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Varejo paulista deve faturar 5,4% a mais com vendas do Dia das Mães deste ano, diz FecomercioSP

O Dia das Mães deste ano será promissor para o varejo paulista. Uma das datas mais relevantes para o setor deve superar os obstáculos da inflação e dos juros altos, sendo estimulada pelo mercado de trabalho aquecido e pela renda em elevação. A expectativa é que o faturamento dos segmentos diretamente impactados pela data cresça 5,4% em relação a maio de 2024. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em números absolutos, o faturamento dessas atividades pode atingir R$ 75,3 bilhões, o que representa um salto de R$ 3,86 bilhões em comparação com o ano passado. Vale lembrar que essas informações se referem a números brutos, não considerando a lucratividade dos negócios. Na análise da FecomercioSP, essa data é relevante para o varejo não apenas pelo impacto econômico, mas também por envolver diversos segmentos do setor. Além disso, muitos consumidores iniciam a busca por presentes com antecedência, já nos meses anteriores, concentrando as compras em maio. A projeção é que as lojas de móveis e decoração apresentem a maior taxa de crescimento — de 15,8% em relação ao ano passado. No entanto, é importante mencionar que trata-se da atividade de menor receita, sendo comum grandes variações porcentuais para cima ou para baixo. De qualquer forma, as previsões sugerem um aumento na procura por bens duráveis para o lar, possivelmente impulsionado pela ampliação do crédito — apesar dos juros elevados — e pelo desejo de presentear as mães com itens de maior valor agregado. As lojas de vestuário, tecidos e calçados, ainda bastante combalidas pelos efeitos da pandemia, como a Federação já mostrou em outra pesquisa, também vão crescer neste mês (14,7%), evidenciando a forte relação entre a data e o segmento de roupas. Farmácias e perfumarias, por sua vez, vão crescer 10%, com projeção de R$ 12,7 bilhões em vendas. O aumento (de R$ 1,17 bilhão) reflete a popularidade de produtos de beleza, cosméticos e itens de autocuidado entre as preferências dos consumidores na hora de presentear as mães, tendência já apontada em pesquisas de intenção de compra em anos anteriores. Varejo paulistano também vai crescer Assim como o Estado, a capital paulista também terá um Dia das Mães positivo. Os dados da FecomercioSP indicam crescimento de 5,8% no faturamento, alcançando R$ 24 bilhões — um salto de R$ 1,3 bilhão em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Lojas de móveis e decoração também vão liderar a alta porcentual (16,9%), seguidas pelo segmento de vestuário e calçados, com expansão de 12,4% nas vendas, o que significa um acréscimo de R$ 520 milhões em relação ao ano passado. Outro destaque será o grupo de eletrodomésticos, eletrônicos e linha branca, por exemplo, com elevação de 8,6%. Já os supermercados seguirão como a categoria de maior peso no total faturado (R$ 12,2 bilhões), embora apresentem a menor variação porcentual projetada, de apenas 2%. Foto: Freepik

Peic: inadimplência cresce entre famílias de baixa renda e homens, em abril

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) registrou alta do endividamento das famílias brasileiras em abril. Segundo o levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,6% dos lares declararam possuir algum tipo de dívida, patamar superior ao mês de março (77,1%). Ainda assim, o percentual é menor que em abril do ano passado, quando chegou aos 78,5%. O dado mais preocupante, no entanto, é a elevação da inadimplência. O percentual de famílias com dívidas em atraso atingiu 29,1%, retornando ao nível observado em janeiro deste ano. Além disso, também cresceu o número de famílias que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas atrasadas. O índice, que em abril de 2024 estava em 12,1%, atingiu 12,4%, o maior valor desde o início do ano. A análise histórica ainda mostra que, apesar de o percentual de endividados oscilar dentro de uma margem estreita nos últimos meses, a capacidade de pagamento das famílias tem se deteriorado. Isso se reflete no aumento do tempo de duração das dívidas em atraso, com destaque para a faixa entre 30 e 90 dias. Já os compromissos com prazos superiores a um ano vêm caindo, indicando maior concentração de dívidas de curto e médio prazo. O percentual de famílias inadimplentes por mais de 90 dias, que vinha em queda, estacionou nos 47,6%. “O crescimento da inadimplência, especialmente entre as famílias de menor renda, acende um alerta para o equilíbrio financeiro das famílias brasileiras. Embora o volume de endividados não tenha atingido novos recordes, a dificuldade dos núcleos familiares em honrar os compromissos aponta um cenário que exige atenção”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Maior aperto entre os mais pobres O recorte por faixa de renda mostra que os brasileiros que recebem até três salários mínimos enfrentam a situação mais crítica. O mês de abril encerrou com 81,1% dessas famílias endividadas, a maior proporção entre todos os estratos, com 37% relatando contas em atraso. Além disso, 17,5% declararam que não têm condições de pagar as dívidas. A diferença é expressiva quando comparada às famílias que ganham mais de dez salários mínimos. Neste recorte, apenas 15,2% estão inadimplentes e 5,4% afirmam que não conseguirão quitar as dívidas atrasadas. Apesar disso, a classe de maior renda também apresentou maior endividamento no mês (+0,7 p.p.), o que sinaliza uma pressão mais ampla no orçamento das famílias brasileiras. “A persistente concentração da inadimplência entre as famílias de menor renda reflete uma combinação de fatores estruturais, como a informalidade e o alto custo do crédito para esse público. Mesmo com sinais de recuperação do consumo, esses grupos enfrentam maior vulnerabilidade financeira e têm menor margem de manobra para lidar com os imprevistos”, explica o economista da CNC João Marcelo Costa. Aumento das dívidas entre os homens O levantamento também destaca um avanço maior do endividamento entre os homens, que passou de 76,5% para 77,2%. O índice de inadimplência masculina também cresceu, subindo 0,7 ponto percentual em abril (28,5%), enquanto entre as mulheres o aumento foi de 0,3 ponto percentual (29,6%). Na prática, o público feminino ainda é o mais endividado e inadimplente, mas o avanço entre os homens chama a atenção. Renda cada vez mais comprometida Outro dado importante é que o comprometimento médio da renda com dívidas subiu para 30%, sendo que 20,5% das famílias já comprometem mais da metade de seus rendimentos com pagamentos parcelados. Apesar disso, a percepção subjetiva de endividamento caiu: menos consumidores se consideram “muito endividados”, sinalizando algum grau de acomodação diante da realidade financeira. Endividamento deve seguir em alta As projeções da CNC apontam um crescimento contínuo do endividamento ao longo de 2025, com avanço estimado de 2,4 pontos percentuais no comparativo entre dezembro de 2024 e deste ano. A inadimplência, por sua vez, também deve seguir em alta (+0,5 p.p.), pressionada por juros mais elevados e menor acesso ao crédito. A entidade destaca ainda que programas governamentais de incentivo ao consumo podem contribuir para um endividamento ainda maior se não forem acompanhados por políticas de educação financeira e controle da inadimplência. Acesse a análise completa, a série histórica e vídeo do economista da CNC responsável pela divulgação da Peic Fonte: CNC Foto: Freepik

Copom deve subir Selic nesta semana sem dar pistas sobre próximos passos, diante de incerteza global

O Comitê de Política Monetária (Copom) não deve renovar seu forward guidance (instrumento em que o banco central guia o que esperar da política de juros futura) na decisão desta quarta-feira, 7. Economistas esperam que o colegiado evite sinalizações sobre as próximas decisões, diante da escalada da incerteza no cenário externo desde o anúncio de várias tarifas pelos Estados Unidos. Com isso, o balanço de riscos para a inflação vai ser observado de perto, para calibrar as expectativas futuras. O colegiado já aumentou a Selic em 3,75 pontos porcentuais desde setembro, quando retomou o ciclo de aperto monetário − inclusive com três elevações consecutivas de 1 ponto cada, entre dezembro e março. Na última reunião, o Copom indicou uma nova alta, mas “de menor magnitude”, neste encontro. As medianas do Focus e da mais recente pesquisa Projeções Broadcast sugerem uma alta de 0,5 ponto esta semana, para 14,75%. A principal dúvida diz respeito à sinalização futura. No fim de abril, vários diretores do Banco Central sinalizaram que a escalada da incerteza torna um forward guidance infrutífero neste momento, e que as próximas decisões devem ficar em aberto. O presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, disse na última terça-feira, 29, que é preciso ganhar mais graus de flexibilidade na política monetária. “O mais provável é o BC usar a mesma estratégia que usou no fim do ciclo de aperto passado, e dizer que vai ‘avaliar a necessidade de um novo ajuste na próxima reunião’”, diz o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano. “Isso casa tanto com a manutenção de um balanço de riscos assimétrico quanto com um balanço simétrico. O mais provável seria ele manter a assimetria no balanço.” O Copom tem mantido o seu balanço de riscos assimétrico para cima, indicando que é mais provável que o IPCA fique acima das suas projeções do que abaixo. Uma eventual mudança nesse equilíbrio poderia indicar menor disposição de um novo aumento da taxa na reunião de junho, segundo Serrano. Se o balanço permanecer assimétrico para cima, essa elevação ganharia probabilidade. Analistas do mercado já esperam uma queda de 0,1 a 0,2 ponto porcentual nas projeções de inflação do Comitê para 2025 (5,1%) e 2026 (3,7%), que agora se torna o horizonte relevante. Nos últimos 45 dias, o dólar caiu de R$ 5,80 para R$ 5,70, pela metodologia usada pelo Copom. Os preços das commodities recuaram. As medianas do Focus para o IPCA ficaram praticamente estáveis, com uma baixa marginal na expectativa para 2025, mas a inflação corrente continua pressionada. Em linhas gerais, também se formou uma opinião no mercado de que o tarifaço anunciado pelos EUA tende a produzir efeitos desinflacionários para o Brasil. Além da queda dos preços de commodities e do dólar, pesa nesse cenário a avaliação de que as exportações chinesas antes destinadas aos EUA vão ser ofertadas ao resto do mundo, promovendo uma queda nos preços de bens industriais. O economista-chefe da Ágora Investimentos, Dalton Gardimam, destaca que o colegiado tem de comprar graus de flexibilidade, para observar os efeitos do aperto monetário já feito e os desdobramentos do cenário externo. As tarifas dos EUA já produziram algum efeito desinflacionário via dólar e commodities, mas o tamanho do impacto que isso terá no processo de convergência do IPCA ao centro da meta ainda é incerto. “O BC pode ter de trazer o benefício da dúvida, porque temos uma enormidade de variâncias em jogo: choque desinflacionário, preços de petróleo despencando, a possível inundação de produtos chineses no mundo, o dólar americano caindo, e tudo ao mesmo tempo”, diz Gardimam. “Isso é uma tempestade, é uma tsunami. O BC tem razão de importar essa preocupação.” Gardimam espera que uma elevação de 0,5 ponto na Selic nesta quarta-feira, para 14,75%, seguida por uma manutenção dos juros neste nível. Na avaliação dele, é possível que o Copom tenha espaço para começar a cortar os juros já no fim deste ano. Para Thais Zara, economista-sênior da LCA 4Intelligence, o mais provável é o BC aumentar a Selic em 0,5 ponto porcentual nesta reunião e deixar as próximas decisões em aberto, de forma a observar a evolução do cenário. Ela espera que o balanço de riscos para a inflação permaneça assimétrico, de forma a justificar um aumento final de 0,25 ponto em junho, mas reconhece a chance de o ciclo ser encerrado já nesta quarta-feira. “Se o câmbio depreciar até junho, por questões como algum aumento da aversão ao risco nos mercados financeiros ou alguma questão doméstica, o BC ficaria com espaço para mais uma alta. Mas, se tivermos uma evolução mais favorável, se observarmos o vetor desinflacionário ajudando na convergência da inflação, ele pode não exercer essa opção”, afirma. Serrano, do BMG, considera que o encerramento do ciclo com a Selic em 14,75% é o mais provável, enquanto o BC aguarda para observar a evolução do cenário externo. “No segundo semestre, nós podemos ver uma desaceleração global mais forte, uma redução dos juros nas economias centrais e uma intensificação da desaceleração doméstica. Isso combinado reforça um cenário de acomodação e começa a indicar que o IPCA de 2026 pode ficar abaixo do teto da meta”, diz o analista. Fonte: Estadão Foto: Freepik

NFC-e não poderá mais ser emitida para CNPJ a partir de novembro

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou na última quarta-feira (30), no Diário Oficial da União (DOU), os Ajustes SINIEF nº 11/2025 e nº 12/2025, que modificam as regras de emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). As alterações entram em vigor em 3 de novembro de 2025 e impactam diretamente as operações de varejo, especialmente quando envolvem destinatários com CNPJ. A principal mudança é que, a partir da data mencionada, a NFC-e (modelo 65) poderá ser utilizada exclusivamente em operações com consumidores finais pessoas físicas, ou seja, identificados por CPF. As vendas realizadas a pessoas jurídicas deverão ser registradas obrigatoriamente por meio da NF-e (modelo 55). Vendas para empresas exigirão emissão da NF-e Com a publicação do Ajuste SINIEF nº 11/2025, a legislação elimina a possibilidade de emissão de NFC-e para destinatários identificados por CNPJ. A norma altera a redação anterior para restringir a NFC-e às operações cujo destinatário esteja inscrito apenas no CPF, ou seja, consumidor pessoa física. Dessa forma, operações comerciais em que o comprador seja pessoa jurídica passam a exigir a emissão da NF-e modelo 55, documento fiscal já amplamente utilizado nas transações entre empresas. A medida visa padronizar o uso dos modelos fiscais e evitar inconsistências no controle tributário. Mudanças na NF-e incluem flexibilização e contingência Simultaneamente, o Ajuste SINIEF nº 12/2025 introduz alterações importantes na NF-e, também com início de vigência em 3 de novembro de 2025. Entre as mudanças, destacam-se: Impactos práticos para o comércio varejista Na prática, o conjunto de regras estabelecido pelos Ajustes SINIEF nº 11/2025 e 12/2025 exige atenção redobrada de varejistas e profissionais da contabilidade. A principal consequência é a obrigatoriedade de emitir NF-e modelo 55 em qualquer venda cuja identificação do cliente seja feita por CNPJ, mesmo em estabelecimentos físicos. Além disso, a flexibilização para não preencher o endereço do destinatário em operações presenciais pode facilitar a emissão, especialmente em estabelecimentos de alto fluxo. No caso de entregas em domicílio, o uso do Danfe Simplificado tende a agilizar a logística. Contudo, é essencial que os contribuintes estejam preparados para situações de contingência, mantendo os sistemas atualizados e capacitando suas equipes para emissão posterior conforme o novo prazo legal. Ajustes fazem parte da evolução do controle fiscal A atualização das regras da NFC-e e da NF-e reflete o movimento contínuo da administração tributária em aprimorar os mecanismos de controle fiscal e evitar fraudes. Com a distinção clara entre documentos fiscais para pessoas físicas e jurídicas, o Confaz pretende reforçar a rastreabilidade das operações e facilitar o cruzamento de dados eletrônicos. Segundo especialistas, a medida também reduz a margem para erros na emissão de documentos fiscais, contribuindo para uma maior conformidade das empresas com as normas do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Orientação prática para contadores e empresas Contadores, varejistas e emissores de documentos fiscais devem revisar seus procedimentos internos, ajustar seus sistemas de emissão e orientar equipes sobre as mudanças que ocorrerão a partir de novembro. As soluções fiscais adotadas atualmente precisam estar preparadas para diferenciar operações com CPF e CNPJ de forma automática, evitando autuações e retrabalho. É recomendável, ainda, manter a equipe treinada para lidar com situações de contingência e para o uso correto do Danfe Simplificado, sobretudo nas entregas a domicílio. A restrição da NFC-e às operações com CPF e a exigência de NF-e para CNPJ representam mudanças relevantes para o comércio varejista. A partir de 3 de novembro de 2025, empresas devem estar preparadas para adaptar seus processos fiscais, garantir conformidade e evitar riscos tributários. A correta interpretação e aplicação das normas será fundamental para a segurança das operações e o bom relacionamento com o Fisco. Fonte: Portal ContábeisFoto: Freepik

Vendas do Dia das Mães devem movimentar R$ 14,37 bilhões em 2025, projeta CNC

Com projeção de aumento de 1,9% em relação às vendas do ano passado, o Dia das Mães de 2025 deve movimentar R$ 14,37 bilhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do avanço, o número é considerado tímido para a segunda data comemorativa mais importante do varejo e pode ser explicado pelo encarecimento do crédito. O ramo de vestuário, calçados e acessórios deve liderar mais uma vez o ranking da preferência do consumidor, com previsão de faturamento de R$ 5,63 bilhões, o que representa um crescimento de 6,2% no comparativo com 2024. Em seguida, aparecem os segmentos de farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (R$ 3,02 bilhões) e estabelecimentos especializados na venda de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,85 bilhão). Informática e comunicação, móveis e eletrodomésticos e utilidades domésticas, segmentos mais dependentes de crédito, devem apresentar retração, com quedas de 2,9%, 4,4% e 6,0%, respectivamente. “O cenário econômico tem exigido mais cautela dos consumidores, que estão mais seletivos neste Dia das Mães. Com isso, o varejo teve de se adaptar com rapidez e criatividade, investindo em promoções, itens de maior giro e mais alternativas de pagamento. Isso comprova o nível de comprometimento dos empresários com a retomada sustentável do consumo no País”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Atualmente, a taxa média de juros das operações com recursos livres destinados às pessoas físicas se encontra no maior patamar desde agosto de 2023, em 56,3% ao ano, de acordo com o Banco Central. “Segundo a autoridade monetária, há uma tendência de crescimento do comprometimento da renda com dívidas no Brasil que já representa 30,6% do orçamento médio das famílias. Este é o maior patamar em quase dois anos”, avalia o economista da CNC Fabio Bentes. Cesta mais cara A inflação também pesa no bolso do consumidor. A cesta típica de consumo da data comemorativa deverá apresentar alta de 5,8% este ano, frente aos 2,5% registrados em 2024. Produtos como joias (+33,7%), chocolates (+21,5%) e perfumes (+9,8%) lideram o aumento de preços. Em contrapartida, eletrodomésticos como fogões e refrigeradores devem ficar até 2,8% mais baratos. Vendas nos Estados São Paulo, com R$ 4,77 bilhões de faturamento, Minas Gerais, com R$ 1,79 bilhão, e Rio de Janeiro, com R$ 1,59 bilhão, devem concentrar 57% do volume total de vendas no País. Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal também se destacam por aparecerem com expectativas de crescimento acima da média nacional (5,6%, 5,5% e 5,1%, respectivamente), impulsionadas pelo maior dinamismo econômico observado nesses estados. Temporários no período A data comemorativa ainda deve gerar 29,73 mil vagas temporárias, superando os 28,36 mil postos criados em 2024. Entretanto, a taxa de efetivação dos trabalhadores deve cair de 29% para 20%, acompanhando o ritmo mais lento de crescimento das vendas. Os Estados de São Paulo (8,6 mil), Minas Gerais (3,3 mil) e Rio de Janeiro (2,3 mil) devem ser os maiores demandantes por temporários. Acesse aqui a pesquisa completa e o vídeo d economista da CNC resposável pelo levantamento Foto: Freepik

Em maio, NR-1 entra em vigor, mas em caráter educativo

Atendendo a pedidos de diversas entidades representativas do setor produtivo — como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que a inclusão dos fatores psicossociais na Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que orienta ações das empresas acerca do cuidado com a saúde dos colaboradores, entrará em vigor a partir de 26 de maio, mas em caráteres educativo e orientativo, ou seja, sem aplicação de multas.  Essa particularidade permanecerá ao longo de um ano, conforme solicitado pela Federação. Na visão da FecomercioSP, os conceitos relacionados a esses riscos são abertos e dificultam a realização de um gerenciamento técnico imediato das empresas. Por esse motivo, muitos negócios, especialmente os pequenos, ainda não tinham conseguido se estruturar para atender à nova legislação.  As empresas também não identificaram ainda riscos envolvidos nas suas atividades ou não reúnem recursos suficientes para a contratar técnicos habilitados.  O MTE anunciou o lançamento de um Guia de informações sobre os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, uma espécie de manual produzido com a colaboração das bancadas de empregados e empregadores, contendo orientações claras e detalhadas sobre como os procedimentos deverão ser tratados.  E, para acompanhar a implementação da norma nesse interim, a pasta vai criar uma comissão nacional temática, com participação do governo, de entidades sindicais e do setor empresarial. Na quinta (24), o presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior, se reuniu com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em Brasília, ao lado de várias outras entidades, para reforçar o pedido. No começo de abril, a Federação organizou uma live sobre o tema, com a participação de especialistas como Eduardo Pastore, assessor da FecomercioSP; Luciana Diniz, advogada especialista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); e José Luiz Pedro de Barros, gerente institucional de Segurança e Saúde do Trabalho do Sistema Firjan. O vídeo condensa boa parte das análises do setor produtivo sobre as alterações da NR-1. É possível ver na íntegra aqui. Foto: Freepik

Baixo otimismo entre varejistas já afeta setores essenciais, revela pesquisa da CNC

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) registrou estabilidade em abril, em relação a março, mantendo-se no patamar dos 101,7 pontos, descontados os efeitos sazonais. No entanto, o resultado representa uma queda acentuada no comparativo com abril do ano passado, de 8,2%, puxado principalmente pelo baixo otimismo com as Condições Atuais da Economia, subindicador medido pelo índice que registou queda de 24,8 na variação anual. Apesar disso, houve leve alta mensal de componentes como as condições atuais gerais (0,8%) e intenções de investimento (0,1%), que mesmo assim não foram capazes de reverter a cautela do empresariado com a atual conjuntura econômica. “Os avanços pontuais não têm sido suficientes para compensar as perdas acumuladas, principalmente entre os comerciantes de bens duráveis, mais sensíveis ao aumento dos juros. Eles têm enfrentado maiores dificuldades, o que se reflete na redução de investimentos e na postura conservadora quanto à expansão dos negócios. O momento reforça a importância de medidas que incentivem o consumo e reduzam as incertezas”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Investimentos e expectativa em baixa Mesmo com tímidas altas mensais, as intenções de investimento caíram 2,4% em relação ao ano anterior. A projeção de contratação de funcionários caiu 2,4%, enquanto os investimentos em estoques, em 1,1%, no comparativo com abril de 2024. O levantamento demonstrou, ainda, que as expectativas para os próximos meses também retraíram (0,5% no mês e 8,9% no ano), apesar de ainda permanecerem em nível considerado otimista, com 128,4 pontos. A avaliação sugere que os empresários estão mais preocupados com o presente do que com o futuro imediato. “O encarecimento do crédito e a perda de dinamismo do mercado de trabalho afetam diretamente a disposição do varejo em expandir. Isso pode ser explicado porque o comércio tem reagido fortemente, já no curto prazo, às condições que impactam negativamente os negócios em médio prazo”, afirma o economista da CNC João Marcelo Costa. Pessimismo entre supermercados e farmácias O baixo otimismo foi mais intenso entre os empresários do comércio de bens duráveis, como eletrônicos, móveis, eletrodomésticos e veículos. Este segmento apresentou a maior retração anual no índice geral (-10,2%) e liderou a queda do sentimento sobre as condições atuais (-14,8%). Até setores tradicionalmente menos afetados pela sazonalidade, como supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, recuaram e já operam em patamar considerado pessimista pelo Icec, com 97,8 pontos. Sobre a pesquisa O Icec é um índice antecedente, baseado em entrevistas com cerca de seis mil empresários do varejo nas capitais brasileiras. Variando de 0 a 200 pontos, o nível de 100 marca a fronteira entre otimismo e pessimismo. O índice é composto por três blocos: condições atuais, expectativas e intenções de investimento, considerando a visão dos empresários sobre a economia, o setor e suas empresas. A partir de abril de 2025, a pontuação do índice passa a descontar os efeitos sazonais, levando à revisão da série histórica.  Acesse a análise completa do Icec, a série histórica e vídeo com comentários do economista responsável pelo estudo Foto: Freepik

Live da FecomercioSP tira dúvidas sobre declaração do Imposto de Renda 2025

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) promove no dia 13 de maio, às 17h, uma live especial sobre a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2025, referente ao ano-calendário de 2024. O evento, que será transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube da Federação, reunirá especialistas para esclarecer as principais dúvidas e destacar as alterações na DIRPF 2025, com foco nas obrigações dos empresários e microempreendedores individuais (MEIs). Com participação de Ricardo Roberto Mendes Ribeiro Junior, Auditor-Fiscal da Receita Federal e supervisor regional do Imposto de Renda, Márcia Ruiz Alcazar, Contadora e ex-presidente do CRCSP, e Sarina Sasaki Manata, assessora da FecomercioSP, a live abordará temas como: ✔ Declaração de participação societária ✔ Rendimento de pró-labore e lucros distribuídos ✔ Orientações para MEIs sobre transferência de recursos para pessoa física ✔ Principais mudanças na declaração deste ano A live também reservará um momento para perguntas dos participantes, permitindo que o público tire dúvidas em tempo real com os especialistas. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) promove no dia 13 de maio, às 17h, uma live especial sobre a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2025, referente ao ano-calendário de 2024. O evento, que será transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube da Federação, reunirá especialistas para esclarecer as principais dúvidas e destacar as alterações na DIRPF 2025, com foco nas obrigações dos empresários e microempreendedores individuais (MEIs). Com participação de Ricardo Roberto Mendes Ribeiro Junior, Auditor-Fiscal da Receita Federal e supervisor regional do Imposto de Renda, Márcia Ruiz Alcazar, Contadora e ex-presidente do CRCSP, e Sarina Sasaki Manata, assessora da FecomercioSP, a live abordará temas como: ✔ Declaração de participação societária ✔ Rendimento de pró-labore e lucros distribuídos ✔ Orientações para MEIs sobre transferência de recursos para pessoa física ✔ Principais mudanças na declaração deste ano A live também reservará um momento para perguntas dos participantes, permitindo que o público tire dúvidas em tempo real com os especialistas. SAIBA MAIS SOBRE A DIRPF 2025 Como participar? A transmissão é gratuita e as inscrições estão abertas. Garanta sua participação na live aqui. Não perca essa oportunidade de se preparar para a entrega do IRPF 2025 com orientações diretas dos maiores especialistas no tema. Serviço Data: 13 de maio de 2025 Horário: 17h Local: YouTube da FecomercioSP Inscrições: gratuitas aqui

MEI já pode emitir um único DAS para vários meses

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) agora contam com uma nova funcionalidade no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGMEI), que permite a emissão de um único Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) para o pagamento de diversos meses de tributos, vencidos, a vencer ou em aberto, tornando a rotina fiscal mais prática, reduzindo a burocracia e contribuindo para uma melhor organização financeira. Antes, o MEI precisava gerar um boleto para cada mês de apuração, o que demandava mais tempo e atenção. Agora, com apenas alguns cliques, é possível emitir um DAS consolidado, reunindo todos os períodos pendentes em um só documento. A iniciativa é resultado da parceria entre a Receita Federal e o Serpro, e visa facilitar o cumprimento das obrigações fiscais do MEI, promovendo maior eficiência e evitando esquecimentos. “Essa é mais uma entrega de grande valor para a Receita Federal e para a sociedade”, afirma o gerente da Divisão de Negócios responsável pelo tema MEI no Serpro, Yuri Bassakin. Bassakin continua explicando que “com a consolidação dos tributos em um único DAS, simplificamos significativamente a regularização fiscal dos contribuintes.” Vantagens para o MEI Mais praticidade: o pagamento dos tributos fica mais simples e rápido.Organização financeira: reunir vários meses em um só documento facilita o controle tributário.Economia de tempo: evita a emissão e o pagamento repetitivo de boletos mensais.Menos burocracia: a regularização fiscal se torna mais acessível e ágil. omo emitir o DAS consolidado Para utilizar a nova funcionalidade, o MEI deve acessar o PGMEI pelo Portal do Simples Nacional, selecionar os períodos desejados e emitir o boleto. Confira os links oficiais: Portal do Simples NacionalPGMEI – Versão abertaPGMEI – Versão completa Com informações da Agência Gov | Via Serpro Foto: Freepik

Dia S pode virar data nacional para homenagear Sistema CNC-Sesc-Senac

O senador Alan Rick (União/AC) protocolou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei (PL) 1799/2025, que institui o Dia Nacional de Valorização e Reconhecimento do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), a ser celebrado anualmente no dia 16 de maio. Criados em 1946, o Sesc e o Senac fazem parte do Sistema CNC-Sesc-Senac, e desempenham papéis estratégicos em áreas como educação, saúde, cultura, lazer e formação profissional. “O Sesc e o Senac têm sido instrumentos fundamentais na promoção da cidadania e da qualificação de milhares de brasileiros. A criação de um dia nacional é uma forma de valorizar esses profissionais e instituições que tanto contribuem para o nosso país”, justificou o senador no projeto de lei. Atualmente, a data de 16 de maio já é reconhecida como o Dia S nos estados do Espírito Santo, Goiás, Roraima, Pernambuco, Sergipe e Mato Grosso. O PL 1799/2025 de autoria do Alan Rick pretende tornar a data reconhecida em âmbito nacional. Detalhes do PL O PL 1799/2025 prevê que, a cada 16 de maio, sejam realizadas atividades, eventos e campanhas educativas em parceria com o Sesc e o Senac. A proposta também incentiva que a sociedade civil, em conjunto com o poder público, organize iniciativas que ampliem a visibilidade das ações promovidas por essas instituições. De acordo com o texto, o objetivo central da nova data é “destacar a importância das atividades desenvolvidas por essas instituições em prol do desenvolvimento social, cultural e educacional dos trabalhadores do comércio e seus dependentes, e de toda a sociedade civil”. Alinhamento com os ODS A proposta destaca a relação das atividades dessas instituições com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), pois as ações do Sesc e do Senac estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente nas áreas de educação de qualidade, trabalho decente, saúde e redução das desigualdades. O projeto seguirá, agora, os trâmites regimentais no Senado Federal antes de ser analisado pela Câmara dos Deputados. “O Dia S é uma oportunidade de reconhecimento e fortalecimento das ações do Sistema CNC-Sesc-Senac. A Diretoria de Relações Institucionais (DRI) da CNC atua junto a senadores e deputados federais para ampliar essa visibilidade e consolidar o apoio às pautas prioritárias e as entidades”, destacou Larissa Rosa, assessora da DRI. Foto: Divulgação