SincoElétrico

CCT SINTETEL SP é assinada

O SincoElétrico assinou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas no Estado de São Paulo – SINTETEL SP. O documento traz informações importantes e pode ser consultado através deste link. Dúvidas ou outras informações podem ser esclarecidas através do e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br Foto: Freepik

Especialistas falam sobre as mudanças e os efeitos da NR-1 para as empresas

A possibilidade de a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) entrar em vigor em maio tem despertado preocupação das empresas e gerado enorme insegurança jurídica. Para esclarecer os pontos das novas regras e elucidar as obrigações que as empresas terão pela frente, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reuniu, em uma live transmitida pelo canal da Entidade no YouTube, especialistas em Direito Trabalhista para responder às perguntas de empresários, sindicatos e profissionais de Recursos Humanos. Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da FecomercioSP, iniciou a conversa destacando o que a NR-1 propõe e ressaltou a importância de o governo federal considerar a hipótese de adiamento das obrigações até que um manual de conduta e o guia das regras sejam criados. “O que poderia ser uma grande oportunidade para melhorar o ambiente de trabalho, transformou-se em uma avenida de incertezas. Existem muitos conceitos subjetivos que precisam ser esclarecidos. Felizmente, parece que o Ministério do Trabalho avalia a postergação do prazo, o que sugerimos recentemente”, afirmou. Segundo a nova norma, a partir de maio de 2025, as empresas nacionais terão de pôr a mão na massa para cuidar da saúde mental dos funcionários. A nova regra, que faz parte da atualização da NR-1, obriga as companhias a criarem um plano para mapear e prevenir problemas como estresse, assédio e sobrecarga mental no trabalho. Dúvidas respondidas Eduardo Pastore, assessor da FecomercioSP; Luciana Diniz, advogada especialista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); e José Luiz Pedro de Barros, gerente institucional de Segurança e Saúde do Trabalho do Sistema Firjan, responderam às perguntas do público da live, que passou dos 2 mil espectadores simultâneos. Confira, a seguir, as principais questões levantadas. As exigências servem para todas as empresas de qualquer porte? De acordo com a advogada da CNC, as regras são para todas as empresas, independentemente do porte. “A saúde mental deixou de ser um tema secundário e passou a ser central nas estratégias de gestão de pessoas.  Empresas que investem no bem-estar psicológico de seus funcionários observam melhorias substanciais na produtividade e no clima organizacional”, pontuou Luciana. Como definir a responsabilidade da empresa diante de um problema psicossocial? “Fatores externos, como a violência urbana, não são de responsabilidade da empresa. A NR-1 prevê que estas devem antecipar e promover ações que combatam riscos oriundos da atividade laboral, que pode desencadear quadros de estresse, entre outras doenças mentais”, afirmou Barros. Como as micro e pequenas empresas podem se adaptar à nova exigência de gestão de riscos psicossociais? “O desafio para as pequenas empresas é maior, mas o gestor deve ter em mente que a estratégia mais eficiente para monitorar e evitar problemas de saúde mental no ambiente de trabalho é a prevenção e o foco em ações coletivas”, ponderou Pastore. Assista à live completa sobre o tema:  Foto: Freepik

CNC mobiliza lideranças e debate desafios do setor terciário

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou, no dia 15 de abril, em sua sede no Rio de Janeiro, a 3ª reunião da Diretoria de 2025. O encontro reforçou a atuação estratégica da entidade em temas prioritários para o setor terciário, como modernização do Estado, fortalecimento institucional, qualificação profissional, inovação, reforma tributária e conjuntura internacional. Entre os destaques dos últimos meses apresentados no encontro, estiveram a entrega da Agenda Institucional do Sistema Comércio a parlamentares, um evento dedicado à pauta da reforma administrativa e as reuniões técnicas dos grupos Cetur, Atena e Renalegis, ocorridos em Brasília. A articulação com lideranças empresariais do Mercosul, a comemoração de um ano da CNC Play, os resultados da comunicação institucional e os debates promovidos pelo seminário da Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC) sobre o futuro das negociações coletivas também foram apresentados aos diretores presentes. Foco na inovação A qualificação de lideranças também ocupou lugar de destaque com a apresentação do Programa Pró-Líder, iniciativa do Senac Mato Grosso que já formou turmas de gestores e empresários, incluindo um módulo internacional na Universidade Nova de Lisboa. “Estamos formando líderes preparados para os desafios globais, com imersão internacional e visão estratégica”, afirmou José Wenceslau de Souza Júnior, presidente da Fecomércio-MT. A nova edição do programa, voltada ao varejo, levará os participantes à NRF 2026, maior evento mundial do setor, em Nova York. O diretor de Economia e Inovação da CNC, Mauricio Ogawa, apresentou dados que reforçam a vocação inovadora do setor: 38,53% das empresas terciárias brasileiras inovaram nos últimos anos. Ogawa destacou que a Confederação, por meio da Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação e Inovação (CBTIN), vem atuando em defesa de políticas públicas permanentes de incentivo à inovação. “A pandemia deixou um legado importante: o reconhecimento do setor como espaço de adaptação rápida e criatividade”, observou Antonio Florencio de Queiroz Junior, presidente da Fecomércio-RJ e coordenador da CBTIN.] Elienai Câmara, chefe de Gabinete da CNC e coordenador de Comunicação do Sistema CNC-Sesc-Senac, apresentou os resultados de mídias digitais e imprensa dos últimos eventos realizados pela CNC, além de da Semana S do Comércio, de 16 a 17 de maio, que celebrará a força do setor terciário. “É uma grande vitrine do trabalho integrado do Sistema CNC-Sesc-Senac, federações e sindicatos, em prol do desenvolvimento social, da qualificação e do empreendedorismo”, explicou Elienai. Reforma tributária Outro ponto central da reunião foi a preocupação com os efeitos da reforma tributária sobre a sustentabilidade das entidades sindicais patronais. Com a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), em 2027, sindicatos poderão ser tributados sobre receitas próprias, como aluguéis e contribuições voluntárias. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, enfatizou a importância de articulação e comunicação sobre o tema. “O que está em jogo é a capacidade de representação das entidades que negociam convenções coletivas e defendem os interesses do setor produtivo. É um desafio que precisamos enfrentar com união e estratégia”, frisou Tadros. Escuta ativa Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS e coordenador das Câmaras Brasileiras de Comércio e Serviços a CNC, apresentou o relatório de atividades 2024 das Câmaras Brasileiras do Comércio e Serviços da CNC, resultado de uma escuta qualificada com membros dos fóruns, que reflete as principais conquistas, gargalos e oportunidades identificados pelos segmentos representados. Próximas agendas A agenda da reunião incluiu ainda o convite oficial de José Carlos Raposo, presidente da Feaduaneiros, para a Intermodal South America 2025 — maior feira da América Latina dedicada ao comércio exterior, logística e e-commerce internacional — e o convite do presidente Antonio Florencio para a terceira edição do Web Summit Rio, que acontecerá de 27 a 30 de abril, com apoio da Fecomércio-RJ. Mercado em pauta A Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC 6×1 foi tema de atenção na área trabalhista. Para o professor e presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomércio-SP, José Pastore, a proposta gera um impacto econômico negativo que não pode ser desprezado. Segundo ele, qualquer discussão nesse sentido deve obrigatoriamente seguir um modelo de implementação progressiva, construído por meio de negociação coletiva. “É uma mudança sensível, com efeitos amplos sobre a dinâmica do trabalho e os custos das empresas. Por isso, precisa ser debatida com equilíbrio e acordada entre as partes envolvidas”, alertou Pastore. Na pauta econômica, Felipe Tavares, economista-chefe da CNC, comentou os efeitos das tarifas comerciais recentemente anunciadas pelos Estados Unidos. “Tarifas elevadas para outros países acabam abrindo novas oportunidades para o Brasil e podem ampliar nossa presença no mercado global”, esclareceu Tavares. Foto: CNC

Semana S: o Brasil que dá certo se mostra à população

por José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac Em maio, daremos início à Semana S do Comércio, uma mobilização nacional que reúne CNC, Sesc, Senac, federações estaduais e sindicatos empresariais para mostrar o impacto que o Sistema Comércio tem na vida dos brasileiros. Em um momento de desafios econômicos e sociais, é fundamental evidenciar o que funciona, o que gera resultados, o que constrói cidadania — e esse é o propósito da iniciativa. Mais do que ações pontuais, a Semana S é uma vitrine da atuação conjunta e contínua das instituições que compõem o Sistema. A CNC, como entidade representativa do setor terciário, articula a defesa dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo junto aos três poderes e nas três esferas da Federação. Por meio de 34 federações e mais de mil sindicatos, conhecemos de perto as demandas da base produtiva e trabalhamos para melhorar o ambiente de negócios e reduzir o custo de empreender no Brasil. Sesc e Senac são os braços sociais e educacionais dessa estrutura. O Sesc, em 2024, alcançou 109 milhões de participações em suas atividades. São mais de 10,5 milhões de credenciais válidas, o que demonstra a confiança da população nos serviços oferecidos. O programa Mesa Brasil assiste, mensalmente, mais de 2,3 milhões de pessoas com alimentos e ações de combate ao desperdício, reforçando o compromisso com a segurança alimentar e o combate à fome em larga escala. Na educação, o Sesc somou 1,73 milhão de inscrições em 53.928 ações, incluindo desde a educação básica (infantil, fundamental, médio e EJA) até atividades de formação complementar. Em saúde, foram 5,3 milhões de ações, com destaque para os mais de 612 mil inscritos em atividades de saúde bucal e 2,4 milhões em outras ações preventivas. A oferta de refeições e lanches ultrapassou 53 milhões de unidades, em um esforço que garante alimentação digna a milhares de brasileiros diariamente. No campo da cultura, houve 758 mil inscrições em ações formativas, além de 5 milhões de consultas e empréstimos em bibliotecas. O lazer também teve números expressivos: 1,8 milhão de inscrições em atividades físicas e 1,05 milhão em turismo social, totalizando 2,1 milhões de participações em viagens e excursões. Destacam-se ainda 66,6 mil ações voltadas à terceira idade e 9 mil ações de desenvolvimento comunitário, refletindo o compromisso com o envelhecimento ativo e o fortalecimento de vínculos sociais. Essa entrega só é possível graças a uma infraestrutura sólida: 642 unidades fixas, 151 unidades móveis, 245 escolas, 432 bibliotecas, 252 clínicas odontológicas, 440 restaurantes, 957 espaços esportivos, 119 teatros, 47 cinemas e diversos espaços culturais e expositivos, distribuídos em 341 municípios brasileiros. Já o Senac reafirma sua posição como referência na formação profissional de excelência. Em 2024, foram concluídas 949.888 matrículas em formação inicial e continuada, 148.706 em cursos técnicos de nível médio e 31.406 no ensino superior. A instituição está presente em 2.182 municípios, com 433 centros de educação profissional, 329 polos de EAD, 89 carretas-escola e uma balsa-escola — um modelo de mobilidade educacional raro e eficiente. São mais de 36 mil colaboradores, entre efetivos, temporários e aprendizes, comprometidos com a transformação por meio do conhecimento. É importante destacar que os recursos que financiam essas ações são privados — oriundos da contribuição compulsória de empresas do setor — e geridos com total transparência. O Sistema S está entre os mais auditados do país, com controles internos rigorosos e fiscalizações permanentes por órgãos como TCU e CGU. É gestão técnica, apartidária e voltada ao interesse público. Mas o mais relevante é o impacto social. Num país marcado por desigualdades históricas, Sesc e Senac promovem inclusão com eficiência. Chegam onde o Estado nem sempre alcança, acolhem quem mais precisa, oferecem portas de saída para situações de vulnerabilidade e oportunidades reais para quem busca desenvolvimento pessoal e profissional. Por isso, a Semana S não é apenas uma campanha: é um manifesto em favor do Brasil que trabalha, educa, acolhe e transforma. É também uma demonstração pública da força institucional de um sistema que entrega valor — para empresários, trabalhadores e sociedade. Convido, em primeiro lugar, os empresários e trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo a se engajarem ativamente nessa mobilização. Esta é também uma celebração da sua contribuição silenciosa, mas fundamental, para um país mais justo e produtivo. E convido toda a sociedade a participar da programação. Em milhares de unidades do Sesc e do Senac em todo o país, haverá atividades gratuitas, acessíveis e transformadoras. A Semana S é o reflexo do Brasil que dá certo — e o Sistema Comércio tem orgulho de construir esse país todos os dias. Artigo originalmente publicado no jornal Correio Braziliense, em 14 de abril de 2025. Foto: CNC

Seminário da CNCC discute os desafios e o futuro das negociações coletivas

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sediou, nesta quinta-feira (3), o Seminário Panorama Trabalhista e Sindical para 2025, da Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC). O evento, realizado de forma híbrida, teve como principal objetivo fornecer informações atualizadas para aprimorar as negociações coletivas e qualificar a atuação dos negociadores sindicais. Durante o evento, especialistas e representantes do setor apresentaram análises sobre os cenários e perspectivas das relações trabalhistas sob as óticas sindical e empresarial. Além disso, debateram os impactos das regulamentações recentes nas empresas e discutiram estratégias para solucionar impasses e demandas por meio do fortalecimento da negociação coletiva. Na abertura do seminário, o diretor Jurídico e Sindical da CNC, Alain MacGregor, ressaltou a relevância da negociação coletiva no setor empresarial brasileiro. Em sua fala, MacGregor enfatizou que o evento marca uma nova etapa para a CNCC, destacando a presença de importantes figuras do meio jurídico e acadêmico. “Esse é o primeiro evento do ano da nossa CNCC, e o nosso presidente, Ivo Dall’Acqua Jr., conseguiu trazer figuras prestigiosas para debater a negociação coletiva”, afirmou. O diretor Jurídico da CNC mencionou a participação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Filho, destacando sua contribuição histórica na busca por soluções para desafios enfrentados pelas representações empresariais. Ele também ressaltou a força da estrutura sindical do setor de comércio, serviços e turismo, que conta com 34 Federações e 1.070 sindicatos em todo o País. Segundo ele, essa base sólida é essencial para o avanço das negociações coletivas e para a busca de um ambiente mais favorável aos negócios. “O equilíbrio entre Legislativo, Judiciário e classe empresarial é fundamental para construirmos um Brasil melhor.” O evento contou também com a presença do professor André Teixeira, especialista em negociação coletiva, cuja experiência foi enaltecida por MacGregor, salientando os desafios da negociação direta entre empresas e sindicatos laborais. “Negociar diretamente não é uma tarefa simples, e o senhor faz isso com maestria”, disse. O Seminário Panorama Trabalhista e Sindical para 2025 reuniu lideranças empresariais, jurídicas e políticas para discutir desafios e perspectivas das relações trabalhistas no Brasil. Avanços da reforma trabalhista O ministro do TST Ives Gandra Martins Filho defendeu o papel da negociação coletiva na modernização das relações trabalhistas. Em sua exposição, Ives Filho dividiu sua análise em três aspectos: a visão da ala protecionista do TST, a visão da ala liberal e sua própria percepção sobre a negociação coletiva. “A espinha dorsal da reforma trabalhista foi o prestígio da negociação coletiva”, afirmou o ministro, reforçando que a flexibilização das relações laborais é fundamental para um ambiente de negócios mais dinâmico. O ministro também ressaltou a necessidade de enxergar as relações de trabalho não como uma luta de classes, mas como um empreendimento comum entre empregadores e empregados. “A legislação rígida, com interpretação igualmente inflexível, não protege o próprio trabalhador”, explicou. Ele defendeu que a aplicação dos princípios da subsidiariedade e da solidariedade pode contribuir para um ambiente de maior harmonia entre as partes. O presidente da CNCC, Ivo Dall’Acqua Jr., comentou a fala do ministro e ressaltou sua relação com os princípios históricos da CLT e sua conexão com o pensamento social cristão. “Uma fala muito preciosa do ministro ao remeter à CLT e à ‘Rerum Novarum’. Praticamos isso há quase 80 anos. No ano que vem, o Sesc e o Senac completarão 80 anos, fruto desse pensamento que busca harmonizar trabalho, família e bem-estar”, destacou. Desafios e tendências da negociação coletiva O professor da Fundação Dom Cabral e especialista em gestão de negociações coletivas, André Teixeira, trouxe uma análise prática dos desafios e das tendências da negociação coletiva durante sua palestra. Em sua fala, Teixeira salientou que o atual cenário apresenta oportunidade única para fortalecer o diálogo entre empresas e sindicatos. “Nós estamos vivendo um momento que fortalece, tanto do lado das empresas quanto do lado dos sindicatos, a negociação coletiva”, afirmou o professor. Ele ressaltou que o processo de negociação envolve pressão natural e que, por vezes, a relação entre as partes é encarada como um embate, o que pode prejudicar a construção de acordos benéficos para todos os envolvidos. Com experiência em negociações no setor privado, Teixeira enfatizou a capacidade de argumentação e a construção de consenso como essenciais para o sucesso das negociações. “A negociação coletiva não deve ser um jogo de ameaças, mas sim um espaço de construção conjunta.” Importância da aproximação com a base Durante a palestra Novos Enfrentamentos nas Negociações Coletivas, a advogada especialista da CNC Luciana Diniz falou sobre a importância de aproximar as discussões sindicais da realidade das empresas e dos sindicatos em todo o País. Diniz destacou que um dos objetivos da CNC é promover um debate mais prático e alinhado às mudanças legislativas e normativas que impactam as negociações coletivas. “O nosso intuito é a aproximação da realidade do dia a dia da nossa base e também promover um diálogo mais direto e produtivo”, esclareceu. A especialista também reforçou que a realização periódica do seminário, duas vezes ao ano, busca apresentar conteúdos relevantes e atualizados para os participantes. “Sempre tentamos movimentar este seminário para que ele realmente faça a diferença na hora da negociação coletiva”, explicou. Luciana Diniz enfatizou que a CNC representa um setor extremamente diversificado e que, por isso, é essencial manter um canal aberto com as empresas e sindicatos para entender suas necessidades e desafios. “A nossa missão é aproximar essa conversa e garantir que as trocas de experiências e informações sejam produtivas e eficazes.” Uniformização das decisões judiciais O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Aloysio Corrêa da Veiga, falou sobre a necessidade de maior estabilidade e coerência nas decisões da Justiça do Trabalho. O magistrado enfatizou a alta litigiosidade no Brasil e os desafios enfrentados pelo Judiciário diante do grande volume de processos. “Recebemos cerca de 600 mil processos por ano no TST, o que impacta diretamente a morosidade da prestação jurisdicional”, afirmou Corrêa. Ele ressaltou que a previsibilidade das decisões é essencial para garantir segurança

Comércio cresce 0,5% em fevereiro e atinge maior patamar da história

As vendas no comércio cresceram 0,5% na passagem de janeiro para fevereiro, atingindo o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000. O recorde anterior foi em outubro de 2024. A constatação está na Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado tem ajuste sazonal, o que tira efeitos de calendário e permite comparação mais ajustada. Já na série sem ajuste sazonal, o desempenho das vendas em fevereiro representa evolução de 1,5% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 3,6%. A média móvel trimestral, indicador que mostra a tendência de comportamento das vendas, teve crescimento de 0,2%, com ajuste sazonal. Com os números conhecidos nesta quarta-feira, o comércio se coloca 9,1% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, observado em fevereiro de 2020. Na comparação entre meses imediatos, a alta de 0,5% é considerada a primeira fora do intervalo de estabilidade, ou seja, quando os números eram muito próximos de zero: • Outubro 2024: 0,4%• Novembro 2024: -0,2%• Dezembro 2024: -0,2%• Janeiro 2025: 0,2%Grupos de atividadesDas oito atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro apresentaram expansão:• Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%• Móveis e eletrodomésticos: 0,9%• Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%• Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,1% De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, em fevereiro, foi observada a volta do protagonismo para o setor de hiper e supermercados, após um período de 6 meses com variações próximas de zero. O analista aponta que a desaceleração da inflação da alimentação em domicílio, que passou de 1,06% em janeiro para 0,76% em fevereiro, ajuda a explicar esse protagonismo das vendas nos supermercados. As quatro atividades que apresentaram recuo nas vendas foram: • Livros, jornais, revistas e papelaria: -7,8%• Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -3,2%• Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%• Combustíveis e lubrificantes: -0,1% De acordo com o gerente da pesquisa, o destaque negativo do segmento de livros, jornais, revistas e papelarias é explicado por uma “evasão dos produtos físicos dessa atividade, que estão indo para o consumo para serviços como plataformas digitais”. Ele acrescenta que o fechamento de mais lojas físicas, sobretudo livrarias, foi outro fator que explica o resultado.Esse setor se encontra 80,2% abaixo do ponto mais alto atingido pela atividade, em janeiro de 2013.No varejo ampliado, que inclui dados de vendas de veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas do comércio recuou 0,4% de janeiro para fevereiro na série com ajuste sazonal. Em 12 meses, há expansão acumulada de 2,9%, sem ajuste sazonal. Revisão de 2024O IBGE informou que uma grande empresa do setor de artigos farmacêuticos corrigiu dados relativos a 2024. Dessa forma, a expansão da atividade, anteriormente apurada em 14,2%, passou para 7,4%. Essa mudança fez com que o comércio como um todo tivesse crescimento de 4,1% em 2024, abaixo dos 4,7% originalmente divulgados. Mesmo com a regressão de 0,6 ponto percentual, a alta de 2024 é a maior desde 2013, quando tinha crescido 4,3%. Fonte: Agência Brasil Foto: Freepik

Famílias ampliam endividamento para conter inadimplência

Mesmo com o crescimento do número de famílias endividadas pelo segundo mês seguido, a inadimplência não avançou em março. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,1% das famílias relataram ter dívidas a vencer — maior patamar desde setembro do ano passado —, mas a parcela inadimplente ficou estável em 28,6%. Já o percentual de famílias que não terão condições de pagar dívidas vencidas recuou para 12,2%. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o resultado revela esforço das famílias para manter o controle financeiro mesmo diante das pressões do orçamento. “O crédito tem papel fundamental no orçamento das famílias e no fomento ao consumo, mas precisa ser utilizado com planejamento, principalmente em um cenário de juros elevados. O avanço do endividamento com estabilidade da inadimplência sinaliza maior consciência no uso do crédito”, afirma. A CNC projeta que essa tendência deve continuar ao longo do ano. A expectativa é de aumento de 2,5 pontos percentuais no endividamento até o fim de 2025, em relação ao início do ano, impulsionado por maior confiança no consumo e pela necessidade de reorganização financeira. A inadimplência, por sua vez, deve recuar marginalmente, com previsão de queda de 0,7 ponto percentual nos 12 meses. O levantamento também mostra que o tempo de inadimplência está diminuindo: 47,6% dos inadimplentes estão com dívidas em atraso há mais de 90 dias — o menor nível desde maio de 2024. Ao mesmo tempo, o comprometimento da renda com dívidas se manteve em 29,9%, e 20,8% das famílias afirmam comprometer mais da metade da renda com o pagamento dessas obrigações. Carnês avançam mesmo com juros mais altos Embora o cartão de crédito continue sendo a modalidade mais utilizada (presente em 83,7% dos endividados), ele perdeu espaço em relação ao ano passado. Em contrapartida, os carnês voltaram a crescer e se mantêm como a segunda principal forma de endividamento das famílias. A modalidade ganhou 1,3 ponto percentual na comparação anual. Para o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, isso reflete que as famílias estão tendo mais dificuldade de acessar fontes formais de crédito e acabam optando por modalidades alternativas, porém com juros maiores. “A alta dos carnês e do crédito pessoal mostra que o consumidor está buscando formas alternativas, porém mais caras, de conseguir empréstimos para manter o consumo ou quitar dívidas”, explica. Outro sinal de mudança é o encurtamento dos prazos das dívidas. O percentual de famílias com compromissos superiores a um ano caiu para 34,4% — menor nível desde agosto de 2024 —, enquanto cresceu o número de dívidas com vencimento entre três meses e um ano, indicando preferência por prazos mais curtos. Faixas de renda e gênero Entre as faixas de renda, o maior avanço do endividamento ocorreu entre famílias que recebem até três salários mínimos (+1,0 p.p. em relação a março de 2024). Já os consumidores com renda entre 5 e 10 salários apresentaram a maior queda da inadimplência (-1,1 p.p.). Acima dos 10 salários mínimos, houve leve aumento tanto da inadimplência quanto da parcela que não conseguirá quitar dívidas vencidas. No recorte por gênero, o endividamento cresceu entre homens (+0,5 p.p.) e mulheres (+0,9 p.p.). No entanto, os homens registraram queda da inadimplência e melhora da capacidade de pagamento. Já entre as mulheres, houve aumento da inadimplência e da percepção de que não conseguirão pagar os débitos vencidos. Acesse aqui a análise e a série histórica foto: Freepik

Varejo inicia o ano com alta de 9,9%

As vendas do comércio varejista paulista cresceram 9,9% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). No mês, o faturamento real atingiu R$116,7 bilhões — R$10,5 bilhões acima do apurado em 2024, a maior cifra para um mês de janeiro desde 2008. Contudo, é importante ressaltar que o montante diz respeito às receitas, e não à lucratividade. O recorde no faturamento está ligado, de alguma forma, ao índice de inflação, que elevou os preços de vários produtos, impactando a mensuração do volume movimentado em vendas. Em outras palavras, vender mais não significa lucrar mais. A Federação também destaca que o bom desempenho do Comércio no início do ano é mais reflexo do mercado de trabalho aquecido, que aumenta o contingente de pessoas com capacidade de consumir. Em uma conjuntura macroeconômica marcada por inflação acima do teto da meta e juros elevados, a expectativa da Entidade é de desaceleração a partir do segundo trimestre. Os juros altos, com a Selic em 14,25% e previsão de atingir 15% ao ano (a.a.) em maio, devem dificultar o acesso ao crédito, afetando principalmente a compra de automóveis, móveis e eletrodomésticos. Desempenho dos segmentosOito das nove atividades avaliadas apontaram aumento no faturamento: lojas de vestuário, tecidos e calçados (13,4%); autopeças e acessórios (13,3%); farmácias e perfumarias (12,1%); outras atividades (11%); concessionárias de veículos (10,5%); supermercados (9,7%); lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (8,1%); e materiais de construção (5,1%). Esses números contribuíram para o resultado geral com 10 pontos porcentuais (p.p.).  [TABELA 1]Faturamento Comércio Varejista – Estado de São Paulo Fonte: SEFAZ-SP/ FecomercioSP(*) a preços de janeiro/2025. No sentido inverso, as lojas de móveis e decoração registraram queda de 3,3%, resultando em uma pressão negativa de 0,1 p.p. Por apresentar o maior faturamento, o setor de supermercados foi um dos destaques de janeiro, exercendo a maior contribuição positiva para o resultado geral. O consumo de bens essenciais, que segue forte, foi confirmado pelas vendas das farmácias e perfumarias. Concessionárias de veículos, por sua vez, foram incentivadas pelo crédito alongado e pela reposição de frota, mas podem desacelerar com juros altos. Lojas de eletrodomésticos e eletrônicos mantiveram crescimento relevante, com maior força na capital. O setor ainda se beneficia da onda de renovação de bens duráveis iniciada em 2024, mas permanece sensível ao crédito elevado. O segmento de vestuário, tecidos e calçados apresentou recuperação acentuada no interior. Em contrapartida, a queda nas lojas de móveis e decoração aponta para uma possível saturação do consumo de itens para o lar, embora, na capital, ainda se registre uma leve alta. Capital paulistaEm São Paulo, as vendas no varejo cresceram 9,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. A cidade atingiu um faturamento de R$ 35 bilhões em janeiro, quase R$3 bilhões a mais do que no mesmo período de 2024. Todas as atividades registraram alta: eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (16,6%); outras atividades (12,3%); autopeças e acessórios (10%); supermercados (9,5%); lojas de móveis e decoração (7,6%); farmácias e perfumarias (7,5%); concessionárias de veículos (7,4%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (7,4%); e materiais de construção (4,6%).  [TABELA 2]Faturamento Comércio Varejista – cidade de São PauloFonte: SEFAZ-SP/ FecomercioSP(*) a preços de janeiro/2025. Foto: Freepik

Em fevereiro, volume de empregos criados nas MPE ultrapassa a marca de 2024

Em 2025, os pequenos negócios continuam sendo os maiores geradores de empregos do país. No mês de fevereiro, do total de 431.995 postos de trabalho abertos no Brasil, 247.753 estavam nas micro e pequenas empresas (MPE). O dado ultrapassa as 178 mil novas contratações registradas no mesmo período de 2024. O levantamento é do Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).  O resultado também é positivo se considerarmos o acumulado dos dois primeiros meses deste ano, quando as MPE contabilizaram 322.958 novas vagas. No ano passado, a soma dos novos postos de trabalho criados em janeiro e fevereiro havia sido de 290 mil postos de trabalho. Na divisão por setores, as MPE de Serviços saíram na frente em fevereiro, com 134.451 contratações. O Comércio vem em seguida, com a criação de 37.078. empregos, e a Indústria da Transformação na terceira posição, com 35.957. Os números do Caged, analisa o presidente do Sebrae, Décio Lima, sinalizam a capilaridade dos pequenos negócios em todos os setores da economia. “No geral, são mais de meio milhão de empregos gerados, somente no mês de janeiro e fevereiro. Este é o comportamento na geração de empregos, que na verdade, revela a solidez do crescimento econômico do nosso país. E há um elemento muito importante a ser levado em conta, geralmente quando se começa a sair de uma crise são os pequenos negócios, que primeiro respondem, nós já superamos esta etapa porque a geração de empregos também está envolvendo as grandes produções nacionais e as grandes cadeias produtivas, o que é fundamental para a gente ter segurança no processo de crescimento do nosso país, este é o governo do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckimin, levando o Brasil para o desenvolvimento que garanta para todos nós segurança econômica, com crescimento e inclusão social”, afirma. Foto: Freepik

CNC, Sesc, Senac e Federações promovem a Semana S do Comércio em todo o país

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as Federações do Comércio de todos os estados e do Distrito Federal, o Sesc e o Senac promoverão, entre os dias 11 e 17 de maio, a Semana S do Comércio. O maior evento integrado do Sistema Comércio brasileiro levará lazer, cultura, entretenimento, conhecimento e cidadania à população, além de palestras para incentivar o desenvolvimento e a inovação do setor terciário nacional. Acesse o site e confira a programação completa em sua região, além de detalhes sobre inscrições gratuitas.  A Semana S do Comércio, que celebrará também os 80 anos da CNC, proporcionará uma jornada de oportunidades, com centenas de atividades diárias. Em linha com os benefícios que o Sistema S leva à população, serão promovidos encontros com empresários dos mais diversos segmentos do setor terciário para discutir tendências em inovação e negócios.  “É fundamental apresentar à sociedade o impacto transformador das ações do Sesc e do Senac na qualidade de vida, educação, cultura e desenvolvimento profissional de milhões de brasileiros. Tudo isso só é possível graças aos empresários do setor, que investem e acreditam na missão de transformar vidas. São os empresários que financiam esse grande sistema de promoção social e qualificação profissional, com resultados concretos para o País”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.  Por ano, o Sistema Comércio capacita mais de 1 milhão de pessoas para o mercado de trabalho por meio da formação inicial e continuada, educação técnica de nível médio e ensino superior ofertados pelo Senac. Pelo Sesc, apenas em 2024, foram beneficiadas mais de 10 milhões de pessoas que são credenciadas para realizar diversas atividades, desde programas de saúde, educação básica, lazer, atividades físicas, turismo social, trabalho social com idosos, e o Mesa Brasil, que leva refeições gratuitas a 2 milhões de pessoas todo mês.  “O mundo do trabalho está em plena transformação. O Sesc acompanha essa dinâmica buscando levar qualidade de vida e bem-estar para o trabalhador do comércio. Hoje temos 10.5 milhões de credenciados. Em 2024, inauguramos mais de 50 instalações em todo país. Na educação, alcançamos uma rede de 245 unidades escolares. Na saúde, atendemos mais de 177 mil clientes no OdontoSesc. Na cultura, fizemos mais de 55 mil apresentações artísticas. No lazer, hospedamos quase 800 mil pessoas em nossas unidades hoteleiras. Na assistência, atingimos o recorde de 57 milhões de quilos em doações. Um marco no combate à fome no Brasil. Queremos mostrar, na Semana S, este imenso trabalho de responsabilidade social dos empresários do setor”, enfatiza o diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo.  Na mesma linha, o diretor-geral do Departamento Nacional do Senac, Marcus Vinicius Machado Fernandes, fala da amplitude do trabalho realizado por todo o País. “Na atual conjuntura de inovações e avanços tecnológicos constantes, o objetivo do Senac é ofertar uma educação profissional inovadora e inclusiva. Os números da Instituição em 2024 refletem o impacto de nossa atuação: foram 2.171.420 atendimentos, abrangendo mais de 2 mil municípios, com 1.508.653 matrículas em uma ampla variedade de cursos, em nossas 689 unidades, reafirmando nosso compromisso como agente de transformação social e impulsionador do setor de comércio de bens, serviços e turismo”, aponta.  A programação da Semana S varia em cada estado. Confira a programação preliminar no site ou consulte a Comunicação da Federação de sua região. Foto: CNC