MEI ficará impedido de emitir NF-e a partir de abril se houver erro no CRT

As regras de validação de campos vinculados ao Código de Regime Tributário específico do do Microempreendedor Individual (MEI) , o CRT 4, entram em vigor em pouco mais de um mês, no dia 1º de abril de 2025, e a principal novidade é que erros nesse campo impedirão o MEI de emitir a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) ou a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Desde setembro de 2024, o MEI passou a ser obrigado a inserir o CRT 4 para a emissão da NF-e ou da NFC-e, mas será apenas em abril que entra em ambiente de produção as regras de validação dos campos destinados a informar o Código de Situação da Operação do Simples Nacional (CSOSN) e o Código Fiscal de Operações e de Prestações (CFOP) específicos para os contribuintes que informarem o CRT 4. Ou seja, erros nestes campos vinculados ao CRT impedirão o MEI de emitir nota fiscal a partir de 1º de abril. O que muda para o MEI na inserção do CRT na nota fiscal a partir de abril? A versão 1.20 da Nota Técnica 2024.001, disponibilizada no Portal da NF-e publicada pela Sefaz, indica que, a partir de 1º de abril de 2025, entrará em produção as regras de validação que afetam o CRT=4 (MEI). Ou seja, a partir desta data, informações erradas, como por exemplo, um CFOP não permitido para o MEI, impossibilitaram a validação da nota fiscal, podendo ocasionar rejeições e divergências. A primeira versão da mesma nota técnica, incluiu o CRT=4 (MEI) para validar os dados cadastrais na base da Sefaz. Vale dizer que uma vez selecionado este CRT, se o cadastro do emitente não estiver como microempreendedor na Sefaz, o documento será rejeitado. Relembre a obrigatoriedade para o MEI na emissão de nota fiscal A versão 1.10 da Nota Técnica 2024.001, publicada pela Sefaz, divulgada no Portal da NF-e, determinou que os contribuintes enquadrados como MEI deveriam inserir o CRT 4 (regime tributário específico do segmento) ao emitir dois modelos de nota fiscal, a NF-e e a NFC-e, a partir de 2 de setembro de 2024. Porém, a versão 1.20 desta mesma uma nova Nota Técnica, a data foi prorrogada prorrogou para 16 de setembro de 2024, a obrigatoriedade, e ainda determinou que as regras de validação de campos vinculados ao CRT 4 entrariam em vigor a contar de 1º de abril de 2025. CFOPs que podem ser usados pelo MEI A atualização na tabela CFOP que contém os códigos que podem ser utilizados pelo MEI foi prorrogada e também passam a valer a partir de 1º de abril de 2025. Sempre que a legislação exigir que o MEI emita NF-e ou NFC-e, o microempreendedor deverá adotar o CRT 4, novo código de regime tributário específico do MEI e, conjuntamente, adotar o CFOP adequado à sua operação fiscal. Veja a seguir quais são os CFOPs que deverão ser utilizados pelo MEI nas operações internas e interestaduais quando for informado o CRT 4, específico deste segmento: 1.202 Devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, ou qualquer devolução de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das classificadas nos códigos 1.503, 1.504, 1.505 e 1.506. 1.904 Retorno de remessa para venda fora do estabelecimento, ou qualquer entrada e retorno de remessa efetuada pelo MEI com exceção dos classificados nos códigos 1.202, 1.503, 1.504, 1.505 e 1.506. 2.202 Devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, ou qualquer devolução de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das classificadas nos códigos 2.503, 2.504, 2.505 e 2.506. 2.904 Retorno de remessa para venda fora do estabelecimento, ou qualquer entrada e retorno de remessa efetuada pelo MEI com exceção dos classificados nos códigos 2.202, 2.503, 2.504, 2.505 e 2.506. 5.102 Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, ou qualquer venda de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das saídas classificadas nos códigos 5.501, 5.502, 5.504 e 5.505. 5.202 Devolução de compra para comercialização, ou qualquer devolução de mercadorias efetuada pelo MEI com exceção das classificadas no código 5.503. 5.904 Remessa para venda fora do estabelecimento, ou qualquer remessa efetuada pelo MEI com exceção das classificadas nos códigos 5.502 e 5.505. 6.102 Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, ou qualquer venda de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das saídas classificadas nos códigos 6.501, 6.502, 6.504 e 6.505. 6.202 Devolução de compra para comercialização, ou qualquer devolução de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das classificadas no código 6.503. 6.904 Remessa para venda fora do estabelecimento, ou qualquer remessa efetuada pelo MEI com exceção das classificadas nos códigos 6.502 e 6.505. Para as operações de comércio exterior, ativo imobilizado e ISSQN, o MEI que informar CRT 4 poderá utilizar os seguintes CFOPs: 1501, 1503, 1504, 1505, 1506, 1553, 2501, 2503, 2504, 2505, 2506, 2553, 5501, 5502, 5504, 5505, 5551, 5933, 6501, 6502, 6504, 6505, 6551 e 6933. Fonte: Contábeis Com informações adaptadas IOB Foto: Freepik
IPCA desacelera em janeiro, mas inflação segue acima da meta

O Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 11 de fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a principal medida de inflação do País, referente a janeiro de 2025. Houve alta de 0,16% nos preços, desacelerando em relação a dezembro (0,52%). No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,56%, ultrapassando o teto da meta de 4,5%. A deflação do grupo Habitação (-3,08%), impulsionada pelo bônus da Usina de Itaipu que garantiu desconto na conta de luz no último mês, ajudou a conter o avanço do índice. Já Transportes (1,30%) e Alimentação e Bebidas (0,96%) foram os principais responsáveis pela alta, pressionados pelo reajuste de passagens e combustíveis. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê inflação de 0,21% em fevereiro e 4,70% no acumulado de 2025, sinalizando um ano de desafios no controle dos preços. Confira a análise completa foto: freepik
Senac Empresas amplia oferta de cursos e serviços gratuitos para fortalecer o setor produtivo

O ambiente virtual “Senac Empresas”, criado sob medida para atender às necessidades do setor produtivo brasileiro, foi reformulado e está ainda mais completo, com novas soluções de educação e capacitação profissional. O Senac entende e conhece bem os desafios do mundo empresarial e, por isso, ampliou a oferta gratuita de cursos e treinamentos; todos voltados para o desenvolvimento das empresas, com melhor desempenho de seus funcionários e o aperfeiçoamento da gestão corporativa. “A reformulação do Empresas é mais um capítulo importante na história do Senac, em particular para o Departamento Nacional. Oferecendo cursos gratuitos e certificados digitais, é uma plataforma acessível e flexível para atender empresas de todos os portes e segmentos. Queremos que este seja um marco no fortalecimento da nossa relação com aqueles que viabilizam, com suas contribuições e seu apoio, a nossa atuação”, afirma Marcus Fernandes, diretor-geral do Senac DN. Com a ampliação da formação EAD Senac, a ideia é estreitar o approach com os diversos setores do empresariado, especialmente com a área de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, oferecendo qualificação de ponta aos colaboradores vinculados às empresas associadas ao programa. Isso irá proporcionar uma experiência mais ágil e acessível para as empresas na hora de buscar capacitação profissional para seus funcionários. “Essa iniciativa faz parte de uma estratégia nacional de atendimento empresarial que temos adotado para estreitar cada vez mais os vínculos que unem os empresários e o Sistema Comércio. Dessa forma, esperamos contribuir com a oferta de uma formação profissional de excelência para qualificar os trabalhadores e potencializar os resultados gerados para as empresas”, conclui José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. Ao acessar o Senac Empresas, as empresas terão acesso a:• Soluções educacionais gratuitas: um portfólio de cursos e materiais desenvolvidos especialmente para orientar o público empresarial.• Eventos selecionados: participação em feiras, conferências e congressos apoiados pelo Senac Brasil, com condições especiais: gratuito ou com valores diferenciados.• Materiais exclusivos: e-books, vídeos e publicações com temas relevantes para o setor empresarial.• Participação ativa: a empresa poderá contribuir na criação de produtos ou ações que visam fortalecer o setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Com a ampliação do Senac Empresas, a instituição reafirma seu compromisso com o desenvolvimento organizacional das empresas e o progresso econômico do país. Foto: Divulgação
Desenrola Pequenos Negócios: 120 mil empresas renegociaram R$ 7,5 bilhões

O Governo Federal viabilizou a renegociação de R$ 7,5 bilhões em dívidas bancárias para cerca de 120 mil microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte entre maio e dezembro de 2024, por meio do Desenrola Pequenos Negócios. Desenvolvido em conjunto pelos Ministérios da Fazenda e do Empreendedorismo, a iniciativa ofereceu descontos de até 95%, garantindo alívio financeiro e a reinserção desses negócios no mercado de crédito. A renegociação foi conduzida diretamente pelo sistema financeiro, com incentivos tributários do governo para que bancos oferecessem condições vantajosas a empresas inadimplentes. Os descontos variaram entre 20% e 95%, permitindo que milhares de negócios regularizassem seus débitos e voltassem a acessar linhas de crédito. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ressaltou o impacto da medida: “Ao quitar ou renegociar dívidas, essas empresas não só recuperaram o acesso ao crédito, mas também ganharam fôlego para crescer. Só em 2024, programas de crédito para pequenos negócios injetaram R$ 39 bilhões em 600 mil empresas, fortalecendo toda a cadeia produtiva”. O Desenrola Pequenos Negócios integra o Programa Acredita, que inclui ainda o ProCred 360 — linha de crédito com taxas de juros 50% menores que as de mercado para MEIs e empresas com faturamento anual de até R$ 360mil. Para viabilizar essas concessões de crédito, o governo destinou R$ 1,5 bilhão em garantias para os bancos, utilizando recursos remanescentes do Fundo Garantidor de Operações (FGO) do programa Desenrola, que renegociou dívidas de mais de 15 milhões de pessoas físicas. Com essa garantia inicial, serão disponibilizados R$ 5 bilhões em crédito, dos quais R$ 1,4 bilhão já foram emprestados para 47 mil empresas. A expectativa é que novos recursos sejam alocados para ampliar ainda mais a oferta de crédito. Crédito Além do Procred 360, os pequenos negócios podem procurar os bancos para acessar o Pronampe. No ano passado, o governo criou ainda o Pronampe Solidário Rio Grande do Sul, contribuindo para a recuperação econômica de 36 mil empresas afetadas pelas enchentes que atingiram o estado em maio. Fonte: Gov.br Ministério da Fazenda Foto: Freepik
Relatório de Transparência Salarial deve ser entregue até o dia 28

As empresas com 100 ou mais empregados têm até o dia 28 de fevereiro para preencher as informações com critérios de remuneração e ações para promover a diversidade, atendendo à Lei da Igualdade Salarial. O envio deve ser feito pelo Portal Emprega Brasil, na aba dos empregadores. Os dados vão compor o 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios do Ministério do Trabalho e Emprego, que será divulgado no dia 17 de março pelo ministério. A Lei de Igualdade Salarial determina multa para as empresas que descumprirem o prazo e punições mais severas aos empregadores que pagam menos a uma mulher do que a um homem que ocupa a mesma função. As informações devem ser encaminhadas para o Portal Emprega Brasil duas vezes ao ano, sempre nos meses de fevereiro e agosto. Além de informar os critérios remuneratórios, as empresas devem detalhar as políticas de contratação de mulheres, incluindo negras, com deficiências, em situação de violência, chefes de domicílio e LGBTQIA+, políticas de promoção de mulheres a cargos de gerência e direção e iniciativas de apoio para o compartilhamento de responsabilidades familiares. Os dados mais recentes, divulgados em setembro do ano passado, revelaram que as mulheres ainda recebem 20,7% a menos do que os homens nas mais de 50 mil empresas com 100 ou mais empregados, inscritas no eSocial. Sancionada em julho de 2023, a lei determina que empresas com mais de 100 empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão, e apoio à capacitação de mulheres. Com a entrega do relatório, as empresas têm até o dia 31 de março para divulgar o resultado em suas plataformas digitais, conforme estabelece a lei. Fonte: Agência Brasil Imagem: Freepik
Após duas quedas seguidas, varejo cresce 2,8% em janeiro, mostra índice da Stone

Após ter registrado quedas em novembro e dezembro, as vendas do comércio varejista brasileiro voltaram a crescer em janeiro. O Índice do Varejo Stone (IVS). mostrou alta mensal de 2,8% no primeiro mês de 2025, enquanto a evolução na comparação de 12 meses foi de 1,9%. Segundo Matheus Calvelli, pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, apesar da recuperação mensal, o cenário macroeconômico neste início de ano inspira cautela. A explicação é que o crescimento do comércio varejista em janeiro pode ter sido influenciado por uma base de comparação baixa, após quedas seguidas em novembro e dezembro. “Com o desemprego em 6,2% em dezembro, o mercado de trabalho segue aquecido, embora os dados do Caged [de contratações com carteira assinada] indiquem desaceleração nos empregos formais. A inflação dos alimentos, acumulando 8,2% em 12 meses, agrava ainda mais a pressão sobre as famílias endividadas”, afirmou em nota Segundo a pesquisa da empresa de tecnologia financeira, o comércio digital, em específico, teve queda mensal de 1,6%, enquanto o comércio físico registrou alta de 1,5%. No comparativo anual, os resultados se repetiram: com queda de 1,6% e alta de 1,5%, para o comércio digital e físico, respectivamente. Segmentos Na análise mensal, todos os oito segmentos analisados mostraram alta em janeiro: Tecidos, Vestuário e Calçados (4,8%), Artigos Farmacêuticos (2,2%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (2%), Móveis e Eletrodomésticos (1,7%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1,5%). Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (1,4%), Combustíveis e Lubrificantes e Material de Construção (1,1%). Já na comparação anual, o segmento de Combustíveis e Lubrificantes teve o melhor desempenho com alta acumulada de 9,3%, seguido pelo setor de Artigos Farmacêuticos, que registrou crescimento de 3,9%. O setor de Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo teve alta anual de 2,3%, seguido pelo setor de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria que reportou crescimento de 1,5%. O segmento de Tecidos, Vestuário e Calçados registrou alta de 0,9% e o segmento de Material de Construção também teve alta de 0,8%. Entre os resultados negativos, o segmento de Móveis e Eletrodomésticos teve retração de 6,2%, seguido pelo setor de Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico, que apresentou uma leve queda de 0,1% Destaques regionais No recorte regional da pesquisa, 19 estados apresentaram resultados positivos no comparativo anual, liderados por Roraima, com alta de 9,3%, seguido por Amazonas (6%), Acre (4,6%), Alagoas (4,3%), Ceará (4,1%), Amapá (3,9%), Pará (3,2%), Rio de Janeiro (2,9%), São Paulo (2,8%), Goiás e Minas Gerais (2,6%), Espírito Santo (2,2%), Tocantins e Maranhão (1,6%), Rondônia (1,5%), Pernambuco (1%), Rio Grande do Norte (0,9%), Bahia e Sergipe (0,8%). Já entre os resultados negativos, sete estados tiveram retração, com a maior queda registrada no Piauí, de 1,9%, seguido por Mato Grosso do Sul (1,4%), Rio Grande do Sul (1,1%), Santa Catarina (0,8%), Mato Grosso (0,7%), Paraíba (0,3%) e Paraná (0,2%). O Distrito Federal manteve estabilidade, sem variação (0,0%). foto: Freepik
Endividamento recua na capital paulista e atinge menor patamar desde agosto de 2021

Em janeiro, o endividamento das famílias foi o menor desde agosto de 2021, mas a inadimplência segue estável na capital paulista, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Atualmente, 2,74 milhões de lares estão endividados na cidade. O porcentual caiu de 68,2%, em dezembro, para 62,7%, no mês passado, revelando uma diminuição, também, no comparativo anual, quando a taxa era de 69%. Dentre os tipos de dívida, o cartão de crédito permanece em destaque: 83,1% dos entrevistados têm dívidas na modalidade. Em seguida, estão o crédito pessoal (14%), o financiamento imobiliário (13%) e os carnês (11,8%). [GRÁFICO 1] PESQUISA DE ENDIVIDAMENTO E INADIMPLÊNCIA DO CONSUMIDOR (PEIC) Janeiro de 2024 Fonte: FecomercioSP A pesquisa também aponta que 18,1% estão considerando contrair crédito — ou financiamento — nos próximos três meses. Esse porcentual era mais elevado em novembro (quando atingiu o maior nível da série histórica, 21,2%). A redução observada agora é um reflexo da alta dos juros e da inflação dos alimentos, que têm desestimulado a aquisição desses contratos. Por outro lado, o estudo da FecomercioSP indica que o tempo médio de comprometimento com as dívidas aumentou para 7,6 meses. Essa subida se mostra uma tendência desde novembro, quando era de 7,3 e cresceu para 7,4, em dezembro. O que também aumentou foi o porcentual da renda comprometida com dívidas. A taxa de 29,4%, no mês anterior, subiu para 29,8%. Embora ainda esteja em um nível saudável, essa elevação sugere as pessoas estão mais dependentes do crédito para a manutenção dos gastos mensais. Entre os que recebem abaixo de dez salários mínimos, o endividamento saiu de 68,2% para 67,2%. Já para os que ganham acima desse valor, houve recuo de 55,1% para 54,9%, no mesmo período (ambos estão abaixo do nível registrado em janeiro do ano passado). Mais inadimplentes entre os que ganham menos A PEIC de janeiro de 2025 revela que a inadimplência permanece na casa dos 19,6%. Apesar de o cenário não ter mudado em relação a dezembro (19,5%), o resultado representa uma leve melhora em comparação aos 21,8%, registrados no mesmo mês do ano passado. Em termos absolutos, praticamente 800 mil famílias estão inadimplentes (85 mil a menos quando comparado há um ano). Contudo, os lares com renda inferior a dez salários mínimos estão mais inadimplentes do que aqueles que ganham mais: o porcentual subiu de 22,7% para 23,1% nesse grupo. Já entre as que recebem mais, houve recuo (de 11,5% para 10,9%). Esse movimento pode ser um reflexo da inflação dos alimentos sobre o orçamento doméstico, que atinge com maior força as classes menos favorecidas. Ainda de acordo com o levantamento, o grupo dos que afirmam que não conseguirão pagar as dívidas em atraso diminuiu em relação a janeiro de 2024, quando o porcentual era de 9,7%. Atualmente, 8,7% — 351 mil lares, em termos absolutos — não poderão quitar os compromissos, uma redução de 35 mil famílias em um ano. Na avaliação da FecomercioSP, os juros e a inflação devem dificultar a manutenção das contas em dia, o que pode provocar um aumento da inadimplência em médio e longo prazos. O emprego, variável que tem sustentado a renda e evitado um descontrole maior, pode desaquecer com a desaceleração da economia e o crédito mais caro. Se isso ocorrer, manter a taxa de desemprego baixa pode não ser o suficiente para conter o aumento dessa inadimplência. Foto: Freepik
NR-1 traz novas obrigações trabalhistas para as empresas a partir de maio

A partir de 2025, todas as empresas brasileiras deverão avaliar e mitigar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A exigência decorre da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que estabelece diretrizes gerais para a segurança e saúde ocupacional. A medida visa a prevenção de transtornos mentais relacionados ao trabalho e amplia a responsabilidade dos empregadores sobre a saúde psicológica dos trabalhadores. De acordo com o advogado trabalhista e sócio do escritório Ambiel Advogados, Aloísio Costa Junior, a atualização da NR-1 impõe novas obrigações às empresas, que deverão identificar focos de risco à saúde mental, estabelecer planos de ação para erradicá-los e realizar avaliações periódicas de eficácia das medidas adotadas. “O empregador que não comprovar o cumprimento dessas exigências pode ser responsabilizado judicialmente em casos de adoecimento mental de seus funcionários”, alerta o especialista. A regulamentação também fortalece a proteção jurídica aos trabalhadores. Segundo Costa Junior, o estigma em torno das doenças mentais no trabalho pode ser reduzido, ao tornar explícito que a saúde psicológica deve ser preservada. “O empregador pode e deve adotar medidas para minimizar esses riscos, sob pena de ser responsabilizado na forma da lei”, explica. O especialista em Direito do Trabalho e sócio do Comparato, Nunes, Federici & Pimentel Advogados, Gilson de Souza Silva, destaca que as empresas precisarão implementar um conjunto de ações para garantir a conformidade com a NR-1. Entre as principais medidas estão : A adoção das novas regras também impõe desafios às empresas. Entre os principais estão a falta de cultura organizacional voltada à saúde mental, dificuldade na identificação dos riscos psicossociais e resistência de gestores e trabalhadores. Outro obstáculo apontado por Silva é a escassez de profissionais qualificados para conduzir a avaliação. “Pequenas e médias empresas podem não contar com especialistas em saúde mental, exigindo capacitação interna ou contratação de consultorias”, pondera. Ele também alerta para a necessidade de monitoramento contínuo, evitando que a adequação à NR-1 se torne um processo burocrático e ineficaz. Com informações M2 Comunicação Jurídica Foto: Freepik
Em 2025, cai o número de endividados, mas dívidas pesam mais na renda dos devedores

Pelo segundo mês consecutivo, o percentual de famílias endividadas caiu no País, chegando a 76,1%, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado de janeiro representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2,0 p.p. no comparativo com o mesmo período em 2024. Por outro lado, o estudo mostra o crescimento da percepção de endividamento, com 15,9% da população considerando estar “muito endividada”, contra 15,4% no fechamento do ano passado. O sentimento é compatível com o comprometimento da renda: em janeiro, 20,8% dos brasileiros destinaram mais da metade dos rendimentos às dívidas, o maior percentual desde maio de 2024. Em média, as famílias deslocaram 30% dos ganhos para esta finalidade (aumento de 0,2 p.p.). “Os juros elevados e a seletividade do crédito fazem com que os consumidores procurem fazer menos dívidas e, como efeito adverso, aumentam sua percepção de endividamento. A leve melhora da inadimplência indica que houve um esforço nas casas brasileiras para equilibrar suas finanças, mas o comprometimento crescente da renda acende um sinal de alerta para a economia em 2025”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Janeiro foi o mês de botar as contas em dia Como consequência dessa preocupação crescente, menos famílias estão com dívidas em atraso. Elas agora representam 29,1%, diante dos 29,3% de dezembro. O percentual daquelas que não têm condições de pagar o que devem também teve recuo mensal, de 13% para 12,7%. Apesar disso, os resultados ainda se mantêm acima dos patamares observados em janeiro de 2024 (28,3% e 12%, respectivamente). “Apesar da queda do endividamento, as dívidas estão consumindo uma parcela maior da renda das famílias brasileiras, especialmente por causa dos juros altos e prazos mais curtos. Esse cenário pode manter a inadimplência em patamares elevados nos próximos meses”, afirma o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. Famílias de menor renda estão mais cautelosas A pesquisa também analisou o endividamento por faixa de renda. Houve queda de 0,8 p.p. entre as famílias que recebem mais de 10 salários mínimos (65,3%) e de 1 p.p. entre as que ganham até 3 salários mínimos (79,5%), no comparativo com dezembro. As famílias mais vulneráveis (até 3SM) representaram o único grupo cujo percentual de endividamento aumentou, na comparação com janeiro de 2024 (79,2%). Já a saída da inadimplência demonstra ser um caminho mais longo. A redução da parcela de consumidores com dívida em atraso ocorreu apenas entre os que ganham de 3 a 5 salários mínimos, saindo de 28,1% em dezembro para 27,5%. No decorrer de um ano, houve alívio apenas na faixa entre 5 e 10 salários mínimos: o índice caiu de 22,7% para 22%. Cartão de crédito segue na liderança O cartão continua sendo a principal modalidade de crédito utilizada pelos consumidores, atingindo 83,9% do total de devedores, mesmo com a retração de 2,9 p.p., na comparação anual. Em contrapartida, destacam-se o crédito pessoal, com um aumento de 1,3 p.p. (atingindo 10,9%), e os carnês, com crescimento de 0,6 p.p. em relação a 2024 (chegando a 16,8%). Projeções para 2025 Apesar da recente melhora dos índices de endividamento e inadimplência, a CNC alerta que o endividamento das famílias pode voltar a crescer ao longo do ano. Os percentuais devem começar a subir a partir de março, fechando 2025 com 77,5% das famílias brasileiras endividadas e 29,8% inadimplentes. “A necessidade de recorrer ao crédito para consumo, somada à manutenção de juros elevados, deve tornar a gestão financeira um desafio ainda maior para os consumidores brasileiros”, conclui o economista Felipe Tavares. Acesse a análise completa, a série histórica e vídeo do economista responsável Fonte: CNC Foto: Freepik
Sesc SP terá novas unidades na capital e no interior; veja onde

O Serviço Social do Comércio (Sesc) de São Paulo atualizou o cronograma de inauguração de 11 novos endereços no Estado e de expansão de outras unidades. As datas incluem a abertura de até dois espaços ainda neste ano, além do início e da aceleração de obras em diferentes partes da capital, da região metropolitana e do interior paulista. Um concurso de arquitetura também acaba de ser lançado para a seleção de uma parte dos projetos. A primeira inauguração prevista para este ano é a abertura parcial do Sesc Galeria, a ser instalado no antigo prédio do Mappin, o Edifício João Brícola, no centro paulistano, em frente ao Teatro Municipal. A previsão é de início das atividades neste primeiro semestre, sem data anunciada. Futuramente, o espaço também terá a nova sede administrativa do Sesc, hoje instalada no Belenzinho (onde a unidade atual continuará com os demais serviços normalmente). Além disso, estará aberto ao público no térreo e no primeiro andar. Neste ano, o calçadão em frente ao prédio já recebeu algumas atividades como parte do Sesc Verão. A proposta é que se mantenha as características externas originais do prédio, datado dos anos 1930, em estilo art déco e de autoria do arquiteto Elisário Bahiana – o mesmo do Viaduto do Chá e do hipódromo do Jockey Club. Por outro lado, a parte interna será revista para promover acessibilidade e flexibilidade de usos. Em 2023, no anúncio inicial da expansão, o então diretor regional do Sesc SP, Danilo Santos de Miranda, destacou a localização “extraordinária” da nova sede. “Estará em uma das esquinas mais movimentadas do mundo em termos de pedestres”, declarou. Liderança histórica do Sesc SP, o então diretor regional havia divulgado um plano de avanço das atividades para bairros periféricos e regiões menos atendidas da capital à época, assim como uma ampliação das cidades já assistidas. Hoje, a rede tem 43 unidades operacionais, 20 na capital. A outra obra que deve ser entregue neste ano é a do Sesc Marília, prevista para dezembro. O centro cultural e desportivo terá 22 mil m² de área construída. Outras aberturas em mais endereços do Estado estão previstas para o período entre 2026 e 2030. A última inauguração foi a da unidade de Franca, a maior do interior, ainda no ano passado. Além do Sesc Galeria, o recém-lançado concurso nacional de arquitetura do Sesc SP selecionará o projeto para Mogi das Cruzes, na Grande SP. Outra seleção deve ser aberta ainda neste ano para unidades da Casa Verde, na zona norte da capital, e Ribeirão Preto e Presidente Prudente, no interior. A seleção será feita em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). O crescimento abrange diferentes frentes. Uma delas é chegar a mais bairros paulistanos. Entre eles, estão unidades em Sapopemba e São Miguel Paulista, na zona leste, e Casa Verde (inaugurada parcialmente em outubro) e Pirituba, na norte — regiões que então somavam apenas duas das 16 unidades da capital (Belém e Santana, respectivamente). Fora da cidade de São Paulo, o avanço envolve São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e Franca, Limeira e Marília, no interior. Em 2023, o custo inicial para a expansão completa era de R$ 2 bilhões, com a estimativa que chegasse a R$ 6 bilhões ao longo dos próximos 10 anos. Outro ponto da expansão envolve novas unidades em espaços icônicos e tradicionais. Essa lista envolve o restauro do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) — marco das artes cênicas no País —, e o Sesc Pirituba — em uma antiga chácara centenária tombada, por exemplo. Veja abaixo datas e mais informações sobre os novos Sescs e a expansão da rede: Sesc Pirituba Nova unidade da zona norte deve ter obras concluídas até primeiro semestre de 2029. Ao todo, serão 47,2 mil m², o que a tornará um dos maiores espaços do Sesc em São Paulo. Sesc Casa Verde Sesc Casa Verde será ampliado. Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO – 26/10/2023 Aberto parcialmente em 2023, está em expansão. Ocupa uma antiga fábrica da Alpargatas na zona norte, que passou por uma remodelação. A nova comedoria deve ser aberta neste ano. Sesc Galeria Abertura parcial no primeiro semestre deste ano. O espaço funcionará no térreo e no primeiro andar do Edifício João Brícola (antigo Mappin). Demais pavimentos receberão atividades administrativas, como a nova sede do Sesc no Estado. O concurso nacional que selecionará o projeto arquitetônico terá o resultado definido até agosto. Sesc Sapopemba Obras da nova unidade da zona leste devem ser iniciadas no segundo semestre deste ano. A previsão é de conclusão dos trabalhos no segundo semestre de 2030. Ao todo, serão 25 mil m² de área construída. Sesc Parque Dom Pedro II Unidade definitiva será entregue no primeiro semestre de 2026. Ao todo, serão mais de 33,1 mil m², no entorno do Mercado Municipal, no centro. Sesc São Miguel Paulista Unidade terá 45,7 mil m² de área construída, tornando-se uma das maiores do Estado. Incluirá teatro, com mais 400 lugares, piscinas, ginásio e outras instalações. Conclusão das obras é estimada para o primeiro semestre de 2029. Sesc TBC – Teatro Brasileiro de Comédia Unidade ocupará um espaço histórico e icônico do centro paulistano, que passa por restauro. Entrega das obras é prevista para o segundo semestre de 2028. Ao todo, são 4,4 mil m² de área construída. Sesc 14 Bis Unidade da região central ganhará restaurante, salas de ginástica, clínica odontológica e mais espaços até o segundo semestre de 2027. Espaço fica no centro expandido paulistano. Sesc Florêncio de Abreu Pequena unidade do centro paulistano receberá mais serviços de odontologia. Obras devem ser entregues até o segundo semestre 2025 Sesc Campo Limpo Unidade provisória receberá instalações definitivas até o segundo semestre de 2030. Ao todo, serão 38 mil m² de área construída. Sesc São Bernardo do Campo Nova unidade do ABC Paulista está em construção, com conclusão da obra prevista para o segundo semestre de 2027. Ao todo, serão 28,3 mil m², com capacidade para atender a 4 mil pessoas. Destaque será para o teatro, cujo projeto tem participação da arquiteta Lina Bo Bardi, a mesma do Sesc Pompeia e do Masp. Sesc Ribeirão Preto Cidade terá uma segunda unidade. O novo endereço foi comprado em julho do ano