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Vendas do Dia das Mães devem movimentar R$ 14,37 bilhões em 2025, projeta CNC

Com projeção de aumento de 1,9% em relação às vendas do ano passado, o Dia das Mães de 2025 deve movimentar R$ 14,37 bilhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do avanço, o número é considerado tímido para a segunda data comemorativa mais importante do varejo e pode ser explicado pelo encarecimento do crédito. O ramo de vestuário, calçados e acessórios deve liderar mais uma vez o ranking da preferência do consumidor, com previsão de faturamento de R$ 5,63 bilhões, o que representa um crescimento de 6,2% no comparativo com 2024. Em seguida, aparecem os segmentos de farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (R$ 3,02 bilhões) e estabelecimentos especializados na venda de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,85 bilhão). Informática e comunicação, móveis e eletrodomésticos e utilidades domésticas, segmentos mais dependentes de crédito, devem apresentar retração, com quedas de 2,9%, 4,4% e 6,0%, respectivamente. “O cenário econômico tem exigido mais cautela dos consumidores, que estão mais seletivos neste Dia das Mães. Com isso, o varejo teve de se adaptar com rapidez e criatividade, investindo em promoções, itens de maior giro e mais alternativas de pagamento. Isso comprova o nível de comprometimento dos empresários com a retomada sustentável do consumo no País”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Atualmente, a taxa média de juros das operações com recursos livres destinados às pessoas físicas se encontra no maior patamar desde agosto de 2023, em 56,3% ao ano, de acordo com o Banco Central. “Segundo a autoridade monetária, há uma tendência de crescimento do comprometimento da renda com dívidas no Brasil que já representa 30,6% do orçamento médio das famílias. Este é o maior patamar em quase dois anos”, avalia o economista da CNC Fabio Bentes. Cesta mais cara A inflação também pesa no bolso do consumidor. A cesta típica de consumo da data comemorativa deverá apresentar alta de 5,8% este ano, frente aos 2,5% registrados em 2024. Produtos como joias (+33,7%), chocolates (+21,5%) e perfumes (+9,8%) lideram o aumento de preços. Em contrapartida, eletrodomésticos como fogões e refrigeradores devem ficar até 2,8% mais baratos. Vendas nos Estados São Paulo, com R$ 4,77 bilhões de faturamento, Minas Gerais, com R$ 1,79 bilhão, e Rio de Janeiro, com R$ 1,59 bilhão, devem concentrar 57% do volume total de vendas no País. Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal também se destacam por aparecerem com expectativas de crescimento acima da média nacional (5,6%, 5,5% e 5,1%, respectivamente), impulsionadas pelo maior dinamismo econômico observado nesses estados. Temporários no período A data comemorativa ainda deve gerar 29,73 mil vagas temporárias, superando os 28,36 mil postos criados em 2024. Entretanto, a taxa de efetivação dos trabalhadores deve cair de 29% para 20%, acompanhando o ritmo mais lento de crescimento das vendas. Os Estados de São Paulo (8,6 mil), Minas Gerais (3,3 mil) e Rio de Janeiro (2,3 mil) devem ser os maiores demandantes por temporários. Acesse aqui a pesquisa completa e o vídeo d economista da CNC resposável pelo levantamento Foto: Freepik

Em maio, NR-1 entra em vigor, mas em caráter educativo

Atendendo a pedidos de diversas entidades representativas do setor produtivo — como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que a inclusão dos fatores psicossociais na Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que orienta ações das empresas acerca do cuidado com a saúde dos colaboradores, entrará em vigor a partir de 26 de maio, mas em caráteres educativo e orientativo, ou seja, sem aplicação de multas.  Essa particularidade permanecerá ao longo de um ano, conforme solicitado pela Federação. Na visão da FecomercioSP, os conceitos relacionados a esses riscos são abertos e dificultam a realização de um gerenciamento técnico imediato das empresas. Por esse motivo, muitos negócios, especialmente os pequenos, ainda não tinham conseguido se estruturar para atender à nova legislação.  As empresas também não identificaram ainda riscos envolvidos nas suas atividades ou não reúnem recursos suficientes para a contratar técnicos habilitados.  O MTE anunciou o lançamento de um Guia de informações sobre os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, uma espécie de manual produzido com a colaboração das bancadas de empregados e empregadores, contendo orientações claras e detalhadas sobre como os procedimentos deverão ser tratados.  E, para acompanhar a implementação da norma nesse interim, a pasta vai criar uma comissão nacional temática, com participação do governo, de entidades sindicais e do setor empresarial. Na quinta (24), o presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior, se reuniu com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em Brasília, ao lado de várias outras entidades, para reforçar o pedido. No começo de abril, a Federação organizou uma live sobre o tema, com a participação de especialistas como Eduardo Pastore, assessor da FecomercioSP; Luciana Diniz, advogada especialista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); e José Luiz Pedro de Barros, gerente institucional de Segurança e Saúde do Trabalho do Sistema Firjan. O vídeo condensa boa parte das análises do setor produtivo sobre as alterações da NR-1. É possível ver na íntegra aqui. Foto: Freepik

Baixo otimismo entre varejistas já afeta setores essenciais, revela pesquisa da CNC

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) registrou estabilidade em abril, em relação a março, mantendo-se no patamar dos 101,7 pontos, descontados os efeitos sazonais. No entanto, o resultado representa uma queda acentuada no comparativo com abril do ano passado, de 8,2%, puxado principalmente pelo baixo otimismo com as Condições Atuais da Economia, subindicador medido pelo índice que registou queda de 24,8 na variação anual. Apesar disso, houve leve alta mensal de componentes como as condições atuais gerais (0,8%) e intenções de investimento (0,1%), que mesmo assim não foram capazes de reverter a cautela do empresariado com a atual conjuntura econômica. “Os avanços pontuais não têm sido suficientes para compensar as perdas acumuladas, principalmente entre os comerciantes de bens duráveis, mais sensíveis ao aumento dos juros. Eles têm enfrentado maiores dificuldades, o que se reflete na redução de investimentos e na postura conservadora quanto à expansão dos negócios. O momento reforça a importância de medidas que incentivem o consumo e reduzam as incertezas”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Investimentos e expectativa em baixa Mesmo com tímidas altas mensais, as intenções de investimento caíram 2,4% em relação ao ano anterior. A projeção de contratação de funcionários caiu 2,4%, enquanto os investimentos em estoques, em 1,1%, no comparativo com abril de 2024. O levantamento demonstrou, ainda, que as expectativas para os próximos meses também retraíram (0,5% no mês e 8,9% no ano), apesar de ainda permanecerem em nível considerado otimista, com 128,4 pontos. A avaliação sugere que os empresários estão mais preocupados com o presente do que com o futuro imediato. “O encarecimento do crédito e a perda de dinamismo do mercado de trabalho afetam diretamente a disposição do varejo em expandir. Isso pode ser explicado porque o comércio tem reagido fortemente, já no curto prazo, às condições que impactam negativamente os negócios em médio prazo”, afirma o economista da CNC João Marcelo Costa. Pessimismo entre supermercados e farmácias O baixo otimismo foi mais intenso entre os empresários do comércio de bens duráveis, como eletrônicos, móveis, eletrodomésticos e veículos. Este segmento apresentou a maior retração anual no índice geral (-10,2%) e liderou a queda do sentimento sobre as condições atuais (-14,8%). Até setores tradicionalmente menos afetados pela sazonalidade, como supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, recuaram e já operam em patamar considerado pessimista pelo Icec, com 97,8 pontos. Sobre a pesquisa O Icec é um índice antecedente, baseado em entrevistas com cerca de seis mil empresários do varejo nas capitais brasileiras. Variando de 0 a 200 pontos, o nível de 100 marca a fronteira entre otimismo e pessimismo. O índice é composto por três blocos: condições atuais, expectativas e intenções de investimento, considerando a visão dos empresários sobre a economia, o setor e suas empresas. A partir de abril de 2025, a pontuação do índice passa a descontar os efeitos sazonais, levando à revisão da série histórica.  Acesse a análise completa do Icec, a série histórica e vídeo com comentários do economista responsável pelo estudo Foto: Freepik

Live da FecomercioSP tira dúvidas sobre declaração do Imposto de Renda 2025

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) promove no dia 13 de maio, às 17h, uma live especial sobre a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2025, referente ao ano-calendário de 2024. O evento, que será transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube da Federação, reunirá especialistas para esclarecer as principais dúvidas e destacar as alterações na DIRPF 2025, com foco nas obrigações dos empresários e microempreendedores individuais (MEIs). Com participação de Ricardo Roberto Mendes Ribeiro Junior, Auditor-Fiscal da Receita Federal e supervisor regional do Imposto de Renda, Márcia Ruiz Alcazar, Contadora e ex-presidente do CRCSP, e Sarina Sasaki Manata, assessora da FecomercioSP, a live abordará temas como: ✔ Declaração de participação societária ✔ Rendimento de pró-labore e lucros distribuídos ✔ Orientações para MEIs sobre transferência de recursos para pessoa física ✔ Principais mudanças na declaração deste ano A live também reservará um momento para perguntas dos participantes, permitindo que o público tire dúvidas em tempo real com os especialistas. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) promove no dia 13 de maio, às 17h, uma live especial sobre a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2025, referente ao ano-calendário de 2024. O evento, que será transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube da Federação, reunirá especialistas para esclarecer as principais dúvidas e destacar as alterações na DIRPF 2025, com foco nas obrigações dos empresários e microempreendedores individuais (MEIs). Com participação de Ricardo Roberto Mendes Ribeiro Junior, Auditor-Fiscal da Receita Federal e supervisor regional do Imposto de Renda, Márcia Ruiz Alcazar, Contadora e ex-presidente do CRCSP, e Sarina Sasaki Manata, assessora da FecomercioSP, a live abordará temas como: ✔ Declaração de participação societária ✔ Rendimento de pró-labore e lucros distribuídos ✔ Orientações para MEIs sobre transferência de recursos para pessoa física ✔ Principais mudanças na declaração deste ano A live também reservará um momento para perguntas dos participantes, permitindo que o público tire dúvidas em tempo real com os especialistas. SAIBA MAIS SOBRE A DIRPF 2025 Como participar? A transmissão é gratuita e as inscrições estão abertas. Garanta sua participação na live aqui. Não perca essa oportunidade de se preparar para a entrega do IRPF 2025 com orientações diretas dos maiores especialistas no tema. Serviço Data: 13 de maio de 2025 Horário: 17h Local: YouTube da FecomercioSP Inscrições: gratuitas aqui

MEI já pode emitir um único DAS para vários meses

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) agora contam com uma nova funcionalidade no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGMEI), que permite a emissão de um único Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) para o pagamento de diversos meses de tributos, vencidos, a vencer ou em aberto, tornando a rotina fiscal mais prática, reduzindo a burocracia e contribuindo para uma melhor organização financeira. Antes, o MEI precisava gerar um boleto para cada mês de apuração, o que demandava mais tempo e atenção. Agora, com apenas alguns cliques, é possível emitir um DAS consolidado, reunindo todos os períodos pendentes em um só documento. A iniciativa é resultado da parceria entre a Receita Federal e o Serpro, e visa facilitar o cumprimento das obrigações fiscais do MEI, promovendo maior eficiência e evitando esquecimentos. “Essa é mais uma entrega de grande valor para a Receita Federal e para a sociedade”, afirma o gerente da Divisão de Negócios responsável pelo tema MEI no Serpro, Yuri Bassakin. Bassakin continua explicando que “com a consolidação dos tributos em um único DAS, simplificamos significativamente a regularização fiscal dos contribuintes.” Vantagens para o MEI Mais praticidade: o pagamento dos tributos fica mais simples e rápido.Organização financeira: reunir vários meses em um só documento facilita o controle tributário.Economia de tempo: evita a emissão e o pagamento repetitivo de boletos mensais.Menos burocracia: a regularização fiscal se torna mais acessível e ágil. omo emitir o DAS consolidado Para utilizar a nova funcionalidade, o MEI deve acessar o PGMEI pelo Portal do Simples Nacional, selecionar os períodos desejados e emitir o boleto. Confira os links oficiais: Portal do Simples NacionalPGMEI – Versão abertaPGMEI – Versão completa Com informações da Agência Gov | Via Serpro Foto: Freepik

Dia S pode virar data nacional para homenagear Sistema CNC-Sesc-Senac

O senador Alan Rick (União/AC) protocolou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei (PL) 1799/2025, que institui o Dia Nacional de Valorização e Reconhecimento do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), a ser celebrado anualmente no dia 16 de maio. Criados em 1946, o Sesc e o Senac fazem parte do Sistema CNC-Sesc-Senac, e desempenham papéis estratégicos em áreas como educação, saúde, cultura, lazer e formação profissional. “O Sesc e o Senac têm sido instrumentos fundamentais na promoção da cidadania e da qualificação de milhares de brasileiros. A criação de um dia nacional é uma forma de valorizar esses profissionais e instituições que tanto contribuem para o nosso país”, justificou o senador no projeto de lei. Atualmente, a data de 16 de maio já é reconhecida como o Dia S nos estados do Espírito Santo, Goiás, Roraima, Pernambuco, Sergipe e Mato Grosso. O PL 1799/2025 de autoria do Alan Rick pretende tornar a data reconhecida em âmbito nacional. Detalhes do PL O PL 1799/2025 prevê que, a cada 16 de maio, sejam realizadas atividades, eventos e campanhas educativas em parceria com o Sesc e o Senac. A proposta também incentiva que a sociedade civil, em conjunto com o poder público, organize iniciativas que ampliem a visibilidade das ações promovidas por essas instituições. De acordo com o texto, o objetivo central da nova data é “destacar a importância das atividades desenvolvidas por essas instituições em prol do desenvolvimento social, cultural e educacional dos trabalhadores do comércio e seus dependentes, e de toda a sociedade civil”. Alinhamento com os ODS A proposta destaca a relação das atividades dessas instituições com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), pois as ações do Sesc e do Senac estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente nas áreas de educação de qualidade, trabalho decente, saúde e redução das desigualdades. O projeto seguirá, agora, os trâmites regimentais no Senado Federal antes de ser analisado pela Câmara dos Deputados. “O Dia S é uma oportunidade de reconhecimento e fortalecimento das ações do Sistema CNC-Sesc-Senac. A Diretoria de Relações Institucionais (DRI) da CNC atua junto a senadores e deputados federais para ampliar essa visibilidade e consolidar o apoio às pautas prioritárias e as entidades”, destacou Larissa Rosa, assessora da DRI. Foto: Divulgação

CCT SINTETEL SP é assinada

O SincoElétrico assinou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas no Estado de São Paulo – SINTETEL SP. O documento traz informações importantes e pode ser consultado através deste link. Dúvidas ou outras informações podem ser esclarecidas através do e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br Foto: Freepik

Especialistas falam sobre as mudanças e os efeitos da NR-1 para as empresas

A possibilidade de a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) entrar em vigor em maio tem despertado preocupação das empresas e gerado enorme insegurança jurídica. Para esclarecer os pontos das novas regras e elucidar as obrigações que as empresas terão pela frente, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reuniu, em uma live transmitida pelo canal da Entidade no YouTube, especialistas em Direito Trabalhista para responder às perguntas de empresários, sindicatos e profissionais de Recursos Humanos. Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da FecomercioSP, iniciou a conversa destacando o que a NR-1 propõe e ressaltou a importância de o governo federal considerar a hipótese de adiamento das obrigações até que um manual de conduta e o guia das regras sejam criados. “O que poderia ser uma grande oportunidade para melhorar o ambiente de trabalho, transformou-se em uma avenida de incertezas. Existem muitos conceitos subjetivos que precisam ser esclarecidos. Felizmente, parece que o Ministério do Trabalho avalia a postergação do prazo, o que sugerimos recentemente”, afirmou. Segundo a nova norma, a partir de maio de 2025, as empresas nacionais terão de pôr a mão na massa para cuidar da saúde mental dos funcionários. A nova regra, que faz parte da atualização da NR-1, obriga as companhias a criarem um plano para mapear e prevenir problemas como estresse, assédio e sobrecarga mental no trabalho. Dúvidas respondidas Eduardo Pastore, assessor da FecomercioSP; Luciana Diniz, advogada especialista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); e José Luiz Pedro de Barros, gerente institucional de Segurança e Saúde do Trabalho do Sistema Firjan, responderam às perguntas do público da live, que passou dos 2 mil espectadores simultâneos. Confira, a seguir, as principais questões levantadas. As exigências servem para todas as empresas de qualquer porte? De acordo com a advogada da CNC, as regras são para todas as empresas, independentemente do porte. “A saúde mental deixou de ser um tema secundário e passou a ser central nas estratégias de gestão de pessoas.  Empresas que investem no bem-estar psicológico de seus funcionários observam melhorias substanciais na produtividade e no clima organizacional”, pontuou Luciana. Como definir a responsabilidade da empresa diante de um problema psicossocial? “Fatores externos, como a violência urbana, não são de responsabilidade da empresa. A NR-1 prevê que estas devem antecipar e promover ações que combatam riscos oriundos da atividade laboral, que pode desencadear quadros de estresse, entre outras doenças mentais”, afirmou Barros. Como as micro e pequenas empresas podem se adaptar à nova exigência de gestão de riscos psicossociais? “O desafio para as pequenas empresas é maior, mas o gestor deve ter em mente que a estratégia mais eficiente para monitorar e evitar problemas de saúde mental no ambiente de trabalho é a prevenção e o foco em ações coletivas”, ponderou Pastore. Assista à live completa sobre o tema:  Foto: Freepik

CNC mobiliza lideranças e debate desafios do setor terciário

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou, no dia 15 de abril, em sua sede no Rio de Janeiro, a 3ª reunião da Diretoria de 2025. O encontro reforçou a atuação estratégica da entidade em temas prioritários para o setor terciário, como modernização do Estado, fortalecimento institucional, qualificação profissional, inovação, reforma tributária e conjuntura internacional. Entre os destaques dos últimos meses apresentados no encontro, estiveram a entrega da Agenda Institucional do Sistema Comércio a parlamentares, um evento dedicado à pauta da reforma administrativa e as reuniões técnicas dos grupos Cetur, Atena e Renalegis, ocorridos em Brasília. A articulação com lideranças empresariais do Mercosul, a comemoração de um ano da CNC Play, os resultados da comunicação institucional e os debates promovidos pelo seminário da Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC) sobre o futuro das negociações coletivas também foram apresentados aos diretores presentes. Foco na inovação A qualificação de lideranças também ocupou lugar de destaque com a apresentação do Programa Pró-Líder, iniciativa do Senac Mato Grosso que já formou turmas de gestores e empresários, incluindo um módulo internacional na Universidade Nova de Lisboa. “Estamos formando líderes preparados para os desafios globais, com imersão internacional e visão estratégica”, afirmou José Wenceslau de Souza Júnior, presidente da Fecomércio-MT. A nova edição do programa, voltada ao varejo, levará os participantes à NRF 2026, maior evento mundial do setor, em Nova York. O diretor de Economia e Inovação da CNC, Mauricio Ogawa, apresentou dados que reforçam a vocação inovadora do setor: 38,53% das empresas terciárias brasileiras inovaram nos últimos anos. Ogawa destacou que a Confederação, por meio da Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação e Inovação (CBTIN), vem atuando em defesa de políticas públicas permanentes de incentivo à inovação. “A pandemia deixou um legado importante: o reconhecimento do setor como espaço de adaptação rápida e criatividade”, observou Antonio Florencio de Queiroz Junior, presidente da Fecomércio-RJ e coordenador da CBTIN.] Elienai Câmara, chefe de Gabinete da CNC e coordenador de Comunicação do Sistema CNC-Sesc-Senac, apresentou os resultados de mídias digitais e imprensa dos últimos eventos realizados pela CNC, além de da Semana S do Comércio, de 16 a 17 de maio, que celebrará a força do setor terciário. “É uma grande vitrine do trabalho integrado do Sistema CNC-Sesc-Senac, federações e sindicatos, em prol do desenvolvimento social, da qualificação e do empreendedorismo”, explicou Elienai. Reforma tributária Outro ponto central da reunião foi a preocupação com os efeitos da reforma tributária sobre a sustentabilidade das entidades sindicais patronais. Com a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), em 2027, sindicatos poderão ser tributados sobre receitas próprias, como aluguéis e contribuições voluntárias. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, enfatizou a importância de articulação e comunicação sobre o tema. “O que está em jogo é a capacidade de representação das entidades que negociam convenções coletivas e defendem os interesses do setor produtivo. É um desafio que precisamos enfrentar com união e estratégia”, frisou Tadros. Escuta ativa Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS e coordenador das Câmaras Brasileiras de Comércio e Serviços a CNC, apresentou o relatório de atividades 2024 das Câmaras Brasileiras do Comércio e Serviços da CNC, resultado de uma escuta qualificada com membros dos fóruns, que reflete as principais conquistas, gargalos e oportunidades identificados pelos segmentos representados. Próximas agendas A agenda da reunião incluiu ainda o convite oficial de José Carlos Raposo, presidente da Feaduaneiros, para a Intermodal South America 2025 — maior feira da América Latina dedicada ao comércio exterior, logística e e-commerce internacional — e o convite do presidente Antonio Florencio para a terceira edição do Web Summit Rio, que acontecerá de 27 a 30 de abril, com apoio da Fecomércio-RJ. Mercado em pauta A Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC 6×1 foi tema de atenção na área trabalhista. Para o professor e presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomércio-SP, José Pastore, a proposta gera um impacto econômico negativo que não pode ser desprezado. Segundo ele, qualquer discussão nesse sentido deve obrigatoriamente seguir um modelo de implementação progressiva, construído por meio de negociação coletiva. “É uma mudança sensível, com efeitos amplos sobre a dinâmica do trabalho e os custos das empresas. Por isso, precisa ser debatida com equilíbrio e acordada entre as partes envolvidas”, alertou Pastore. Na pauta econômica, Felipe Tavares, economista-chefe da CNC, comentou os efeitos das tarifas comerciais recentemente anunciadas pelos Estados Unidos. “Tarifas elevadas para outros países acabam abrindo novas oportunidades para o Brasil e podem ampliar nossa presença no mercado global”, esclareceu Tavares. Foto: CNC

Semana S: o Brasil que dá certo se mostra à população

por José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac Em maio, daremos início à Semana S do Comércio, uma mobilização nacional que reúne CNC, Sesc, Senac, federações estaduais e sindicatos empresariais para mostrar o impacto que o Sistema Comércio tem na vida dos brasileiros. Em um momento de desafios econômicos e sociais, é fundamental evidenciar o que funciona, o que gera resultados, o que constrói cidadania — e esse é o propósito da iniciativa. Mais do que ações pontuais, a Semana S é uma vitrine da atuação conjunta e contínua das instituições que compõem o Sistema. A CNC, como entidade representativa do setor terciário, articula a defesa dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo junto aos três poderes e nas três esferas da Federação. Por meio de 34 federações e mais de mil sindicatos, conhecemos de perto as demandas da base produtiva e trabalhamos para melhorar o ambiente de negócios e reduzir o custo de empreender no Brasil. Sesc e Senac são os braços sociais e educacionais dessa estrutura. O Sesc, em 2024, alcançou 109 milhões de participações em suas atividades. São mais de 10,5 milhões de credenciais válidas, o que demonstra a confiança da população nos serviços oferecidos. O programa Mesa Brasil assiste, mensalmente, mais de 2,3 milhões de pessoas com alimentos e ações de combate ao desperdício, reforçando o compromisso com a segurança alimentar e o combate à fome em larga escala. Na educação, o Sesc somou 1,73 milhão de inscrições em 53.928 ações, incluindo desde a educação básica (infantil, fundamental, médio e EJA) até atividades de formação complementar. Em saúde, foram 5,3 milhões de ações, com destaque para os mais de 612 mil inscritos em atividades de saúde bucal e 2,4 milhões em outras ações preventivas. A oferta de refeições e lanches ultrapassou 53 milhões de unidades, em um esforço que garante alimentação digna a milhares de brasileiros diariamente. No campo da cultura, houve 758 mil inscrições em ações formativas, além de 5 milhões de consultas e empréstimos em bibliotecas. O lazer também teve números expressivos: 1,8 milhão de inscrições em atividades físicas e 1,05 milhão em turismo social, totalizando 2,1 milhões de participações em viagens e excursões. Destacam-se ainda 66,6 mil ações voltadas à terceira idade e 9 mil ações de desenvolvimento comunitário, refletindo o compromisso com o envelhecimento ativo e o fortalecimento de vínculos sociais. Essa entrega só é possível graças a uma infraestrutura sólida: 642 unidades fixas, 151 unidades móveis, 245 escolas, 432 bibliotecas, 252 clínicas odontológicas, 440 restaurantes, 957 espaços esportivos, 119 teatros, 47 cinemas e diversos espaços culturais e expositivos, distribuídos em 341 municípios brasileiros. Já o Senac reafirma sua posição como referência na formação profissional de excelência. Em 2024, foram concluídas 949.888 matrículas em formação inicial e continuada, 148.706 em cursos técnicos de nível médio e 31.406 no ensino superior. A instituição está presente em 2.182 municípios, com 433 centros de educação profissional, 329 polos de EAD, 89 carretas-escola e uma balsa-escola — um modelo de mobilidade educacional raro e eficiente. São mais de 36 mil colaboradores, entre efetivos, temporários e aprendizes, comprometidos com a transformação por meio do conhecimento. É importante destacar que os recursos que financiam essas ações são privados — oriundos da contribuição compulsória de empresas do setor — e geridos com total transparência. O Sistema S está entre os mais auditados do país, com controles internos rigorosos e fiscalizações permanentes por órgãos como TCU e CGU. É gestão técnica, apartidária e voltada ao interesse público. Mas o mais relevante é o impacto social. Num país marcado por desigualdades históricas, Sesc e Senac promovem inclusão com eficiência. Chegam onde o Estado nem sempre alcança, acolhem quem mais precisa, oferecem portas de saída para situações de vulnerabilidade e oportunidades reais para quem busca desenvolvimento pessoal e profissional. Por isso, a Semana S não é apenas uma campanha: é um manifesto em favor do Brasil que trabalha, educa, acolhe e transforma. É também uma demonstração pública da força institucional de um sistema que entrega valor — para empresários, trabalhadores e sociedade. Convido, em primeiro lugar, os empresários e trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo a se engajarem ativamente nessa mobilização. Esta é também uma celebração da sua contribuição silenciosa, mas fundamental, para um país mais justo e produtivo. E convido toda a sociedade a participar da programação. Em milhares de unidades do Sesc e do Senac em todo o país, haverá atividades gratuitas, acessíveis e transformadoras. A Semana S é o reflexo do Brasil que dá certo — e o Sistema Comércio tem orgulho de construir esse país todos os dias. Artigo originalmente publicado no jornal Correio Braziliense, em 14 de abril de 2025. Foto: CNC