de R$ 539,28 e três milhões de novos compradores, segundo a ABComm. Já a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) aponta que a Páscoa deste ano deve movimentar R$ 5,3 bilhões, 26,8% a mais do que no ano passado. Em um mercado competitivo, a inteligência artificial se destaca como ferramenta essencial, sendo adotada por 70% das lojas virtuais para análises de dados e automações que garantem experiências mais personalizadas e eficazes, conforme pesquisa da Ebit/Nielsen. “Datas comemorativas impulsionam o varejo, e a tecnologia desempenha um papel essencial para garantir o sucesso das vendas. Em nosso hub de soluções, práticas como a integração entre sistemas de gestão e marketplaces, automações de processos financeiros — incluindo pagamentos e transferências dentro do próprio ERP — e a emissão ágil de Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica são adotadas com o objetivo de impulsionar o desempenho dos varejistas. O desafio é evoluir continuamente essas tecnologias para acompanhar os picos de demanda sem comprometer a experiência do consumidor. Discutir essas tendências e inovações é fundamental para garantir estabilidade, escalabilidade e segurança nas operações digitais”, afirma Jonathan Santos, CEO da TecnoSpeed. foto: freepik
Confiança cresce em maio e varejistas estão mais dispostos a investir e contratar

Medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou alta de 1,6% em maio, frente a abril, marcando o segundo avanço consecutivo após quatro meses em queda. Apesar da melhora do indicador, a confiança do setor segue abaixo do patamar registrado em 2024, com queda de 5,8% no comparativo com o mesmo período do ano passado. O levantamento mostra que todos os componentes do índice apresentaram resultados positivos em maio na variação mensal, com destaque para as expectativas dos empresários, que cresceram 2,3%. No entanto, quando considerados os números do ano passado, o cenário não é tão animador. O recuo do subindicador Condições Atuais, que mede a percepção do empresariado sobre o contexto econômico, o setor e a própria empresa, foi de 10,5% em relação a maio de 2024. Destes fatores, contribuiu mais para a queda a visão menos otimista sobre a economia, que caiu 18,6%. Mesmo com um avanço mensal de 4,1%, esse foi o componente com a menor pontuação da pesquisa, atingindo os 59 pontos. “Embora o índice tenha apresentado sinais de recuperação, os dados revelam um contexto de baixa confiança pela manutenção dos juros elevados e da fragilidade das condições econômicas atuais. A evolução nos próximos meses dependerá, em grande parte, do comportamento da inflação, das políticas monetárias e da dinâmica do consumo das famílias”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Avanço nas intenções de investimento As Intenções de Investimentos também cresceram no mês (+0,9%), mas seguem inferiores aos níveis registrados em 2024 (-1,5%). A combinação de juros elevados e o ambiente econômico ainda incerto explica a menor disposição dos empresários para investir, especialmente na expansão das empresas. Maior propensão a contratações Entre os subindicadores do Icec, o maior crescimento mensal foi da Intenção de Contratação de Funcionários, que teve avanço de 1,8%. No entanto, na comparação anual, essa intenção ficou 1,0% abaixo do nível observado em maio de 2024. “O otimismo com a melhora da percepção das condições futuras da economia estimula investimentos no curto prazo, algo que também foi observado na pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de maio, que avançou 1,4%. Mas o cenário é desafiador pela convergência de fatores que impedem um crescimento mais expressivo”, explica o economista da CNC João Marcelo Costa. Comércio de bens duráveis é o menos confiante O relatório também evidencia que o segmento de bens duráveis (lojas de eletrônicos, eletrodomésticos, móveis, decoração, veículos e materiais de construção) é o menos otimista. A confiança dos empresários desse segmento recuou 6,4% no comparativo com o ano passado, ainda que tenha registrado crescimento mensal de 1,2%. “A maior sensibilidade às taxas de juros ajuda a explicar a retração. Os bens de maior valor agregado se tornam menos acessíveis aos consumidores e menos atrativos aos empresários em um cenário de crédito mais restrito”, pondera Costa. Alta entre supermercados, farmácias, roupas e calçados Por outro lado, a categoria que engloba supermercados, farmácias e lojas de cosméticos apresentou a maior alta mensal (1,9%), atingindo 100,2 pontos e voltando ao patamar de otimismo. Ainda assim, a queda anual é de 5,4%. O nicho de roupas, calçados, tecidos e acessórios também deu sinais positivos: alta de 1,4% no mês e a menor retração entre os subsetores analisados (-4,8%). Nele, a Intenção de Investimentos é a única que supera o nível de 2024, crescendo 2,5%. Recuperação insuficiente O subíndice que mede as expectativas do empresário do comércio avançou 2,3% em maio, alcançando 132,4 pontos. Ainda assim, permanece 6,1% abaixo do nível observado no período equivalente no ano anterior. A expectativa para a economia nacional (-10,0%), para o setor (-5,1%) e para as próprias empresas (-3,9%) segue em queda. Sobre o Icec O Icec é apurado mensalmente com cerca de 6 mil empresas do varejo em todas as capitais do País. O índice varia de 0 a 200 pontos, com a marca dos 100 pontos indicando neutralidade. A pesquisa avalia três grandes componentes: Condições Atuais, Expectativas e Intenção de Investimentos, cada qual com três subindicadores relacionados à percepção do empresário sobre a economia, o setor e sua empresa. Acesse a pesquisa completa e a série histórica do Icec Foto: Freepik
Confiança do consumidor avança em maio e interrompe série de 4 quedas

Após quatro meses seguidos em queda, o Índice Nacional de Confiança (INC), divulgado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), registrou alta de 1% em maio, chegando aos 96 pontos. Ainda assim, por estar abaixo dos 100 pontos, o indicador mostra um consumidor pessimista. Segundo a ACSP, quando o indicador avança, é sinal de que o consumidor está mais disposto a comprar além do essencial e a realizar investimentos. Na comparação com maio do ano passado, o INC recuou 3%. A sondagem foi realizada com uma amostra de 1.679 famílias residentes em capitais e cidades do interior do país. Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, a melhora mensal do indicador surpreendeu, mas ainda não é possível afirmar que o resultado de maio indique uma mudança de tendência. “A atividade econômica e o mercado de trabalho ainda demonstram certa resiliência. Esses fatores, aliados à ampliação do crédito consignado e ao aumento das transferências de renda por parte do governo, mantêm o ânimo e o consumo das famílias”, diz Ruiz de Gamboa. No entanto, continua o economista, “a inflação de itens essenciais, somada ao elevado nível de endividamento dos lares e às altas taxas de juros, pode comprometer a confiança do consumidor nos próximos meses.” Por região, o INC só não avançou no Norte do país neste mês de maio, onde ele recuou. Por classes socioeconômicas, houve elevação da confiança para as classes AB e DE e estabilidade para a C. A ACSP informa que o levantamento constatou melhora da percepção das famílias em relação às expectativas de renda e emprego e, em menor medida, quanto à situação financeira atual, com a segurança no emprego apresentando aumento. Fonte: Diário do ComércioFoto: Freepik
Mercado melhora expectativa sobre economia com PIB a 2,14%

O mercado financeiro melhorou as expectativas sobre o crescimento da economia brasileira. Há uma semana, projetava um crescimento de 2,02%, percentual que subiu para 2,14%, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) estava em 2%. Com relação ao dólar, o boletim projeta uma cotação de R$ 5,80, ante aos R$ 5,82 projetados na semana passada; e aos R$5,90 previstos há quatro semanas. As projeções relativas aos anos subsequentes se mantêm estáveis, em R$ 5,90 (2026); e R$5,80 (2027). O Boletim Focus é uma pesquisa feita semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Inflação e Selic Tanto as expectativas relacionadas tanto à inflação como à taxa básica de juros (Selic) se mantiveram estáveis, na comparação com a semana anterior, para o ano corrente, bem como para os dois próximos anos. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para o ano de 2025 manteve-se em 5,5%. Para 2026, espera-se uma inflação de 4,5%; e, para 2027, o mercado financeiro projeta que o ano feche com uma inflação de 4%. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,75% ao ano. Para os anos subsequentes, o mercado projeta Selic de 12,5% em 2026; e de 10,5% em 2027. Fonte: Agência BrasilFoto: Freepik
NR-1 entra em vigor em caráter educativo

A partir de hoje (dia 26 de maio), entra em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a incluir a obrigatoriedade de considerar riscos psicossociais — como estresse, assédio moral, sobrecarga de trabalho e outros fatores que afetam a saúde mental dos trabalhadores — no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Atendendo a pedidos de entidades como a FecomercioSP, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determinou que, durante o primeiro ano, a fiscalização será feita em caráter educativo, sem aplicação de multas. O adiamento das autuações até maio de 2026 oferece uma janela de adaptação para as empresas, mas especialistas reforçam: é preciso agir desde já. A recomendação é que os empregadores comecem imediatamente a avaliar os riscos psicossociais e implementar medidas preventivas, mesmo sem punição prevista no curto prazo. Complexidade e desafios A grande questão que adiou as multas é que os conceitos relacionados a esses riscos ainda são abertos e dificultam o gerenciamento técnico imediato. Muitas empresas, especialmente as de menor porte, ainda não conseguiram estruturar seus processos internos para atender à nova exigência. Algumas nem sequer identificaram quais são os riscos psicossociais em suas operações, ou não dispõem de recursos financeiros para contratar profissionais especializados. Para auxiliar na implementação, o MTE lançará um Guia com orientações práticas sobre os riscos psicossociais, desenvolvido em conjunto com representantes das bancadas de trabalhadores e empregadores. A pasta também criará uma comissão temática nacional para acompanhar o processo de adequação, com participação do governo, entidades sindicais e representantes do setor produtivo. Especialistas recomendam ação imediata Para Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho e especialista em saúde ocupacional, o tempo extra pode ser vantajoso — mas apenas se for bem utilizado. “A norma continua em vigor, mesmo com a fiscalização sendo educativa. Esse adiamento não é uma permissão para procrastinar, é uma oportunidade para se preparar bem e evitar riscos legais e operacionais no futuro”, afirma. Ela alerta que a implementação não se resume à documentação técnica, mas envolve mudanças culturais e estruturais dentro das empresas. “É preciso capacitar lideranças, desenvolver protocolos de Primeiros Socorros Psicológicos e estabelecer canais de escuta. A prevenção é o caminho mais seguro.” Impactos jurídicos e fiscais Apesar do caráter orientativo neste primeiro momento, o descumprimento da NR-1 a partir de 2026 poderá resultar em sanções administrativas e judiciais, segundo o advogado trabalhista Mourival Boaventura Ribeiro. “Empresas que não implementarem corretamente as medidas podem ser multadas, além de terem aumento no Fator Acidentário de Prevenção (FAP), o que eleva os custos com seguros e encargos. Também há risco de processos trabalhistas em casos de adoecimento psicológico.” A adequação à nova norma é particularmente desafiadora para as pequenas e médias empresas (PMEs). Para essas, Tatiana recomenda ações práticas e de baixo custo, como: • Parcerias com consultorias especializadas;• Uso de ferramentas simples para acompanhamento de bem-estar;• Treinamentos internos básicos sobre saúde mental e prevenção de riscos;• Flexibilização de rotinas para reduzir sobrecarga e estresse. Apesar das dificuldades, os especialistas destacam que a norma representa mais do que uma obrigação legal: trata-se de uma oportunidade de transformação cultural nas empresas. “Investir em saúde mental não é apenas evitar multa, é criar um ambiente de trabalho saudável, mais produtivo e menos suscetível à rotatividade e ao adoecimento dos colaboradores”, conclui Tatiana. Fonte: Moema Medicina do Trabalho Foto: Freepik
Tributação progressiva incentiva as empresas do Simples a crescer e corrige distorções, afirma o Ministro Márcio França

Durante a reunião do Conselho de Assuntos Tributários da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que aconteceu na última quarta-feira (19), o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, defendeu a tributação progressiva sobre as empresas do Simples Nacional para resolver a questão da defasagem no teto de receita, desatualizado há quase dez anos, e preparar para o ingresso nos regimes do lucro presumido e lucro real, mantendo a competitividade dos negócios e aumentando a arrecadação. Parecida com a dinâmica do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), a tributação progressiva, ou rampa de transição como a proposta é conhecida em Brasília, permitiria que as empresas do Simples Nacional que ultrapassassem o teto, pagassem a alíquota do regime geral apenas sobre o valor excedente. De acordo com a proposta, durante um período de transição de dois anos, a pequena empresa continuaria recolhendo tributos pelo regime simplificado até o limite permitido, e aplicaria as regras do lucro presumido ou do lucro real apenas sobre a parcela que ultrapassasse esse limite, permitindo uma adaptação gradual à nova sistemática tributária. No caso do Microempreendedor Individual (MEI), a lógica seria a mesma: o empresário pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil por ano pagaria, como Microempresa (ME), apenas sobre o valor excedente. Após dois anos, terá que migrar definitivamente para o regime superior. Segundo França, muitas empresas deixam de crescer para não romper o teto do Simples Nacional e perder a simplicidade do regime. “Essa lógica precisa mudar e a rampa de transição entre os regimes pode dar essa segurança para o empreendedor crescer. Seria um treinamento didático para prepará-lo para entrar no lucro real ou presumido. No caso do MEI, dois anos seria um período importante para entender se o negócio cresceu de maneira linear, e, portanto, passará a ser ME”, apontou o ministro. A proposta não se baseia apenas em limites numéricos, mas também pretende considerar as despensas e os encargos das empresas com os funcionários no cálculo do teto. Segundo França, isso incentivaria a contratação e o pagamento de benefícios sem mexer nas tabelas de receita. E exemplificou: “Se uma empresa fatura R$ 500 mil e gasta R$ 200 mil em encargos, por exemplo, é sobre a diferença, R$ 300 mil, que deve ser considerado para fins de limitação”. Resposta urgente A Reforma Tributária, que começará a transição entre sistemas em 2027, coloca as empresas do Simples Nacional em risco, como a vedação à apropriação proporcional de isenções e reduções de alíquotas que pode inviabilizar a permanência de milhares de pequenos negócios no regime. Atualmente, as micro e pequenas empresas representam 97% dos negócios do País e contribuem com aproximadamente 26,5% do PIB nacional, sendo responsáveis por 72% dos empregos gerados em 2024. Portanto, o impacto da reforma sobre as empresas do Simples causará mudanças profundas em toda a economia nacional. Esse cenário evidencia a urgência da solução da questão, pois em um período de menos de dois anos, milhares de empresas podem deixar de existir. “As discussões tributárias e seus impactos nas empresas do Simples Nacional, que podem ser projetadas hoje, vão dar o mote e o ritmo do nosso futuro. Portanto são fundamentais para garantir a sobrevivência de milhares de empresas, empregos e renda das gerações futuras”, ponderou Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente executivo da FecomercioSP. As entidades empresariais defendem a aprovação de projetos que atualizem os limites de receita do Simples Nacional e garantam créditos tributários mais justos. Dentre as propostas que a FecomercioSP tem defendido, estão: Permitir a dedução proporcional de benefícios fiscais relativos ao IBS e à CBS, com atenção especial à realidade dos pequenos mercados e farmácias, que serão fortemente impactados. Eliminar o sublimite de R$ 3,6 milhões que obriga pequenas empresas a recolher o IBS pelo regime regular ao ultrapassarem esse patamar de receita. Manter a isenção do imposto de renda sobre a distribuição de lucros e dividendos para a micro e pequenas empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões. Atualizar os limites de enquadramento do Simples, defasados desde 2016, sem qualquer correção monetária, conforme propõe o PLP 108/2021. A FecomercioSP também integra o movimento #AtualizaSimplesNacional, que reúne mais de 40 entidades em defesa de ajustes. “Essas medidas são fundamentais para preservar a simplicidade, a competitividade e a capacidade de geração de empregos dos pequenos negócios brasileiros”, afirmou Márcio Olívio Fernandes da Costa, presidente do Conselho de Assuntos Tributários da FecomercioSP. A Federação continua ativamente a mobilização junto ao Poder Público, em defesa dos interesses do setor, para garantir a sobrevivência das empresas do Simples Nacional. Acompanhe todas as ações no Portal. Fonte: FecomercioSPfoto: Freepik
CCT SINSESP 25-26 é assinada

O SincoElétrico acaba de celebrar junto ao Sindicato das Secretárias do Estado de São Paulo (SINSESP), A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) referente ao período 2025-2026. O documento pode ser consultado no site. Em caso de dúvidas entrar em contato com o departamento jurídico do SincoElétrico através do e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br Foto: Freepik
Sebrae-SP e FecomercioSP vão capacitar 3 mil empresas no Estado de São Paulo

Três mil micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo deverão ser capacitadas por meio do Programa Loja do Futuro, resultado da parceria entre Sebrae-SP e FecomercioSP. O convênio de cooperação técnica para renovação da parceria por 16 meses foi assinado nesta segunda-feira, 19 de maio, na sede do Sebrae-SP. A iniciativa tem como objetivo auxiliar os empreendedores a modernizar as lojas, implementar inovações e integrar os canais físicos e digitais. “O Programa Loja do Futuro capta tendências e tecnologias para organizar e trazer os micro e pequenos negócios para a atualidade. A iniciativa envolve um movimento completo com todos os parceiros”, destacou o Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, Manuel Henrique Farias Ramos. O Presidente Executivo da FecomercioSP, Ivo Dall´Acqua, ressaltou a parceria entre as instituições e a importância do programa. “Estamos em um momento de transformação na atividade econômica e todo esse conhecimento precisa ser incorporado para o empresário caminhar melhor com seu negócio”, afirmou. O convênio também foi celebrado pelo Diretor-Superintendente do Sebrae-SP, Nelson Hervey Costa. “Vamos, juntos, auxiliar o empreendedor em tantos desafios que temos hoje, como inteligência artificial, novos perfis de consumidor e formas de acessar produtos. As novidades serão apresentadas para que o empreendedor seja mais competitivo e consiga aumentar o faturamento, melhorar a produtividade, crescer e ajudar a nossa economia”, ressaltou. O evento contou com a participação do Diretor Regional do Sesc-SP, Luiz Deoclécio Massaro Galina, e do Diretor de Administração e Finanças do Sebrae-SP, Reinaldo Pedro Correa. Inovações O Programa Loja do Futuro é inspirado nas tendências e tecnologias exibidas nas últimas edições das feiras internacionais NRF, de Nova York, e Euroshop, em Dusseldorf, na Alemanha. A iniciativa envolve três fases e começa com o lançamento regional realizado em parceria com os Sindicatos do Comércio Varejista locais e uma palestra sobre o futuro do varejo e Inteligência Artificial (IA). Quarenta e sete eventos de sensibilização já estão agendados até agosto para divulgação da iniciativa. Na segunda fase, os empresários participam das capacitações com destaque para o uso da IA para otimizar tempo e aumentar os resultados. Na fase três, são apresentadas soluções de impacto, como a realização do diagnóstico para análise de crescimento empresarial e consultorias. Entre as novidades estão as soluções envolvendo temas como adequação de loja, cliente oculto, visual merchandising e consultoria para mapeamento de fluxo de pessoas e integração de varejo. Para o ciclo 2025/2026, a previsão é atingir mais de 6 mil empresas com as palestras de lançamento e contabilizar a adesão de 3 mil negócios no programa. A expectativa é que as empresas atinjam um aumento médio de 12% no faturamento. Em 2024, 5,1 mil empresas foram sensibilizadas e 2,5 mil aderiram ao programa. O programa também terá um espaço dedicado na Feira do Empreendedor, que será realizada entre 15 e 18 de outubro, no São Paulo Expo, na capital paulista. O Empório Loja do Futuro será instalado no espaço São Paulo de Destino e Sabores e vai funcionar como um showroom de tecnologias do varejo. Matéria originalmente publicada no portal Sebrae-SP em 20 de maio de 2025. Foto: FecomercioSP
Vendas no varejo têm alta de 8,9% em fevereiro, mesmo com inflação e juros elevados

As vendas do comércio varejista paulista cresceram 8,9% em fevereiro, em relação ao mesmo mês em 2024. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). No mês, o faturamento real atingiu R$ 114,6 bilhões — R$ 9,3 bilhões acima do apurado no ano passado, a maior cifra para o mês desde 2008 [tabela 1]. [TABELA 1] Faturamento Comércio Varejista — Estado de São Paulo Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP Com esse resultado, a variação acumulada nas vendas varejistas no ano foi de 9,4%, o que representa um faturamento R$ 20 bilhões superior ao obtido no mesmo período de janeiro a fevereiro de 2024. Contudo, é importante ressaltar que o montante diz respeito às receitas, e não à lucratividade. Todas as atividades pesquisadas mostraram aumento no faturamento real no mês, sendo estas os segmentos de lojas de vestuário, tecidos e calçados (21%); autopeças e acessórios (16%); concessionárias de veículos (13,9%); lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (12,9%); outras atividades (8,1%); farmácias e perfumarias (7,7%); materiais de construção (6,8%); lojas de móveis e decoração (6,2%); e supermercados (5,2%). De acordo com a FecomercioSP, esse desempenho revela expansão, sustentada principalmente pelo emprego e pela massa de renda em alta, reforçando o poder de compra das famílias e a mudança do carnaval para março impactou positivamente o faturamento de fevereiro, com mais dias úteis em comparação com 2024. No entanto, a Federação alerta que, diante da inflação próxima a 6%, o poder de compra tende a ser corroído progressivamente — e o crescimento da massa de rendimentos deve desacelerar no segundo semestre do ano. Além disso, o aumento da taxa Selic impõe restrições ao consumo de bens duráveis. Capital paulista Em São Paulo, as vendas no varejo cresceram 9,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. A cidade atingiu um faturamento de R$ 35,4 bilhões em janeiro, quase R$ 3 bilhões a mais do que em fevereiro de 2024, o melhor resultado da série histórica desde 2008. Dessa forma, a taxa acumulada no ano foi de 9,2%, representando um aumento de R$ 5,9 bilhões em relação ao apurado entre janeiro e fevereiro do ano passado. As nove atividades apresentaram alta no mês de fevereiro: lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (20,6%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (19,5%); lojas de móveis e decoração (19,3%); autopeças e acessórios (17,6%); concessionárias de veículos (10,3%); supermercados (7,4%); farmácias e perfumarias (5,2%); materiais de construção (4,8%); e outras atividades (3,5%). [TABELA 2] Faturamento Comércio Varejista — Cidade de São Paulo Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP Desempenho dos segmentos Os setores de autopeças e acessórios e de concessionárias de veículos registraram um crescimento expressivo, mesmo sendo tradicionalmente sensíveis aos juros altos. O avanço pode soar contraditório diante de uma política monetária ainda restritiva, mas o dado revela que o crédito continua abundante no mercado. Para o consumidor brasileiro, a taxa nominal de juros importa menos do que o valor da parcela e a possibilidade de parcelamento. O ritmo acelerado nas vendas indica que o financiamento segue acessível, especialmente por meio de bancos ligados a montadoras ou linhas promocionais de crédito. No segmento de eletrodomésticos e eletrônicos, promoções agressivas, condições facilitadas de crédito e o aumento da renda disponível no curto prazo ajudam a explicar esse salto na demanda. Já o setor de vestuário, tecidos e calçados — altamente sensível à renda — beneficiou-se de um fevereiro com mais dias úteis. Além disso, liquidações de início de ano e compras antecipadas para o outono contribuíram para o bom desempenho dessas lojas. Por outro lado, os supermercados cresceram abaixo da média geral. O dado aponta para um consumo mais contido nos itens essenciais, influenciado pela inflação dos alimentos e por uma migração parcial das compras para atacarejos. Também pesa o efeito da alta de preço, uma vez que, ainda que o consumidor esteja gastando mais, não leva mais produtos para a casa. Foto: Freepik
Semana S oferece 15 mil vagas de emprego e shows gratuitos em todo o Brasil

Mais de 120 mil pessoas já se inscreveram na primeira edição da Semana S, que acontece até 18 de maio, de forma simultânea e gratuita, em todas as capitais do País. Com shows de grandes nomes da nossa música, prestação de serviços à população e encontros e palestras com empresários, o evento vai oferecer cerca de 15 mil vagas de emprego e estágios no setor terciário. Fruto do esforço conjunto de Sesc, Senac, Federações Nacionais e Estaduais e Sindicatos que integram o Sistema Comércio, a Semana S espera reunir até 500 mil pessoas. Entre as atrações estão Iza, Diogo Nogueira, Samuel Rosa, Michel Teló, Jota Quest, Vanessa da Mata, Barões da Pisadinha, Raça Negra, Daniel, Arnaldo Antunes, Almir Sater, Timbalada e Dudu Nobre, que darão largada à celebração dos 80 anos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Além deles, Criolo, Bernardinho, Bela Gil e Gabriel o Pensador participarão do evento, falando sobre empreendedorismo. CEOs, diretores e executivos de grandes empresas e iniciativas também estão confirmados nos encontros, que visam impulsionar negócios e o espírito inovador de quem investe no desenvolvimento do Brasil. O evento terá transmissão ao vivo nos dias 16 e 17, no canal da CNC no Youtube pelo link: www.youtube.com/user/tvcnconline. Como participar da Semana S Para participar, basta acessar o site semana-s.portaldocomercio.org.br e realizar a inscrição. A programação completa pode ser conferida no link ou no aplicativo oficial da Semana S, no Google Play e na Apple Store. Com entrada gratuita, o público estimado é de aproximadamente 500 mil pessoas ao longo dos dias de evento, com milhares de empreendedores presentes. “É fundamental apresentar à sociedade o impacto transformador das ações do Sesc e do Senac na qualidade de vida, educação, cultura e desenvolvimento profissional de milhões de brasileiros. Tudo isso só é possível graças aos empresários do setor, que investem e acreditam na missão de transformar vidas. São os empresários que financiam esse grande sistema de promoção social e qualificação, com resultados concretos para o País”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Sistema Comércio chega fortalecido aos 80 anos A grande projeção de público não acontece ao acaso. Anualmente, o Sistema Comércio capacita cerca de 1 milhão de profissionais para o mercado de trabalho. Em 2024, o Sesc chegou a 10,5 milhões de credenciados nos programas oferecidos, com destaque para o programa Mesa Brasil, cujas refeições gratuitas alimentam 2 milhões de pessoas mensalmente. Além disso, inaugurou mais de 50 instalações, chegando a 245 unidades escolares em território nacional. O Senac, por sua vez, ultrapassou os 2 milhões de atendimentos nos 2 mil municípios em que atua por meio de suas 689 unidades. “Há quase oito décadas, o Sesc cumpre sua função de levar aos trabalhadores do comércio e seus familiares qualidade de vida e bem-estar. Isso resulta em profissionais mais capacitados e contribui para o desenvolvimento da sociedade de forma mais justa e igualitária. Mas vamos além nessa trajetória, com um olhar para segmentos da população mais necessitados de serviços básicos. E dessa forma atuamos com nossas unidades móveis, nossas ações de cidadania e nosso programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos, o Sesc Mesa Brasil, que em 2024 atingiu o recorde de 57 milhões de quilos em doações”, enfatiza José Carlos Cirilo, diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc. Na mesma linha, o diretor-geral do Departamento Nacional do Senac, Marcus Vinicius Machado Fernandes, reforça o impacto do trabalho realizado pela rede. “Na atual conjuntura de inovações e avanços tecnológicos constantes, o objetivo do Senac é oferecer uma educação profissional inovadora e inclusiva. Nossos números refletem o impacto dessa atuação. Somos reconhecidos em todo o País pela excelência na educação profissional. Formamos pessoas, transformamos vidas, impulsionamos carreiras. E a Semana S será a nossa vitrine, uma amostra concreta do que fazemos todos os dias. É uma grande oportunidade de apresentar ao público como atuamos, como entregamos valor à sociedade e como somos parte de um sistema que transforma o Brasil”, destaca. Lista de contatos das Federações Para ter acesso à agenda completa e mais informações sobre as atrações da sua região, consulte a Comunicação da Federação local: Fonte e foto: CNC