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Semana S oferece 15 mil vagas de emprego e shows gratuitos em todo o Brasil

Mais de 120 mil pessoas já se inscreveram na primeira edição da Semana S, que acontece até 18 de maio, de forma simultânea e gratuita, em todas as capitais do País. Com shows de grandes nomes da nossa música, prestação de serviços à população e encontros e palestras com empresários, o evento vai oferecer cerca de 15 mil vagas de emprego e estágios no setor terciário. Fruto do esforço conjunto de Sesc, Senac, Federações Nacionais e Estaduais e Sindicatos que integram o Sistema Comércio, a Semana S espera reunir até 500 mil pessoas. Entre as atrações estão Iza, Diogo Nogueira, Samuel Rosa, Michel Teló, Jota Quest, Vanessa da Mata, Barões da Pisadinha, Raça Negra, Daniel, Arnaldo Antunes, Almir Sater, Timbalada e Dudu Nobre, que darão largada à celebração dos 80 anos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Além deles, Criolo, Bernardinho, Bela Gil e Gabriel o Pensador participarão do evento, falando sobre empreendedorismo. CEOs, diretores e executivos de grandes empresas e iniciativas também estão confirmados nos encontros, que visam impulsionar negócios e o espírito inovador de quem investe no desenvolvimento do Brasil. O evento terá transmissão ao vivo nos dias 16 e 17, no canal da CNC no Youtube pelo link: www.youtube.com/user/tvcnconline. Como participar da Semana S Para participar, basta acessar o site semana-s.portaldocomercio.org.br e realizar a inscrição.  A programação completa pode ser conferida no link ou no aplicativo oficial da Semana S, no Google Play e na Apple Store. Com entrada gratuita, o público estimado é de aproximadamente 500 mil pessoas ao longo dos dias de evento, com milhares de empreendedores presentes. “É fundamental apresentar à sociedade o impacto transformador das ações do Sesc e do Senac na qualidade de vida, educação, cultura e desenvolvimento profissional de milhões de brasileiros. Tudo isso só é possível graças aos empresários do setor, que investem e acreditam na missão de transformar vidas. São os empresários que financiam esse grande sistema de promoção social e qualificação, com resultados concretos para o País”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Sistema Comércio chega fortalecido aos 80 anos A grande projeção de público não acontece ao acaso. Anualmente, o Sistema Comércio capacita cerca de 1 milhão de profissionais para o mercado de trabalho. Em 2024, o Sesc chegou a 10,5 milhões de credenciados nos programas oferecidos, com destaque para o programa Mesa Brasil, cujas refeições gratuitas alimentam 2 milhões de pessoas mensalmente. Além disso, inaugurou mais de 50 instalações, chegando a 245 unidades escolares em território nacional. O Senac, por sua vez, ultrapassou os 2 milhões de atendimentos nos 2 mil municípios em que atua por meio de suas 689 unidades. “Há quase oito décadas, o Sesc cumpre sua função de levar aos trabalhadores do comércio e seus familiares qualidade de vida e bem-estar. Isso resulta em profissionais mais capacitados e contribui para o desenvolvimento da sociedade de forma mais justa e igualitária. Mas vamos além nessa trajetória, com um olhar para segmentos da população mais necessitados de serviços básicos. E dessa forma atuamos com nossas unidades móveis, nossas ações de cidadania e nosso programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos, o Sesc Mesa Brasil, que em 2024 atingiu o recorde de 57 milhões de quilos em doações”, enfatiza José Carlos Cirilo, diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc. Na mesma linha, o diretor-geral do Departamento Nacional do Senac, Marcus Vinicius Machado Fernandes, reforça o impacto do trabalho realizado pela rede. “Na atual conjuntura de inovações e avanços tecnológicos constantes, o objetivo do Senac é oferecer uma educação profissional inovadora e inclusiva. Nossos números refletem o impacto dessa atuação. Somos reconhecidos em todo o País pela excelência na educação profissional. Formamos pessoas, transformamos vidas, impulsionamos carreiras. E a Semana S será a nossa vitrine, uma amostra concreta do que fazemos todos os dias. É uma grande oportunidade de apresentar ao público como atuamos, como entregamos valor à sociedade e como somos parte de um sistema que transforma o Brasil”, destaca. Lista de contatos das Federações Para ter acesso à agenda completa e mais informações sobre as atrações da sua região, consulte a Comunicação da Federação local: Fonte e foto: CNC

Com o fim da escala 6×1, custo da hora do trabalho subiria 37,5%

Incertezas jurídicas, aumento nos preços ao consumidor, rigidez nas relações entre trabalhadores e empresariado e impacto profundo sobre a já problemática produtividade brasileira. Esses são alguns dos efeitos negativos que o País terá caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) — que pretende alterar o artigo 7o da Constituição Federal acerca da jornada formal de trabalho — seja aprovada e se torne lei. Na prática, a mudança proposta pela PEC na jornada elevaria o custo do trabalho em, pelo menos, 37,5%, segundo cálculos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O levantamento leva em consideração a queda de cerca de 18% na carga horária semanal. A lei atingiria dois terços dos trabalhadores formais do País (63% dos vínculos trabalhistas tinham contratos entre 41 e 44 horas semanais em 2023, de acordo com os últimos dados consolidados da Relação Anual de Informações Sociais, a Rais). Alguns setores seriam mais afetados do que outros, notadamente o varejo (em que 9 em cada 10 profissionais, ou 89%, são contratados nessa jornada), a agricultura (92%) e a construção civil (91%). Todas são atividades em que a mão de obra humana é fundamental. Considerando que os reajustes anuais promovidos pelas negociações coletivas oscilam entre 1% e 3%, e que seus efeitos atingem essa massa relevante de trabalhadores e trabalhadoras, uma elevação abrupta e dessa dimensão seria simplesmente inviável para as empresas — principalmente as Micro, Pequenas e Médias (MPEs), que dinamizam a força produtiva da economia brasileira. Na avaliação da FecomercioSP, representante de 1,8 milhão de empresas no País — responsáveis por aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional —, a discussão sobre o fim da chamada escala 6×1, ainda que tenha como justificativa a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e dastrabalhadoras, deve se dar levando em conta os impactos econômicos mais amplos que tende a causar. Reduções ou fixações da jornada laboral — considerando ajustes ou não dos salários — devem continuar, na visão da Entidade, sendo elaboradas no âmbito das negociações coletivas, conjuntos de mecanismos (como as convenções coletivas e os acordos coletivos de trabalho) que estão em funcionamento há muito tempo e geram bons resultados tanto para empresas quanto para colaboradores. Vale ressaltar que, embora a jornada legal no Brasil seja de 44 horas, a média da jornada negociada é menor: 39 horas. E alguns setores produtivos têm lançado mão dessas convenções para reduzir a jornada dos funcionários, como parte de estratégias próprias de melhoria da produtividade. Há ainda aqueles que ajustem o volume de horas semanais para compensar períodos de jornada menor com outros em que, ao contrário, a demanda seja mais abundante. O ponto é que cada setor e cada ramo de atuação têm as próprias particularidades nessa relação. Ademais, imposições atrapalham os possíveis ajustes que podem ser realizados via acordos e convenções. Custo do trabalho um terço mais caro A análise da Entidade considera ainda um erro matemático presente no projeto, o qual estipula uma jornada de 4 dias de trabalho (com 8 horas diárias, no máximo) para 3 de descanso. Somaria, então, 32 horas semanais trabalhadas, enquanto o texto fala de 36 horas semanais. A interpretação mais consensual, hoje, é que esse período restante seria computado como hora extra. Funcionário no modelo atual (44 horas semanais) Salário hipotético: R$ 2,2 milCusto da hora trabalhada: R$ 10Funcionário no modelo proposto (36 horas semanais) Salário hipotético: R$ 2,2 milCusto da hora trabalhada: R$ 12,22Variação do volume da carga horária: -18,2%Variação do custo da hora trabalhada: 22,2%Variação do custo da hora trabalhada considerando 4 horas adicionais (que seriam computadas como extras): 37,5% Consequências ao consumidor Como não haveria contrapartida ou garantias de melhoria na produtividade, oempresariado teria, então, de repassar esse aumento aos preços, que subiriam pelo menos no mesmo patamar. O resultado seria uma economia mais inflacionada do que hoje — e isso levando em conta que a inflação de 4,8% (acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central) de 2024 já gerou um ambiente de preços altos e incertezas no País. A expectativa do mercado é que o processo inflacionário passe de 5% neste ano. Tudo isso considerando, em um cenário também hipotético, que as empresas manteriam os quadros atuais de funcionários. No entanto, com uma alta tão significativa no custo da mão de obra, é possível que muitos negócios tenham de demitir parte dessas pessoas para fechar os orçamentos “no azul”, engessando, por consequência, a abertura de novas vagas, fundamental para manter a saúde da economia — como se vê na conjuntura atual, inclusive. Produtividade ainda mais afetada O efeito da PEC seria devastador ao País: mais demissões, redução de contratações, aumento da inflação e pressão sobre uma produtividade que já é historicamente baixa. No âmbito econômico, se olharmos para o quadro internacional, dados apontaram que, em 2024, cada hora trabalhada por um brasileiro produziu um montante de US$ 21,4. Foi o suficiente para manter o País na 78a colocação no ranking de produtividade global da Conference Board, entidade formada por empresas que mensuram esse dado laboral. No topo da lista, trabalhadores norte-americanos produzem US$ 94,8 por hora. Uma série de fatores explica esse fenômeno, como baixa qualificação da mão de obra brasileira, ambiente regulatório complexo, escassez de inovação e alto custo na disponibilidade de capital. Promover reformas e iniciativas para aprimorar essas causas seria uma forma de o governo agir positivamente sobre a jornada laboral e estimular desenvolvimento econômico aliado à qualidade de vida. Experiência internacional não é impositiva Outro aspecto relevante dessa discussão é observar como outros países lidaram com o tema. A maioria reduziu jornadas com base em mecanismos de negociação coletiva, e não impondo uma regra impositiva a partir da Constituição. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve uma redução de 11 horas no cômputo anual da jornada em um intervalo de 15 anos [tabela 1]. No vizinho México, a queda foi de 37 horas, entre 2010 e 2023, segundo dados da Organização paraa Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os próprios

Semana S: uma questão de compromisso

Por Abram Szajman e Ivo Dall’Acqua Júnior* Mudanças profundas nos desafiam a repensar modelos. Perguntas que, num passado recente, carregavam consigo respostas definitivas, atualmente já não soam tão certeiras como antes. Afinal de contas, esse novo tempo que vivemos — marcado por incertezas, disfunções e intensa tecnologia — exige respostas ousadas, mas sensíveis. Sensíveis ao ser humano, sensíveis ao meio em que vivemos, sensíveis ao planeta que queremos habitar e legar às próximas gerações. Como podemos, de fato, construir um futuro que se sustente no longo prazo? Por que a diversidade e a equidade estão guiando as transformações do setor produtivo? Como vamos conseguir democratizar o acesso às novas tecnologias? E qual o papel das empresas em meio a essa efervescência de novidades e impactos de toda ordem? São tantas perguntas e obstáculos que nos propusemos a convidar a sociedade a pensar sobre esses encaminhamentos. Para isso, o Sesc-SP, o Senac-SP e a FecomercioSP reunirão empresários e a sociedade nos dias 16 e 17 de maio, no Sesc Pompeia, em São Paulo, durante a Semana S. Não se trata apenas de um evento, mas de uma oportunidade para o diálogo e o convívio. Juntas, as três instituições conclamam as pessoas a uma reflexão acerca do presente, do futuro e, sobretudo, das escolhas que fazemos e suas consequências. O propósito é abrir novos olhares a respeito de aspectos essenciais envolvidos na promoção do desenvolvimento socioeconômico do País e da dignidade humana — pontos sempre presentes no trabalho das três instituições representativas do Sistema Comércio no Estado de São Paulo. A FecomercioSP, o Sesc e o Senac têm acompanhado de perto esses debates e trabalhado em projetos dessa natureza. As mudanças que moldam o mundo atual refletem nos setores que representamos de maneira inescapável. Afinal de contas, tecnologias conduzidas pela Inteligência Artificial, novas formas de interação no ambiente de trabalho e a transformação do comportamento humano estão redefinindo os mercados. Pare para pensar: qual setor ainda permanece o mesmo em relação ao que era duas décadas atrás? Poucos — ou, talvez, nenhum. A transformação digital, uma das grandes forças dessa metamorfose, está promovendo avanços substanciais nos processos produtivos e nas práticas de gestão. Mas como conciliar a inovação e o saber humano? Fato é que sustentabilidade e mudança são caminhos sem volta para o sucesso de qualquer setor. Por isso, a Semana S nasce como um convite a refletir, dialogar e agir. Juntas, FecomercioSP, Sesc e Senac, instituições octogenárias, reforçam o compromisso com o desenvolvimento do Brasil, apostando na formação cidadã, no bem-estar coletivo e na promoção de um setor produtivo cada vez mais consciente, diverso e inovador. Porque o futuro — esse que todos desejamos — só será possível se construído a muitas mãos, com coragem e escuta ativa. * Abram Szajman e Ivo Dall’Acqua Júnior são presidente e presidente executivo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), respectivamente. Foto: FecomercioSP

Varejo deve movimentar R$ 16 bilhões, diz Alckmin

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou hoje (12), em São Paulo, que a estimativa é de que o comércio varejista movimente R$ 16 bilhões este ano. A projeção foi anunciada durante o Apas Show, festival de alimentos e bebidas que termina na próxima quinta-feira (15). “No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu forte, 3,4%, e os supermercados [se expandiram] 6,5%. Um setor campeão de empregos e renda”, destacou durante a jornalistas na Expo Center Norte. Alckmin disse, ainda, que a reforma tributária proporciona “justiça tributária” e que, ao lado de ferramentas oferecidas por entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mesmo as empresas de menor porte terão mais condições de melhorar seus negócios. Ele frisou que agora o Brasil está finalmente se direcionando para um lado em que outros países já se encontram há muito tempo em relação a impostos que incidem sobre o setor. O modelo do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), conforme explicou, unifica o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Avanço Ele afirmou, ainda, que sua implementação é um avanço na comparação com o governo Bolsonaro, “que queria criar mais um imposto”. “O mundo já fez isso 30 anos atrás. Nós estamos 30 anos atrasados”, afirmou. “Desonera investimento e exportação, o que acaba com a cumulatividade de crédito.” Geraldo Alckmin ressaltou que há estudos – como os do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – que mostram que os frutos da reforma tributária chegarão gradualmente. “É melhor fazer aos poucos do que não fazer,” finalizou. Fonte: Agência BrasilFoto: Freepik

Mercado reduz previsão para inflação de 2025 pela 4ª vez, mas ainda acima do teto da meta

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 passou de 5,53% para 5,51%, a quarta baixa seguida. Agora, está 1,01 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. A projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,51% para 4,50%, colada ao teto da meta. Um mês antes, também era de 4,50%. O Banco Central espera que o IPCA some 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) da última quarta-feira, 7. O fim do ano que vem é o horizonte relevante do colegiado. A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 12ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 permaneceu em 3,80%. Um mês antes, estava em 3,79%. Copom, do Banco Central, elevou em 0,5% a taxa Selic, para 14,75%  A mediana para a Selic no fim de 2025 continuou em 14,75% pela segunda semana consecutiva, indicando que os juros devem terminar o ano no nível atual. Na última quarta-feira, 7, o Copom aumentou a taxa em 0,5 ponto porcentual, de 14,25% para 14,75%. Considerando apenas as 52 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para o fim de 2025 também se manteve em 14,75% pela segunda semana seguida. No comunicado da semana passada, o Copom abandonou o forward guidance (sinalização futura) e deixou as possibilidades em aberto para a sua próxima reunião, dos dias 17 e 18 de junho. “Para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação”, afirmou o Comitê. O colegiado ainda mudou a descrição do seu balanço de riscos para a inflação, que passou a ser simétrico. Também destacou que os juros precisam ficar em nível “significativamente contracionista por um período prolongado” − uma mudança em relação à comunicação anterior, que pregava a necessidade de uma Selic “mais contracionista”. A ata da reunião será divulgada nesta terça-feira, 13. A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela 15ª semana consecutiva. A estimativa intermediária para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 13ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 20ª semana consecutiva. A mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 se manteve em 2,0% pela terceira semana seguida. Um mês antes, era de 1,98%. No mais recente Relatório de Política Monetária (RPM), de março, o Banco Central diminuiu a sua projeção de crescimento do PIB em 2025, de 2,1% para 1,9%. Segundo a autarquia, a revisão é consistente com a perspectiva de moderação do crescimento, devido à política monetária contracionista − mas a incerteza sobre a estimativa aumentou. A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 também se manteve em 1,70%. Considerando só as 26 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 1,70% para 1,81%. A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela sexta semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável em 2,0% pela 61ª semana seguida. Fonte: Estadão Foto: Freepik

Programação da Semana S em São Paulo traz últimas tendências corporativas, como inclusão e sustentabilidade

A programação do dia 16 de maio da Semana S no Sesc Pompeia, em São Paulo, será voltada para os empresários que compõe o Sistema Comércio. O evento é uma ação integrada da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que engloba a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Sesc-SP e o Senac-SP. Na sexta-feira, a Semana S começa às 18h, com abertura de Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente executivo da FecomercioSP. Na sequência, acontece o painel ‘Inclusão: Caminhos e Práticas de Gestão para um Futuro Equitativo e Sustentável’, com Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos; Vanessa Pinsky, do Conselho deliberativo do Capitalismo Consciente Brasil; e Wal Flor, CEO da Flow.Ers, hub de soluções criativas e inovadoras para regenerar a vida no planeta e os negócios no Brasil. Para encerrar a noite, a jornalista Sônia Bridi participa da palestra ‘Crise climática e políticas ambientais eficientes’. Já as atividades no sábado, dia 17 de maio, serão extensivas aos familiares dos empresários e contarão com diversas atrações culturais, como mesas de debate com figuras conhecidas do público, oficinas e shows. O painel ‘Alimentação e sustentabilidade: novos negócios à vista’ terá a participação de Rita Lobo, chef de cozinha, escritora, apresentadora de TV e empresária, defensora da “comida de verdade”. Haverá, ainda, o debate ‘Inteligência Artificial: tendências e oportunidades de Negócios’, com Diogo Cortiz, Martha Gabriel, Newton Calegari e mediação de Rita Batista, jornalista e apresentadora de TV. Os presentes poderão ainda participar de atividades como capoeira para bebês, fanfarra circense, oficinas de cultivo de hortaliças e perfumaria árabe, vivências e visitas guiadas, além da feira gastronômica e sociocultural. Para fechar o evento, um show da cantora Zelia Duncan que, com sua banda, apresenta o ‘Bailão ZD’, uma coletânea com os maiores hits da carreira. ServiçoSemana S no Sesc PompeiaDias 16 e 17 de maioRua Clélia, 93 – Água BrancaInformações: https://semana-s.portaldocomercio.org.br

Varejo paulista deve faturar 5,4% a mais com vendas do Dia das Mães deste ano, diz FecomercioSP

O Dia das Mães deste ano será promissor para o varejo paulista. Uma das datas mais relevantes para o setor deve superar os obstáculos da inflação e dos juros altos, sendo estimulada pelo mercado de trabalho aquecido e pela renda em elevação. A expectativa é que o faturamento dos segmentos diretamente impactados pela data cresça 5,4% em relação a maio de 2024. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em números absolutos, o faturamento dessas atividades pode atingir R$ 75,3 bilhões, o que representa um salto de R$ 3,86 bilhões em comparação com o ano passado. Vale lembrar que essas informações se referem a números brutos, não considerando a lucratividade dos negócios. Na análise da FecomercioSP, essa data é relevante para o varejo não apenas pelo impacto econômico, mas também por envolver diversos segmentos do setor. Além disso, muitos consumidores iniciam a busca por presentes com antecedência, já nos meses anteriores, concentrando as compras em maio. A projeção é que as lojas de móveis e decoração apresentem a maior taxa de crescimento — de 15,8% em relação ao ano passado. No entanto, é importante mencionar que trata-se da atividade de menor receita, sendo comum grandes variações porcentuais para cima ou para baixo. De qualquer forma, as previsões sugerem um aumento na procura por bens duráveis para o lar, possivelmente impulsionado pela ampliação do crédito — apesar dos juros elevados — e pelo desejo de presentear as mães com itens de maior valor agregado. As lojas de vestuário, tecidos e calçados, ainda bastante combalidas pelos efeitos da pandemia, como a Federação já mostrou em outra pesquisa, também vão crescer neste mês (14,7%), evidenciando a forte relação entre a data e o segmento de roupas. Farmácias e perfumarias, por sua vez, vão crescer 10%, com projeção de R$ 12,7 bilhões em vendas. O aumento (de R$ 1,17 bilhão) reflete a popularidade de produtos de beleza, cosméticos e itens de autocuidado entre as preferências dos consumidores na hora de presentear as mães, tendência já apontada em pesquisas de intenção de compra em anos anteriores. Varejo paulistano também vai crescer Assim como o Estado, a capital paulista também terá um Dia das Mães positivo. Os dados da FecomercioSP indicam crescimento de 5,8% no faturamento, alcançando R$ 24 bilhões — um salto de R$ 1,3 bilhão em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Lojas de móveis e decoração também vão liderar a alta porcentual (16,9%), seguidas pelo segmento de vestuário e calçados, com expansão de 12,4% nas vendas, o que significa um acréscimo de R$ 520 milhões em relação ao ano passado. Outro destaque será o grupo de eletrodomésticos, eletrônicos e linha branca, por exemplo, com elevação de 8,6%. Já os supermercados seguirão como a categoria de maior peso no total faturado (R$ 12,2 bilhões), embora apresentem a menor variação porcentual projetada, de apenas 2%. Foto: Freepik

Peic: inadimplência cresce entre famílias de baixa renda e homens, em abril

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) registrou alta do endividamento das famílias brasileiras em abril. Segundo o levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,6% dos lares declararam possuir algum tipo de dívida, patamar superior ao mês de março (77,1%). Ainda assim, o percentual é menor que em abril do ano passado, quando chegou aos 78,5%. O dado mais preocupante, no entanto, é a elevação da inadimplência. O percentual de famílias com dívidas em atraso atingiu 29,1%, retornando ao nível observado em janeiro deste ano. Além disso, também cresceu o número de famílias que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas atrasadas. O índice, que em abril de 2024 estava em 12,1%, atingiu 12,4%, o maior valor desde o início do ano. A análise histórica ainda mostra que, apesar de o percentual de endividados oscilar dentro de uma margem estreita nos últimos meses, a capacidade de pagamento das famílias tem se deteriorado. Isso se reflete no aumento do tempo de duração das dívidas em atraso, com destaque para a faixa entre 30 e 90 dias. Já os compromissos com prazos superiores a um ano vêm caindo, indicando maior concentração de dívidas de curto e médio prazo. O percentual de famílias inadimplentes por mais de 90 dias, que vinha em queda, estacionou nos 47,6%. “O crescimento da inadimplência, especialmente entre as famílias de menor renda, acende um alerta para o equilíbrio financeiro das famílias brasileiras. Embora o volume de endividados não tenha atingido novos recordes, a dificuldade dos núcleos familiares em honrar os compromissos aponta um cenário que exige atenção”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Maior aperto entre os mais pobres O recorte por faixa de renda mostra que os brasileiros que recebem até três salários mínimos enfrentam a situação mais crítica. O mês de abril encerrou com 81,1% dessas famílias endividadas, a maior proporção entre todos os estratos, com 37% relatando contas em atraso. Além disso, 17,5% declararam que não têm condições de pagar as dívidas. A diferença é expressiva quando comparada às famílias que ganham mais de dez salários mínimos. Neste recorte, apenas 15,2% estão inadimplentes e 5,4% afirmam que não conseguirão quitar as dívidas atrasadas. Apesar disso, a classe de maior renda também apresentou maior endividamento no mês (+0,7 p.p.), o que sinaliza uma pressão mais ampla no orçamento das famílias brasileiras. “A persistente concentração da inadimplência entre as famílias de menor renda reflete uma combinação de fatores estruturais, como a informalidade e o alto custo do crédito para esse público. Mesmo com sinais de recuperação do consumo, esses grupos enfrentam maior vulnerabilidade financeira e têm menor margem de manobra para lidar com os imprevistos”, explica o economista da CNC João Marcelo Costa. Aumento das dívidas entre os homens O levantamento também destaca um avanço maior do endividamento entre os homens, que passou de 76,5% para 77,2%. O índice de inadimplência masculina também cresceu, subindo 0,7 ponto percentual em abril (28,5%), enquanto entre as mulheres o aumento foi de 0,3 ponto percentual (29,6%). Na prática, o público feminino ainda é o mais endividado e inadimplente, mas o avanço entre os homens chama a atenção. Renda cada vez mais comprometida Outro dado importante é que o comprometimento médio da renda com dívidas subiu para 30%, sendo que 20,5% das famílias já comprometem mais da metade de seus rendimentos com pagamentos parcelados. Apesar disso, a percepção subjetiva de endividamento caiu: menos consumidores se consideram “muito endividados”, sinalizando algum grau de acomodação diante da realidade financeira. Endividamento deve seguir em alta As projeções da CNC apontam um crescimento contínuo do endividamento ao longo de 2025, com avanço estimado de 2,4 pontos percentuais no comparativo entre dezembro de 2024 e deste ano. A inadimplência, por sua vez, também deve seguir em alta (+0,5 p.p.), pressionada por juros mais elevados e menor acesso ao crédito. A entidade destaca ainda que programas governamentais de incentivo ao consumo podem contribuir para um endividamento ainda maior se não forem acompanhados por políticas de educação financeira e controle da inadimplência. Acesse a análise completa, a série histórica e vídeo do economista da CNC responsável pela divulgação da Peic Fonte: CNC Foto: Freepik

Copom deve subir Selic nesta semana sem dar pistas sobre próximos passos, diante de incerteza global

O Comitê de Política Monetária (Copom) não deve renovar seu forward guidance (instrumento em que o banco central guia o que esperar da política de juros futura) na decisão desta quarta-feira, 7. Economistas esperam que o colegiado evite sinalizações sobre as próximas decisões, diante da escalada da incerteza no cenário externo desde o anúncio de várias tarifas pelos Estados Unidos. Com isso, o balanço de riscos para a inflação vai ser observado de perto, para calibrar as expectativas futuras. O colegiado já aumentou a Selic em 3,75 pontos porcentuais desde setembro, quando retomou o ciclo de aperto monetário − inclusive com três elevações consecutivas de 1 ponto cada, entre dezembro e março. Na última reunião, o Copom indicou uma nova alta, mas “de menor magnitude”, neste encontro. As medianas do Focus e da mais recente pesquisa Projeções Broadcast sugerem uma alta de 0,5 ponto esta semana, para 14,75%. A principal dúvida diz respeito à sinalização futura. No fim de abril, vários diretores do Banco Central sinalizaram que a escalada da incerteza torna um forward guidance infrutífero neste momento, e que as próximas decisões devem ficar em aberto. O presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, disse na última terça-feira, 29, que é preciso ganhar mais graus de flexibilidade na política monetária. “O mais provável é o BC usar a mesma estratégia que usou no fim do ciclo de aperto passado, e dizer que vai ‘avaliar a necessidade de um novo ajuste na próxima reunião’”, diz o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano. “Isso casa tanto com a manutenção de um balanço de riscos assimétrico quanto com um balanço simétrico. O mais provável seria ele manter a assimetria no balanço.” O Copom tem mantido o seu balanço de riscos assimétrico para cima, indicando que é mais provável que o IPCA fique acima das suas projeções do que abaixo. Uma eventual mudança nesse equilíbrio poderia indicar menor disposição de um novo aumento da taxa na reunião de junho, segundo Serrano. Se o balanço permanecer assimétrico para cima, essa elevação ganharia probabilidade. Analistas do mercado já esperam uma queda de 0,1 a 0,2 ponto porcentual nas projeções de inflação do Comitê para 2025 (5,1%) e 2026 (3,7%), que agora se torna o horizonte relevante. Nos últimos 45 dias, o dólar caiu de R$ 5,80 para R$ 5,70, pela metodologia usada pelo Copom. Os preços das commodities recuaram. As medianas do Focus para o IPCA ficaram praticamente estáveis, com uma baixa marginal na expectativa para 2025, mas a inflação corrente continua pressionada. Em linhas gerais, também se formou uma opinião no mercado de que o tarifaço anunciado pelos EUA tende a produzir efeitos desinflacionários para o Brasil. Além da queda dos preços de commodities e do dólar, pesa nesse cenário a avaliação de que as exportações chinesas antes destinadas aos EUA vão ser ofertadas ao resto do mundo, promovendo uma queda nos preços de bens industriais. O economista-chefe da Ágora Investimentos, Dalton Gardimam, destaca que o colegiado tem de comprar graus de flexibilidade, para observar os efeitos do aperto monetário já feito e os desdobramentos do cenário externo. As tarifas dos EUA já produziram algum efeito desinflacionário via dólar e commodities, mas o tamanho do impacto que isso terá no processo de convergência do IPCA ao centro da meta ainda é incerto. “O BC pode ter de trazer o benefício da dúvida, porque temos uma enormidade de variâncias em jogo: choque desinflacionário, preços de petróleo despencando, a possível inundação de produtos chineses no mundo, o dólar americano caindo, e tudo ao mesmo tempo”, diz Gardimam. “Isso é uma tempestade, é uma tsunami. O BC tem razão de importar essa preocupação.” Gardimam espera que uma elevação de 0,5 ponto na Selic nesta quarta-feira, para 14,75%, seguida por uma manutenção dos juros neste nível. Na avaliação dele, é possível que o Copom tenha espaço para começar a cortar os juros já no fim deste ano. Para Thais Zara, economista-sênior da LCA 4Intelligence, o mais provável é o BC aumentar a Selic em 0,5 ponto porcentual nesta reunião e deixar as próximas decisões em aberto, de forma a observar a evolução do cenário. Ela espera que o balanço de riscos para a inflação permaneça assimétrico, de forma a justificar um aumento final de 0,25 ponto em junho, mas reconhece a chance de o ciclo ser encerrado já nesta quarta-feira. “Se o câmbio depreciar até junho, por questões como algum aumento da aversão ao risco nos mercados financeiros ou alguma questão doméstica, o BC ficaria com espaço para mais uma alta. Mas, se tivermos uma evolução mais favorável, se observarmos o vetor desinflacionário ajudando na convergência da inflação, ele pode não exercer essa opção”, afirma. Serrano, do BMG, considera que o encerramento do ciclo com a Selic em 14,75% é o mais provável, enquanto o BC aguarda para observar a evolução do cenário externo. “No segundo semestre, nós podemos ver uma desaceleração global mais forte, uma redução dos juros nas economias centrais e uma intensificação da desaceleração doméstica. Isso combinado reforça um cenário de acomodação e começa a indicar que o IPCA de 2026 pode ficar abaixo do teto da meta”, diz o analista. Fonte: Estadão Foto: Freepik

NFC-e não poderá mais ser emitida para CNPJ a partir de novembro

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou na última quarta-feira (30), no Diário Oficial da União (DOU), os Ajustes SINIEF nº 11/2025 e nº 12/2025, que modificam as regras de emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). As alterações entram em vigor em 3 de novembro de 2025 e impactam diretamente as operações de varejo, especialmente quando envolvem destinatários com CNPJ. A principal mudança é que, a partir da data mencionada, a NFC-e (modelo 65) poderá ser utilizada exclusivamente em operações com consumidores finais pessoas físicas, ou seja, identificados por CPF. As vendas realizadas a pessoas jurídicas deverão ser registradas obrigatoriamente por meio da NF-e (modelo 55). Vendas para empresas exigirão emissão da NF-e Com a publicação do Ajuste SINIEF nº 11/2025, a legislação elimina a possibilidade de emissão de NFC-e para destinatários identificados por CNPJ. A norma altera a redação anterior para restringir a NFC-e às operações cujo destinatário esteja inscrito apenas no CPF, ou seja, consumidor pessoa física. Dessa forma, operações comerciais em que o comprador seja pessoa jurídica passam a exigir a emissão da NF-e modelo 55, documento fiscal já amplamente utilizado nas transações entre empresas. A medida visa padronizar o uso dos modelos fiscais e evitar inconsistências no controle tributário. Mudanças na NF-e incluem flexibilização e contingência Simultaneamente, o Ajuste SINIEF nº 12/2025 introduz alterações importantes na NF-e, também com início de vigência em 3 de novembro de 2025. Entre as mudanças, destacam-se: Impactos práticos para o comércio varejista Na prática, o conjunto de regras estabelecido pelos Ajustes SINIEF nº 11/2025 e 12/2025 exige atenção redobrada de varejistas e profissionais da contabilidade. A principal consequência é a obrigatoriedade de emitir NF-e modelo 55 em qualquer venda cuja identificação do cliente seja feita por CNPJ, mesmo em estabelecimentos físicos. Além disso, a flexibilização para não preencher o endereço do destinatário em operações presenciais pode facilitar a emissão, especialmente em estabelecimentos de alto fluxo. No caso de entregas em domicílio, o uso do Danfe Simplificado tende a agilizar a logística. Contudo, é essencial que os contribuintes estejam preparados para situações de contingência, mantendo os sistemas atualizados e capacitando suas equipes para emissão posterior conforme o novo prazo legal. Ajustes fazem parte da evolução do controle fiscal A atualização das regras da NFC-e e da NF-e reflete o movimento contínuo da administração tributária em aprimorar os mecanismos de controle fiscal e evitar fraudes. Com a distinção clara entre documentos fiscais para pessoas físicas e jurídicas, o Confaz pretende reforçar a rastreabilidade das operações e facilitar o cruzamento de dados eletrônicos. Segundo especialistas, a medida também reduz a margem para erros na emissão de documentos fiscais, contribuindo para uma maior conformidade das empresas com as normas do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Orientação prática para contadores e empresas Contadores, varejistas e emissores de documentos fiscais devem revisar seus procedimentos internos, ajustar seus sistemas de emissão e orientar equipes sobre as mudanças que ocorrerão a partir de novembro. As soluções fiscais adotadas atualmente precisam estar preparadas para diferenciar operações com CPF e CNPJ de forma automática, evitando autuações e retrabalho. É recomendável, ainda, manter a equipe treinada para lidar com situações de contingência e para o uso correto do Danfe Simplificado, sobretudo nas entregas a domicílio. A restrição da NFC-e às operações com CPF e a exigência de NF-e para CNPJ representam mudanças relevantes para o comércio varejista. A partir de 3 de novembro de 2025, empresas devem estar preparadas para adaptar seus processos fiscais, garantir conformidade e evitar riscos tributários. A correta interpretação e aplicação das normas será fundamental para a segurança das operações e o bom relacionamento com o Fisco. Fonte: Portal ContábeisFoto: Freepik