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Seminário da CNCC discute os desafios e o futuro das negociações coletivas

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sediou, nesta quinta-feira (3), o Seminário Panorama Trabalhista e Sindical para 2025, da Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC). O evento, realizado de forma híbrida, teve como principal objetivo fornecer informações atualizadas para aprimorar as negociações coletivas e qualificar a atuação dos negociadores sindicais. Durante o evento, especialistas e representantes do setor apresentaram análises sobre os cenários e perspectivas das relações trabalhistas sob as óticas sindical e empresarial. Além disso, debateram os impactos das regulamentações recentes nas empresas e discutiram estratégias para solucionar impasses e demandas por meio do fortalecimento da negociação coletiva. Na abertura do seminário, o diretor Jurídico e Sindical da CNC, Alain MacGregor, ressaltou a relevância da negociação coletiva no setor empresarial brasileiro. Em sua fala, MacGregor enfatizou que o evento marca uma nova etapa para a CNCC, destacando a presença de importantes figuras do meio jurídico e acadêmico. “Esse é o primeiro evento do ano da nossa CNCC, e o nosso presidente, Ivo Dall’Acqua Jr., conseguiu trazer figuras prestigiosas para debater a negociação coletiva”, afirmou. O diretor Jurídico da CNC mencionou a participação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Filho, destacando sua contribuição histórica na busca por soluções para desafios enfrentados pelas representações empresariais. Ele também ressaltou a força da estrutura sindical do setor de comércio, serviços e turismo, que conta com 34 Federações e 1.070 sindicatos em todo o País. Segundo ele, essa base sólida é essencial para o avanço das negociações coletivas e para a busca de um ambiente mais favorável aos negócios. “O equilíbrio entre Legislativo, Judiciário e classe empresarial é fundamental para construirmos um Brasil melhor.” O evento contou também com a presença do professor André Teixeira, especialista em negociação coletiva, cuja experiência foi enaltecida por MacGregor, salientando os desafios da negociação direta entre empresas e sindicatos laborais. “Negociar diretamente não é uma tarefa simples, e o senhor faz isso com maestria”, disse. O Seminário Panorama Trabalhista e Sindical para 2025 reuniu lideranças empresariais, jurídicas e políticas para discutir desafios e perspectivas das relações trabalhistas no Brasil. Avanços da reforma trabalhista O ministro do TST Ives Gandra Martins Filho defendeu o papel da negociação coletiva na modernização das relações trabalhistas. Em sua exposição, Ives Filho dividiu sua análise em três aspectos: a visão da ala protecionista do TST, a visão da ala liberal e sua própria percepção sobre a negociação coletiva. “A espinha dorsal da reforma trabalhista foi o prestígio da negociação coletiva”, afirmou o ministro, reforçando que a flexibilização das relações laborais é fundamental para um ambiente de negócios mais dinâmico. O ministro também ressaltou a necessidade de enxergar as relações de trabalho não como uma luta de classes, mas como um empreendimento comum entre empregadores e empregados. “A legislação rígida, com interpretação igualmente inflexível, não protege o próprio trabalhador”, explicou. Ele defendeu que a aplicação dos princípios da subsidiariedade e da solidariedade pode contribuir para um ambiente de maior harmonia entre as partes. O presidente da CNCC, Ivo Dall’Acqua Jr., comentou a fala do ministro e ressaltou sua relação com os princípios históricos da CLT e sua conexão com o pensamento social cristão. “Uma fala muito preciosa do ministro ao remeter à CLT e à ‘Rerum Novarum’. Praticamos isso há quase 80 anos. No ano que vem, o Sesc e o Senac completarão 80 anos, fruto desse pensamento que busca harmonizar trabalho, família e bem-estar”, destacou. Desafios e tendências da negociação coletiva O professor da Fundação Dom Cabral e especialista em gestão de negociações coletivas, André Teixeira, trouxe uma análise prática dos desafios e das tendências da negociação coletiva durante sua palestra. Em sua fala, Teixeira salientou que o atual cenário apresenta oportunidade única para fortalecer o diálogo entre empresas e sindicatos. “Nós estamos vivendo um momento que fortalece, tanto do lado das empresas quanto do lado dos sindicatos, a negociação coletiva”, afirmou o professor. Ele ressaltou que o processo de negociação envolve pressão natural e que, por vezes, a relação entre as partes é encarada como um embate, o que pode prejudicar a construção de acordos benéficos para todos os envolvidos. Com experiência em negociações no setor privado, Teixeira enfatizou a capacidade de argumentação e a construção de consenso como essenciais para o sucesso das negociações. “A negociação coletiva não deve ser um jogo de ameaças, mas sim um espaço de construção conjunta.” Importância da aproximação com a base Durante a palestra Novos Enfrentamentos nas Negociações Coletivas, a advogada especialista da CNC Luciana Diniz falou sobre a importância de aproximar as discussões sindicais da realidade das empresas e dos sindicatos em todo o País. Diniz destacou que um dos objetivos da CNC é promover um debate mais prático e alinhado às mudanças legislativas e normativas que impactam as negociações coletivas. “O nosso intuito é a aproximação da realidade do dia a dia da nossa base e também promover um diálogo mais direto e produtivo”, esclareceu. A especialista também reforçou que a realização periódica do seminário, duas vezes ao ano, busca apresentar conteúdos relevantes e atualizados para os participantes. “Sempre tentamos movimentar este seminário para que ele realmente faça a diferença na hora da negociação coletiva”, explicou. Luciana Diniz enfatizou que a CNC representa um setor extremamente diversificado e que, por isso, é essencial manter um canal aberto com as empresas e sindicatos para entender suas necessidades e desafios. “A nossa missão é aproximar essa conversa e garantir que as trocas de experiências e informações sejam produtivas e eficazes.” Uniformização das decisões judiciais O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Aloysio Corrêa da Veiga, falou sobre a necessidade de maior estabilidade e coerência nas decisões da Justiça do Trabalho. O magistrado enfatizou a alta litigiosidade no Brasil e os desafios enfrentados pelo Judiciário diante do grande volume de processos. “Recebemos cerca de 600 mil processos por ano no TST, o que impacta diretamente a morosidade da prestação jurisdicional”, afirmou Corrêa. Ele ressaltou que a previsibilidade das decisões é essencial para garantir segurança

Comércio cresce 0,5% em fevereiro e atinge maior patamar da história

As vendas no comércio cresceram 0,5% na passagem de janeiro para fevereiro, atingindo o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000. O recorde anterior foi em outubro de 2024. A constatação está na Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado tem ajuste sazonal, o que tira efeitos de calendário e permite comparação mais ajustada. Já na série sem ajuste sazonal, o desempenho das vendas em fevereiro representa evolução de 1,5% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 3,6%. A média móvel trimestral, indicador que mostra a tendência de comportamento das vendas, teve crescimento de 0,2%, com ajuste sazonal. Com os números conhecidos nesta quarta-feira, o comércio se coloca 9,1% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, observado em fevereiro de 2020. Na comparação entre meses imediatos, a alta de 0,5% é considerada a primeira fora do intervalo de estabilidade, ou seja, quando os números eram muito próximos de zero: • Outubro 2024: 0,4%• Novembro 2024: -0,2%• Dezembro 2024: -0,2%• Janeiro 2025: 0,2%Grupos de atividadesDas oito atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro apresentaram expansão:• Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%• Móveis e eletrodomésticos: 0,9%• Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%• Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,1% De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, em fevereiro, foi observada a volta do protagonismo para o setor de hiper e supermercados, após um período de 6 meses com variações próximas de zero. O analista aponta que a desaceleração da inflação da alimentação em domicílio, que passou de 1,06% em janeiro para 0,76% em fevereiro, ajuda a explicar esse protagonismo das vendas nos supermercados. As quatro atividades que apresentaram recuo nas vendas foram: • Livros, jornais, revistas e papelaria: -7,8%• Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -3,2%• Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%• Combustíveis e lubrificantes: -0,1% De acordo com o gerente da pesquisa, o destaque negativo do segmento de livros, jornais, revistas e papelarias é explicado por uma “evasão dos produtos físicos dessa atividade, que estão indo para o consumo para serviços como plataformas digitais”. Ele acrescenta que o fechamento de mais lojas físicas, sobretudo livrarias, foi outro fator que explica o resultado.Esse setor se encontra 80,2% abaixo do ponto mais alto atingido pela atividade, em janeiro de 2013.No varejo ampliado, que inclui dados de vendas de veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas do comércio recuou 0,4% de janeiro para fevereiro na série com ajuste sazonal. Em 12 meses, há expansão acumulada de 2,9%, sem ajuste sazonal. Revisão de 2024O IBGE informou que uma grande empresa do setor de artigos farmacêuticos corrigiu dados relativos a 2024. Dessa forma, a expansão da atividade, anteriormente apurada em 14,2%, passou para 7,4%. Essa mudança fez com que o comércio como um todo tivesse crescimento de 4,1% em 2024, abaixo dos 4,7% originalmente divulgados. Mesmo com a regressão de 0,6 ponto percentual, a alta de 2024 é a maior desde 2013, quando tinha crescido 4,3%. Fonte: Agência Brasil Foto: Freepik

Famílias ampliam endividamento para conter inadimplência

Mesmo com o crescimento do número de famílias endividadas pelo segundo mês seguido, a inadimplência não avançou em março. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,1% das famílias relataram ter dívidas a vencer — maior patamar desde setembro do ano passado —, mas a parcela inadimplente ficou estável em 28,6%. Já o percentual de famílias que não terão condições de pagar dívidas vencidas recuou para 12,2%. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o resultado revela esforço das famílias para manter o controle financeiro mesmo diante das pressões do orçamento. “O crédito tem papel fundamental no orçamento das famílias e no fomento ao consumo, mas precisa ser utilizado com planejamento, principalmente em um cenário de juros elevados. O avanço do endividamento com estabilidade da inadimplência sinaliza maior consciência no uso do crédito”, afirma. A CNC projeta que essa tendência deve continuar ao longo do ano. A expectativa é de aumento de 2,5 pontos percentuais no endividamento até o fim de 2025, em relação ao início do ano, impulsionado por maior confiança no consumo e pela necessidade de reorganização financeira. A inadimplência, por sua vez, deve recuar marginalmente, com previsão de queda de 0,7 ponto percentual nos 12 meses. O levantamento também mostra que o tempo de inadimplência está diminuindo: 47,6% dos inadimplentes estão com dívidas em atraso há mais de 90 dias — o menor nível desde maio de 2024. Ao mesmo tempo, o comprometimento da renda com dívidas se manteve em 29,9%, e 20,8% das famílias afirmam comprometer mais da metade da renda com o pagamento dessas obrigações. Carnês avançam mesmo com juros mais altos Embora o cartão de crédito continue sendo a modalidade mais utilizada (presente em 83,7% dos endividados), ele perdeu espaço em relação ao ano passado. Em contrapartida, os carnês voltaram a crescer e se mantêm como a segunda principal forma de endividamento das famílias. A modalidade ganhou 1,3 ponto percentual na comparação anual. Para o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, isso reflete que as famílias estão tendo mais dificuldade de acessar fontes formais de crédito e acabam optando por modalidades alternativas, porém com juros maiores. “A alta dos carnês e do crédito pessoal mostra que o consumidor está buscando formas alternativas, porém mais caras, de conseguir empréstimos para manter o consumo ou quitar dívidas”, explica. Outro sinal de mudança é o encurtamento dos prazos das dívidas. O percentual de famílias com compromissos superiores a um ano caiu para 34,4% — menor nível desde agosto de 2024 —, enquanto cresceu o número de dívidas com vencimento entre três meses e um ano, indicando preferência por prazos mais curtos. Faixas de renda e gênero Entre as faixas de renda, o maior avanço do endividamento ocorreu entre famílias que recebem até três salários mínimos (+1,0 p.p. em relação a março de 2024). Já os consumidores com renda entre 5 e 10 salários apresentaram a maior queda da inadimplência (-1,1 p.p.). Acima dos 10 salários mínimos, houve leve aumento tanto da inadimplência quanto da parcela que não conseguirá quitar dívidas vencidas. No recorte por gênero, o endividamento cresceu entre homens (+0,5 p.p.) e mulheres (+0,9 p.p.). No entanto, os homens registraram queda da inadimplência e melhora da capacidade de pagamento. Já entre as mulheres, houve aumento da inadimplência e da percepção de que não conseguirão pagar os débitos vencidos. Acesse aqui a análise e a série histórica foto: Freepik

Varejo inicia o ano com alta de 9,9%

As vendas do comércio varejista paulista cresceram 9,9% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). No mês, o faturamento real atingiu R$116,7 bilhões — R$10,5 bilhões acima do apurado em 2024, a maior cifra para um mês de janeiro desde 2008. Contudo, é importante ressaltar que o montante diz respeito às receitas, e não à lucratividade. O recorde no faturamento está ligado, de alguma forma, ao índice de inflação, que elevou os preços de vários produtos, impactando a mensuração do volume movimentado em vendas. Em outras palavras, vender mais não significa lucrar mais. A Federação também destaca que o bom desempenho do Comércio no início do ano é mais reflexo do mercado de trabalho aquecido, que aumenta o contingente de pessoas com capacidade de consumir. Em uma conjuntura macroeconômica marcada por inflação acima do teto da meta e juros elevados, a expectativa da Entidade é de desaceleração a partir do segundo trimestre. Os juros altos, com a Selic em 14,25% e previsão de atingir 15% ao ano (a.a.) em maio, devem dificultar o acesso ao crédito, afetando principalmente a compra de automóveis, móveis e eletrodomésticos. Desempenho dos segmentosOito das nove atividades avaliadas apontaram aumento no faturamento: lojas de vestuário, tecidos e calçados (13,4%); autopeças e acessórios (13,3%); farmácias e perfumarias (12,1%); outras atividades (11%); concessionárias de veículos (10,5%); supermercados (9,7%); lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (8,1%); e materiais de construção (5,1%). Esses números contribuíram para o resultado geral com 10 pontos porcentuais (p.p.).  [TABELA 1]Faturamento Comércio Varejista – Estado de São Paulo Fonte: SEFAZ-SP/ FecomercioSP(*) a preços de janeiro/2025. No sentido inverso, as lojas de móveis e decoração registraram queda de 3,3%, resultando em uma pressão negativa de 0,1 p.p. Por apresentar o maior faturamento, o setor de supermercados foi um dos destaques de janeiro, exercendo a maior contribuição positiva para o resultado geral. O consumo de bens essenciais, que segue forte, foi confirmado pelas vendas das farmácias e perfumarias. Concessionárias de veículos, por sua vez, foram incentivadas pelo crédito alongado e pela reposição de frota, mas podem desacelerar com juros altos. Lojas de eletrodomésticos e eletrônicos mantiveram crescimento relevante, com maior força na capital. O setor ainda se beneficia da onda de renovação de bens duráveis iniciada em 2024, mas permanece sensível ao crédito elevado. O segmento de vestuário, tecidos e calçados apresentou recuperação acentuada no interior. Em contrapartida, a queda nas lojas de móveis e decoração aponta para uma possível saturação do consumo de itens para o lar, embora, na capital, ainda se registre uma leve alta. Capital paulistaEm São Paulo, as vendas no varejo cresceram 9,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. A cidade atingiu um faturamento de R$ 35 bilhões em janeiro, quase R$3 bilhões a mais do que no mesmo período de 2024. Todas as atividades registraram alta: eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (16,6%); outras atividades (12,3%); autopeças e acessórios (10%); supermercados (9,5%); lojas de móveis e decoração (7,6%); farmácias e perfumarias (7,5%); concessionárias de veículos (7,4%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (7,4%); e materiais de construção (4,6%).  [TABELA 2]Faturamento Comércio Varejista – cidade de São PauloFonte: SEFAZ-SP/ FecomercioSP(*) a preços de janeiro/2025. Foto: Freepik

Em fevereiro, volume de empregos criados nas MPE ultrapassa a marca de 2024

Em 2025, os pequenos negócios continuam sendo os maiores geradores de empregos do país. No mês de fevereiro, do total de 431.995 postos de trabalho abertos no Brasil, 247.753 estavam nas micro e pequenas empresas (MPE). O dado ultrapassa as 178 mil novas contratações registradas no mesmo período de 2024. O levantamento é do Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).  O resultado também é positivo se considerarmos o acumulado dos dois primeiros meses deste ano, quando as MPE contabilizaram 322.958 novas vagas. No ano passado, a soma dos novos postos de trabalho criados em janeiro e fevereiro havia sido de 290 mil postos de trabalho. Na divisão por setores, as MPE de Serviços saíram na frente em fevereiro, com 134.451 contratações. O Comércio vem em seguida, com a criação de 37.078. empregos, e a Indústria da Transformação na terceira posição, com 35.957. Os números do Caged, analisa o presidente do Sebrae, Décio Lima, sinalizam a capilaridade dos pequenos negócios em todos os setores da economia. “No geral, são mais de meio milhão de empregos gerados, somente no mês de janeiro e fevereiro. Este é o comportamento na geração de empregos, que na verdade, revela a solidez do crescimento econômico do nosso país. E há um elemento muito importante a ser levado em conta, geralmente quando se começa a sair de uma crise são os pequenos negócios, que primeiro respondem, nós já superamos esta etapa porque a geração de empregos também está envolvendo as grandes produções nacionais e as grandes cadeias produtivas, o que é fundamental para a gente ter segurança no processo de crescimento do nosso país, este é o governo do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckimin, levando o Brasil para o desenvolvimento que garanta para todos nós segurança econômica, com crescimento e inclusão social”, afirma. Foto: Freepik

CNC, Sesc, Senac e Federações promovem a Semana S do Comércio em todo o país

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as Federações do Comércio de todos os estados e do Distrito Federal, o Sesc e o Senac promoverão, entre os dias 11 e 17 de maio, a Semana S do Comércio. O maior evento integrado do Sistema Comércio brasileiro levará lazer, cultura, entretenimento, conhecimento e cidadania à população, além de palestras para incentivar o desenvolvimento e a inovação do setor terciário nacional. Acesse o site e confira a programação completa em sua região, além de detalhes sobre inscrições gratuitas.  A Semana S do Comércio, que celebrará também os 80 anos da CNC, proporcionará uma jornada de oportunidades, com centenas de atividades diárias. Em linha com os benefícios que o Sistema S leva à população, serão promovidos encontros com empresários dos mais diversos segmentos do setor terciário para discutir tendências em inovação e negócios.  “É fundamental apresentar à sociedade o impacto transformador das ações do Sesc e do Senac na qualidade de vida, educação, cultura e desenvolvimento profissional de milhões de brasileiros. Tudo isso só é possível graças aos empresários do setor, que investem e acreditam na missão de transformar vidas. São os empresários que financiam esse grande sistema de promoção social e qualificação profissional, com resultados concretos para o País”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.  Por ano, o Sistema Comércio capacita mais de 1 milhão de pessoas para o mercado de trabalho por meio da formação inicial e continuada, educação técnica de nível médio e ensino superior ofertados pelo Senac. Pelo Sesc, apenas em 2024, foram beneficiadas mais de 10 milhões de pessoas que são credenciadas para realizar diversas atividades, desde programas de saúde, educação básica, lazer, atividades físicas, turismo social, trabalho social com idosos, e o Mesa Brasil, que leva refeições gratuitas a 2 milhões de pessoas todo mês.  “O mundo do trabalho está em plena transformação. O Sesc acompanha essa dinâmica buscando levar qualidade de vida e bem-estar para o trabalhador do comércio. Hoje temos 10.5 milhões de credenciados. Em 2024, inauguramos mais de 50 instalações em todo país. Na educação, alcançamos uma rede de 245 unidades escolares. Na saúde, atendemos mais de 177 mil clientes no OdontoSesc. Na cultura, fizemos mais de 55 mil apresentações artísticas. No lazer, hospedamos quase 800 mil pessoas em nossas unidades hoteleiras. Na assistência, atingimos o recorde de 57 milhões de quilos em doações. Um marco no combate à fome no Brasil. Queremos mostrar, na Semana S, este imenso trabalho de responsabilidade social dos empresários do setor”, enfatiza o diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo.  Na mesma linha, o diretor-geral do Departamento Nacional do Senac, Marcus Vinicius Machado Fernandes, fala da amplitude do trabalho realizado por todo o País. “Na atual conjuntura de inovações e avanços tecnológicos constantes, o objetivo do Senac é ofertar uma educação profissional inovadora e inclusiva. Os números da Instituição em 2024 refletem o impacto de nossa atuação: foram 2.171.420 atendimentos, abrangendo mais de 2 mil municípios, com 1.508.653 matrículas em uma ampla variedade de cursos, em nossas 689 unidades, reafirmando nosso compromisso como agente de transformação social e impulsionador do setor de comércio de bens, serviços e turismo”, aponta.  A programação da Semana S varia em cada estado. Confira a programação preliminar no site ou consulte a Comunicação da Federação de sua região. Foto: CNC

CNC lança campanha que defende um ambiente de negócios mais justo

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou a campanha “Agenda Institucional” para promover a edição 2025 do documento que consolida as principais demandas do setor terciário junto ao poder público. Criada e produzida pela agência Calia | Y2, a campanha reforça o papel estratégico da CNC na defesa de um ambiente de negócios mais justo, menos burocrático e com maiores oportunidades para empresários e trabalhadores do setor. A Agenda Institucional do Sistema Comércio 2025 foi entregue ao presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além de ministros, lideranças do Executivo e parlamentares. O documento apresenta uma série de propostas para a regulamentação da reforma tributária, desburocratização, incentivo ao setor, legislação trabalhista e empresarial, além de medidas voltadas à inovação, qualificação profissional e transformação digital da economia. Com linguagem acessível e direta, a campanha destaca a importância da atuação da CNC na defesa do setor terciário, representando mais de 7 milhões de empresas e 43 milhões de empregos. O conceito criativo ressalta os desafios enfrentados pelos empresários brasileiros e como a Confederação trabalha para reverter esse cenário, promovendo um ambiente de negócios mais estável e competitivo. A campanha entrou no ar no dia 28 de março e permanecerá em veiculação até o dia 6 de abril, com ampla distribuição em televisão aberta, televisão fechada, internet e redes sociais. Mais informações sobre a Agenda Institucional estão disponíveis no site agendadocomercio.org.br Fonte e foto: CNC

Com alta dos preços, Impostômetro chega aos 20 anos registrando R$ 1 trilhão

Painel da ACSP completa duas décadas com o objetivo de informar e conscientizar o contribuinte sobre o peso dos impostos no dia a dia. O primeiro trilhão deste ano foi alcançado com cinco dias de antecedência na comparação com 2024. No dia 20 de abril, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) completa 20 anos contabilizando em tempo real os impostos, taxas e contribuições pagos à União e aos governos estaduais e municipais pelos brasileiros. A alta da inflação, em especial dos alimentos, levou o painel eletrônico a registrar R$ 1 trilhão às vésperas do seu aniversário, às 18h04 do último domingo (30/03), na virada de março para abril. A marca foi atingida cinco dias antes de 2024. Em 2023, a mesma marca foi registrada em 26 de abril, o que demonstra como a arrecadação começou acelerada em 2025. Criado em 2005 pela ACSP, o Impostômetro nasceu com o objetivo de chamar a atenção dos contribuintes para a grande parcela da sua renda que é destinada ao pagamento de tributos. Hoje, o painel é uma referência nacional, copiada em diversas regiões do Brasil e até mesmo ponto turístico para quem circula pelo Centro Histórico da Capital paulista. “Toda vez que a arrecadação tem uma performance mais forte, vira notícia. Então, o objetivo principal foi alcançado: fazer o cidadão saber o quanto paga de imposto. Mas não basta saber, é preciso entender que isso dá a ele direito de cobrar resultados, contrapartidas do governo sobre como os recursos são utilizados”, diz Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP. A chegada ao trilhão no fim do primeiro trimestre de 2025, como registra o Impostômetro, continua a destacar mais do mesmo: sem o arrefecimento da inflação, que causa aumento das receitas, o aumento da carga deve continuar, afetando ainda mais o bolso dos consumidores, explica o economista. O reajuste de algumas alíquotas que haviam sido reduzidas, como a de combustíveis, também justifica esse aumento da arrecadação. Portanto, ainda que a economia continue a manter um crescimento modesto e a inflação já tenha sido bem mais alta, esses fatores acabam gerando ‘um peso’ sobre os preços. “A inflação sozinha já seria um fator de aumento da carga tributária. Mas o problema maior é que agora temos um aumento da ‘inflação da arrecadação’, sem melhora nas contrapartidas, com o aumento de gastos não-essenciais pelo consumidor, e até muitos outros que não são justificáveis – como os ‘penduricalhos’ (benefícios financeiros complementares aos salários e pagos aos membros do judiciário). Tudo isso é pago pelo governo”, completa Solimeo. Mas há uma contradição ainda mais grave, entre a política fiscal e monetária, que não ajuda a melhorar esses indicadores: enquanto o Banco Central aumenta os juros para desacelerar a economia, o governo continua injetando dinheiro via FGTS e fazendo empréstimos para baixar a taxa de juros – exatamente no sentido contrário do que o BC determina para a política monetária, aponta o economista da ACSP. “A política dos juros altos penaliza a economia, os empresários e o consumidor com a alta nos preços e inflação gerada pela conduta do governo. Ou seja, pagamos imposto duas vezes.” DUAS DÉCADAS DE TRANSPARÊNCIA Localizado na rua Boa Vista, 51, no Centro Histórico da Capital paulista, o Impostômetro da ACSP foi inaugurado um dia antes do feriado de 21 de abril de 2005. A ideia era associar o painel com a história de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que em 1792 se rebelou contra a cobrança do quinto (imposto de 20% sobre o ouro produzido no Brasil) e a prática da derrama. Tiradentes lutava pelo direito do povo e, com essa inspiração, o Impostômetro foi criado para os contribuintes e cidadãos terem o direito de saber e cobrar como o que é arrecadado é utilizado, pois é a partir deste montante que o governo cria capacidade para investir em áreas importantes para a população, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Marcel Solimeo lembra que desde a sua inauguração, o Impostômetro conquistou grande apelo. Ele chama atenção também para o crescimento do valor arrecadado nas três esferas de governo do país, pois houve um aumento bastante significativo após a inauguração do painel já que, na época, a carga tributária era inferior a 30% do PIB. Hoje, está na casa dos 35%. Ou seja, de toda a riqueza que se produz no Brasil, mais de um terço se converte em impostos, taxas e contribuições. “E mesmo com todas as campanhas e todo o esforço em prol da conscientização por parte da população sobre a quantidade de impostos pagos diária, mensal e anualmente”, reforça o economista, lembrando de iniciativas como a que a ACSP desenvolveu para ajudar o consumidor nessa conscientização, como o Imposto na Nota. Em 2024, o painel eletrônico da ACSP atingiu pela primeira vez a marca inédita de R$ 3,6 trilhões pagos em tributos. Neste ano, essa marca pode ser superada se o ritmo da arrecadação for mantido. Fonte: Diário do Comércio Foto: Freepik

Pesquisa da CNC revela que varejistas estão pessimistas pela primeira vez em quatro anos

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou queda de 2,6% em março em relação a fevereiro, marcando a quarta retração consecutiva e alcançando 99,2 pontos, o menor nível desde junho de 2021, quando foi de 98,4 pontos. A comparação anual também revelou tendência negativa mais intensa, com diminuição de 9,1% numa análise anual. A pesquisa, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revelou que a Expectativa para a Economia – Icec apresentou a maior queda, de 5,5%, atingindo 109,5 pontos, o nível mais baixo desde julho de 2020. Apesar de os empresários ainda manterem uma visão otimista sobre as perspectivas futuras, essa confiança está em patamar cada vez menor, refletindo a incerteza prevalente no cenário econômico atual. “A redução da confiança continua em março assim como foi na pesquisa de fevereiro. É um termômetro de uma economia mais complexa e desafiadora que 2025 apresenta. Com isso, o empresariado vem tomando, cada vez mais, decisões cautelosas para os seus negócios”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. A Condição Atual da Economia também mostrou resultados desfavoráveis, com retração de 5,1%, permanecendo abaixo dos 100 pontos. Essa diminuição é acompanhada por uma queda de 26,8% na comparação anual, alinhando-se a um contexto de juros elevados e uma trajetória econômica complexa em comparação ao primeiro trimestre do ano passado. O subindicador de Intenções de Investimentos também apresentou recuo de 1,1% em relação ao mês anterior e de 2,2% em comparação a março de 2024, atingindo 98,1 pontos, o que indica preocupação crescente entre os comerciantes. Essa tendência é corroborada pela Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que registrou queda de 1,4% pelo sexto mês consecutivo. “Diante desse cenário que a pesquisa nos apresenta, ressaltamos a necessidade de atenção às atuais tendências econômicas e de investimento para que sejam priorizadas medidas que visem à recuperação da confiança do empresariado e à melhoria das condições de consumo no País”, avalia Felipe Tavares, economista-chefe da CNC. Pessimismo entre empresários de bens duráveis A retração na confiança do empresário do comércio foi observada em todos os segmentos, com destaque para o varejo de supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, que enfrentaram queda de 4,4%. O segmento de eletroeletrônicos, móveis e decorações, cine/foto/som, materiais de construção, veículos também experimentou recuo significativo, alcançando 97,2 pontos, pela primeira vez abaixo da marca de 100 pontos desde maio de 2021. Todos os segmentos apresentaram piora nas expectativas, com o setor de bens não duráveis liderando a queda mensal com 5,3%. A Intenção de Investimentos nas Empresas também mostrou variação negativa em todos os segmentos, com ênfase em supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, que atingiram 98,9 pontos. Acesse a análise completa do Icec e a série histórica Foto: Freepik

Agenda Institucional do Sistema Comércio 2025 é entregue ao governo federal

No dia 26 de março, o Sistema Comércio lançou a sua Agenda Institucional 2025 em evento que reuniu representantes do governo federal, dos setores do Comércio e dos Serviços e do parlamento na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília. O documento, recebido por Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), defende um arcabouço regulatório que favoreça o empreendedorismo, garanta segurança jurídica e simplifique a carga tributária, além de fortalecer o combate à concorrência desleal, desburocratizar a abertura de empresas e melhorar o acesso ao crédito. “Nossa Agenda Institucional enfatiza a importância de investimentos em infraestrutura para o crescimento econômico, destacando a modernização de transportes e a promoção de práticas sustentáveis”, disse o presidente do Sistema CNC–Sesc–Senac, José Roberto Tadros, na ocasião. E as iniciativas não param por aí. A Agenda do Sistema Comércio destaca, ainda, as necessidades de incentivar a inovação e a qualificação profissional, regulamentar a Inteligência Artificial (IA), desenvolver o mercado de carbono e digitalizar processos públicos para facilitar a atividade empresarial. Alckmin ressaltou a importância do Sistema Comércio para avançar em questões estratégicas do setor, como infraestrutura, inovação, tecnologia e acesso ao crédito. Ademais, apresentou algumas ações do governo que terão impacto positivo neste ano, como a Letra de Crédito para o Desenvolvimento — que deve tornar o crédito mais barato para o Comércio e a Indústria. Além disso, no âmbito de transformação digital das empresas, ressaltou também o programa Brasil Mais Produtivo, cuja perspectiva é atender a 200 mil micro, pequenos e médios negócios de Comércio, Serviços e Indústria em 2025. Fonte e foto: CNC